Um CDB – sigla para Certificado de Depósito Bancário – é um investimento de renda fixa de baixo risco, em geral bastante acessível às pessoas físicas.

É um tipo de título emitido por bancos para captar recursos para suas atividades. Quem investe em um CDB está emprestando dinheiro para o banco em troca de uma remuneração, enquanto o banco usa os recursos captados com investidores para fazer empréstimos a seus clientes.

Rentabilidade de um CDB

A rentabilidade desses títulos não é padronizada como a da caderneta de poupança. Em qualquer banco, a poupança rende o mesmo, uma vez que seu rendimento é estabelecido em Lei. Já os CDB têm diferentes remunerações, dependendo do banco e do prazo, por exemplo.

Por isso, é sempre importante verificar a remuneração de um CDB antes de trocar a poupança por ele. O investidor deve comparar ambas as rentabilidades para saber se o CDB pode realmente ser mais vantajoso. Lembrando que o CDB sofre cobrança de imposto de renda, e a poupança não.

O formato da remuneração de um CDB também pode variar. Eles podem ser pós-fixados, prefixados ou uma mistura dos dois tipos.

Pós-fixados: remuneram um percentual da taxa DI, taxa de juros praticada nas operações de empréstimos entre bancos, que se aproxima da taxa básica de juros (Selic) e serve como referência para os investimentos em renda fixa.

Um CDB pós-fixado pode pagar algo como 90% do CDI, 87% do CDI, 100% do CDI ou 103% do CDI, por exemplo. O percentual é aplicado sobre o CDI diário, o que faz com que a remuneração, por consequência, também seja diária. O investidor só sabe quanto vai de fato receber na hora do resgate ou na data de vencimento do título.

Prefixados: pagam uma taxa de juros acordada no momento do investimento, como 1% ao mês ou 10% ao ano, por exemplo.

Um exemplo de CDB prefixado é o Super CDB, oferecido atualmente pela GENIAL, que paga uma remuneração de 1% ao mês diretamente na conta do investidor.


Atrelados à inflação: os CDB que misturam as duas formas de remuneração em geral são atrelados à inflação. Eles pagam uma taxa prefixada mais a variação de um índice de inflação. Por exemplo, 3% ao ano mais IPCA, que é o índice oficial de inflação. Em outras palavras, este CDB paga 3% acima da variação do IPCA anualmente.

Prazo e liquidez (facilidade de resgate)

Um CDB pós-fixado pode ou não ter liquidez diária. Neste último caso, pode ser resgatado a qualquer momento, e o investidor recebe o percentual do CDI prometido mesmo que peça resgate antes do vencimento.

Alta liquidez é fundamental para quem pretende investir os recursos que fazem parte do seu fluxo de caixa – isto é, sua reserva de emergência ou o dinheiro usado no dia a dia. Também é importante em épocas de crise econômica.

Alguns bancos, entretanto, oferecem CDB com carência, em que é possível ganhar uma remuneração maior se o dinheiro ficar aplicado por prazos pré-determinados. Isso pode ser vantajoso para as pessoas que têm dificuldade de se controlar para não mexer em reservas que já têm destino certo.

Por exemplo, um CDB pós-fixado pode pagar 80% do CDI para aplicações de até um ano, 90% do CDI entre um e dois anos e 100% do CDI para quem deixar o dinheiro aplicado por mais de dois anos.

CDB prefixados ou atrelados à inflação, por sua vez, não costumam permitir resgates antes do vencimento. O investidor deve permanecer com o título até o fim do prazo para ganhar a remuneração acordada.

Caso precise sair do investimento antes do vencimento, o investidor pode tentar vender seu título no mercado secundário. Mas, nesse caso, pode não receber qualquer rendimento ou ter uma rentabilidade diferente da que foi inicialmente prometida.

Investimento mínimo

O investimento mínimo é determinado pelo banco emissor, mas essa modalidade de aplicação costuma ser bastante acessível mesmo para quem deseja investir pequenas quantias. Com menos de mil reais já é possível adquirir um CDB.

Quanto mais recursos o investidor tiver disponíveis, maior tende a ser a remuneração , especialmente nos grandes bancos. Nos bancos médios, porém, é possível encontrar CDB que pagam 100% do CDI ou mais mesmo para valores baixos de aplicação.

Riscos

Os CDB têm o mesmo nível de risco da caderneta de poupança e de outras aplicações de renda fixa emitidas por bancos. O investidor está exposto ao risco do banco emissor. Então, quanto mais sólida a saúde financeira do banco, menor o risco do título e, consequentemente, menor sua remuneração.

Contudo, assim como a poupança e algumas outras aplicações de renda fixa, todos os CDB contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos cujo objetivo é ajudar a manter a saúde do Sistema Financeiro Nacional. Sua garantia é de 250 mil reais por CPF, por instituição financeira, incluindo-se nesse valor todas as aplicações e depósitos com garantia que o investidor tiver no mesmo banco.

Isso significa que, se o banco emissor do CDB quebrar, o FGC vai ressarcir o investidor até esse limite, somando-se aí principal e rentabilidade do CDB e de qualquer outra aplicação com direito à cobertura, como a poupança.

Se o investidor aplicar mais que 250 mil reais em um mesmo banco, o valor que ultrapassar essa quantia não contará com a garantia, ficando sujeito ao risco da instituição financeira.

Por isso, o mais indicado, nesses casos, é distribuir os recursos por instituições financeiras diferentes, a fim de contar com a cobertura do FGC em todas elas.

Lembrando que o FGC também tem um limite global de cobertura de um milhão de reais, válido para a soma de todas as aplicações garantidas em todas as instituições financeiras.

Taxas e imposto de renda

O investimento em CDB não sofre a cobrança de taxa de administração ou performance. O rendimento é tributado na fonte, conforme a tabela regressiva do imposto de renda válida para as aplicações financeiras:

Prazo da aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20,0%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15,0%

Aplicações resgatadas antes de completar 30 dias também sofrem cobrança de outro imposto, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também segue uma tabela regressiva de acordo com o prazo de aplicação:

Número de dias decorridos após a aplicaçãoIOF (%)Número de dias decorridos após a aplicaçãoIOF (%)
1961646
2931743
3901840
4861936
5832033
6802130
7762226
8732323
9702420
10662516
11632613
12602710
1356286
1453293
1550300

Mesmo com a cobrança de imposto de renda, o CDB costuma ser mais rentável que a caderneta de poupança. Quanto mais alta a taxa Selic, mais alta a sua remuneração. Já a remuneração da poupança tem um teto de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR).

Embora a TR também suba conforme a Selic, essa elevação tem pouco impacto na remuneração da poupança frente às outras aplicações de renda fixa conservadora.

Assim, o CDB pode ser um bom substituto para a caderneta de poupança, se for mais rentável, tiver liquidez diária e estiver dentro do limite do FGC.

Como investir em CDB

O investimento em CDB pode ser feito diretamente no banco emissor do título ou por meio de corretoras de valores e distribuidoras que atuam como intermediárias. Essas empresas de investimentos costumam oferecer títulos emitidos por diversas instituições financeiras.

Lembrando que a garantia do FGC vale para os emissores, e não para as intermediárias. Isto é, se você investir em vários CDB de emissores diferentes por meio de uma única corretora, a cobertura de 250 mil reais por CPF valerá para cada emissor em separado, não para a corretora de investimentos.

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No momento, estamos também oferecendo o Super CDB, modalidade que deposita, mensalmente, um rendimento de 1% ao mês na sua conta. No vídeo abaixo, explicamos melhor como o Super CDB funciona:

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