Existem inúmeros investimentos no mercado financeiro e uma das dúvidas recorrentes dos investidores iniciantes é: será que é melhor investir em Tesouro Direto ou é preferível investir em LCI (Letra de Crédito Imobiliário)? 

Primeiramente, ambos são investimentos de renda fixa. Neles, o investidor empresta o seu capital a uma instituição financeira (no caso da LCI) ou ao Governo Federal (Tesouro Direto). Ao término do investimento, a pessoa receberá o dinheiro investido acrescido dos juros, representando a rentabilidade da aplicação financeira.

Em ambos os produtos, os ganhos são conhecidos no momento em que se contrata o ativo (no caso dos prefixados) ou no momento do resgate (nos pós-fixados). A rentabilidade é determinada conforme um indexador, que pode ser a taxa Selic (taxa básica de juros da economia), CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerada a inflação oficial do Brasil).

Tanto o Tesouro Direto como LCI são considerados investimentos de baixo risco e protegem o investidor de possíveis perdas do patrimônio. A seguir, detalharemos os pontos positivos e negativos das duas aplicações e discutiremos qual é a melhor para cada perfil de investidor. Acompanhe!

Vantagens e desvantagens do Tesouro Direto

Antes de explicar os pontos positivos e negativos é necessário entender mais sobre esse tipo de investimento. Os títulos públicos são emitidos pelo Governo Federal com a intenção de financiar as atividades públicas.

Conforme mencionamos, nesse tipo de aplicação, empresta-se dinheiro ao governo e recebe-se em troca a quantia emprestada acrescida dos juros acordados.

Os títulos do governo apresentam uma série de vantagens. Uma delas refere-se à facilidade e à acessibilidade.

Com apenas R$30 já é possível investir em Tesouro Direto, ou seja, mesmo quem tem pouco dinheiro ou não tem muito conhecimento sobre finanças pode deixar parte do seu capital nessa categoria de aplicação.

Além disso, os títulos públicos são as aplicações mais seguras do mercado. Isso porque eles são garantidos pelo Tesouro Nacional (órgão da administração federal que se responsabiliza por cuidar das contas públicas). O Estado é uma instituição sólida e o risco de calote ou quebra é praticamente nulo.

A rentabilidade e a liquidez dos títulos públicos variam conforme cada investimento. Os ativos podem apresentar ganhos de acordo com a Selic, IPCA ou de acordo com a determinação de uma taxa percentual.

Em relação à liquidez, o Tesouro Selic é uma aplicação que possui liquidez diária e permite que o investidor resgate o investimento sem ter o risco de perder o dinheiro.

Vantagens e desvantagens da LCI

Antes de explicar sobre os pontos positivos e negativos, vamos destacar significado dessa aplicação. As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são títulos de renda fixa emitidos por bancos com a intenção de captar recursos para o setor imobiliário.

Essas aplicações apresentam vários pontos positivos. O primeiro deles é a isenção do Imposto de Renda, o que já é uma boa vantagem, pois há tributos envolvidos na maioria das aplicações. Isso também faz que a rentabilidade (geralmente pós-fixada e expressa em percentuais de CDI) seja interessante para investidor.

Outra vantagem refere-se ao fato de a LCI ser um investimento protegido pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Isso quer dizer que em caso de quebra do banco, a instituição se encarregará de ressarcir valores de até R$250 mil por CPF e por instituição financeira. Por isso é considerada também uma aplicação segura.

Por outro lado, a liquidez desse ativo é reduzida. Geralmente, há prazo de carência e dificilmente será possível fazer o resgate do investimento antes de 90 dias. Em alguns bancos, inclusive, não é possível fazer esse procedimento.

Além disso, nem sempre há LCIs disponíveis. Isso porque a emissão do investimento é condicionada ao financiamento do setor imobiliário. Quando a demanda por esse crédito é baixa, há poucos papéis disponíveis.

Outro ponto negativo em relação a Letra de Crédito Imobiliário é o estabelecimento de uma quantia mínima para investir. São necessários alguns milhares ou dezenas de milhares de reais para começar. Isso faz com que se restrinja o público que pode fazer aplicações nesse ativo.

Qual é o perfil indicado para investir em Tesouro Direto e LCI?

Devido às suas características, as Letras de Crédito Imobiliário são indicadas aos investidores conservadores, com renda razoável e metas de curto e médio prazo. Além disso, é fundamental ficar atento em relação ao vencimento do ativo. Isso porque há aplicações com prazos de três, seis ou 12 meses. Portanto, antes de investir, deve-se avaliar se o seu objetivo está em sintonia com o prazo de vencimento do papel.

Por outro lado, não há um único perfil ideal para investir em Tesouro Direto. O Tesouro Selic, por exemplo, é recomendável aos investidores conservadores e com objetivos de curto prazo. Quem tem metas de longo prazo, como a aposentadoria, pode optar pelo Tesouro IPCA. Dessa maneira, o patrimônio do investidor sempre renderá acima da inflação e oferece crescimento a longo prazo.

Para os mais conservadores, o produto é atrativo como alternativa à poupança e para os mais agressivos, serve como uma boa aplicação para diversificar a carteira de investimentos e proteger o patrimônio.    

Há também títulos especulativos e que, consequentemente, oferecem maior risco. O Tesouro Prefixado é um ativo mais arrojado dessa categoria. Isso porque a economia pode oscilar bastante, podendo levar ao aumento da inflação e a desvalorização do ativo no mercado. Mas é bom lembrar que se o título for mantido até o vencimento, a rentabilidade contratada será respeitada.

Os títulos públicos e as Letras de Crédito Imobiliário são aplicações de renda fixa e conservadoras. 

Vale ressaltar que é muito importante conhecer os detalhes de cada ativo antes de investir para se certificar de que são compatíveis com o seu perfil.  Se precisar de ajuda para saber qual investimento melhor se adapta às suas necessidades, fale com a Genial. Nossa equipe de especialistas te ajudará a fazer a melhor escolha. Abra já sua conta! 

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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