Você faz parte da parcela de brasileiros que ainda pensa na caderneta de poupança como a alternativa mais segura e rentável para o seu dinheiro? Nesse caso, considere repensar suas escolhas de investimento. 

O cenário econômico nacional não tem favorecido esse tipo de aplicação há algum tempo. E não há expectativas de que a situação seja modificada ao longo do ano de 2021. Então surge a pergunta: o rendimento da poupança em 2021 vale a pena? 

Para ajudar a responder à questão, você verá neste artigo as informações acerca do rendimento da poupança. Continue a leitura e confira! 

Qual o rendimento da poupança em 2021? 

A rentabilidade da poupança está atrelada à variação da taxa Selic. Porém, em 2012, foram instituídas novas regras para esta remuneração. Os depósitos feitos a partir do dia 4 de maio daquele ano, chamados de “poupança nova”, passaram a obedecer a dois critérios: 

  • quando a taxa Selic é igual ou inferior a 8,5%, a poupança paga 70% da Selic + a taxa referencial (TR) — que está zerada desde 2017; 
  • quando a taxa Selic é superior a 8,5%, a poupança paga 0,5% ao mês + a taxa referencial (TR). 

Vale lembrar que a remuneração para os depósitos realizados até o dia 3 de maio de 2012, a “poupança antiga”, segue sempre a segunda regra. Ou seja, rendem 0,5% ao mês mais a TR. 

Perceba que, pelo detalhamento dos cálculos da poupança, ela não é uma alternativa interessante se o objetivo é fazer o dinheiro render. Com a Selic em 2% no ano de 2020, por exemplo, o retorno da caderneta era estimado em 1,4% ao ano. 

Taxa Selic 

A taxa Selic é um mecanismo do Banco Central para controlar as oscilações da economia. Quando ela está em um patamar alto, significa que o momento exige mais controle financeiro e atenção aos gastos. 

Se estiver mais baixa, o momento é propício para estimular o consumo e a movimentação econômica. Esse tem sido o principal objetivo do Governo Federal nos últimos anos ao baixar a Selic na tentativa de impulsionar o crescimento econômico. 

Para isso, foram realizados diversos cortes consecutivos que levaram a Selic ao patamar de 2%, o mais baixo registrado na série histórica. Desde então, o percentual da taxa básica de juros tem sido mantido, embora em 2021 ela tenha voltado a subir. 

Saiba Mais: Qual a diferença entre Taxa Selic e Tesouro Selic? Entenda!

Taxa referencial 

Como você viu, além da taxa Selic, a taxa referencial é outro fator atrelado à rentabilidade da poupança. Ela é calculada pela média ponderada dos juros cobrados diariamente pelos certificados de depósitos bancários (CDBs) das principais instituições financeiras do Brasil. 

Essa taxa foi criada em 1990, com o objetivo de ajudar no controle da inflação do país. No entanto, a Selic tem cumprido essa função com mais propriedade nos últimos anos. Por esse motivo, a TR se mantém zerada desde o final de 2017. 

Saiba Mais: TR – O que é Taxa Referencial (TR)? O Guia Completo!

É possível perder dinheiro com a poupança? 

Infelizmente, há risco de ter prejuízo mesmo com o dinheiro investido e rendendo na poupança. O motivo para isso é a inflação, que reduz o poder de compra ao longo dos anos.   

inflação acumulada entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020, por exemplo, atingiu 4,23%, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, em 2020, a inflação superou o rendimento da poupança.  

Esse mesmo padrão é percebido quando analisamos o ano de 2019, período em que a inflação fechou na casa dos 4,31%. Portanto, a caderneta também rendeu menos que a inflação no período.  

Nesse sentido, o dinheiro investido perde poder de compra e não traz ganhos reais. Outro aspecto que merece destaque é o fato de que os ganhos da poupança se acumulam somente a cada 30 dias. Desta forma, o resgate antecipado, antes da data de aniversário, não gera rendimento. 

Qual é a relação entre inflação e rentabilidade da poupança? 

Agora você sabe que quando o assunto é rendimento da poupança, não podemos deixar de analisar a relação da inflação com essa rentabilidade. Afinal, ela está diretamente relacionada ao poder de compra das pessoas. 

Ou seja, se a taxa de inflação está alta, os preços praticados na economia são maiores. Isso significa que você conseguirá adquirir menos produtos no supermercado, por exemplo, com o mesmo montante financeiro. 

Quando fazemos um investimento, o objetivo mínimo é superar a inflação. No entanto, como você viu, a poupança tem uma característica que pode impedir essa conquista: a baixa rentabilidade. Logo, a característica pode fazer com que você perca dinheiro em muitas situações. 

Por isso, ao analisar o rendimento da poupança, é importante subtrair a inflação. Assim, é possível verificar a rentabilidade real — e não apenas a nominal. 

O que chama atenção na poupança? 

Em se tratando da poupança e do seu rendimento, é comum se perguntar: “se a poupança rende tão pouco, o que leva muitos brasileiros a optarem por ela?”. O fato é que a caderneta apresenta aspectos positivos como a segurança e a praticidade das transações. 

Isso porque elas podem ser feitas diretamente no caixa eletrônico ou via internet banking. Contudo, existe outra resposta possível para explicar a razão para que muitos poupadores ainda optam pela alternativa.  

O motivo é que eles desconhecem outras aplicações disponíveis no mercado que também oferecem segurança e praticidade para serem realizadas. Ainda, há outro benefício: elas podem ser mais rentáveis. 

Quais são as principais alternativas à poupança? 

Os títulos de renda fixa podem ser as alternativas para os investidores que, até esse momento, pensavam na caderneta como solução para fazer o dinheiro render. Nessa modalidade, os riscos são menores quando comparados à renda variável

A operação também é simples e prática, uma vez que o investidor compra títulos públicos ou privados e lucra com a rentabilidade apresentada. Quer saber mais? 

Confira algumas opções para investir além da poupança: 

Títulos do Tesouro 

Os títulos públicos federais, disponíveis na plataforma do Tesouro Direto, contam com a garantia do Tesouro Nacional. Logo, são considerados os investimentos mais seguros do mercado. Além disso, é uma opção democrática — é possível começar a aplicar com valores a partir de R$ 30,00. 

Vale saber que os títulos apresentam diferentes rentabilidades. Assim, é possível dividi-los em três diferentes categorias: os indexados ao Índice de Preço ao Consumidor (IPCA), os indexados à Selic e os prefixados. Em geral, eles são mais rentáveis do que a caderneta de poupança. 

Confira mais informações: 

  • indexados ao IPCA ou híbridos: pagam um percentual prefixado + IPCA, então garantem que o retorno seja sempre superior à inflação; 
  • indexados à taxa Selic ou pós-fixados: pagam 100% da Selic, então superam a poupança; 
  • prefixados: pagam um percentual pré-acordado. 

Certificado de depósito bancário (CDB) 

Os CDBs são títulos de dívida emitidos por bancos e também são considerados seguros. Em regra, apresentam rentabilidade superior à da caderneta de poupança. 

O motivo é que o rendimento do CDB costuma estar atrelado à taxa CDI (certificado de depósito interbancário). Esse é um indicador que tem valor próximo ao da Selic. Na prática, os títulos oferecem diferentes percentuais dessa taxa, normalmente entre 80% e 130% da taxa. 

Desse modo, pode ser mais interessante encontrar CDBs que paguem, no mínimo, 100% do CDI — de forma a assegurar um melhor desempenho em comparação à caderneta. Porém, também existem CDBs prefixados e híbridos, ampliando as oportunidades dos investidores.  

Um ponto de atenção é que os rendimentos obtidos nos CDBs são tributados pelo Imposto de Renda (IR). Assim como nos títulos públicos, a cobrança do IR é regressiva. Ou seja, quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro sem movimentação, menor o valor a ser pago. 

Além disso, os CDBs contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até um limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Também há um limite global de R$ 1 milhão, renováveis a cada 4 anos. 

Fundos de renda fixa 

Os fundos são compostos por diferentes investidores (cotistas) e têm diversos tipos. No caso de fundos de renda fixa, eles mantêm a maior parte das aplicações nessa classe de investimento. Logo, os recursos podem ser aplicados em títulos do Tesouro, CDBs, entre outros. 

Ademais, as aplicações são realizadas por um gestor profissional. Entre as vantagens dos fundos de investimento em renda fixa estão o valor baixo para o investimento inicial, a gestão profissional, a alta liquidez e o rendimento — que pode ser superior à poupança. 

Contudo, é preciso atenção antes de fazer os seus aportes. Afinal, existem diversos tipos de fundos de renda fixa, sendo que existem alternativas que oferecem riscos maiores. 

Letra de crédito imobiliário (LCI) 

LCI é mais uma alternativa de renda fixa para aplicação. Ela pode ser interessante para investidores que não têm tolerância tão alta ao risco. Esse título também é emitido por instituições financeiras, mas o montante investido é utilizado para projetos relacionados ao segmento imobiliário. 

Isso resulta em uma importante vantagem para o investidor: a LCI é isenta de Imposto de Renda. O motivo é que o setor é considerado fundamental para o desenvolvimento do país e, por isso, os investimentos são incentivados. 

Portanto, assim como a poupança, a LCI conta com a vantagem da isenção de tributos. Com relação à segurança, as letras de crédito contam com a proteção do FGC. Entretanto, a liquidez não costuma ser tão alta. 

Também é comum que seja necessário um valor mínimo maior para investir nessa alternativa, mas as características variam de acordo com os produtos. Em relação à liquidez, essa costuma ser baixa, geralmente com um resgate apenas no vencimento ou um período de carência.  

Essas características podem trazer melhores rentabilidades, mas é preciso avaliar se elas se encaixam aos seus objetivos. Por fim, a remuneração pode ser atrelada a uma taxa prefixada, pós-fixada ou híbrida. 

Letra de crédito do agronegócio (LCA) 

A LCA é uma aplicação muito semelhante à LCI. Ela também conta com a isenção do IR, por exemplo. Afinal, o dinheiro é usado para fomentar outra área importante para o desenvolvimento econômico do país: o agronegócio. 

Inclusive, a diferença entre LCI e LCA trata apenas do setor ao qual os recursos são destinados. Dessa maneira, do mesmo modo que acontece com a LCI, a LCA pode exigir um valor mínimo maior para os aportes e exige atenção em relação à liquidez.  

Debêntures 

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Com isso, elas podem atrair capital para o fomento do próprio negócio. No fim do prazo definido, a companhia devolve o valor aportado acrescido dos juros previamente acordados com o investidor. 

Por ser uma alternativa de renda fixa, as debêntures têm funcionamento similar aos títulos públicos e ao CDB, por exemplo. No entanto, cabe ressaltar que elas oferecem um risco maior, pois pode haver o calote por parte da empresa que emitiu a debênture.  

Elas não são cobertas pelo FGC e o investimento demanda uma análise criteriosa por parte do investidor. Assim, uma forma de reduzir os riscos é buscar empresas com histórico financeiro positivo e um bom rating. 

Sobre a tributação, as debêntures comuns são tributadas. Porém, as chamadas debêntures incentivadas são isentas de IR. Então vale observar essa característica ao investir.  

Renda variável 

Investidores com maior tolerância a riscos podem buscar oportunidades na renda variável — principalmente para longo prazo. Em geral, pessoas com perfil moderado e arrojado tendem a se alinhar melhor à alternativa.  

O principal motivo para isso trata dos riscos e da imprevisibilidade da renda variável. Isso porque não há garantia de rentabilidade no futuro. Existem, até mesmo, chances de perdas financeiras devido às oscilações do mercado.  

Porém, há diversas alternativas na renda variável que podem ser mais interessantes do que a poupança. Entre elas, estão as ações, os fundos imobiliários, outros fundos de investimento e os certificados de operações estruturadas (COE). 

Como escolher a melhor opção? 

Agora você já sabe: o rendimento da poupança não costuma ser atrativo e há outras oportunidades tão seguras quanto a caderneta e mais rentáveis. Também existem alternativas menos seguras, mas que podem trazer potencial de retorno ainda maior. 

Para fazer uma boa escolha, analise o seu perfil de investidor e os seus objetivos. Isso ajuda a direcionar tomada de decisão. Ainda, vale avaliar com calma as características das alternativas disponíveis no mercado. 

Lembre-se de que, além da renda fixa, existem possibilidades diversas na renda variável que podem ser consideradas. Assim, você pode montar uma carteira de investimentos diversificada e adequada às suas necessidades de curto, médio e longo prazo. 

Nós da Genial, por exemplo, temos uma plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente. Aqui, você também conta com uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada. 

Viu só? Conhecendo o rendimento da poupança em 2021 e as outras oportunidades do mercado financeiro, você tem chances de potencializar o crescimento do seu patrimônio. Para isso, estude as alternativas disponíveis e tenha conta em uma corretora para viabilizar os seus aportes. 

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