Você já se perguntou o que é Ibovespa? Apesar de ser um termo bem comum no mercado financeiro brasileiro, ele pode confundir algumas pessoas. Isso acontece, principalmente, porque a bolsa de valores do Brasil já foi chamada de Bovespa. 

Contudo, o Ibovespa é um índice de referência. Conhecer como ele é composto e sua importância para o investidor é fundamental. Ele pode servir de benchmark para seus investimentos e demonstrar como anda os resultados das empresas listadas na bolsa. 

A seguir você descobrirá o que é exatamente o Ibovespa e como ele funciona. Acompanhe e aprenda! 

O que é Ibovespa 

Como você já sabe, o índice Ibovespa é um dos principais referenciais do mercado de Ações e da B3, a bolsa de valores brasileira. Também conhecido como IBOV, ele acompanha o desempenho das Ações mais negociadas no país. Esses papéis são escolhidos segundo critérios específicos que você conhecerá mais à frente. 

Dessa maneira, o IBOV – como também é chamado – é, basicamente, uma carteira teórica de Ações. O índice varia conforme a cotação dos papéis e é divulgado pela própria B3 de forma regular. 

Ele foi criado em 1968, contudo, é comum confundi-lo com a Bovespa, antigo nome da bolsa de valores. Assim, é fundamental conhecer o histórico dos acontecimentos para entender realmente os termos. 

A Bovespa era bolsa de São Paulo. Na década de 1970 ela ganhou destaque como a maior bolsa do Brasil. Contudo, nos anos 2000, todas as bolsas brasileiras foram integradas — existiam 9 na época. 

Dessa forma, todas as Ações do país ficaram concentradas na chamada Bovespa. Em 2008 ocorreu outra fusão, agora com a Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros (BM&F). Isso também acarretou mudança de nome da Bovespa, que passou a ser BM&FBovespa. 

A última integração ocorreu em 2017. A BM&FBovespa fundiu-se à Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP). Assim, nasceu a B3, a atual bolsa de valores brasileira. Seu nome significa Brasil, Bolsa e Balcão.  

Como o Ibovespa funciona? 

Agora você sabe o que é o Ibovespa e viu que ele não se confunde com a bolsa de valores. Para continuar compreendendo o conceito, é fundamental conhecer como ele funciona.  

Há um método específico de composição e cálculo do Ibovespa, além de considerar pesos para cada uma das Ações do índice.  

A seguir explicaremos esses detalhes! 

Como o índice é composto 

Você sabe como são escolhidos os papéis que compõem o Ibovespa? Aqui, há alguns critérios para determinar a composição do índice. São utilizados 4 fatores principais para escolher quais ativos farão parte dele.  

As Ações devem: 

  • Ter, pelo menos, 95% de presença nos pregões realizados; 
  • Contar com, no mínimo, 0,1% do volume de negociação da bolsa; 
  • Ficar entre as Ações que representem 85% da ordem decrescente do Índice de Negociabilidade; 
  • Não ser uma Ação com valor abaixo de R$ 1,00 ou de uma empresa em recuperação judicial. 

Assim, caso o papel se enquadre em todos esses requisitos, pode ser incluído no cálculo do Ibovespa. Mas as Ações não tem peso igual dentro da composição. A participação de cada uma é definida pelo valor de mercado de todas as empresas. 

Porém, não é possível que um papel tenha mais do que 20% de participação no índice. Vale destacar, ainda, que não há um número exato de Ações que podem compor a carteira teórica. O montante varia em cerca de 60 empresas diferentes, desde que elas se enquadrem nos requisitos. 

Como é feito o cálculo 

Além da composição da carteira teórica do Ibovespa, é preciso considerar o peso de cada Ação no indicador. Definido o peso, as oscilações de pontos do índice variam de acordo com a cotação dos papéis em cada pregão.  

Os pontos do Ibovespa, portanto, equivalem ao valor necessário, em reais, para adquirir cada papel (considerando sua proporção) que compõe a carteira teórica do índice. Se ele está em 110 mil pontos, por exemplo, significa que seriam necessários R$ 110 mil para se expor ao grupo de Ações que fazem parte do índice. 

Qual é a frequência de divulgação? 

A carteira do IBOV é avaliada e divulgada oficialmente a cada 4 meses, ou três vezes no ano. Cada avaliação considera o volume de Ações dos 12 meses anteriores. Assim, ele é divulgado em janeiro, maio e setembro. 

É a própria B3 que divulga a lista da composição da carteira teórica, demonstrando quais Ações foram consideradas. Além disso, existem outras informações importantes, como o peso de cada uma, os tipos e a quantidade de papéis. 

Em relação aos resultados do índice, ou seja, de como as Ações estão se comportando, a divulgação costuma ser constante. Os investidores conseguem consultar a informação para avaliar o mercado em tempo real durante os pregões.  

Também é comum ver notícias na mídia sobre as altas ou baixas do Ibovespa ao final de cada pregão diário. 

Qual é a sua importância? 

O Ibovespa serve, principalmente, como um benchmark para os investidores. Ou seja, eles podem utilizar o índice para medir a eficiência da própria carteira de investimentos. Como ele é composto pelas principais Ações da B3, ele será um parâmetro das variações da bolsa. 

Assim, se os seus investimentos renderam mais que o Ibovespa, o resultado é positivo. Contudo, se ocorrer o contrário, pode ser um indicativo de que é preciso reconsiderar as estratégias de investimento.  

Claro que isso deve ser pensado com cuidado, pois há fatores que afetam certos papéis de formas diferentes. Lembre-se de que as Ações podem ter pesos diferentes dentro do Ibovespa, e isso influencia na cotação do índice.  

Além disso, vale reforçar que o Ibovespa não é o único indicador da bolsa. Então é fundamental analisar por qual motivo as variações ocorreram e considerar também a composição do seu portfólio – a fim de avaliar se o Ibovespa é o benchmark mais adequado.  

Por que o investidor deve conhecê-lo? 

Além de servir como benchmark, o Ibovespa é considerado um termômetro do mercado. Afinal, ele representa as principais Ações negociadas no Brasil. Por isso, os investidores devem conhecê-lo se quiserem acompanhar a renda variável. 

Por fim, saiba que há formas de investir com base no índice. Apesar de não ser possível aportar diretamente no Ibovespa, você pode se expor a ele através de ETFs — os Exchange Traded Funds – que espelham o IBOV. Eles são Fundos de Investimento que buscam espelhar um índice.  

Também conhecidos como Fundos de Índice, eles montam uma carteira de ativos com o objetivo de replicar indicadores financeiros. Um deles é o BOVA11 — o principal ETF atrelado ao IBOV. Mas existem outras opções no mercado. 

Conseguiu entender o que é Ibovespa e a sua importância para os investidores? Apesar de não ser possível investir em índices, você pode utilizá-lo como parâmetro para as suas estratégias.  

E lembre-se: para fazer os melhores investimentos não deixe de contar com uma boa corretora de valores ao fazer seus aportes. 

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