CDB 220% do CDI com liquidez diária.

O mercado de investimentos apresenta diversas oportunidades para quem deseja proteger ou rentabilizar o patrimônio. Nesse contexto, uma dúvida comum na renda fixa, seja com investidores iniciantes ou e experientes, é escolher entre LCI e Tesouro Direto.

Como característica central, ambos se destacam pela segurança e a previsibilidade de retorno. Portanto, são considerados investimentos de baixo risco. Todavia, existem distinções que podem ser importantes para fundamentar sua escolha.

Quer saber mais? Continue a leitura para conhecer as características do Tesouro Direto e da LCI e encontre a melhor opção para o seu perfil!

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto consiste no programa pelo qual são negociados os títulos públicos do Governo Federal. Ele foi criado em 2002 pelo Tesouro Nacional com objetivo de facilitar o acesso de pessoas físicas ao mercado de investimentos.

Assim, a crença de que o Tesouro Direto é uma modalidade de investimentos não está correta. Na realidade, ele se apresenta como a plataforma em que investidores podem adquirir produtos como o Tesouro Selic, o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Prefixado.

Confira como funcionam as aplicações!

Características

Como você viu, os títulos públicos do Tesouro Direto são alternativas de renda fixa. Logo, há previsibilidade quanto aos seus rendimentos. Por serem garantidos pelo Governo Federal, eles têm como principal característica a segurança, sendo considerados os mais seguros do mercado.

Os juros das aplicações podem se dar de três maneiras distintas: prefixados, pós-fixados e híbridos. Os títulos com rentabilidade prefixada são aqueles em que os juros da aplicação são apresentados no momento do aporte e não mudam até o vencimento.

Já os títulos de rentabilidade pós-fixada não contam com tal previsibilidade. Nesse caso, os rendimentos só serão conhecidos no resgate. O motivo para isso é que essa aplicação tem seus juros atrelados à taxa Selic.

Por último, os títulos híbridos são aqueles em que há uma porcentagem fixa de juros e outra variável — que acompanha o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Logo, é um produto que garante rentabilidade acima da inflação se o investidor aguardar até seu vencimento.

Além da rentabilidade, outro aspecto relevante do Tesouro Direto está na incidência do Imposto de Renda sobre os lucros dos títulos. Nesse caso, alíquota acompanha a tabela regressiva do IR da seguinte forma:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 até 360: 20%;
  • de 361 até 720: 17,5%;
  • a partir de 721 dias: 15%

Vantagens e desvantagens

Investir em títulos públicos pode ser uma alternativa interessante. Uma das vantagens se refere à acessibilidade. Mesmo quem tem pouco dinheiro ou não tem muito conhecimento sobre finanças pode deixar parte do seu capital nessa categoria de aplicação.

Além disso, como vimos, os títulos do Tesouro Direto são as aplicações mais seguras do mercado. Sendo garantidos pelo Tesouro Nacional, os riscos de inadimplência são baixos — inclusive quando comparados a outras opções de renda fixa.

A liquidez diária é outro ponto positivo desses títulos. Isso significa que o investidor pode resgatar o seu capital investido antes do seu vencimento dentro de apenas um dia útil. A recompra é um compromisso do Governo.

Mas é preciso atenção. Os títulos, especialmente prefixados e híbridos, estão suscetíveis à marcação a mercado. Assim, o valor pode oscilar positiva e negativamente todos os dias. Como a rentabilidade acordada só será garantida no vencimento, é possível ter prejuízo com resgate antecipado.

O que é a LCI?

A letra de crédito imobiliário (LCI) é um título emitido por bancos e instituições financeiras. Ela funciona como uma estratégia de captação de recursos para que essas organizações possam investir no setor de imóveis.

Desse modo, ao adquirir esse produto, o investidor empresta dinheiro para essas instituições e, em troca, recebe os juros da operação — como acontece no Tesouro Direto. A diferença está no emissor do título.

Saiba mais!

Características

Em relação à sua rentabilidade, a LCI apresenta características similares aos títulos públicos. Desse modo, as taxas de juros em seu rendimento podem ser prefixadas, pós-fixadas ou híbridas.

Já no que se refere à segurança, o título conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele cobre o pagamento, caso a instituição venha a falir. O limite é de R$ 250 mil por CPF e emissor, com teto global de R$ 1 milhão, renovado a cada quatro anos.

Ademais, uma das principais características da LCI está na isenção do IR sobre os lucros. O objetivo é atrair mais investidores para essa modalidade e, assim, conseguir mais capital para esse setor que é considerado um dos principais da economia.

Vantagens e desvantagens

O investimento em letras de crédito imobiliário pode ser uma alternativa interessante para investidores que buscam ampliar seu potencial de rentabilidade. Com a isenção do IR, é possível que a LCI renda mais que o Tesouro ou outras alternativas de renda fixa.

Por outro lado, a liquidez desse título é baixa. Geralmente, o resgate se dá apenas no vencimento. Em títulos que oferecem liquidez diária, ela só é possível depois do prazo de carência de 90 dias.

Além disso, é comum que as LCIs demandem um valor inicial maior de aporte para o investidor. Isso faz com que se restrinja o público que pode fazer aplicações nesse produto.

Como escolher o melhor entre LCI ou Tesouro Direto?

Como você entendeu, os títulos do Tesouro Direto e a LCI apresentam semelhanças e diferenças entre si. Ambos são seguros e agregam vantagens para o investidor. Por isso, escolher a melhor alternativa pode não ser uma tarefa simples.

Nesse contexto, é importante pensar no seu perfil de investidor e em seus objetivos financeiros. A LCI pode se adaptar melhor a perfis conservadores com foco no médio e longo prazo, por exemplo. Especialmente pela liquidez mais baixa.

Em relação ao Tesouro Direto, há alternativas variadas. Para aqueles que buscam criar sua reserva de emergência, os títulos pós-fixados podem ser mais adequados. Como não há tanta exposição à marcação a mercado, o investidor pode fazer o resgate quando quiser sem riscos de perda.

Outro fator que pode ajudar na escolha é fazer projeções de rentabilidade. Como você viu, a LCI conta com a isenção de Imposto de Renda. Porém, isso não garante que seja um título que rende mais que as aplicações do Tesouro. Compare rendimentos líquidos para ter mais certeza.

Como vimos, independentemente da escolha — LCI ou Tesouro Direto —, o investidor pode encontrar vantagens em ambas. Portanto, vale a pena avaliar o funcionamento de cada alternativa para fazer a escolha mais alinhada aos objetivos.

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