Já pensou ter uma ferramenta a mais para se proteger contra oscilações de mercado? Ou mesmo para impulsionar sua carteira e ter a chance de aumentar seu retorno? Com os derivativos, é possível alcançar ambos os resultados. 

Se o objetivo é se proteger ou aumentar o potencial de ganhos da carteira, vale a pena conhecer o mercado de opções. Com elas, você terá muito mais possibilidades para investir ou para especular — desde que conheça esses recursos muito bem. 

Neste e-book completo, preparado pela Genial Investimentos, você conhecerá as opções, suas operações estruturadas e quais objetivos poderá alcançar com elas. Confira! 

Introdução 

O mercado financeiro não é composto apenas pela oferta de ativos. Também é possível incorporar os derivativos à sua carteira, tanto em busca de segurança quanto de rentabilização. Nesse sentido, vale a pena conhecer o mercado de opções. 

Tais derivativos permitem montar operações estruturadas variadas e, principalmente, contemplam os diferentes movimentos que podem ocorrer no mercado. Porém, antes de recorrer às opções, é necessário entender os conceitos relacionados e conhecer seus riscos. 

Para que você tenha todas as informações, nosso time da Genial Investimentos preparou esse guia completo. Veja tudo sobre o mercado e saiba como aproveitar as possibilidades! 

O que são as opções? 

As opções são derivativos do mercado financeiro, ou seja, existem com base em ativos que são negociados. As opções de ações, por exemplo, derivam desses papéis. A origem dos derivativos é muito ligada à proteção ou hedge. 

Os contratos futuros, por exemplo, são derivativos que surgiram como alternativa de oferecer previsibilidade para produtores rurais. Sem garantias quanto à negociação das sacas, os preços do produto no mercado poderiam estar tão baixos que a colheita resultaria em prejuízo.  

Assim, negociar derivativos com determinado preço para o futuro era uma chance de estabelecer condições prévias. Isso deixava os produtores menos vulnerável às oscilações de preços. Com o passar do tempo, derivativos começaram a ser negociados de modo financeiro, na bolsa. 

É o caso das opções. Elas se baseiam na negociação entre duas partes, que se comprometem com condições definidas previamente — e vencimento no futuro. Os derivativos desse tipo são lastreados principalmente em ações. 

Como elas funcionam? 

Quanto ao funcionamento, as opções são contratos que envolvem o direito de compra ou venda de um ativo-objeto a um preço determinado. Tudo é definido para uma data no futuro, que é o vencimento da opção. 

Então, uma opção permite que quem a adquire possa comprar ou vender um ativo, por determinado preço em um momento no futuro. Porém, note que ela oferece o direito, mas não traz a obrigação de realizar a compra ou a venda. 

Na verdade, quem adquire a opção está comprando esse direito. Já quem lança a opção no mercado tem, sim, a obrigação de acatar a decisão. Logo, se a outra parte decidir comprar o ativo, por exemplo, o lançador precisará vendê-lo. 

Por outro lado, quem adquire a opção pode escolher não exercer o direito, deixando-a expirar — ou virar pó, como se diz no mercado. Nesse caso, o único custo corresponde ao preço de aquisição da opção e às possíveis taxas associadas, como emolumentos e taxas de corretagem. 

Exemplo prático 

Para entender melhor, imagine alguém que adquire opções de compra de uma ação, acreditando em sua valorização. Porém, no momento do vencimento, a ação está mais barata do que antes. 

Se a pessoa decidir exercer a opção, pagará mais caro para adquirir a ação do que se o fizesse diretamente, certo? Logo, o esperado é que as opções sejam deixadas para vencer, sem que sejam exercidas. 

Por outro lado, se a ação tivesse passado por uma alta em sua cotação, valeria a pena exercer a opção para comprar o ativo por um preço menor. 

Quem são o lançador e o tomador? 

Considerando que a opção é um contrato de negociação, há duas partes envolvidas para que ela possa ser exercida. Essas partes são representadas pelo lançador e pelo tomador. 

O tomador corresponde a quem adquire a opção (quem compra) e tem o direito de exercê-la, até o momento de vencimento. Por isso, representa quem pode escolher usar o direito concedido pela opção ou deixá-la virar pó. 

Já o lançador corresponde a quem vende as opções no mercado. Lembre-se que ele é obrigado a cumprir com sua parte, caso o tomador opte por exercer o direito adquirido. 

Considere a seguinte situação: o tomador adquire opções de compra de uma ação por R$ 20,00. Até a data de vencimento, os papéis passam a valer R$ 22,00. Por conta disso, o tomador decide exercer seu direito. 

Ao lançador, cabe a obrigação de vender suas ações ou adquirir os papéis no mercado para vendê-las por R$ 20,00, nesse exemplo. Cada ação, portanto, gera uma perda de R$ 2,00 para ele. Se o prêmio pago pela opção tiver sido maior, ainda há lucro. Do contrário, pode ocorrer o prejuízo. 

O que é ativo-objeto? 

Para explorar o mercado de opções, é fundamental conhecer alguns termos muito utilizados com esses derivativos. Um dos mais importantes é o ativo-objeto, que corresponde ao que é negociado no contrato. 

Ele pode ser ações, commodities, câmbio e outros elementos do mercado financeiro. As opções derivam desses ativos, definindo condições para a compra e venda deles no futuro. 

O que é prêmio? 

O prêmio corresponde ao preço de aquisição da opção, que poderá ser exercida ou não. Esse preço é pago pelo tomador ao lançador no momento de aquisição do contrato. Ele não é reembolsável, ainda que a opção vire pó. 

O que é strike? 

Toda opção prevê a negociação do ativo-objeto por um preço no futuro, certo? Esse preço de exercício é chamado de strike e deve ser observado para que se defina se vale a pena exercer o direito concedido pela opção ou não. 

Em uma opção de venda (put) de uma ação a R$ 12,00, por exemplo, com strike de R$ 14,00 significa que o comprador da put tem o direito de vender a ação a 14,00 (strike) até a data de vencimento desse contrato. 

Quais as diferenças entre opções de call e put? 

No mercado de opções, é possível encontrar dois tipos de derivativos: as opções de put e as opções de call. As de call concedem o direito de comprar o ativo-objeto. E as de put, o de vender. 

As opções de call de ações, por exemplo, permitem que o tomador adquira tais papéis pelo strike no vencimento — e não pela cotação do mercado. Logo, o lançador deve adquirir (ou disponibilizar) os ativos e oferecê-los (ou entregá-los) ao tomador pelo preço definido. 

Já as opções de put são de venda. Caso sejam acionadas, fazem com que o tomador possa vender o ativo pelo preço acordado. O lançador fica obrigado a comprar os ativos do tomador. 

Por conta das diferenças entre os derivativos, o comportamento dos preços que leva ao exercício dos direitos também varia. No caso das opções de call, elas se tornam interessantes para o tomador quando o preço de negociação do ativo no mercado está acima do strike. 

Nas opções de put, acontece o contrário. Seu exercício passa a ser mais atraente para o tomador quando o ativo sofreu uma queda e o preço de negociação está abaixo do strike definido. 

Para que servem as opções? 

Recorrer ao mercado de opções pode ter mais de um objetivo. Ao adotar uma estratégia com esses derivativos, é possível fazer hedge (ou proteção) de carteira ou ganhar com a especulação. 

Hedge  

Sobre o hedge, saiba que, com as opções, você pode se proteger do alto nível de volatilidade da renda variável, protegendo sua carteira das quedas. Se houver desvalorização, é possível exercer o direito de vender ações por um preço maior, por exemplo e evitar prejuízos. 

Também é uma forma de garantir os preços considerados de interesse para realizar a compra. Ao realizar operações com derivativos atrelados ao câmbio, você pode se proteger contra a oscilação positiva de uma moeda. 

Especulação  

Além disso, existe a chance de especular com a ajuda dos derivativos. A ideia é aproveitar as oscilações para lucrar no curto prazo com as diferenças de preços. 

Se você adquire uma opção americana, por exemplo, pode negociá-la antes do vencimento em um momento em que o mercado esteja mais favorável.  

Além de negociar as opções em si, é possível obter ganhos com o exercício dos direitos concedidos. Isso ocorre, por exemplo, ao adquirir uma opção vantajosa, exercer o direito da compra e posteriormente vender as ações no mercado à vista. 

Quais são as vantagens de operar com elas? 

Escolher o mercado de opções traz vantagens tanto para investidores quanto para traders. Como visto, é possível fazer hedge de carteira, então tais derivativos podem ajudá-lo a evitar perdas ou, ao menos, contê-las com o uso de estruturas. 

Também é possível usar os derivativos para explorar movimentos do mercado e lucrar. Inclusive, as opções permitem buscar lucros tanto com a alta quanto com a queda da bolsa. Assim, há dinamicidade na especulação. 

Recorrer ao mercado de opções também pode ser um modo de diversificar suas operações e rentabilizar mais a carteira. Tudo dependerá dos seus objetivos financeiros e do seu perfil de investidor, considerando os riscos que está disposto a correr. 

Uma das vantagens de operar com opções é que elas têm custos menores, tanto em relação às taxas quanto aos prêmios para a compra. Operar com opções é mais barato do que operar com ações diretamente, por exemplo. 

Quais são os riscos envolvidos? 

Como as opções são derivativos, elas apresentam riscos mais elevados e que precisam ser considerados. Assim, embora possam servir para realização de hedge de carteira, elas também podem gerar perdas. 

Ao vender opções de call descobertas, por exemplo, você estará exposto a perdas ilimitadas. Afinal, os papéis podem se valorizar indefinidamente, o que gerará prejuízos escaláveis. 

Para quem realiza operações de maneira alavancada, os riscos também são maiores, porque as perdas passam a ter um impacto maior. Então, embora seja possível ganhar mais com a alavancagem, os prejuízos são proporcionais ao potencial de lucro. 

Ademais, a volatilidade do mercado pode se tornar um problema. Caso as oscilações sejam muito elevadas, as negociações podem acontecer fora da estrutura montada, o que leva a perdas maiores. 

Por isso, as opções costumam ser mais adequadas para investidores arrojados e, em algumas situações, para os moderados. Esses são os investidores que têm uma tolerância um pouco maior ao risco, então é preciso verificar qual é o seu apetite nesse sentido. 

Qual é a data de vencimento das opções? 

O vencimento das opções ocorre ao longo de todo o ano. Cada mês de vencimento representa uma letra a ser adicionado no ticker, que é o código de negociação das opções. Para as opções de call, essas são as letras ligadas aos vencimentos: 

  • janeiro: A; 
  • fevereiro: B; 
  • março: C; 
  • abril: D; 
  • maio: E; 
  • junho: F; 
  • julho: G; 
  • agosto: H; 
  • setembro: I; 
  • outubro: J; 
  • novembro: K; 
  • dezembro: L. 

Para as opções de put, temos as seguintes relações quanto ao vencimento: 

  • janeiro: M; 
  • fevereiro: N; 
  • março: O; 
  • abril: P; 
  • maio: Q; 
  • junho: R; 
  • julho: S; 
  • agosto: T; 
  • setembro: U; 
  • outubro: V; 
  • novembro: X; 
  • dezembro: Z. 

Além disso, vale a pena saber que, na B3, as opções vencem na terceira segunda-feira de todo mês. Outro ponto importante em relação ao vencimento corresponde ao momento em que cada uma pode ser exercida. Isso varia, na prática, com o tipo de opção. 

Existem dois tipos: opções americanas e europeias. As opções americanas permitem o exercício em qualquer momento até o período de vencimento. Por outro lado, as europeias só autorizam esse processo na data que ficar definida como sendo o dia de vencimento. 

O que é e para que serve a margem de garantia? 

A margem de garantia é um dispositivo de segurança muito utilizado no mercado financeiro quando ocorre a alavancagem. Ela consiste em uma quantia que fica disponível para proteger operações, impedindo que o operador termine com dívidas maiores que pode pagar. 

No caso do mercado de opções, a margem de garantia tem duas funções principais. A primeira questão é que ela serve para quem será o lançador de opções a descoberto. Ou seja, ela é exigida pela instituição financeira por quem venderá opções de ativos que não possui na carteira.  

Como o prejuízo pode ser elevado, a margem de garantia serve para cobrir as possíveis perdas, evitando que o operador termine com dívidas. 

Ela também serve para a alavancagem na compra. Em tal situação, é possível operar com um montante maior do que você realmente dispõe. A margem de garantia, então, é exigida para manter a proteção dos valores, evitando dívidas, caso ocorra o prejuízo. 

O valor solicitado de margem de garantia é definido por cada instituição financeira e depende das operações realizadas. Ela pode ser oferecida em dinheiro ou em ativos financeiros, como títulos e ações. 

O que são e como funcionam operações estruturadas? 

A compra de opções individuais e o exercício (ou não) dos direitos de forma simples não é a única possibilidade ao operar nesse mercado. Também existe a chance de executar as chamadas operações estruturadas. 

Elas podem ser compostas por ativos e derivativos com características variadas e servem tanto para a proteção quanto para melhorar o aproveitamento de condições do mercado. Com elas, é possível reduzir perdas, aumentar o potencial de ganhos ou mesmo travar uma rentabilidade fixa. 

Veja quais são as principais e entenda como elas funcionam! 

Travas 

Uma das operações estruturadas mais comuns com opções é a trava. Ela pode ser de alta ou de baixa e contempla possíveis movimentos do mercado em relação ao preço de exercício. Em ambas, tanto a rentabilidade quanto a perda são limitadas — ou travadas. 

Em uma trava de alta, a expectativa é que haja valorização do ativo-objeto, gerando lucro. Para isso, é preciso comprar uma opção de compra e vender uma opção de compra com strike acima — buscando lucro na diferença entre os strikes. 

As opções devem ser do mesmo ativo-objeto e ter o mesmo vencimento. No caso da trava de baixa, o movimento é semelhante, mas oposto. Há busca por lucrar com a baixa de ativos, mas de forma controlada em relação aos riscos. 

Booster 

A estrutura de booster é utilizada diante da expectativa de valorização do ativo. Apesar de limitar a rentabilidade, permite obter mais ganhos pelo aumento de participação na valorização. 

Para montá-la, é necessário comprar uma opção de call e vender duas opções de compra com strike maior. Por causa de sua composição, a montagem pode acontecer sem custos, desconsiderando as taxas. Por sinal, pode ser uma forma de fazer alavancagem com opções. 

Collar 

A estratégia de collar serve para quem deseja proteger uma ação da carteira de uma possível queda. Ao mesmo tempo, ela permite obter ganho diante de uma possível alta. Ela é montada com a venda de uma opção de call com strike mais alto e a compra de uma put com strike menor. 

Caso ocorra a valorização do ativo, executa-se a opção de call, o que poderá gerar lucro, pois as ações fazem parte da carteira. Se houver queda, a execução da opção de put previne contra grandes perdas ou pode gerar lucro com especulação. 

Borboleta 

A operação estruturada conhecida como borboleta usa travas de alta e de baixa simultaneamente. As estruturas devem ser montadas de maneira estratégica, com o objetivo de formar um padrão gráfico parecido com uma borboleta. Os ganhos e as perdas são igualmente limitados.  

Condor 

Em uma operação estruturada do tipo condor, a montagem da estrutura é feita com 4 pontas. Nesse cenário, há duas pontas vendidas e duas pontas compradas. O strike da primeira ponta compradora é o menor — e o maior é o da ponta compradora ao final.  

A ideia é aproveitar as variações ocorridas entre o intervalo de strike. Porém, os riscos e as perdas aumentam se o ativo atingir uma cotação abaixo da primeira ponta ou acima da segunda. 

Financiamento 

O financiamento consiste em adquirir uma ação e, simultaneamente, vender uma opção de call com o mesmo ativo-objeto. 

Caso a ação sofra uma queda até o momento do vencimento, a tendência é que ela vire pó. No entanto, o lançador já terá recebido o prêmio. O resultado, portanto, será uma diminuição do custo de aquisição das ações no começo da operação. 

Qual é a importância da corretora de valores nesse processo? 

Para aproveitar o mercado de opções você precisará de uma conta em uma instituição financeira, como uma corretora de valores. Por meio da plataforma de investimentos, será possível adquirir ou lançar opções de compra e venda, de acordo com sua estratégia. 

Além de garantir a estrutura que você precisa para operar, a corretora também pode oferecer o apoio de uma boa equipe de profissionais. Com essa ajuda, é possível entender melhor o mercado de opções, suas alternativas e os riscos envolvidos.  

Também é um suporte bem-vindo para escolher e montar as operações estruturadas ideais para a carteira. Com a Genial Investimentos, você terá acesso a um time qualificado que poderá auxiliar na identificação dos objetivos de uso das opções, como proteção ou especulação. 

Assim, poderá tomar decisões melhores e até rentabilizar o portfólio, dependendo das operações e das condições de mercado. Caso deseje, também é possível utilizar a mesa de operações para realizar a compra ou lançamento de opções segundo sua solicitação. 

Conclusão  

Como você pôde ver, o mercado de opções é composto por derivativos que ajudam a proteger ou a impulsionar o portfólio. Conhecer suas características e saber como usar as opções a seu favor é importante para ter a chance de conseguir resultados satisfatórios. 

Quer ter ajuda profissional para saber o que fazer e como operar? A Genial Investimentos disponibiliza um time completo com o qual você poderá contar. 

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