Para quem está começando a investir e se considera conservador na hora de desembolsar uma quantia para render, o Tesouro Direto é, reconhecidamente, uma ótima alternativa no mercado financeiro. Geralmente, a poupança é a escolha dos brasileiros por causa do hábito e da tradição da caderneta. No entanto, o Tesouro Direto já mostrou que veio para ficar. A aplicação nos títulos públicos é mais rentável que a poupança em qualquer cenário e, além disso, é segura e altamente acessível. Veja a seguir em mais detalhes o prós e contras do Tesouro Direto:

Prós do Tesouro Direto

1) Segurança

Primeiramente, quem emite os títulos e paga ao investidor é o governo federal. O Tesouro Direto é considerado o investimento de menor risco justamente porque é garantido pelo próprio poder público. Além de o governo brasileiro ter uma dívida pública controlada, a possibilidade de um eventual calote do governo é mínima. Digamos que, em uma situação hipotética, o Brasil entre em colapso financeiro e não tenha mais dinheiro para pagar a quem investiu no Tesouro Direto. Mesmo nesse cenário, o poder público pode emitir notas e mais notas para pagar a todos, sem risco de calote.

Sem dúvidas, isso causaria mais danos à economia, uma vez que mais dinheiro vivo circulando no País resulta em um aumento considerável dos índices de inflação. Mas é certo que o governo precisaria, primeiro, pagar os cidadãos que investiram nos títulos públicos para depois lidar com o rombo financeiro. De acordo com o consultor de investimentos da Genial, Filipe Villegas, além desses dois quesitos, há um consenso no mercado financeiro sobre a “escada” das instituições que quebrariam primeiro. Segundo o especialista, o governo federal é considerado o melhor pagador. Os primeiros a falir seriam as empresas, depois os bancos e, por último, as contas públicas.

2) Investimento acessível

No Tesouro Direto, é possível investir, em cada título público, o valor de R$ 30 até R$ 1 milhão. Por isso, a plataforma de investimentos do governo federal é considerada a mais democrática do mercado. Portanto, tanto o investidor conservador como o agressivo pode alocar seu dinheiro no Tesouro Direto.

Saiba mais:

3) Fácil de investir

O Tesouro Direto é a plataforma digital em que o governo federal disponibiliza seus títulos públicos. Esqueça ter que se locomover para uma instituição financeira e depositar seu dinheiro. O governo também entrou no jogo e, por meio do site do Tesouro Direto, é possível realizar as aplicações nos títulos públicos. Veja como é fácil o passo a passo:

  1. Você precisa ter CPF e uma conta em um banco para aplicar seu dinheiro.
  2. Agora, você escolhe um agente de custódia, que seria um banco ou uma corretora – como a Genial Investimentos. São eles que fazem as transações com o Tesouro.
  3. Definido o agente, é hora de acessar o site do banco ou da corretora e solicitar o seu cadastro. A instituição pede alguns documentos para a conta em seu nome, que será aberta na B3.
  4. A própria B3 vai lhe enviar uma senha provisória para entrar no sistema do Tesouro Direto, depois, você deverá cadastrar uma nova com letras, números e caracteres especiais. Pronto! Você já pode aproveitar o ambiente. É nele que você compra e vende títulos além de acompanhar a movimentação da conta.
  5. Escolha qual o título e prazo de vencimento deseja.

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4) Resgate rápido do investimento

Os títulos do Tesouro Direto tem ótima liquidez,  o que significa que o seu dinheiro pode ser resgatado em um período curto de tempo. No caso do Tesouro Direto, a liquidez é diária. Ou seja, se caso o título chegar à data de vencimento, no dia seguinte o dinheiro estará disponível. O mesmo acontece se você vender um título, mesmo antes do vencimento.

5) Rentabilidade

Os rendimentos da aplicação do governo são muito bons, considerando o mercado de renda fixa, no qual a rentabilidade dos investimentos já é parcial e totalmente conhecida antes de investir. A rentabilidade do Tesouro Direto varia conforme o título, mas há opções que acompanham a Selic, taxa básica de juros, o que já desbanca a poupança, por exemplo, e o IPCA – inflação oficial do Brasil -, o que garante rentabilidade acima do índice de preços do Brasil. Ganhos que acompanham ou batem a Selic e a inflação são considerados bons investimentos para perfis conservadores.

Contras do Tesouro Direto

Como vimos, as vantagens do Tesouro Direto são grandes e relevantes. Mas, como todo investimento, não há perfeição. O investidor deve tomar alguns cuidados com o risco de venda a mercado que os títulos públicos apresentam nas entrelinhas. Essa pode ser a grande desvantagem, que está ligada ao fato de haver boa liquidez. Essa desvantagem, na verdade, se aplica aos investidores mais conservadores, que não querem correr riscos de perder o mínimo em sua aplicação.

Risco de venda do título ao mercado

A rentabilidade dos títulos só é garantida para quem carrega o papel até o vencimento. Quando ocorre uma venda antecipada, o título é vendido a preço de mercado, que é definido de acordo com as flutuações da Selic e das perspectivas futuras para a taxa básica de juros.

Os preços dos títulos públicos, portanto, flutuam, assim como os produtos de Renda Variável, só que em menor grau. O Tesouro Selic (LFT), nesse sentido, é o título mais conservador, pois geralmente valoriza, já que seu preço flutua conforme a Selic. Assim, na venda antecipada, o rendimento do investidor tende a ser positivo.

Já os títulos prefixados e atrelados à inflação podem flutuar para cima ou para baixo, dependendo do momento econômico. Perspectivas de alta para os juros tendem a desvalorizar esses papéis, enquanto que perspectivas de queda tendem a valorizá-los. Quanto maior o prazo do título, maiores costumam ser as oscilações de preço.

Portanto, na hora da venda antecipada, o investidor pode ter ganhos, mas também pode ter rendimento negativo, e esse é o grande risco do Tesouro Direto. Nesses casos, é mais aconselhável ficar com o título até o vencimento para garantir a rentabilidade contratada, não importando como os indicadores macroeconômicos estejam reagindo.

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Leonardo Pinto

Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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