Em 2020, a poupança irá render menos que a inflação. Isso porque a mudança na trajetória da taxa básica de juros da economia, a taxa Selic, impacta diretamente o cálculo de rendimento da poupança. Assim, os baixos patamares têm incentivado muitas pessoas a buscarem outros destinos para o dinheiro que, há alguns anos, rendia na caderneta sem muito esforço. Mas como sair da poupança e investir em ações?

Sim, é possível sair da poupança e investir em ações. Desde que você mantenha a sua reserva de emergência nos ativos apropriados (vamos falar mais sobre isso), diversifique o seu portfólio e tenha consciência de que o mercado de ações é volátil, não há nenhum problema em migrar de um investimento conservador para uma classe de ativos arrojada.

Neste post, vamos falar sobre tudo o que você precisa saber para fazer essa transição em poucos passos e de forma segura.

Entenda como a poupança é calculada

Adquirir conhecimento e entender o funcionamento dos ativos são critérios fundamentais para quem está deixando a zona de conforto da caderneta de poupança em busca de mais rentabilidade. Por isso, vamos lhe explicar como a poupança é calculada atualmente no Brasil.

Existem duas formas: a poupança antiga e a poupança nova. Todos os depósitos realizados até 4 de maio de 2012 são considerados poupança antiga e ainda oferecem uma rentabilidade atrativa no contexto atual. Já os depósitos da poupança nova têm rentabilidade menor que a inflação de 2020.

  • Rentabilidade da poupança antiga: 0,5% ao mês + TR
  • Rentabilidade da poupança nova:
  • Taxa Selic igual ou inferior a 8,5% a.a. – poupança paga 70% da Selic + Taxa Referencial (TR).
  • Taxa Selic superior a 8,5% a.a. – poupança paga 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR).

Considere para esse cálculo que, desde o segundo semestre de 2017, a TR está zerada. Entenda mais sobre o rendimento da poupança aqui.

Separe a reserva de emergência

Para sair da poupança e investir em ações, você precisará de um colchão financeiro, uma proteção para os imprevistos, e esse dinheiro precisa ficar investido em ativos com baixa volatilidade e alta liquidez, portanto as ações não são uma opção.

A sua reserva de emergência deve ser suficiente para cobrir pelo menos três meses do seu custo de vida. Assim, se o seu custo mensal é de R$ 4 mil, a sua reserva precisa ser de R$ 12 mil, e precisa ter liquidez, ou seja, ter resgate rápido.

A reserva vai lhe garantir segurança para investir em ações sem a preocupação com as variações de curto prazo da Bolsa. Veja neste post como montar e investir corretamente a reserva de emergência.

E-book: Aprenda a Investir em Ações

Como funciona o mercado de ações?

O mercado de ações é o ambiente em que as empresas de capital aberto negociam o seu patrimônio de forma fracionada. As frações desse capital são representadas pelas ações. Uma companhia pode escolher abrir o seu capital por diversos motivos, tais como levantar recursos para projetos e aumentar a visibilidade da companhia no mercado, por exemplo.

Para abrir o seu capital e ser listada para negociação em Bolsa, a empresa precisa fazer o IPO (Initial Public Offering), que nada mais é do que uma oferta inicial das ações. O processo para o IPO demanda, das companhias, adequação a uma série de regras de compliance e padrões regulatórios para garantir ao investidor padrões mínimos de governança e segurança. 

O dinheiro arrecadado na oferta primária de ações (IPO) é destinado à empresa. Já as negociações de compra e venda de ações de investidor para investidor (após o IPO) acontecem no mercado secundário e a empresa não recebe recursos diretos por essas operações.

Os preços das ações no mercado secundário são definidos pela relação oferta x demanda, ou seja: quando há mais procura por um ativo, o preço tende a subir; quando há mais vendedores do que compradores, o preço tende a cair. A relação entre oferta x demanda é impactada por inúmeros motivos, tais como: dados sobre a saúde financeira da companhia, decisões políticas, fatores macroeconômicos, setor em que a empresa atua, etc.

Assim, quando você passa a investir em ações, deve ter em mente que, no curto prazo, o preço dos papéis pode se valorizar ou desvalorizar muito, mas, no longo prazo, essas bruscas oscilações têm menor impacto sobre o capital investido.

Da poupança para as ações: como começar?

Como fazer essa mudança acontecer na prática? Confira algumas dicas e informações valiosas:

Abra conta em uma corretora de valores

Para comprar e vender ações, você precisará de uma conta em uma corretora de valores devidamente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como a Genial Investimentos. As corretoras disponibilizam aos investidores o home broker, a plataforma de negociação de papéis da Bolsa brasileira, a B3.

As corretoras oferecem ainda suporte técnico ao investidor na hora de analisar ativos e são essenciais para a transparência e a segurança do mercado nacional de capitais. Após a abertura de conta – na Genial é gratuito, abra aqui – o investidor deverá transferir os recursos da poupança para a corretora.

Escolha empresas das quais queira ser sócio

Investir em ações é investir na economia real, tornando-se sócio da empresa, por isso é importante escolher para o seu portfólio de ações aquelas não apenas com bons resultados financeiros e perspectivas de crescimento, mas com as quais você se identifique, que estejam alinhadas com os seus valores e das quais queira ser sócio. Se você gosta de roupas de uma loja de varejo, por exemplo, por que não ser sócio dela?

Nessa escolha, dê preferência para empresas que pertençam a diferentes setores econômicos e conglomerados. Diversificar é fundamental para diminuir os riscos de perdas da sua carteira de ações. Veja mais como diversificar os seus investimentos neste post.

Ter interesse pelo negócio das companhias é importante para se manter motivado a acompanhar os investimentos.

Dê preferência pelos ativos menos voláteis

Você já sabe que a Bolsa oscila todos os dias, portanto o seu dinheiro pode valer mais num dia e, no outro, menos. Mas quem investe olhando para o futuro sabe que as flutuações nos preços têm menos impacto no longo prazo e que, no mercado de ações, a tendência é os ativos se valorizarem com o passar dos anos.

Mas a saída da poupança para as ações é uma transição, por isso a dica é procurar por ativos de empresas sólidas em seu segmento de atuação com baixa volatilidade nos preços. Investir em empresas menores, mas com grande projeção de crescimento, como as small caps, pode trazer muita volatilidade ao seu patrimônio e, para quem está começando, essa talvez não seja a melhor opção.

Tem mais alguma dica para quem quer sair da poupança e investir em ações? Deixe a sua sugestão abaixo, nos comentários.

Abra sua conta na Genial Investimentos - Banner Post

Publicado por Genial Investimentos

A Genial é a plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente, através de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *