O ouro é uma commodity bastante conhecida e utilizada por investidores como forma de proteção de patrimônio. Por estar descorrelacionado com as bolsas de valores mundiais, ele geralmente é uma das alternativas mais procuradas em tempos de crise. 

Contudo, comprar ouro pode demandar bastante capital do investidor, tornando o investimento mais difícil para muitos. Nesse sentido, uma alternativa acessível de investimento em ouro é o ETF GOLD11 – o primeiro exchange traded fund de ouro no Brasil. 

Quer saber o que é o GOLD11, como ele funciona e outras informações sobre esse ETF de ouro na B3, a bolsa de valores brasileira?  Então, acompanhe o conteúdo que nós, da Genial, preparamos para você! 

Vamos lá? 

O que é um ETF? 

ETF – ou fundo de índice – é um fundo de investimento que objetiva espelhar a performance de um benchmark (indicador de referência). Como não é possível investir diretamente nos índices do mercado, o investidor conta com a possibilidade de investimento indireto através dos ETFs. 

Isso porque o ETF distribui o seu patrimônio nos mesmos ativos que compõe a carteira teórica do índice de referência escolhido. Portanto, a performance dele será próxima a do benchmark. 

A negociação de ETFs é feita na bolsa de valores, como uma ação, tendo um código composto de 4 letras e do dígito 11. Por fazerem parte da renda variável, eles apresentam maiores riscos, e pode ser necessário possuir o perfil moderado ou arrojado para negociar suas cotas. 

O que é o GOLD11? 

Criado em 16 de dezembro de 2020, o GOLD 11 é o ticker do primeiro ETF de ouro do Brasil. Seu nome completo é Trend ETF LBMA Ouro Fundo de Investimento de Índice – Investimento no Exterior. Sua administração compete ao Banco BNP Paribas, e a gestão é feita pela XP Vista Asset. 

O GOLD11 realiza seus investimentos com base no ETF iShares Gold Trust, da empresa Blackrock, listado na bolsa de Nova Iorque (NYSE). Esse é um fundo de índice norte-americano que objetiva refletir a cotação do ouro em barra. 

Então, o investidor que pretende expor seu capital ao ouro encontra praticidade e maior acessibilidade ao adquirir cotas do ETF GOLD11 na B3. O investimento mínimo nesse ETF é de uma cota. 

Como ele funciona?  

Como você viu, os fundos de índice contam com uma gestão passiva, isto é, não há necessidade de o gestor superar o benchmark escolhido. Basta que ele acompanhe a evolução do índice. Logo, os ETFs normalmente possuem taxas de administração menores que os fundos de gestão ativa. 

Ainda assim, a gestão é realizada por um profissional que fará os investimentos de acordo com o indicador. Então, o cotista não precisa se preocupar em montar e desmontar suas posições de mercado quando o índice for modificado, pois tudo é feito pelo gestor. 

Esse é o mecanismo de funcionamento do GOLD11 na bolsa de valores brasileira. 

Como o GOLD11 é formado? 

Você já sabe que o GOLD11 tem boa parte de sua composição formada por cotas do fundo iShares Gold Trust (IAU) — um ETF norte-americano. Ele, por sua vez, replica o índice LBMA Gold Price – referência mundial para o acompanhamento do preço do metal. 

O índice LBMA Gold Price é administrado pela London Bullion Market Association, que acompanha a cotação do ouro desde 1968. Portanto, ao adquirir cotas do GOLD11 você expõe indiretamente o capital investido ao ouro. 

Quais as vantagens e desvantagens de investir em ouro? 

Após saber o que é um ETF, além de conhecer o GOLD11, vale a pena entender as vantagens e desvantagens de investir nessa commodity. 

Como você viu inicialmente, o ouro é um ativo bastante usado para proteção. Isso se justifica pelo fato do preço do metal não depender de nenhum Governo. Então, de modo geral, seus preços são formados observando a oferta e demanda, o que afasta as interferências governamentais.  

Isso o diferencia de moedas, por exemplo. Em crise, muitas bolsas mundiais são impactadas e sofrem grandes baixas, enquanto a cotação do ouro sobe. Logo, ter parte do seu patrimônio diversificado nele poderá fazer com que você esteja menos suscetível a perdas nessas ocasiões. 

Outra vantagem diz respeito à liquidez desse metal precioso. Como muitos países e grandes empresas precisam proteger suas reservas econômicas, o ouro é um ativo bastante procurado. Assim, dificilmente você encontrará problemas em comprar ou vender ouro. 

Em relação às desvantagens, o investimento em ouro não costuma gerar renda ou dividendos. Portanto, o investidor que tem foco no recebimento de renda passiva não encontrará no ouro essa possibilidade. 

Além disso, no longo prazo, em termos de rentabilidade, os metais preciosos podem ter menores resultados que as ações. Nesse sentido, tê-los em carteira pode trazer segurança por um lado. Mas, por outro, pode resultar em um retorno inferior ao que poderia ser obtido em outros investimentos. 

Quando vale a pena investir no GOLD11? 

Comprar o ETF GOLD11 ou outra alternativa com exposição ao ouro pode fazer sentido, a depender de seus objetivos e da sua tolerância aos riscos. 

Como você viu, fundos como o GOLD11 podem ser úteis para ajudar a proteger seu portfólio em períodos de instabilidade econômica. Especialmente se a sua carteira for composta por ativos de renda variável —como as ações. O principal motivo é a descorrelação das alternativas. 

Contudo, os ETFs fazem parte da renda variável e o ouro apresenta volatilidade no preço. Logo, há riscos envolvidos que nem todos os investidores estão dispostos a aceitar. E você deve considerá-lo, a fim de identificar se essa alternativa está alinhada à sua estratégia de investimento. 

A escolha de investir ou não em GOLD11 e outras alternativas para exposição ao ouro, portanto, deve ser tomada com cautela e estudo, evitando uma exposição desnecessária do seu portfólio a riscos que não estejam alinhadas ao seu perfil e objetivos pessoais. 

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