A taxa de juros representa uma remuneração aplicada a um empréstimo, mas não se limita a tal característica. Os juros também estão entre os principais conceitos do mercado financeiro e de toda a economia. 

Considerando a importância da taxa, vale a pena saber como ela funciona e quais impactos é capaz de causar. Desse modo, você entenderá melhor o mercado financeiro e saberá como orientar suas escolhas. 

Neste artigo, nós, da Genial Investimentos, apresentamos os principais pontos sobre as taxas de juros. Confira! 

O que é a taxa de juros? 

O juro é o custo do dinheiro, sendo a taxa o preço cobrado do devedor pelo credor que disponibiliza os recursos. Logo, quem tem recursos sobrando e que não serão usados imediatamente pode emprestá-los para quem precisa de dinheiro naquele momento — em troca de juros. 

Os empréstimos têm prazos combinados entre as partes. Depois de certo tempo, o credor deve receber seu dinheiro principal de volta. Além disso, recebe a taxa de juros juro. Ela é uma compensação pelo risco de crédito. Ou seja, de quem empresta não ter acesso ao dinheiro. 

Assim, os juros servem de incentivo para quem tem dinheiro sobrando não o deixe parado e decida emprestá-lo. As partes de um empréstimo podem ser pessoas físicas, jurídicas ou mesmo o setor público. 

Quais as diferenças entre juros simples e compostos? 

Dependendo da forma como são aplicados, os juros podem ser simples ou compostos. Eles são expressos em taxas percentuais válidas para um período. Por exemplo, 1% ao mês, 10% ao ano ou 0,1% ao dia. 

Os juros simples incidem apenas sobre o valor principal. Por exemplo: em um empréstimo de R$ 100,00 com taxa de juros de 1% ao mês, o custo mensal do juro será de apenas R$ 1,00, por se tratar de 1% de R$ 100,00. Assim, ao final de 12 meses, a quantia devida de juros é de R$ 12,00. 

Já os juros compostos incidem sobre o valor principal mais os juros do período anterior. É por isso que ele também é conhecido como juros sobre juros. Logo, em um empréstimo de R$ 100,00 com taxa de juros de 1% ao mês, no primeiro mês será devido R$ 1,00. 

Depois, o montante ficará em R$ 101,00. No segundo mês, os juros serão de R$ 1,01, que é 1% de R$ 101,00. O montante sobe, então, para R$ 102,01. No terceiro mês, os juros serão de R$ 1,02, que é 1% de R$ 102,01 e assim sucessivamente.  

Ou seja, ao final de 12 meses, o valor dos juros por esse empréstimo de R$ 100 será de R$ 12,68. Esse sistema de juros compostos é o mais comumente adotado no Brasil para empréstimos, financiamentos e investimentos em renda fixa

Qual a relação entre a taxa Selic e os juros? 

Como você viu, as condições de um empréstimo são definidas entre as partes. No entanto, é comum usar indicadores de referência e, entre os principais, está a taxa básica de juros. No Brasil, essa taxa é a Selic. 

taxa Selic é a taxa média de juros dos financiamentos diários realizados entre instituições financeiras e que têm lastro em títulos públicos federais. Em outras palavras, é a taxa média de juros dos empréstimos feitos entre os bancos para os quais eles deixam títulos públicos como garantia. 

A taxa Selic praticada pelas instituições financeiras é variável, pois depende da oferta e demanda por empréstimos entre elas. Contudo, o Banco Central determina uma meta para essa taxa, revista de tempos em tempos.  

E ele atua no mercado comprando ou vendendo títulos para fazer a Selic convergir para a meta estabelecida. Dessa forma, a entidade controla a quantidade de moeda que circula na economia — influenciando na inflação. 

Como a taxa de juros interfere na economia? 

Os movimentos da taxa Selic estão diretamente relacionados à atividade econômica do país. Portanto, a taxa de juros se conecta ao cenário geral. Se a Selic subir, a tendência é que também subam as taxas de juros de empréstimos e financiamentos. 

Ao mesmo tempo, os juros de aplicações financeiras usadas para captação de recursos se ampliam. Isso desestimula o consumo e a tomada de crédito e torna as aplicações de renda fixa mais atraentes do que outros investimentos.  

Consequentemente, a atividade econômica desaquece e a inflação tende a diminuir. Se a Selic cair, ocorre o oposto: o crédito se torna mais barato, estimulando o consumo. Com o aumento da atividade econômica, a inflação pode se elevar. 

Qual a relação entre os juros e os investimentos? 

Como você viu, a taxa de juros interfere nas oportunidades do mercado financeiro. Os investimentos de renda fixa, especificamente, são mais influenciados por ela, porque funcionam como empréstimos.  

Neles, quem deseja obter recursos emite títulos que são adquiridos pelo investidor. O título assegura ao credor o direito de receber seu dinheiro de volta nas condições acordadas, além de uma taxa de juros. 

Saiba mais! 

Títulos públicos 

É por meio de títulos públicos de renda fixa que são feitos os empréstimos para o Governo Federal. O Tesouro Nacional emite as aplicações que são compradas por investidores — como pessoas físicas ou fundos de investimento. 

Títulos privados 

Os títulos de renda fixa privada são emitidos por bancos e empresas e também estão acessíveis a investidores e fundos de investimento. Os emissores usam os títulos para captar recursos para as suas atividades.  

Entre eles, estão os certificados de depósito bancário (CDBs), letras de crédito imobiliário (LCIs), letras de crédito do agronegócio (LCAs), letras financeiras (LFs) e outros. Já empresas devidamente habilitadas podem emitir debêntures, por exemplo. 

O que é spread bancário? 

Conhecer a taxa de juros também envolve o conceito de spread bancário. Ele é dado pela diferença entre os juros que os bancos cobram ao emprestar para pessoas e empresas e os que eles pagam aos investidores de seus títulos. 

Essa diferença deve ser positiva, para gerar o lucro da atividade bancária. É por isso que a tomada de crédito por um empréstimo direto gera um valor final maior que o mesmo montante investido em um CDB, por exemplo. 

Como você conferiu, a taxa de juros representa uma remuneração aplicável tanto a empréstimos quanto a investimentos. Logo, a análise dela é importante para quem investe ou toma crédito. Então é preciso considerar os impactos da atuação dos juros. 

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