Criar uma carteira de investimentos é a melhor estratégia para quem procura reunir liquidez, rentabilidade e segurança. Esses três elementos não podem ser encontrados em um único ativo, mas costumam aparecer quando se trabalha com a combinação de opções distintas.

Sendo assim, a pergunta que fica é: como diversificar a carteira de investimentos? Preparamos este artigo para que você tire dúvidas e monte seu plano com maior facilidade e atentando às chances de se obter resultados satisfatórios. Ficou interessado? Então, siga conosco.

Aproveite a leitura! 

Como funciona a carteira de investimentos?

Uma carteira de investimentos é a reunião de múltiplos ativos financeiros por um investidor. Nela, os títulos de renda fixa ou variável são escolhidos de acordo com objetivos diferentes, de maneira que o conjunto deles ofereça menores riscos e maiores potenciais de ganho ao aplicador.

No investimento diversificado, o capital é dividido. Se porventura o investidor perder dinheiro com alguma aplicação, existirá a possibilidade de recuperar com outra.

O conceito de diversificação

No universo dos investimentos, diversificar significa aplicar dinheiro em ativos que apresentam comportamentos diferentes em função de um mesmo evento.

Os riscos podem ser divididos entre os diversificáveis e os não diversificáveis. O primeiro grupo compreende as ameaças mais específicas, que surgem em função das atividades de uma empresa ou de um setor. É possível atenuar e até reduzir essas ameaças por meio de estratégias. O mesmo não pode ser feito no caso dos não diversificáveis, que afetam todos os ativos, como nos casos de guerra e cenários de instabilidade política.

Isso é o que leva investidores que já têm dinheiro aplicado na Bolsa de Valores a optarem também pelos ativos de Renda Fixa, por exemplo. No fim das contas, equilibra-se a balança risco x rentabilidade e garante-se segurança do seu dinheiro.

Como montar uma carteira?

Para investir bem é preciso definir dois pontos: o seu perfil de investidor e os objetivos que pretendem ser alcançados por meio dos investimentos. A carteira será a consequência do bom entendimento daquilo que você deseja para o seu futuro e das oportunidades que o mercado oferece.

O perfil pode ser conservador, moderado ou arrojado. Identificando o de cada um, fica mais fácil verificar os ativos que podem ser úteis às suas finalidades pessoais. Alguns ativos, como os de renda variável, por exemplo, podem trazer melhores resultados para quem apresenta característica arrojada. Mas isso não impede o investidor conservador de ter retornos positivos com essa opção, desde que identifique as oportunidades mais viáveis às suas características.

Os objetivos precisam ser separados entre curto, médio e longo prazo. Formar uma reserva de emergência é um objetivo de curto prazo; fazer uma viagem para assistir à próxima Copa do Mundo, de médio; já compor uma reserva para a aposentadoria requer longo prazo. Esses são apenas alguns exemplos comuns.

A questão é entender qual é o seu perfil para, então, identificar os investimentos mais viáveis aos seus objetivos. Dessa compreensão deverá surgir a sua carteira de investimentos.

O porquê de variar investimentos?

Para evitar que a desvalorização de um único ativo comprometa a sua vida financeira, é necessário aderir à conhecida lógica de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Quando você faz isso, corre o risco de perder o que tem de uma só vez, se algo de errado acontecer à cesta.

Imagine que alguém investiu todas as economias na Caderneta de Poupança e, de repente, viu a maior parte do seu dinheiro confiscado pelo Plano Collor, no ano de 1990. Se essa pessoa tivesse diversificado o investimento, ou seja, recorrido a diferentes produtos financeiros, possivelmente não amargaria um prejuízo tão grande.

Agora pense em quem investiu tudo o que tinha em uma empresa no mercado de ações e, de uma hora para a outra, viu essa companhia se desvalorizar em 80%. Seria muito mais interessante dividir a carteira entre vinte empresas, investindo 5% em cada uma delas, por exemplo. Ocorrendo desvalorização, a perda seria de 80% de 5%, ou seja, apenas 4% do valor total, o que amenizaria o problema.

Como diversificar corretamente?

Não confunda diversificar com pulverizar. A pulverização acontece quando você investe pouco em uma quantidade muito grande de ativos, maior do que o necessário. Tenha cuidado, pois na tentativa de minimizar os riscos você pode acabar eliminando possibilidades de ganhos.

O ideal é reunir aplicações que rendem de acordo com cenários diferentes. Considerando somente as opções disponibilizadas pelo Tesouro Direto, investir no Tesouro Selic, por exemplo, é uma maneira de atrelar os seus ganhos à taxa Selic; o que é diferente de investir em um ativo como o Tesouro IPCA, que varia em função da inflação.

O segredo é considerar um termo conhecido como correlação, ou seja, avaliar as similaridades entre os ativos. O ideal é que a sua carteira de investimentos reúna opções diversificadas. Na prática, é preciso apostar suas fichas no que pode trazer retorno por motivos diferentes.

Sobre diversificar com pouco dinheiro

O ideal é sempre investir com critérios. Se você não possui renda suficiente para garantir sua proteção financeira, é melhor procurar meios para formar uma reserva de emergência antes de diversificar com um conjunto de investimentos que pode colocar seu patrimônio em risco.

É importante lembrar que entre os ativos de diferentes perfis de uma boa carteira de investimentos há também os produtos de baixa liquidez. Sendo assim, imagine investir em um título que não permite resgate antes do vencimento. Em um momento de necessidade de ter acesso aos seus recursos, você pode ficar vulnerável desnecessariamente.

A dica é, inicialmente, buscar meios para formar a sua reserva de emergência e, somente após concluir essa etapa, recorrer a soluções de médio e longo prazo. Tendo isso em mente, ainda que leve tempo, você irá prosperar de maneira responsável e segura.

Conheça as carteiras recomendas do projeto Genial Analisa, disponibilizadas todos meses recomendações de ações e fundos imobiliários através de uma equipe de analistas de ponta Filipe Villegas e Isabella Suleiman.

Além disso, a sua carteira pode — e deve — passar por alguns ajustes ao longo do tempo. Quer saber como fazer isso? Para facilitar essa tarefa, listamos 9 passos para montar uma carteira de investimentos.

9 passos para montar uma carteira de investimentos

1. Ter um bom planejamento financeiro 

O planejamento financeiro tem o objetivo de orientar o destino ao seu dinheiro. Então é preciso ter um controle completo do seu orçamento neste primeiro passo — essencial para quem deseja montar uma boa carteira de investimentos.  

Para tanto, verifique quais são as suas receitas e despesas, registrando as entradas e todos os gastos que surgem ao longo do mês.  Com essas informações, você pode buscar melhorias, por exemplo, identificar custos que podem ser cortados ou reduzidos para economizar.  

Por meio desse controle você também entenderá quais são os valores disponíveis para investir. 

2. Manter o hábito de investir com frequência 

Após organizar o seu planejamento financeiro, é possível definir um valor para investir todos os meses. Os aportes frequentes são uma estratégia essencial para impulsionar o seu patrimônio ao longo do tempo, então é preciso ter disciplina. 

Fazendo isso, você conseguirá realizar os seus objetivos mais rapidamente por meio do aumento de capital. Outra dica é buscar formas de ampliar a sua renda ao longo dos anos para fazer aportes maiores. Assim, é possível construir patrimônio de maneiras consistente. 

3. Conhecer o seu perfil de investidor 

Um cuidado fundamental ao montar sua carteira de investimentos é entender o seu perfil de investidor. Ele trata da sua tolerância aos riscos do mercado financeiro e é dividido em três categorias: conservador, moderado ou arrojado.  

Os investidores conservadores prezam por maior segurança, mesmo que isso reduza a rentabilidade. Já os moderados aceitam flexibilizar a carteira, com exposição a alguns riscos, em busca de retornos mais atrativos.  

Por fim, os investidores arrojados têm interesse em obter rendimentos acima da média, mesmo que isso envolva maiores riscos. Assim, conhecer o seu perfil é fundamental para escolher investimentos mais adequados para compor a sua carteira.

Saiba Mais: Perfil de Investidor: Você sabe o seu tipo de investidor?

4. Definir seus objetivos e prazos 

Além de conhecer o seu perfil, é necessário definir objetivos e alinhá-los com os prazos dos investimentos. Por exemplo, se você busca uma renda para complementar a aposentadoria, é comum investir em alternativas que proporcionarão pagamentos recorrentes no longo prazo

Portanto, é essencial definir objetivos de curto, médio e longo prazo para guiar as suas decisões. A partir disso, você conseguirá fazer as escolhas mais adequadas aos seus planos para cada fase da vida. 

5. Conhecer as alternativas de investimentos 

Quem quer saber como montar uma carteira de investimentos precisa conhecer as alternativas disponíveis no mercado financeiro. Afinal, o portfólio precisa ser composto por uma variedade de ativos que estejam alinhados ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos pessoais. 

Para tanto, você pode contar com alternativas de renda fixa e de renda variável, que conseguem apresentar diferentes níveis de risco, rentabilidade e liquidez.  

Na renda fixa, você encontra opções como: 

Na renda variável também existem diversas alternativas, por exemplo: 

Porém, vale frisar que essas são apenas algumas opções do mercado. Logo, é essencial que o investidor pesquise e estude os investimentos disponíveis para tomar as melhores decisões.  

6. Identificar as opções que fazem mais sentido para o portfólio 

Como você viu, a escolha dos investimentos deve se basear em seu perfil e objetivos. Assim, ao avaliar as alternativas do mercado, veja quais apresentam características adequadas às suas necessidades. 

Investidores iniciantes, por exemplo, podem buscar opções mais seguras e com alta liquidez. Isso é importante, especialmente, para quem está montando a reserva de emergência e não pode correr muitos riscos.  

Por outro lado, quem já tem mais experiência e quer impulsionar o patrimônio pode se valer de alternativas com maior exposição ao risco, se isso fizer sentido. Portanto, após estudar os diferentes tipos de investimentos, você deve identificar aqueles que são mais adequados sua carteira. 

7. Entender a importância da diversificação dos investimentos 

Outro passo essencial nessa jornada é diversificar a carteira. A estratégia consiste em alocar os recursos em investimentos de diferentes tipos, setores e níveis de risco. Nesse caso, o objetivo é evitar que o portfólio sofra perdas expressivas por ter exposição mais direta a apenas um ativo. 

Dessa maneira, ao distribuir o capital investido de forma estratégica em diferentes alternativas, você pode equilibrar melhor os riscos — e também a rentabilidade. No entanto, é preciso ter cuidado com a falsa diversificação.  

Ela acontece quando você monta uma carteira que, aparentemente, é variada por ter muitos produtos ou ativos. Porém, na prática, os investimentos escolhidos estão expostos aos mesmos riscos, que podem envolver questões de mercado, crédito ou liquidez.

8. Ter conta em uma corretora de valores 

Para começar a investir, é importante abrir conta em uma corretora de valores da sua confiança. É por meio da plataforma da instituição que você pode acessar as alternativas investimento. Na Genial, você encontra uma ampla gama de opções em renda fixa e em renda variável

A corretora também deve oferecer um bom suporte para realizar os seus aportes. Por fim, vale buscar aquelas com taxas atrativas, serviços completos e assessorias de investimentos qualificadas. Isso ajudará a montar uma carteira de investimento mais completa e com maior segurança.

9. Contar com o apoio de uma assessoria de investimento 

É bastante comum que surjam dúvidas sobre as alternativas de investimento mais adequadas para montar uma carteira adequada ao seu perfil e objetivos. Nesse caso, você pode contar com o auxílio de uma assessoria de investimentos, vinculada à sua corretora. 

O apoio profissional ajudará nas escolhas, esclarecendo dúvidas sobre as diferentes opções do mercado e como elas funcionam. E saiba que o serviço de assessoria é gratuito e personalizado, portanto, você terá todo o suporte para montar um portfólio conforme suas necessidades. 

Agora que você sabe como montar uma carteira de investimentos, pode traçar sua estratégia para realizar seus objetivos financeiros. Ao seguir estes passos, ficará mais fácil equilibrar risco e rentabilidade, permitindo que você tome decisões mais acertadas para ter sucesso ao investir. 

Gostou do conteúdo?

Conte com a Genial para investir. Abra gratuitamente a sua conta com a gente, siga as instruções e faça seu aporte. É simples e 100% digital.

Comentários