É muito comum ler ou ouvir por aí a expressão “investir em Tesouro Direto”. O problema é que esses termos podem levar ao engano uma pessoa que não entende muito sobre o assunto. Isso porque o correto é investir “por meio do Tesouro Direto”, afinal, o Tesouro Direto é um programa do governo que oferece ao investidor a possibilidade de adquirir títulos do Tesouro Nacional, ou seja, comprar ativos da dívida pública.

Os títulos do Tesouro Direto são investimentos de renda fixa, os mais seguros disponíveis no mercado atualmente.

Para que você entenda melhor essa questão e as vantagens desse tipo de aplicação, a seguir, explicaremos a diferença entre os títulos oferecidos pelo Tesouro Nacional. Quer saber mais? Continue a leitura!

Quais são os títulos do Tesouro Direto? 

Atualmente, ao entrar no site do Tesouro, você encontrará títulos disponíveis para compra divididos em três tipos: 

  1. Títulos prefixados: Tesouro Prefixado  e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 
  2. Títulos pós-fixados: Tesouro Selic 
  3. Títulos híbridos: Tesouro IPCA e Tesouro IPCA com Juros Semestrais

O nome de cada título refere-se à forma como será calculada a sua rentabilidade. O mais simples de todos é o Tesouro Prefixado. Esse título irá render conforme a porcentagem preestabelecida e por isso recebe esse nome.

Os títulos pós-fixados apresentam rendimentos diferentes e podem ter como indexador a taxa Selic ou o IPCA. Já os híbridos mesclam as rentabilidades prefixadas (com taxas pré-definidas no ato do investimento) e pós-fixadas que acompanham o IPCA.

Como funciona o Tesouro Selic e qual sua rentabilidade? 

O Tesouro Selic tem rentabilidade atrelada à Selic. Por isso é importante saber do que se trata essa taxa para compreender como funciona o rendimento do título. 

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil. Trata-se de um instrumento do Banco Central para controlar a inflação. A função da Selic em um investimento é bem simples: proteger o investidor da inflação. Quando um ativo tem o seu rendimento atrelado à taxa Selic, quer dizer que ele nunca terá um rendimento abaixo da taxa básica de juros.

Como funciona o Tesouro IPCA e qual a sua rentabilidade? 

Assim como o Tesouro Selic, o Tesouro IPCA é um título do tipo pós-fixado. Esse tipo de aplicação tem o rendimento atrelado à outra taxa que também afere a inflação: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Para calcular essa taxa, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confere a variação de preço de uma série de produtos e serviços de consumo, que incluem de remédios a roupas e alimentos em todo o país.

Na economia, o IPCA reflete o que podemos perceber no supermercado, no posto de gasolina e na farmácia, entre outros, só que tudo junto, formando uma média. 

No título Tesouro IPCA+, a rentabilidade, além acompanhar o indexador, leva em conta uma taxa pré-fixada. Veja o exemplo abaixo, retirado do site do Tesouro Direto: 

Título Tesouro: IPCA+ 2024

Vencimento: 15/08/2024

Taxa de rendimento: IPCA + 3,12 

Os dados acima indicam que o título chamado Tesouro IPCA + 2024 vencerá em 15 de agosto de 2024 e que, no vencimento, terá o rendimento do IPCA mais 3,12% ao ano. 

Isso quer dizer que, desde que espere até o vencimento do título, o investidor obterá o rendimento do IPCA somado à taxa pré-fixada, o que resulta em um rendimento superior ao da inflação. Então, além de proteger o poder de compra do consumidor, esse título oferece um ganho real no caso de inflação positiva – que é o cenário mais comum. 

Existe ainda outro tipo de Tesouro IPCA, que é o título com juros semestrais. No site do Tesouro ele aparece como o exemplo abaixo: 

Título: Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2026

Vencimento: 15/05/2026

Taxa de rendimento: IPCA + 3,20

Como mostramos antes, os títulos Tesouro IPCA apresentam o rendimento calculado pela variação do IPCA – que corresponde à variação da inflação – mais uma taxa pré-fixada, nesse caso, de 3,2% ao ano pagos ao investidor. No caso do título acima, os juros não serão pagos no vencimento do título, mas semestralmente. Esse tipo de título é indicado para quem procura retiradas ao longo do período, até o vencimento do título.

Quando investir em Tesouro Selic e em Tesouro IPCA? 

Ao investir no Tesouro você verá que cada título conta com uma data de vencimento. Para escolher um título é preciso analisar tanto a taxa de rendimento quanto a data de vencimento. Quando você opta por resgatar o investimento antes do vencimento, estará vendendo o título no mercado secundário. Isso quer dizer que o preço que você receberá pelo título não será necessariamente o valor que você investiu, mas sim o valor que os compradores acham que o título vale naquele momento. Essa informação é importante para entender quando é melhor investir em Tesouro IPCA ou em Tesouro Selic. 

O Tesouro Selic é menos suscetível à perda de valor de venda no mercado secundário. Por isso, ele é mais indicado para a formação reservas de emergência. Por ser o mais conservador da plataforma do Tesouro Direto, é indicado para quem está começando. 

Já o Tesouro IPCA é mais vantajoso para reservas de longo prazo, quando o investidor pretende resgatar o montante apenas no vencimento. Isso porque, no meio do caminho, entre o momento da aquisição do título e a hora da venda, pode ter havido uma mudança na expectativa de rendimento, o que faz com que ele perca valor de venda no mercado secundário.

Quando você espera até o vencimento, o rendimento será obtido conforme o determinado no momento quando você comprou o título. 

Para investir em todos os tipos de títulos do Tesouro Direto, o recomendado é abrir uma conta em uma corretora de valores. A Genial Investimentos oferece o suporte necessário para você investir com segurança e ainda conta com uma equipe preparada para esclarecer todas as suas dúvidas. Entre em contato e abra agora a sua conta na Genial!

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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