Ter atenção quanto ao pagamento de impostos é fundamental para quem deseja investir com sucesso. Para tanto, um dos passos mais importantes consiste em saber qual é a alíquota de Imposto de Renda dos diferentes ativos disponíveis no mercado. 

Como cada alternativa tem obrigações específicas, vale a pena conhecer as regras que são aplicadas ao investir. Dessa maneira, você conseguirá apurar os impostos corretamente, evitando irregularidades perante o Fisco. 

Neste artigo, nós, da Genial Investimentos, apresentamos a alíquota de IR dos principais investimentos com os quais você tem ou terá contato. Confira! 

Qual é a alíquota de Imposto de Renda dos principais investimentos? 

Cada investimento tem características específicas sobre a tributação por parte da Receita Federal. A seguir, veja quais são as alíquotas e regras para os principais que estão disponíveis! 

Tesouro, CDB e debêntures 

Começando pelos investimentos de renda fixa, temos como principais alternativas os títulos do Tesouro Direto, os certificados de depósito bancário (CDBs) e as debêntures comuns. 

Enquanto os títulos do Tesouro são públicos, os CDBs são privados e emitidos por instituições financeiras. Já as debêntures são títulos de dívida de sociedades anônimas públicas ou privadas. 

Todos esses investimentos têm cobrança de Imposto de Renda e são tributados pela tabela regressiva do IR. As alíquotas incidentes sobre o rendimento variam com o tempo até o resgate, conforme a seguir: 

  • até 180 dias: 22,5%; 
  • de 181 a 360 dias: 20%; 
  • de 361 a 720 dias: 17,5%; 
  • acima de 720 dias: 15%. 

Então, um investimento em CDB cujo resgate ocorra depois de 720 dias de aplicação, por exemplo, pagará a menor taxa possível. Em todos os casos, o desconto ocorre diretamente na fonte. 

LCI e LCA, CRI e CRA e debêntures incentivadas 

Além dos investimentos tributados, a renda fixa conta com alternativas que apresentam isenção de IR, ou seja, cujo rendimento não sofre descontos no momento do resgate.  

Entre os investimentos desse tipo, estão: 

  • letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA)  
  • certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA). 
  • debêntures incentivadas.  

Diferente das debêntures comuns, as incentivadas são emitidas por companhias consideradas relevantes para a infraestrutura do país. Por isso, recebem incentivo fiscal e não preveem a cobrança de IR — de modo a atrair mais investidores.  

Ações 

Partindo para os investimentos na renda variável, temos o investimento em ações — que tem cobrança de Imposto de Renda. Nesse cenário, a cobrança é fixa com alíquota de 15% sobre o ganho de capital obtido com a venda em operações comuns. 

Então, significa que o IR só é cobrado quando você vende as ações por um preço maior que o preço médio de compra. Caso não haja lucro, não há imposto. 

Além disso, a venda de ações conta com um limite de isenção de IR para vendas comuns de até R$ 20 mil no mês. Então, se o total negociado no período ficar abaixo desse valor, não é preciso recolher tributos.  Os dividendos também não são tributados.  

No day trade — ou seja, em operações iniciadas e encerradas no mesmo pregão — as regras são diferentes. Nesse caso, não há isenção de IR e a alíquota é de 20% sobre os lucros das vendas. 

Fundos de ações e ETFs 

Os fundos de investimento também preveem a cobrança de IR aplicada quando as cotas são vendidas com lucro. Existem veículos que têm uma modalidade de antecipação do IR, o come-cotas, mas não é o caso do fundo de ações. 

As alíquotas são as mesmas que na negociação de ações avulsas: 15% sobre o lucro em operações comuns. Porém, não há a faixa de isenção para vendas até R$ 20 mil. 

Os fundos de índice (ETFs) podem replicar indicadores de ações, de renda fixa e de outros ativos do mercado financeiro. Quanto à cobrança de IR, seguem as mesmas regras dos fundos de ações.  

A exceção fica por conta dos ETFs de renda fixa, cuja tributação pode variar de 25% a 15%, a depender da média dos vencimentos dos títulos que compõem a carteira do ETF. 

Fundos imobiliários 

Já os fundos imobiliários (FIIs) são aqueles que investem a maior parte dos recursos em ativos imobiliários. Diferentemente dos dois fundos vistos até agora, a alíquota de IR é única e independe do tipo de operação, sendo de 20%. 

Portanto, o lucro obtido com a venda de cotas de FII será tributado em 20% tanto em operações comuns quanto em operações do tipo day trade. Os dividendos recebidos por pessoa física não são tributados, desde que sigam os critérios estabelecidos em lei.  

Outros fundos 

No mercado, é possível encontrar outros fundos, como os de renda fixa, os cambiais e os multimercados. No caso dos fundos de curto prazo, as alíquotas tributárias são: 

  • até 180 dias: 22,5%; 
  • acima de 180 dias: 20%. 

Nos fundos de longo prazo, a tabela regressiva é a mesma dos investimentos de renda fixa. Logo, o imposto varia entre 22,5% e 15%. 

Além disso, os fundos de curto e longo prazo têm incidência de come-cotas. Essa é uma antecipação semestral de Imposto de Renda, cobrada pela menor alíquota do tipo do fundo. Se houver diferença na tributação, a diferença é paga no momento do resgate. 

Previdência Privada 

Os fundos de Previdência Privada apresentam características específicas quanto à tributação, pois podem utilizar tanto a tabela de alíquota regressiva quanto a progressiva.  

No caso da tabela progressiva, a cobrança segue as faixas de renda, da seguinte forma: 

  • até a faixa de isenção: 0%; 
  • 1ª faixa de renda: 7,5%; 
  • 2ª faixa de renda: 15%; 
  • 3ª faixa de renda: 22,5%; 
  • 4ª faixa de renda: 27,5%. 

Já no caso da tabela regressiva, os valores diferem daqueles que você conheceu nos investimentos de renda fixa. Confira como funciona: 

  • até 2 anos: 35%; 
  • de 2 a 4 anos: 30%; 
  • de 4 a 6 anos: 25%; 
  • de 6 a 8 anos: 20%; 
  • de 8 a 10 anos: 15%; 
  • acima de 10 anos: 10%. 

Ademais, no plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o imposto incide sobre os rendimentos. Já no Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), a alíquota é cobrada sobre todo o montante. 

Por que é importante saber quais são as alíquotas? 

Conhecer a alíquota de Imposto de Renda de cada investimento é fundamental para que você se mantenha em dia com suas obrigações tributárias. Caso seja necessário apurar tributos via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), será mais fácil emitir e pagar a guia no prazo.  

Além disso, conferir essas taxas é útil para fazer uma análise robusta da sua carteira de investimentos e da rentabilidade real. Afinal, o IR pode reduzir o retorno obtido — e conhecer as diferentes alíquotas conforme o prazo podem ajudar na tomada de decisão.  

Para completar, essas informações poderão ajudá-lo na declaração anual de IR, referentes aos seus lucros. Para saber o que são rendimentos tributáveis e como apresentá-los, veja como declarar investimentos no IR

Agora você já sabe qual é a alíquota de Imposto de Renda dos principais investimentos e quais são isentos de IR. Dessa forma, você pode cumprir todas as demandas tributárias e se planejar melhor em relação à rentabilidade líquida de cada alternativa.  

Para complementar o seu conhecimento, veja tudo o que você precisa saber sobre Imposto de Renda!

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