Com as recentes mudanças na economia brasileira e a queda na taxa básica de juros, ficou para trás a fase de ganhos elevados em aplicações pós-fixadas de baixíssimo risco.

Quem quer investir com objetivos de longo prazo, agora, precisa diversificar em diferentes categorias de ativos, Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários, e Títulos Públicos, sem esquecer o investimento em renda variável.

Renda variável é o nome que o mercado dá aos investimentos em ações. Porém algumas pessoas têm receio de entrar nesse mercado e sentem dificuldades de escolher qual ação devem comprar.

Para resolver essa questão, existem algumas possibilidades, como os fundos de ações, que são administrados por especialistas mediante a cobrança de taxa de administração e, eventualmente, taxa de performance.

Uma das formas mais interessantes, baratas e seguras para o investidor iniciante são os ETFs. Eles são tão interessantes que mesmo grandes investidores têm aderido cada vez mais a eles, fazendo com que sejam uma das classes de ativos que mais cresceram no mundo nas últimas décadas.

Segundo estimativas recentes, em 2019, somente nos EUA, foram negociados mais de 60 bilhões de dólares em ETFs. O famoso SPY (SPDR S&P 500), que busca acompanhar o índice Standard & Poor’s 500 – um índice composto por 500 ações cotadas nas Bolsas NYSE e NASDAQ – negociou mais de US$ 2 bilhões em fevereiro de 2020.

Então, vamos conhecer um pouco mais sobre essa forma simples de investir?

Quer aprender mais sobre Fundos de Investimento? Acesse o e-book Fundos de Investimento: O Manual de Aplicação.

O que é um ETF?

ETFs são fundos de investimento que têm cotas negociadas em Bolsa de Valores. Geralmente, investem de forma passiva, ou seja, não tentam ganhar mais do que a média do mercado, apenas empatar, e fazem isto tentando acompanhar um índice de mercado. Ao investir em ETF, a pessoa aplica em um fundo proprietário de uma carteira de ações de diferentes companhias.

Ao contrário dos fundos tradicionais, em que é possível pedir resgate a qualquer momento ao banco ou corretora, no ETF não é permitido resgate. O investidor compra cotas do ETF em Bolsa e, quando quiser o dinheiro de volta, precisará também vender as cotas na Bolsa. Na prática: você investe em um fundo, mas as negociações ocorrem como se você adquirisse uma ação.

É como se o investidor comprasse ação de uma empresa que controla todas as empresas que fazem parte de um determinado índice de ações, como o IBOVESPA ou IBRX.

A existência de ETFs no Brasil tornou-se possível a partir da instrução CVM359, de 22 de janeiro de 2002. Mas foi apenas em 26 de julho de 2004 que o mercado nacional passou a contar com essa opção de investimento, com o lançamento do PIBB11, Fundo de Índice Brasil-50 – Brasil Tracker.

Até 29 de janeiro de 2020, o PIBB11 já tinha alcançado rendimento de 566,3%, superando, de forma surpreendente, o próprio IBRx-50, que ele busca acompanhar e que rendeu 543,2%. No mesmo período, o Ibovespa rendeu 388,7%. A rentabilidade do PIBB11 vem do baixo custo de administração, como ocorre com quase todos os ETFs.

Atualmente, existem 17 ETFs de renda variável no mercado brasileiro que seguem diversos índices. Para conhecer todos eles e suas características, você pode acessar a página da B3 . Além desses, existem seis de renda fixa.

Dentre os ETFs listados na Bovespa, é possível escolher um fundo que se preocupa com a eficiência de carbono das empresas (ECOO11), por exemplo, ou que se preocupa com a sustentabilidade empresarial (ISUS11). Assim, além de cuidar muito bem do seu dinheiro, você pode também cuidar do mundo.

como começar a investir

O racional por trás dos ETFs

Como definir o preço da ação ou da empresa em si? John Burr Williams se debruçou sobre essa questão e foi um dos primeiros financistas a afirmar que o valor de uma empresa deriva do seu fluxo de caixa futuro descontado a uma dada taxa de juros.

Se o valor presente dos fluxos de caixa futuros fosse maior do que o preço de mercado, um investidor racional deveria comprar esta empresa acreditando que, logo, os outros investidores (o mercado) perceberiam a distorção e o preço iria subir, gerando lucro. Caso o preço fosse maior que o valor presente dos fluxos, o investidor racional deveria vender a empresa.

A partir dessa ideia se desenvolveu toda a análise fundamentalista de empresas. Esta escola se contrapunha as análises gráficas, que acreditam que o preço era apenas uma relação entre oferta e procura e que a melhor forma de saber o momento de comprar ou vender uma empresa e analisando os preços passados expressos nos gráficos de negociação das ações.

A partir dessa ideia se desenvolveu toda a análise fundamentalista de empresas. Essa escola se contrapunha às análises gráficas, que acreditam que o preço é apenas uma relação entre oferta e procura e que a melhor forma de saber o momento de comprar ou vender uma empresa é analisando os preços passados expressos nos gráficos de negociações das ações.

Tanto a análise fundamentalista quanta a análise gráfica acreditam que, com base em informações passadas, é possível projetar o valor futuro de uma ação. Também consideram que um investidor racional é capaz de ter desempenho superior ao do mercado – ou seja, gerar alfa.

Porém, em março 1952, um jovem de 24 anos, Harry Markowitz, aluno da Universidade de Chicago, publicou no Journal of Finance um artigo que abalaria o mundo das finanças. No texto, Portfolio Selection, ele afirmava que os investidores não deveriam se preocupar em ganhar acima do mercado, mas em empatar com ele. A ruptura foi tamanha que as chamadas finanças científicas passaram a ser conhecidas como finanças antigas, em oposição aos novos conceitos das finanças modernas. 

Segundo as finanças modernas os mercados eficientes, a melhor avaliação para um ativo é o preço de mercado que ele tem. Assim, a melhor forma de investir na Bolsa de Valores, ou em outro mercado, não é tentar conseguir um desempenho superior à média, mas buscar um desempenho médio. Ou seja, a meta passa a ser empatar com o mercado.

Colocadas em prática, as finanças modernas deram origem aos fundos fechados negociados em Bolsa, os chamados ETFs. A primeira tentativa de estruturar um fundo que tentasse empatar com o mercado, com as características dos atuais ETFs, foi feita nos Estados Unidos. Um processo aberto pela Chicago Mercantile Exchange conseguiu suspender a comercialização de cotas em território americano. Depois dessa tentativa frustrada, o primeiro fundo de ETF foi autorizado a operar na Toronto Stock Exchange, no Canadá, em 1990.

Ao perceber a viabilidade econômica do produto, a American Stock Exchange conseguiu autorização da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos para lançar seu primeiro ETF, em janeiro de 1993. Desde então, o produto obteve desenvolvimento considerável e, no fim de 2019, existiam 6.970 ETFs no mundo, segundo a statista.com

Por que comprar ETFs na Genial Investimentos

A grande vantagem para os clientes da Genial Investimentos é que não há cobrança alguma de taxas de corretagem para a compra e venda de ETF.

A flexibilidade de poder comprar e vender o ETF, como uma ação, é um atrativo interessante. E a baixa taxa de administração, em comparação com fundos tradicionais, o torna muito atrativo para investimentos de longo prazo, como a aposentadoria.

Então, para colocar em prática a Teoria das Finanças Modernas, que já foi motivo de quatro Prêmios Nobel de Economia, basta estabelecer um programa de compras mensais de ETFs durante toda a sua vida produtiva. Assim, quando chegar a hora de se aposentar, você vai ter aproveitado todo o potencial de crescimento das maiores empresas brasileiras ou mundiais.

Lembre-se: a diversificação é o único almoço grátis do mercado financeiro.

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Publicado por Genial Investimentos

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Comentários

  • Ótima matéria.

  • Combo de Investimentos em Ações + FIIS

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