Investir exige uma análise dos aspectos mais importantes dos ativos e das aplicações financeiras disponíveis no mercado. Um dos critérios para considerar é a rentabilidade, que está ligada à capacidade de obter resultados com seus aportes.

Devido à relevância que o retorno tem na estratégia, é preciso saber como calculá-lo e como interpretá-lo. Assim, é possível tomar decisões mais alinhadas e se aproximar dos seus objetivos.

Neste artigo preparado pelo nosso time da Genial Investimentos, você descobrirá o que é a rentabilidade e como calculá-la. Continue a leitura!

O que é rentabilidade dos investimentos?

A rentabilidade representa o quanto o seu dinheiro renderá em determinado momento. Ela costuma ser apresentada na forma de porcentagem, indicando a evolução do patrimônio no período de análise.

Então, uma rentabilidade de 5% ao ano significa que o capital investido teve um aumento de 5% no período de 12 meses. Se a rentabilidade for mantida, o próximo ano trará um novo avanço de 5%.

É importante notar que, no Brasil, a rentabilidade também conta com os juros compostos. Isso significa que ela é aplicada ao montante já corrigido. Assim, os juros são sempre calculados sobre o montante anterior somado aos ganhos já obtidos.

Quais são os principais tipos de rentabilidade?

Embora o significado seja amplo, há mais de um tipo de rentabilidade existente. Então, quando se fala sobre os investimentos, existem possibilidades que você deve considerar para entender melhor os resultados do aporte.

A seguir, conheça os principais tipos de rentabilidade e veja como cada alternativa funciona!

Rentabilidade nominal

A rentabilidade nominal funciona como o retorno bruto obtido. Ou seja, ela consiste no valor que é apresentado em uma aplicação financeira, sem incluir os custos envolvidos.

Pense em um título prefixado de renda fixa com rentabilidade de 9% ao ano. Nesse caso, o valor apresentado é a rentabilidade nominal, pois não considera custos com o Imposto de Renda, por exemplo.

Rentabilidade líquida

Por sua vez, a rentabilidade líquida representa qual é a porcentagem de avanço do patrimônio, já descontando os custos e taxas envolvidos no investimento.

Pense, por exemplo, em um investimento de R$ 1.000,00 que teve retorno nominal de 10%, gerando R$ 1.100,00. Porém, sobre esses R$ 100,00 ganhos, incidiram 15% de Imposto de Renda. Com isso, o retorno, na verdade, foi de R$ 85,00. Logo, a rentabilidade líquida foi de 8,5%, nesse exemplo.

Rentabilidade real

A rentabilidade real é outro tipo importante que deve ser considerado. Ela corresponde ao resultado percentual do patrimônio já descontando a inflação.

Portanto, ela serve para indicar qual foi o avanço concreto do patrimônio, acima da perda do poder de compra. Quanto maior for a inflação, maior será o desconto aplicado e menor será a rentabilidade real.

Rentabilidade negativa

A rentabilidade negativa acontece quando o montante final é menor que o capital inicial. Logo, significa que não apenas não ocorreram ganhos reais, como houve perda.

É o que ocorre, por exemplo, com um investimento que rende abaixo da inflação — ao calcular a rentabilidade real, você notará que ela é negativa. Portanto, o seu patrimônio não apresentou evolução, diminuindo com o tempo.

Qual a diferença entre rentabilidade e rendimento?

Agora que você entende melhor o conceito de rentabilidade, vale a pena conhecer como ele se diferencia de outros termos comumente usados, como o rendimento. Embora sejam adotados como sinônimos, eles podem representar informações diferentes.

Como foi possível aprender, a rentabilidade representa a taxa percentual de mudança em relação ao capital inicialmente investido. Já o rendimento é o número que indica o quanto você ganhou (ou perdeu) com o investimento.

Pense em um investimento de R$ 500,00 que teve resultado de R$ 550,00. A rentabilidade foi de 10%, enquanto o rendimento foi de R$ 50,00.

Quais as diferenças entre lucratividade e rentabilidade?

Da mesma forma que retorno e rentabilidade são distintos, existem variações sobre o conceito de lucratividade. No caso, a lucratividade representa o retorno líquido, descontando os impostos e outros custos. Portanto, você pode utilizar a lucratividade e a rentabilidade líquida ao mesmo tempo.

Considere um investimento de R$ 10.000,00 que gera um montante final de R$ 11.000,00. A rentabilidade nominal foi de 10%, já o retorno foi de R$ 1.000,00. Porém, caso tenha sido necessário pagar R$ 200,00 em custos e taxas, a rentabilidade líquida passou a ser de R$ 8% e a lucratividade, de R$ 800,00.

Por que é importante conhecer a rentabilidade de um investimento?

Conhecer o conceito e o funcionamento da rentabilidade é essencial para quem investe devido aos impactos desse fator nos resultados. Esse pode ser um critério para escolher um ativo ou uma estratégia — mas, como você verá, não deve ser o único.

Além disso, a rentabilidade está diretamente ligada à capacidade de atingir objetivos financeiros que envolvam o aumento do patrimônio. Se a sua intenção for acumular riquezas ou ter uma renda passiva, por exemplo, a rentabilidade é um fator fundamental.

Ademais, conhecer a rentabilidade e o funcionamento do conceito pode ajudá-lo a avaliar o sucesso das suas estratégias e o estado geral da carteira. Com base nos resultados obtidos, é possível planejar rebalanceamentos e melhorias em seu portfólio.

Como calcular a rentabilidade de um investimento?

Até aqui, você conferiu diferentes exemplos básicos que podem ajudar a entender melhor o cálculo de rentabilidade. Porém, é ainda mais importante compreender como isso funciona na prática, considerando produtos que existem no mercado financeiro e suas condições.

Ao mesmo tempo, é preciso saber que calcular a rentabilidade não segue o mesmo processo na renda fixa e na renda variável. Na primeira classe, as condições de retorno são conhecidas e há a incidência clara de juros compostos.

Na renda variável, não há previsibilidade e o poder dos juros compostos é refletido na exposição à economia real. Para facilitar, confira exemplos das duas classes para saber como usar a rentabilidade em sua análise de carteira.

Descubra!

Renda fixa

Começando pela renda fixa, pense na rentabilidade da poupança. A caderneta é o investimento mais popular, mas pode ter um resultado aquém do esperado. Segundo as regras válidas para depósitos a partir de 2012, o retorno da poupança é o seguinte:

  • se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, ela rende 70% da Selic + Taxa Referencial (TR);
  • se a Selic for superior a 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% por mês + TR.

Como exemplo, pode-se utilizar a Selic válida para dezembro de 2021, que era de 9,25% ao ano. Nesse caso, a caderneta rende, aproximadamente, 6,17% ao ano (desconsiderando a TR). Então, um investimento de R$ 5.000,00 na poupança daria origem a R$ 308,39 após 12 meses.

Agora, considere a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto, tomando como referência o Tesouro Selic. No mesmo período, o retorno nominal será de 9,25%, caso a taxa Selic se mantenha. Assim, o retorno será de R$ 462,50.

Nesse título público, há isenção da taxa de custódia da B3 (a bolsa de valores brasileira) até o limite de R$ 10.000,00. Considerando que o resgate acontece após 365 dias, o Imposto de Renda devido é de 20%. Logo, a lucratividade seria de R$ 370,00.

Você pode usar a mesma lógica para calcular a rentabilidade de títulos como certificado de depósito bancário (CDB), letra de crédito imobiliário (LCI) ou letra de crédito do agronegócio (LCA). A diferença é que o indicador utilizado costuma ser uma porcentagem do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI).

Rentabilidade real

Na comparação, também é possível considerar também a rentabilidade real. Porém, não basta subtrair a rentabilidade nominal da inflação. Em vez disso, o cálculo é o seguinte:

Rentabilidade real = [(1 + Rentabilidade nominal) / (1 + Inflação)] – 1

Para facilitar os cálculos, tome como referência uma expectativa moderada de inflação de 10% em 2021. Nesse cenário, a rentabilidade real da poupança seria de -3,48%. Por ser uma rentabilidade negativa, significa que o patrimônio não cresceu — na verdade, o poder de compra diminuiu.

Quanto ao Tesouro Selic, no exemplo, a rentabilidade real seria de -0,68%, que também indica uma perda perante a inflação — mas que é menor que a da poupança.

Renda variável

O cálculo de rentabilidade de um investimento na renda variável envolve um pouco mais de dados, mas continua sendo possível. Um modo simples de fazer é considerar a relação entre preço de venda e de compra. Veja:

Rentabilidade= [(Preço atual / Preço inicial) – 1] x 100

Para este exemplo, considere o investimento em ações. Imagine que você comprou papéis de uma empresa por R$ 10,00. Ao final do ano, as ações foram negociadas a R$ 12,50. Então, a rentabilidade será de 25%.

Agora, imagine que, em 3 anos, a ação vale R$ 16,30. Logo, a rentabilidade no período foi de 63%. Porém, é preciso pensar que o tempo foi de 3 anos. Então a rentabilidade média anual foi de 21%.

É possível usar esse mesmo tipo de cálculo para cotas de fundos de investimento, por exemplo. Assim, você pode compreender o desempenho dos seus ativos. Aqui, também é possível utilizar o cálculo da rentabilidade real para fazer uma análise mais aprofundada.

Carteira de investimentos

Como você viu, há como calcular a rentabilidade de cada um dos investimentos, entendendo o desempenho médio de cada ativo e aplicação da sua estratégia. Mas, como fazer para calcular a rentabilidade do portfólio completo?

Nesse caso, existem dois métodos. O primeiro consiste em somar tudo o que você investiu inicialmente e todo o seu patrimônio investimento, após os retornos, em determinado momento.

Assim, é possível usar a fórmula da rentabilidade com base na relação percentual entre o total do seu patrimônio e o capital inicial. Porém, isso só será válido se todos os investimentos tiverem sido feitos ao mesmo tempo — normalmente, não é o que acontece, já que é comum fazer aportes mensais.

Por isso, você pode considerar fazer uma média ponderada. A ideia é calcular, primeiramente, a rentabilidade individual dos investimentos.

Depois, você fará um somatório com base no peso de cada um. Se 30% do seu patrimônio estiver alocado no Tesouro Selic, multiplique o rendimento médio dele por 0,3. Se 20% estiver em ações, multiplique a rentabilidade encontrada por 0,2.

Ao somar todas as parcelas, você encontrará qual é o desempenho médio do seu portfólio, com base nas participações de cada ativo.

Porém, não é preciso se preocupar em fazer os cálculos à mão. Se você tiver conta em uma corretora de valores de qualidade, será possível acompanhar o desempenho do seu portfólio de forma automatizada e prática nas ferramentas disponibilizadas pela instituição.

Como avaliar a rentabilidade da sua carteira de investimentos?

Além de entender como rende o seu portfólio, é importante avaliar esses resultados. Para tanto, você pode utilizar a técnica de benchmark.

Nesse caso, você utilizará indicadores de mercado para comparar com a rentabilidade da sua carteira. Assim, poderá saber se o desempenho obtido está acima ou abaixo da média do mercado.

Ao considerar seu portfólio de renda fixa, por exemplo, é possível comparar a rentabilidade média com o CDI ou com a Selic. Na carteira de ações, é comum usar o Índice Bovespa como parâmetro para avaliar sua rentabilidade.

Esse é o único fator a levar em consideração?

Apesar de a rentabilidade ser importante e poder atuar como um dos critérios para fazer investimento, ela não é o único aspecto a considerar. Você também deve pensar em outros dois pontos: segurança e liquidez.

Considerando a relação de risco e retorno, os ganhos tendem a ser tão maiores quanto são os riscos. Portanto, focar apenas na rentabilidade pode fazer com que você se arrisque além do nível de tolerância do seu perfil de investidor.

A liquidez é outro critério relevante. Se você for investir a reserva de emergência, por exemplo, é mais importante poder resgatar o investimento a qualquer momento que ter uma rentabilidade elevada.

Logo, você deve considerar seu perfil, seus objetivos financeiros e a função de cada investimento para determinar qual é a relevância da rentabilidade a ser obtida.

Agora você não apenas sabe o que é a rentabilidade, mas como calculá-la e por que ela é relevante. Porém, é fundamental se lembrar de que outros aspectos, como segurança e liquidez, também devem ser analisados na hora de investir.

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