O Tesouro Direto é a plataforma de negociação de títulos públicos federais, papéis de renda fixa que permitem ao pequeno investidor emprestar dinheiro para o governo. Trata-se do investimento de menor risco do país, uma vez que sua garantia é o governo federal. Mas não existe aplicação financeira 100% segura. Os riscos do Tesouro Direto existem, mas podem ser gerenciados ou evitados. Basta termos consciência deles.

Quais são os riscos do Tesouro Direto?

Os títulos públicos, negociados pelo Tesouro Direto, têm ótimas vantagens: aceitam investimentos baixos, a partir de R$ 30,00 e seu risco no investimento é o risco de o governo quebrar. A elevação da taxa básica, deixou o investimento mais interessante e atrativo.

1. Vendas antecipadas não garantem rentabilidade contratada – e podem levar a perdas

Os títulos públicos são considerados os investimentos de menor risco do país. É bom deixar claro, porém, que essa afirmação diz respeito principalmente ao risco de crédito, também chamado de risco de calote.

Esses papéis têm garantia do governo brasileiro. Diferentemente de pessoas físicas e empresas, o governo tem poder de emitir moeda para honrar suas obrigações<.

Os títulos públicos também têm baixo risco de liquidez, uma vez que podem ser vendidos de volta para o Tesouro Nacional a qualquer momento. Essa facilidade possibilita ao investidor reaver seu dinheiro sempre que quiser. A quantia fica disponível na conta do investidor no dia útil seguinte à venda.

Apesar disso, vendê-los antes do vencimento nem sempre é uma boa. Dos riscos do Tesouro Direto, este talvez seja o mais importante. Na venda antecipada, o investidor não tem qualquer garantia de receber a rentabilidade contratada na hora da compra.

O rendimento prometido só é válido para quem ficar com o papel até o vencimento. Vendas antecipadas são sempre feitas a preço de mercado.

Os preços dos títulos públicos variam diariamente de acordo com as perspectivas para a taxa básica de juros, a Selic. Esse mecanismo vale para todos os tipos de títulos. Mas uns sofrem oscilações de preços maiores que outros.

A oscilação do pós-fixado Tesouro Selic (LFT) costuma ser pequena e positiva. Esse tipo de título promete pagar, no vencimento, algo próximo à variação da Selic no período.

Mas o movimento dos preços dos títulos prefixados e atrelados à inflação pode ser grande. E quanto maior o prazo desses papéis, maior sua volatilidade.

O problema é que, dependendo das perspectivas para a Selic, os preços desses títulos podem oscilar para baixo. Ou seja, existe a possibilidade de vendê-los por um preço inferior ao da compra e perder dinheiro. Tudo depende do momento econômico na hora da compra e da venda.

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Veja mais: o que é tesouro direto?

Como evitar riscos do tesouro direto

Se você realmente precisa de liquidez diária, prefira o título Tesouro Selic (LFT).

Se estiver buscando uma rentabilidade pré-definida ou proteção contra a inflação – por exemplo, para um investimento de longo prazo, como a aposentadoria – pode comprar títulos prefixados ou os chamados Tesouro IPCA+, atrelados à inflação.

Porém, procure levá-los até o vencimento. Se precisar vendê-los, tente fazer isso em um momento em que o preço de venda esteja maior que o preço de compra, para não ter perdas no principal.

2. Você pode não conseguir vender exatamente no momento desejado

Um dos principais riscos do Tesouro Direto é operacional. Sim, é verdade que os títulos públicos têm altíssima liquidez. Porém, às vezes o sistema de negociação é suspenso, e não é possível comprar ou vender. A razão é o excesso de volatilidade nas taxas de juros.

Como evitar esse risco

Quando precisar de dinheiro, tente fazer o resgate com mais de um dia de antecedência. Até porque demora um dia útil para o Tesouro depositar o resultado da venda na sua conta.

Quando o mercado for suspenso e você precisar fazer uma venda, não fique apreensivo. Fique de olho, porque dentro de algumas horas ele deve voltar a funcionar.

3. Antes de vender um título para realizar lucros, certifique-se de que tem um bom destino para aquele dinheiro

O terceiro dos riscos do Tesouro Direto envolve o seu planejamento. Na venda antecipada, você pode ter perdas, mas também pode ter ganhos formidáveis. Títulos prefixados ou atrelados à inflação podem se valorizar enormemente quando a expectativa é de queda na Selic até o vencimento dos papéis.

De janeiro até agora, por exemplo, os títulos Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) com vencimento em 2035 já renderam nada menos que 36,1%.

Ao ver um rendimento como esse em um período inferior a seis meses, você pode ficar tentado a vender seus títulos e realizar os lucros. Mas cuidado: o que você vai fazer com o dinheiro da venda?

Se decidir comprar novos títulos, não será uma troca inteligente. Se os títulos prefixados e indexados à inflação se valorizaram tanto, então hoje estão pagando menos do que antes.

O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 prometia pagar, no início de janeiro, 7,42% ao ano mais IPCA. Isso quer dizer que o investidor que comprou esse papel naquela época receberá 7,42% ao ano mais IPCA no vencimento, em 2035.

Hoje, depois dessa valorização de 36%, ele promete pagar “apenas” 5,91% ao ano mais IPCA. Quando o preço sobe, a rentabilidade cai, e vice-versa.

Vender esse papel para comprar um título semelhante e que também tenha se valorizado pode não ser um bom negócio. Você estará trocando uma rentabilidade certa de mais de 7% ao ano acima da inflação por um rendimento menor.

Como evitar esse risco

Só venda antecipadamente para realizar lucros se você tiver encontrado uma oportunidade de investimento com potencial de retorno maior que o contratado quando você comprou aquele papel.

Ou, é claro, se você for efetivamente usar o dinheiro para realizar algum de seus objetivos financeiros. Mas nesses casos, mexer em aplicações mais conservadoras pode ser mais indicado.

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