Depois da centenária poupança, nunca houve um investimento que fosse tão democrático, seguro e rentável para qualquer tipo de investidor como os títulos públicos do Tesouro Direto. Você entenderá neste e-book, de forma detalhada, porque o Tesouro Direto é a nova porta de entrada no mundo dos investimentos para os brasileiros. Conheça a melhor forma de render seu dinheiro extra sem a frustração de perder a sensação do poder de compra, deixando o dinheiro parado na conta-corrente ou poupança.

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é uma plataforma de investimentos do sistema financeiro federal, promovido, desde 2002, pelo Tesouro Nacional em parceria com a antiga BM&FBovespa, atual B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil.

O grande objetivo do Tesouro Direto é dar acesso à negociação dos títulos públicos do governo federal para toda a população brasileira. Ou seja, cidadãos de todas as classes sociais podem bater no peito e dizer que são investidores. Depois da criação do Tesouro Direto, ficou para trás a ideia de que investir é privilégio apenas dos ricos. Muito pelo contrário.

Seja investindo o pouco que sobra do salário, mês a mês, ou deixando uma quantia única, o seu patrimônio pode multiplicar por meio do Tesouro Direto. Planejamentos que, antes, eram impossíveis, como a compra de um carro, o sonho da casa própria, uma viagem ao exterior, a garantia da faculdade dos seus filhos, podem, caso haja boa organização e paciência, se tornar realidade.

Se você aplica uma parte do seu salário na poupança e tem medo de arriscar mais em outros investimentos, por achar que aquele dinheiro conquistado na base do suor irá por água abaixo, investir no Tesouro Direto é o próximo passo a seguir.

Mais para frente, vamos ter a prova de que os títulos públicos são uma forma excepcional de garantir boa rentabilidade e segurança para qualquer nível, prazo e objetivo de investimento. Não, você certamente não estará cometendo loucuras saindo da poupança.

Abra sua conta para aplicar no Tesouro Direto

Títulos Públicos

Os títulos públicos foram elaborados pelo governo federal como uma forma de arrecadar dinheiro para financiar a Dívida Pública Federal (DPF), bem como as demais atividades governamentais que compõem o Orçamento Federal, este determina para quais áreas e projetos os recursos captados serão distribuídos.  

Sim, é isso mesmo, você não entendeu errado. O governo federal usa o mercado financeiro e as movimentações financeiras das pessoas para obter recursos. Mas, ao emitir esses títulos públicos, a contrapartida do Governo é beneficiar a quem lhe empresta.

O raciocínio é simples: é como se os cidadãos emprestassem dinheiro e o governo se comprometesse a pagar essa quantia de volta, depois de um certo período, com juros acrescidos ao valor inicial “emprestado”. Isto é, o poder público consegue, desta forma, ter dinheiro disponível no caixa e fazer o dinheiro das pessoas renderem, beneficiando a economia do País, como um ciclo, tanto pela tentativa de manter as contas públicas saudáveis (e em dia) quanto por dar aos brasileiros a chance de rentabilizar seu patrimônio e aumentar o poder de compra. Portanto, os dois lados ganham.

Antes de 2002, sem o Tesouro Direto, o acesso a títulos públicos era muito restrito. Apenas grandes instituições financeiras e empresas de maior relevância tinham permissão e direito de negociá-los. Com o Tesouro Direto, pessoas que têm, pelo menos, R$ 30 para investir, já podem se beneficiar e rentabilizar seu dinheiro.

Ao ler sobre investimentos no Tesouro Direto, você pode se deparar com o termo “papéis” como sinônimo dos próprios títulos e investimentos que o governo federal disponibiliza. Esse é o jargão usado por economistas e investidores, pois, antigamente, os títulos públicos eram impressos como cédulas, indicando sua compra. Hoje, como praticamente tudo no mercado financeiro, o processo é feito de forma digital e muito mais cômoda.

Renda Fixa

Os títulos públicos, dentro da variedade extensa de investimentos que circulam pelo mercado financeiro, são classificados como títulos de Renda Fixa. E o que isso significa? Significa que é possível saber, total ou parcialmente, qual será o rendimento pago pelo governo federal, ao contrário dos chamados títulos de Renda Variável, nos quais é impossível saber exatamente o retorno na hora de desembolsar o dinheiro.

Isso é de suma importância para quem ainda não investe, deixa o dinheiro na conta-corrente ou conhece só a poupança. Os títulos de Renda Fixa e, especificamente, o Tesouro Direto, por garantirem rentabilidade já na hora da contratação, são indicados para pessoas de perfil conservador e que não querem assumir riscos elevados de perder o dinheiro investido.

Investimento mais seguro do Brasil. Mito ou verdade?

De prontidão, podemos garantir que o Tesouro Direto é o investimento mais seguro do Brasil. Algumas pessoas poderiam questionar se contribuir com uma dívida pública é confiável. E ainda, se a situação econômica do Brasil, principalmente depois de uma crise econômica, não seria um impeditivo para tal afirmação.

O primeiro ponto serve para acalmar o leitor: dívidas públicas são absolutamente normais em qualquer país do mundo. Pense que um país como o Brasil, por várias questões, como o tamanho de seu território e população, e por ser uma nação subdesenvolvida, com carências básicas, precisa de verba para arcar com toda a infraestrutura de projetos e empreendimentos que vão beneficiar a sociedade brasileira.

No entanto, nem a alta quantidade de impostos que os cidadãos pagam conseguem dar conta. Por isso, nada mais corriqueiro do que o poder público, mesmo em países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão ou Alemanha, manejar a dívida pública e deixá-la em um nível saudável e prudente, mantendo o refinanciamento da dívida em parcelas cada vez menores e diminuindo os riscos de descontrole financeiro.

O segundo ponto já toca em uma desconfiança histórica que o brasileiro tem em relação a tudo o que vem do governo. E não é para menos, considerando a má gestão dos recursos públicos que desencadearam a recessão econômica que o País viveu (e ainda sente) e os recentes escândalos de corrupção noticiados pela mídia. Mas por que, mesmo nesse cenário de desconfiança, os títulos públicos ainda podem ser considerados os mais seguros?

Digamos que, em uma situação hipotética, o Brasil entre em colapso financeiro e não tenha mais dinheiro para pagar a quem investiu no Tesouro Direto. Mesmo nesse cenário, o poder público pode emitir notas e mais notas para pagar a todos, sem risco de calote.

Claro que isso causaria mais danos à economia, visto que mais dinheiro vivo circulando resulta em aumento considerável dos índices de inflação. Mas é certo que o governo precisaria, primeiro, “arrumar a casa” e pagar os cidadãos que investiram nos títulos públicos para depois lidar com o rombo financeiro.  Portanto, nesse quesito, o Tesouro Direto acaba sendo até mais seguro do que a poupança por ter uma independência maior.

De acordo com o consultor de investimentos da Genial, Filipe Villegas, além desses dois quesitos, há um consenso no mercado financeiro sobre a “escada” das instituições que quebrariam primeiro. Segundo o especialista, o governo federal é considerado o melhor pagador. Os primeiros a falir seriam as empresas, depois os bancos e, por último, as contas públicas.  

Como investir no Tesouro Direto?

Basta ter um CPF e estar vinculado a uma instituição financeira para conseguir dar início aos investimentos no Tesouro Direito. E quem acha que precisa de muito dinheiro, está enganado. A partir de R$ 30 já é possível render esse dinheiro com a cartela de títulos que o governo oferece.

Para investir no Tesouro Direto, você deve abrir uma conta em uma corretora de valores ou banco. A maioria oferece a modalidade por ser de fácil acesso e altamente popular. Por meio dessa conta, será possível comprar e vender títulos pela própria internet, com muita praticidade.

Alguns bancos e corretoras cobram taxas mínimas de administração, mas é importante lembrar que na Genial Investimentos não é cobrado um centavo do cliente, nem para abrir a conta nem para ter acesso à assessoria e tirar quaisquer dúvidas sobre Tesouro Direto

A corretora ou o banco contratado será o agente de custódia, ou seja, órgão intermediário da operação entre o investidor e o governo federal. A guarda desses títulos, a chamada custódia, é feita na própria B3, portanto, os investidores não correm o risco de perder seus títulos caso a corretora quebre. Para dar continuidade, é só abrir uma conta em outra instituição.

É possível, em algumas corretoras, integrar todos os seus investimentos em um home broker, plataforma em que aparecem as cotações da Bolsa e de todo o mercado financeiro. São os chamados agentes integrados. Nesse caso, as negociações pelo Tesouro Direto e compras de títulos podem ser feitas nessa mesma plataforma disponibilizada pela corretora.

É recomendável para o investidor escolher uma corretora que ofereça esse serviço para ter apenas um canal em que possa tirar dúvidas, obter assessoria financeira gratuita e comprar e vender os títulos.

A partir da abertura de conta em um banco ou corretora, o investidor solicita seu cadastro no Tesouro Direto e tem de enviar alguns documentos. Quando o cadastro no Tesouro for regularizado, basta acessar a plataforma do intermediador e visualizar todos os títulos disponíveis para compra.

Lá, há uma lista com os papéis de diferentes tipos. Basta escolher aqueles que atendam aos seus objetivos e expectativas. A aplicação do dinheiro deve ser feita da seguinte forma: o cliente transfere a quantia do banco para a instituição financeira integrada ao Tesouro Direto e, após a contratação confirmada, o dinheiro será debitado de sua conta na instituição e os títulos serão transferidos para o sistema da B3.

Depois disso, há duas possibilidades: você pode esperar o título rentabilizar até o prazo de vencimento e resgatar os juros oferecidos no momento da contratação ou pode vendê-lo no mercado secundário.

Passo a passo para investir no Tesouro Direto

1)   Você precisa ter CPF e uma conta em um banco para aplicar seu dinheiro.

2)   Agora, você escolhe um agente de custódia, que seria um banco ou uma corretora – como a Genial Investimentos. São eles que fazem as transações com o Tesouro.

3)   Definido o agente, é hora de acessar o site do banco ou da corretora e solicitar o seu cadastro. A instituição pede alguns documentos para a conta em seu nome, que será aberta na B3.

4)   A própria B3 vai lhe enviar uma senha provisória para entrar no sistema do Tesouro Direto, depois, você deverá cadastrar uma nova com letras, números e caracteres especiais. Pronto! Você já pode aproveitar o ambiente. É nele que você compra e vende títulos além de acompanhar a movimentação da conta.

5)   Escolha qual o título e prazo de vencimento deseja.

Quais os tipos de títulos do Tesouro?

Os títulos do Tesouro Direto podem ser divididos em três conjuntos de títulos públicos, cada um com sua particularidade de rentabilização. Você verá que é fácil distinguir os investimentos, mesmo encontrando diversas variações. Essa variedade é típica do Tesouro Direto, visando atender a todo tipo de investidor.

Prefixados

São os títulos públicos que oferecem o que podemos chamar de rentabilidade prefixada. Em outras palavras, ao investir nesse tipo, você já saberá no ato qual será a taxa de rentabilidade e o quanto seu dinheiro irá crescer no período de tempo estabelecido até o vencimento. Geralmente, a porcentagem desse título público vem informada.

Tesouro Prefixado (LTN): Indicado para quem não necessita complementar a renda de imediato e pode deixar o dinheiro rendendo. O pagamento é feito de uma só vez assim que o vencimento chegar ou o título for vendido antecipadamente.

Caso o investidor queira vender antes do prazo final, o Tesouro pagará a rentabilidade conforme o valor de mercado na data vigente, e não baseado na rentabilidade contratada. Portanto, você pode perder dinheiro caso opte por isso É por esse motivo que sempre se recomenda deixar a aplicação até o final para não ter riscos.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F):  Se você prefere utilizar os rendimentos para complementar sua renda, sem ter que deixar o dinheiro aplicado por muito tempo, a opção de juros semestrais pode ser vantajosa. Ela garante pagamento semestral e antecipado da rentabilidade contratada no início. Claro que há dois pontos a serem levados em consideração.

Se comparada a uma aplicação que ficará até o vencimento, a rentabilidade recebida a cada semestre é menor, porque o montante total também é muito menor. E, além disso, o Imposto de Renda é cobrado em cima de cada resgate semestral, o que reduz ainda mais a quantia, principalmente, nos primeiros semestres, porque a cobrança de IR é de 22,5% em até 180 dias e passa a ter sua menor taxa a partir de 720 dias.

Pós-fixado

Tesouro Selic (LFT): É o título em que você sabe que a aplicação renderá, durante o período contratado, exatamente a variação acumulada da taxa de juros básica e referencial da economia, a Selic. Esse investimento é indicado para quem está começando por ser o mais conservador da plataforma do Tesouro Direto.

O Tesouro Selic não perde seu valor caso você precise resgatar antes do vencimento, por isso, seus riscos são praticamente nulos. Pode ser um bom investimento para reservas emergenciais.

HíbridosH

A característica mais marcante dos títulos híbridos é que eles mesclam as rentabilidades prefixadas, com taxas pré-definidas no ato do investimento, e pós-fixadas, dependendo da variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), a inflação oficial do Brasil.

 Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): Investimento indicado para quem tem objetivos claros para o longo prazo, como renda extra para aposentadoria, compra de um imóvel ou estudos dos filhos. Ele funciona com uma taxa prefixada e o cliente também recebe o acréscimo da variação acumulada da inflação durante o período contratado. Ou seja, esse investimento jamais poderá ser menor que a inflação, portanto, você nunca perderá poder de compra.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): Assim como os prefixados, os híbridos também têm a possibilidade de resgate do rendimento a cada semestre. São indicados para quem pensa no longo prazo, mas precisa de renda durante o período do investimento.

Custos para o investidor

Dois custos que nunca irão variar no Tesouro Direto são: as cobranças da B3 e do Imposto de Renda sobre toda a rentabilidade. A B3 cobra 0,3%, ao ano, de todo Título Público em sua custódia.

O Imposto de Renda representa um custo mais significativo e sempre deve demandar atenção dos investidores no Tesouro. A tributação é regressiva, isto é, quanto mais tempo você deixar a aplicação, menos imposto pagará.

Tributação do Tesouro Direto:

TABELA:

Prazo da aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Se, em menos de 30 dias, houver um resgate, poderá ser cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Após esse período, o IOF não será mais cobrado.

Há ainda algumas corretoras que fazem a cobrança de taxa de custódia e de administração. No entanto, algumas instituições, inclusive a Genial, não cobram absolutamente nenhuma taxa adicional.

Tesouro para os conservadores

O investidor deve levar em consideração que o Tesouro Direto é designado para um perfil conservador, assim como na poupança. Portanto, a recomendação para esse investimento é alocar seus recursos para garantir retorno no médio e longo prazos.

O investimento no Tesouro Direto funciona de forma excepcional para quem tem uma reserva e não depende desse dinheiro para suas atribuições diárias. A ideia é que todos os títulos públicos do Tesouro Direito sejam retirados no prazo de vencimento. E por que isso é importante?

Como vimos nas características de cada tipo de título, retirando o dinheiro no prazo final determinado na contratação, há garantia total daquele retorno financeiro calculado inicialmente. Significa que, se por algum motivo, esse dinheiro for resgatado antes do vencimento, pode haver um risco de perda desnecessário, porque esse título terá que ser vendido.

O valor do título, em um movimento antecipado de retirada, pode estar mais barato. Portanto, o investidor venderia por um preço menor do que ele contratou no passado. Por isso, haveria, nesse caso excepcional, prejuízo na operação.

Por outro lado, esses títulos podem se valorizar, o que torna a venda antecipada vantajosa. Mas, por essa preocupação, o investidor de perfil conservador, que não quer correr grandes riscos, deve manter o título até o vencimento.

O investidor também deve levar em consideração que, quanto mais perto do vencimento, menor será a taxa do Imposto de Renda. Isso vale para todos os títulos. Quem retirar o dinheiro no prazo de vencimento, terá a menor taxa de Imposto de Renda. Por essas questões, o Tesouro Direto é, de fato, um tipo de investimento em que se vê os ganhos no longo prazo.

Por que vale a pena investir no Tesouro Direto?

Para quem está começando a investir e se considera conservador na hora de desembolsar uma quantia para render, o Tesouro Direto é, reconhecidamente, a alternativa mais confiável e rentável.

Primeiramente, quem emite os títulos e paga o investidor é o governo federal. O Tesouro Direto é considerado o investimento de menor risco justamente porque é garantido pelo próprio poder público.

No Tesouro Direto, é possível investir, em cada título público, o valor de R$ 30 até R$ 1 milhão. Por isso, a plataforma de investimentos do governo federal é considerada a mais democrática e confiável.

A rentabilidade do Tesouro Direto pode ser inferior se comparada a aplicações do mercado privado, como CDB, LCI/LCA. Mas, no longo prazo, para o investidor mais cauteloso, o Tesouro Direto sempre é a melhor opção.

Se for possível segurar a quantia investida até o fim do vencimento, você receberá o dinheiro acordado no título prefixado independentemente do panorama econômico do País.

Quais são os riscos e as desvantagens?

Já conseguimos perceber inúmeras vantagens do Tesouro Direto. Mas, como todo investimento, não há perfeição. O investidor deve tomar alguns cuidados com o risco de mercado que os títulos públicos apresentam nas entrelinhas.

Risco de mercado

A rentabilidade dos títulos só é garantida para quem carrega o papel até o vencimento. Quando ocorre uma venda antecipada, o título é vendido a preço de mercado, que é definido de acordo com as flutuações da Selic e das perspectivas futuras para a taxa básica de juros.

Os preços dos títulos públicos, portanto, flutuam, assim como os produtos de Renda Variável, só que em menor grau. O Tesouro Selic (LFT), nesse sentido, é o título mais conservador, pois geralmente valoriza, já que seu preço flutua conforme a Selic. Assim, na venda antecipada, o rendimento do investidor tende a ser positivo.

Já os títulos prefixados e atrelados à inflação podem flutuar para cima ou para baixo, dependendo do momento econômico. Perspectivas de alta para os juros tendem a desvalorizar esses papéis, enquanto que perspectivas de queda tendem a valorizá-los. Quanto maior o prazo do título, maiores costumam ser as oscilações de preço.

Portanto, na hora da venda antecipada, o investidor pode ter ganhos, mas também pode ter rendimento negativo, e esse é o grande risco do Tesouro Direto. Nesses casos, é mais aconselhável ficar com o título até o vencimento para garantir a rentabilidade contratada, não importando como os indicadores macroeconômicos estejam reagindo.

Como funciona o mercado de compra e venda?

As compras e vendas podem ser efetuadas, em dias úteis, das 9h30 às 18h00, nos fins de semana e feriados, as transações são feitas a qualquer hora e são agendadas para o primeiro horário do primeiro dia útil subsequente pelos preços e taxas do momento da abertura do mercado. A liquidação de compra ocorre nos 3 dias úteis seguintes.

Quando ocorre o vencimento de um título ou o pagamento de juros, os recursos ficam disponíveis na conta da corretora do investidor no mesmo dia, a partir das 13h00. Já os recursos resultantes da venda antecipada de um título, ficam disponíveis na instituição financeira a partir das 13h00 do dia seguinte ao da venda.

Entretanto, é importante ter em mente que vender um título público antes do vencimento não significa receber a rentabilidade contratada, porque os títulos são vendidos a preço de mercado e os preços destes oscilam diariamente conforme as oscilações da economia do País. A garantia de retorno é total se o prazo de vencimento for cumprido.

Vale ressaltar que os títulos públicos são todos classificados como renda fixa, mas, por ter a possibilidade de venda antes do vencimento, acabam dando uma sensação de renda variável na negociação a mercado. Mas essa modalidade do Tesouro Direto deve ser considerada para quem tem perfil mais agressivo e conhece o mercado financeiro e de títulos públicos.

Quem já tem essa experiência não precisa, necessariamente, esperar o vencimento do título porque ele tem disposição e condições de saber os riscos que está tomando ao vender e antecipar o resgate. É possível tanto ter um ganho até maior do que a rentabilidade contratada quanto uma perda.

A diferença, realmente, é que um investidor mais agressivo saberá quando vender. Portanto, não é recomendável para os conservadores dar essa “cara” de renda variável para o Tesouro Direto, pois, essa é a única forma de haver riscos de perda na operação.

Como calcular aplicações no Tesouro Direto?

A plataforma do Tesouro Direto é tão simples, intuitiva e inclusiva que é possível simular qualquer investimento por meio do site do programa governamental. Ou seja, você consegue visualizar a rentabilidade ao final do prazo de vencimento, colocando a quantia desejada para aplicar.

Entenda passo a passo como fazer uma simulação:

  1. Entre no site do Tesouro Direto e vá para a página do simulador.
  2. Lá, você terá duas opções: escolher um título específico para simular a aplicação ou deixar que o próprio sistema identifique o seu perfil e te indique o melhor título baseado nas informações.

  3. Presumindo que você não saiba em qual título investir, clique no inferior da tela no campo “Não sei que título escolher”.

  4. Aparecerá uma mensagem perguntando “qual é o seu objetivo?”, com as seguintes opções para escolher: Estudos, Automóvel, Reserva de Emergência, Férias e Outros.

  5. Escolhido o objetivo, agora você define se o retorno do investimento é para curto, médio ou longo prazo

  6. Após isso, todas as opções de títulos, baseado nas informações que você colocou, vão aparecer e, assim, já é possível simular.

  7. Escolha o título desejado, clique em “simular” e em seguida aparecerá dois campos: “informe o quanto você quer investir hoje” ou “informe quanto você quer resgatar no futuro”

  8. Escolhida a opção de simulação, basta colocar a quantia aplicada ou a quantia que você deseja resgatar que você saberá a rentabilidade líquida (já com os impostos descontados) e todas as informações necessárias sobre os benefícios daquele título.

Como escolher a melhor corretora de Tesouro Direto

Não é qualquer instituição que pode operar com o Tesouro Direto. Apenas aquelas que são habilitadas, ou seja, bancos e corretoras com autorização para fazer o serviço. E a forma mais prática e fácil é, sem dúvidas, em uma plataforma de investimentos de uma corretora, como a Genial.

São elas as responsáveis tanto por cadastrar os investidores na B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil, quanto por movimentar os recursos de seus clientes. Recomendamos a você considerar três critérios para fazer a melhor escolha entre banco ou corretora para investir no Tesouro Direto:

1. Cobrança de taxas

A instituição financeira pode ou não cobrar pelos serviços que realiza. Tudo depende da sua estratégia de mercado. Para entender melhor como funciona, saiba quais são os agentes envolvidos na negociação de títulos do Tesouro Direto: o investidor, o Tesouro Nacional, a B3 e a instituição financeira escolhida.

Na prática, o papel do banco ou da corretora será o de efetivar o seu cadastro no sistema do Tesouro Direto como investidor, fazer as transferências dos seus títulos e recolher o seu Imposto de Renda.

Toda essa relação construída com o Tesouro e a B3 gera um custo que poderá ser repassado em forma de tarifa. Algumas instituições, como a Genial Investimentos, simplesmente não cobram essa taxa, pois encontram outros meios de lucrar com suas atividades, enquanto outras definem com critérios próprios como farão a cobrança. Nesse ponto, procure se informar se existe ou não a taxa do tesouro direto e como é feita a cobrança.

2. O agente integrado

Corretoras e bancos podem criar sistemas integrados ao do Tesouro Direto. Quando isso ocorre, o investidor tem como movimentar seus títulos de maneira mais fácil, acessando somente o sistema do representante que escolheu. As instituições podem criar sistemas mais intuitivos que o do Tesouro. Isso torna o processo mais ágil.

Quando apresentam o sistema integrado com o Tesouro, as instituições são chamadas de agentes integrados. Ser ou não agente integrado não interfere na rentabilidade do investidor. A diferença aqui se dá apenas do ponto de vista da praticidade para investir. Isto é, os agentes integrados são instituições mais recomendadas para investir no Tesouro Direto por facilitar todo o processo de escolha dos títulos e o ato de investir.

3. A aplicação programada

Com a aplicação programada, é possível agendar aplicações mensais, ou seja, você tem como escolher o dia do mês em que será feita a sua aplicação e o valor que será destinado da sua conta bancária para a sua conta no Tesouro.

Não se trata de um diferencial tão significativo quanto os demais. Entretanto, é uma opção que pode ser interessante e útil para investidores com perfis mais disciplinados. 

Programando suas aplicações, você pode destinar um valor fixo para seus investimentos. É um recurso importante para quem pretende investir de maneira constante, mas vale ressaltar que, no Tesouro, você não precisa seguir essa lógica, podendo aplicar de uma só vez ou com a regularidade que achar mais adequada.

Como vimos, os custos para investir no Tesouro Direto dependem da instituição escolhida, mas é importante destacar que você pode ter um gasto ao transferir seu dinheiro do banco para a corretora, caso a instituição bancária cobre por essa movimentação. Nesse ponto, não pense que concentrar todas as ações nos bancos seja uma vantagem.

Uma dica é abrir contas em bancos que não cobram a taxa de transferência para fazer o envio de recursos para as corretoras, pois assim você evita gastos desnecessários. 

Por fim, a recomendação é procurar uma instituição que ofereça assessoria especializada no tipo de aplicação que você pretende realizar, no caso, uma corretora agente integrada do Tesouro Direto, pois, dessa forma, você terá como receber a orientação mais direcionada aos seus interesses. Essa é uma maneira viável de tirar o melhor proveito possível do seu investimento.

Comparativo: Tesouro Direto vs Poupança

Você tem dinheiro guardado na conta-corrente e não sabe qual o melhor jeito de rentabilizá-lo da forma mais segura possível? Saiba que você não está sozinho. Milhões de brasileiros têm a mesma dúvida e se perguntam: afinal, é melhor investir na poupança ou no Tesouro Direto? A pergunta que não quer calar tem muito mais a ver com a descoberta de novos investimentos do que, de fato, o cabimento de uma comparação.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), 42% dos brasileiros não pouparam um centavo no ano passado e, dentre os que possuem algum tipo de investimento, 89% preferiram a caderneta de poupança, contra apenas 3% que investiram em títulos públicos, o que inclui o Tesouro Direto. Mas por que tanta gente ainda opta pela poupança, que apresenta baixo rendimento comparado ao Tesouro Direto e a outros títulos de Renda Fixa?

Há duas possíveis hipóteses: desconhecimento de outros produtos e conservadorismo extremo na hora de investir. Por isso, é fácil entender que, naturalmente, o brasileiro escolha a opção mais conservadora, conhecida, tradicional e, além de tudo, praticamente sem riscos de perder dinheiro.

No entanto, o Tesouro Direto é o grande concorrente da poupança quando comparamos dois quesitos essenciais para a escolha de um investimento: rentabilidade e segurança. Nos últimos anos, o investimento nos títulos públicos do governo federal apresentou recordes de novos cadastros e vem crescendo exponencialmente, segundo dados do próprio Tesouro Nacional.

Segurança

Como já frisado neste e-book, o Tesouro Direto é considerado o investimento mais seguro do mercado brasileiro, com praticamente “risco zero”, porque o governo federal é tido como bom pagador a quem lhe empresta dinheiro.

A poupança tem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é um ótimo indicador de segurança, porém limitado, de certa forma. O FGC garante seu dinheiro até R$ 250 mil em investimentos por CPF em uma única instituição financeira.

Portanto, se seu investimento passar desse valor, o excedente não é coberto caso o banco ou a corretora venha a falir. Para aproveitar mais a poupança, o cliente deve abrir conta em outro banco para registrar outro investimento de até R$ 250 mil, o que acaba sendo uma barreira.

Rentabilidade

Tanto a poupança como o Tesouro Direto são investimentos considerados para aqueles que querem a segurança total do dinheiro, com riscos mínimos de perda. No entanto, as características de ambos são diferentes. Vamos mostrar a você como a poupança pode ser menos rentável, se comparada ao Tesouro Direto, e por que isso acontece.

Não é preciso nem explicar e se aprofundar muito para entender o motivo de a poupança ser o investimento mais tradicional e conhecido dos brasileiros. O tempo explica melhor do que qualquer outro fator. A poupança foi criada, em 1861, pelo imperador Dom Pedro II junto com a fundação da Caixa Econômica Federal (CEF). E, desde então, reserva de dinheiro é quase sinônimo de deixar o dinheiro na poupança. Virou uma tradição brasileira em qualquer planejamento financeiro, seja ele grande ou pequeno.

Porém, o retorno oferecido pela poupança é menor em praticamente todos os cenários. A rentabilidade da poupança funciona da seguinte forma: com a Selic, taxa básica de juros da economia, em um patamar abaixo de 8,5%, o cálculo do rendimento fica 70% do resultado da Selic no mês + a variação mensal da Taxa Referencial (TR).

Se a Selic estiver acima de 8,5%, o rendimento da poupança fica com o valor da variação mensal de 0,5% fixo da Selic + a TR. Mas o que isso significa? Atualmente, o Banco Central mantém a Selic em 6,5%. Portanto, vale a regra do 70% + a TR. Ou seja, se levarmos em consideração essa rentabilidade no ano todo, com o mesmo patamar da taxa Selic, o rendimento seria de, no máximo, 5% ao ano, isto é, muito perto da meta da inflação para 2018, de 4,5%, estipulada pelo Banco Central.

Comparando com a inflação, que determina o poder de compra e o valor do dinheiro, o rendimento na poupança em 2018 é considerado muito baixo em relação a outros títulos conservadores.

Considerando a explicação de como funciona seu rendimento, a poupança teve seu auge, mais recentemente, durante o ápice da recessão econômica, entre 2015 e 2016, quando a Selic chegou a atingir 14,25%.

Nessa época, como a taxa básica estava acima dos 8,5%, rendia muito mais e a poupança poderia ser comparada a outros títulos de investimento mais conservadores. Mas, ainda assim, o rendimento dela estava muito perto da inflação acumulada no ano, por isso, o investimento também não era o mais indicado. Em 2015, a poupança rendeu, no acumulado do ano, pouco mais de 8%, mas a inflação acumulada ficou em mais de 10%. Esse é o caso em que a poupança não vale a pena, pois há uma perda real do valor do dinheiro.

O Tesouro Direto ganha cada vez mais adeptos por ter sido uma opção muito mais rentável do que a poupança, sobretudo nos últimos anos. Vimos que, atualmente, a poupança pode render, no máximo, pouco mais do que a meta da inflação.

Já há alguns títulos públicos disponíveis na plataforma do Tesouro Direto que rendem aproximadamente 10% ao ano, ou seja, pelo menos o dobro do que rende a poupança e bem superior à inflação. Naquele mesmo ano de 2015, no qual o IPCA chegou a dois dígitos, quem investiu no Tesouro IPCA+ não perdeu dinheiro por ganhar uma rentabilidade fixa + a taxa de inflação.

SIMULAÇÃO: Tesouro IPCA vs Poupança

Suponhamos que você tenha R$ 100 mil guardados de uma herança familiar e esteja em dúvida sobre como investir esse dinheiro com o máximo de segurança. Naturalmente, as duas opções que vêm à cabeça são a poupança e o Tesouro Direto

Como exercício de comparação em valores reais, vamos considerar um objetivo de médio prazo, como dar entrada em um apartamento, para essa quantia. Atualmente, o Tesouro Direto tem um título de IPCA+ com vencimento para 2024, tido como médio prazo.

Veja qual seria a rentabilidade bruta (sem descontar os impostos) aplicando os R$ 100 mil na poupança e nessa modalidade do Tesouro Direto:

Investindo hoje no IPCA+ 2024, seu dinheiro teria uma rentabilidade anual de, aproximadamente, 7%, que seriam os 4,84% fixos + a variação do IPCA. Na poupança, a rentabilidade anual seria de 5,54%. Portanto, o resgate no Tesouro Direto, em agosto de 2024, seria de mais de R$162 mil, contra R$ 132 mil da poupança. O efeito no longo prazo do Tesouro atrelado à inflação é nítido quando comparado à poupança.

Quando eu posso resgatar meu dinheiro?

No mercado financeiro, o termo liquidez é constantemente citado. Pode parecer distante, mas é muito mais simples do que você imagina. Essa palavra técnica significa o período de tempo em que um investidor pode resgatar seu dinheiro da aplicação.

Na poupança, não há restrições. Você pode resgatar qualquer quantia dentro do valor investido. Mas há um grande porém: a rentabilidade da caderneta é considerada somente na data de aniversário do investimento. Caso você tenha investido R$ 1.000 na poupança no dia 1º de maio, a rentabilidade só será garantida se o resgate for feito a partir de 1º de junho. Resgatando antes disso, o investidor não terá nenhuma rentabilidade sobre o valor aplicado.

No caso do Tesouro Direto, a liquidez é de até um dia útil para todos os títulos. Basta vender os títulos de volta para o governo para ter seu dinheiro depositado. No entanto, é interessante ressaltar mais uma vez que, ao vender os títulos de forma antecipada, o investidor estará sujeito ao preço dele no ato da venda.

Taxas e impostos

Na poupança, não há qualquer custo para o investidor, uma vez que há isenção de Imposto de Renda (IR); Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); e outras taxas, que não são cobradas pelos bancos.

No Tesouro Direto, como já vimos, há obrigatoriamente a cobrança regressiva do Imposto de Renda (IR); taxa de 0,3% da B3; e IOF para resgate em menos de 30 dias.

Como declarar o investimento no Tesouro Direto no IR?

Se você já investiu alguma vez no Tesouro Direto, saiba a seguir como ficar no zero a zero com o fisco. Investidores que são obrigados a entregar a declaração de Imposto de Renda devem informar suas aplicações financeiras, e os títulos públicos do Tesouro Direto também entram na jogada.

A forma de declarar Tesouro Direto é a mesma de outros títulos de renda fixa. Saldos superiores a 140 reais precisam ser informados na ficha de Bens e Direitos sob o código 45, referente a aplicações de renda fixa em geral.

No campo “Discriminação”, você terá que especificar o investimento que deseja declarar naquele item. No caso, títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto.

Informe também o nome da corretora, o número da conta e, se for conjunta, o nome e o CPF do co-titular. No campo CNPJ, informe o da instituição financeira.

O campo “Situação em 31/12/2018” deve ser preenchido com os valores discriminados no informe de rendimentos.

O investidor só aufere rendimentos com títulos públicos quando faz uma venda antecipada ou quando ocorre o vencimento do papel.

O informe dirá se você teve rendimentos com títulos públicos em 2018. Em caso positivo, eles devem ser informados na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva. O código apropriado é o 6, “Rendimentos de aplicações financeiras”.

Você deverá informar se os rendimentos são do titular da declaração ou de um dos dependentes. Declare também o nome do beneficiário, o CNPJ da instituição financeira pagadora e o valor recebido.

Não cometa esses erros ao investir no Tesouro Direto

1) Pagar taxa de administração

Dentre os erros ao investir no Tesouro Direto, este é o mais fácil de evitar. Se você investir por meio de um banco é certo que vai pagar uma das taxas de administração mais altas do mercado para investir no Tesouro Direto.

Em corretoras de valores independentes, a taxa de administração tende a ser menor do que nos bancos. Mas você não precisa pagar taxa de administração alguma para investir no Tesouro Direto. Basta optar por uma corretora que não faça essa cobrança, como a Genial Investimentos.

O único custo do investidor é a taxa de custódia obrigatória de 0,3% ao ano, cobrada pela bolsa de valores pela custódia dos seus títulos. Ela é cobrada independentemente da instituição financeira que você escolheu para investir.

Se você tiver um volume maior de recursos, não fizer questão de operar por conta própria e nem de ver sua posição on-line, você pode ainda optar por investir no mercado secundário de títulos públicos.

No mercado secundário, não há cobrança de taxa de administração nem de taxa de custódia. Isto é, o único custo de se investir em títulos públicos, nesse caso, são os impostos. Com isso, essa alternativa tende a ser mais rentável do que o Tesouro Direto. Conheça as vantagens e desvantagens do mercado secundário de títulos públicos.

2) Vender o título antes de o investimento completar 30 dias

Embora as aplicações financeiras conservadoras tenham liquidez diária, resgatá-las antes de completarem um mês de investimento nunca é lá muito vantajoso.

No caso dos títulos públicos – assim como acontece com CDBs e fundos de renda fixa – há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a rentabilidade da aplicação para prazos inferiores a 30 dias.

As alíquotas do IOF reduzem a cada dia, até serem completamente zeradas a partir do 30º dia de aplicação. Assim, se o prazo final for curto demais, o IOF leva praticamente todo o rendimento, como já mostramos neste outro post.

Ou seja, o investidor sairá praticamente no zero a zero, ainda mais se considerarmos que também há cobrança de 22,5% de imposto de renda.

Mas não é como se a caderneta de poupança fosse melhor par aplicações de curtíssimo prazo. A poupança é isenta de IR e IOF, mas só tem rentabilidade no dia de aniversário. Em outras palavras, antes de o investimento completar um mês, a rentabilidade é zero.

Como você pode ver, em menos de 30 dias, nenhuma aplicação conservadora tem realmente uma grande vantagem. Mas se puder ficar com os títulos públicos por pelo menos 30 dias, para evitar o IOF, é melhor.

3) Vender o título antes do vencimento sem ter clareza da destinação dos recursos

Os títulos públicos têm liquidez diária, podendo ser vendidos de volta ao Tesouro Nacional a qualquer momento. Porém, eles têm uma data de vencimento estabelecida, e a rentabilidade prometida só é garantida caso o investidor fique com eles até o vencimento.

Na venda antecipada, os títulos são negociados pelos seus preços de mercado, e estes podem oscilar bastante, dependendo do tipo de título.

No caso do Tesouro Selic (LFT), a venda antecipada não acarreta rendimento negativo, embora a rentabilidade possa não corresponder exatamente à Selic do período, como ocorre quando se leva o papel ao vencimento.

Mas no caso dos títulos prefixados e atrelados à inflação, os preços oscilam bastante, para cima e para baixo. Assim, é possível ter ganhos ou perdas na venda antecipada. Entenda como são definidos os preços dos títulos de renda fixa e por que isso acontece.

Por isso, não é aconselhável vender títulos prefixados ou atrelados à inflação antes do vencimento sem se ter clareza sobre o destino dos recursos.

Uma coisa é vendê-los porque você precisa muito do dinheiro para algo importante, e a sua reserva de emergência não é suficiente. Afinal, os títulos têm liquidez e você pode lançar mão dessa vantagem se necessário.

Outra coisa é vender os títulos para especular sem ter conhecimento suficiente para isso. A especulação é a tentativa de se antecipar aos movimentos de mercado para lucrar com a valorização ou desvalorização dos títulos.

Para quem não acompanha o mercado e as perspectivas econômicas, nem entende bem o movimento dos preços dos títulos, a especulação com títulos prefixados e atrelados à inflação pode levar a grandes prejuízos.

Por exemplo, se você vender um papel que esteja prometendo uma taxa baixa para comprar outro que está prometendo uma taxa maior, pode ser que acabe trocando seis por meia-dúzia, ou pior, que acabe perdendo dinheiro.

Se o título que paga menos tiver desvalorizado muito desde que você o comprou, a rentabilidade mais alta do título pelo qual você quer trocá-lo pode não compensar a perda.

Para os leigos, o melhor é sempre levar os títulos prefixados e indexados à inflação até o vencimento, casando seus prazos com a data em que vão utilizar os recursos.

4) Não prestar atenção nos prazos dos títulos e como eles remuneram

Como já vimos, todos os tipos de títulos públicos têm data de vencimento, mas permitem a venda antecipada a qualquer momento, apresentando liquidez diária. Além disso, todos têm o menor risco de calote da economia brasileira, sendo garantidos pelo governo.

Mas isso não quer dizer que todos eles tenham, de maneira geral, o mesmo nível de risco. Nem que sirvam aos mesmos objetivos financeiros.

Por exemplo, nem todos os títulos são adequados para o investimento da reserva de emergência. Para isso, o investimento precisa não só ter liquidez diária, como também não apresentar risco de desvalorização na hora do resgate, independentemente de quando ele ocorra.

O único título público com essas características é o Tesouro Selic (LFT). Os prefixados e indexados à inflação têm liquidez diária, mas seus preços oscilam muito para cima e para baixo. Vendê-los antes do vencimento pode ocasionar rendimento negativo para o investidor.

Para não ter perdas, o investidor leigo e que não pretende especular deve levá-los ao vencimento, o que já não os torna adequados para abrigar reservas de emergência. Eles são mais indicados para investimentos de médio e longo prazo.

Nesse caso, é importante prestar bastante atenção aos prazos dos títulos. Eles podem ser curtos, médios, longos ou mesmo muito, muito longos. E quanto maior o prazo de um título, mais seus preços tendem a oscilar.

Se você tem dúvidas sobre qual o melhor título para o seu objetivo financeiro, o Tesouro Direto dispõe de um simuladorque ajuda o investidor a descobrir o título mais indicado para o seu perfil.

5) Achar que o Tesouro Prefixado (LTN) é o título mais conservador do Tesouro Direto

O Tesouro Prefixado (LTN) é, como o nome diz, um título prefixado. Isto é, sua remuneração nominal no vencimento já é conhecida na hora do investimento. Ao comprar um título desse tipo, você já sabe exatamente a taxa que vai receber ao fim do prazo.

Por exemplo, 7% ao ano, 10% ao ano, 12% ao ano ou qualquer que seja a taxa nominal oferecida pelo papel naquele momento.

É diferente do Tesouro Selic (LFT), que remunera a variação da taxa Selic, a qual só será conhecida no vencimento. Ou dos títulos atrelados à inflação, que pagam uma taxa prefixada mais a variação do IPCA, que também só será conhecido no vencimento do papel.

Dos erros em investir no Tesouro Direto, esse é um dos mais comuns. Por causa dos rendimentos previsíveis, é frequente que os investidores considerem o Tesouro Prefixado (LTN) como o título mais conservador do Tesouro Direto. Mas isso não é verdade. O mais conservador é o Tesouro Selic (LFT).

E por que isso? Por causa da questão da oscilação dos preços, que já mencionamos. Títulos prefixados e indexados à inflação são mais voláteis, seus preços oscilam mais do que os de títulos pós-fixados, que é o caso do Tesouro Selic (LFT).

Assim, é possível ter perdas ao se vender um Tesouro Prefixado (LTN) antes do vencimento, mas isso não ocorre com o Tesouro Selic (LFT).

6) Não prestar atenção no vencimento e deixar dinheiro parado na conta

É importante acompanhar o andamento dos pagamentos de cupom e vencimentos dos seus títulos. Quando ocorre um pagamento, o dinheiro vai cair na sua conta na corretora, ficando disponível para resgate ou reinvestimento, conforme a sua vontade.

Mas se você não prestar atenção e não fizer nada com os recursos, o dinheiro ficará parado na conta sem rendimento, perdendo para a inflação.

Além disso, estará exposto ao risco do banco ou da corretora. Enquanto seu dinheiro está investido em títulos públicos, ele fica custodiado em seu nome. Se a instituição financeira intermediária quebrar, seu investimento estará a salvo.

Mas a partir do momento em que os recursos estão disponíveis na conta da instituição financeira, você pode perdê-los caso esta venha a quebrar.

7) Investir tudo em títulos prefixados ou atrelados à inflação

Diversificar os investimentos é importante. Mas se você não tem muitos recursos para investir, não há nada de errado em concentrá-los em um investimento muito conservador, cuja rentabilidade líquida supere a inflação.

Porém, você não deve colocar todos os seus recursos em investimentos que não sejam de baixíssimo risco, ficando sem o chamado colchão de liquidez. Já dissemos e repetimos: ter uma reserva de emergência é fundamental.

Não é aconselhável investir todo o seu patrimônio apenas em títulos prefixados e atrelados à inflação. Como já mostramos, se você precisar do dinheiro para alguma emergência, pode ter perdas na venda antes do vencimento.

O ideal é diversificar entre os diferentes tipos de títulos. Se desejar focar em prefixados ou indexados à inflação, você deve ter uma reserva de emergência aplicada em algum outro investimento conservador, como um fundo de renda fixa ou um CDB pós-fixado.

Se tiver que comprar apenas um tipo de título público e este for seu único investimento financeiro, o melhor é optar pelo Tesouro Selic (LFT).

Quer investir em títulos públicos? Agora que você sabe evitar os erros ao investir no Tesouro Direto, conheça também as características de cada tipo de título e saiba o que fazer para começar a investir.

Aqui na GENIAL Investimentos, não cobramos taxa de administração para o Tesouro Direto e oferecemos também o investimento no mercado secundário, isento das taxas de administração e custódia. Veja como abrir sua conta.

Dica do Especialista

Marcelo Sande, Head de Produtos de Renda Fixa da Genial Investimentos:

O governo tem investido na popularização dos títulos públicos. Para isso, tem facilitado o acesso ao Tesouro Direto como uma forma de as pessoas terem a possibilidade de investir nesses papéis, mesmo com um valor inicial mais baixo.

O Tesouro Direto é uma ótima alternativa para ingressar no mundo do investimento financeiro por três principais motivos: segurança do governo brasileiro, quantia inicial baixa e altíssima liquidez. É uma excelente opção para melhorar o rendimento de quem, hoje, está com o dinheiro só na poupança”.  

Veja também um vídeo sobre os principais pontos do Tesouro Direto, com a análise do especialista em investimentos Luigi Wis:

Sobre a Genial Investimentos

A Genial é uma corretora de valores renomada e negocia, além de fundos próprios, títulos dos mais conceituados emissores do mercado.

É uma plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado de forma simples, ágil e eficiente por meio de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

Aqui, você encontra tecnologia e infraestrutura de ponta além de profissionais experientes e certificados. Trabalhamos com produtos financeiros para todos os perfis de investidor.

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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