Um ETF (cuja sigla significa Exchange Traded Fund – ou “fundos negociados em bolsa”)  é um investimento de renda variável, negociado em bolsas de valores, que segue um índice. No caso do ETF de renda variável, no Brasil, grande parte segue índices listados na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. Mas as ETFs negociadas aqui podem também usar como referência índices de outros países, como você verá melhor neste artigo.

Há também o ETF de renda fixa, que, mesmo tendo como referência ativos de renda fixa, é um produto de renda variável e segue negociado como qualquer outro ETF, pela Bolsa de Valores.

No Brasil os ETFs ainda são uma novidade que está conquistando o mercado. Prova disso é que os investimentos em ETF quase dobraram no país, entre 2017 e 2018. Isso apesar de a oferta de produtos ainda ser pequena: atualmente há menos de 20 opções de ETF no mercado brasileiro. Já no exterior esse tipo de ativo está consolidado. Nos Estados Unidos, por exemplo, em 2018, o total de ativos negociados em ETF superou 1 trilhão de dólares.

Os ETFs são indicados para quem quer diversificar e melhorar a rentabilidade de sua carteira de investimentos sem aumentar de forma brusca a sua exposição ao risco, como investidores de perfil moderado. Veja ao longo deste artigo quais as suas características e vantagens.

Como funciona um ETF?

Você provavelmente conhece alguns índices das bolsas de valores, como o Índice Bovespa (ou IBovespa), que contempla as ações mais negociadas na bolsa de valores de São Paulo. Ele é frequentemente usado nos noticiários para mostrar como as ações negociadas na Bolsa brasileira têm se comportado, em média, em um determinado período. Ou seja, ele serve apenas como referência, não é possível investir em um índice. Mas é possível investir em ETF, que é formado pelos ativos que compõem o índice de referência e ter um rendimento igual à variação do índice. Ou seja, o ETF é uma cesta de ativos que terá o rendimento de um índice, e pode ser investido em pequenas fatias, chamadas cotas.

Veja como isso funciona com dois exemplos:

  • A “Caixa ETF IBOVESPA” (que tem o código XBOV11) busca a mesma performance do índice Bovespa (IBOV) investindo nas ações das empresas listadas nesse índice. Ou seja, quem compra cotas do XBOV11 terá um retorno proporcional ao resultado do índice.
  • Outro exemplo é o ETF “iShares S&P 500 Fundo de Investimento em Cotas de Fundo de Índice – Investimento No Exterior” (IVVB11). Esse nome longo significa que a ETF busca retornos de investimentos que replicam a variação do índice S&P 500, um índice norte-americano, só que com pagamento em reais. Para isso, os ativos que compõem o ETF consistem principalmente de cotas do iShares core S&P500 ETF (“IVV”), que é um dos fundos que investem nas ações listadas no índice de referência, o S&P 500.

Como comprar e vender um ETF?

Investir em um ETF é na prática muito parecido com o investimento em ações. Os ativos são negociados na Bolsa de Valores e podem ser comprados e vendidos no mercado secundário. Então, assim como para investir em ações, para investir em ETF é preciso ter uma conta em uma corretora de valores.

Quais as vantagens do ETF em relação às ações?

Como você pode ter notado acima, os índices têm um código, assim como as ações, pois eles são negociados na Bolsa da mesma forma que as ações. Só que quando o investidor compra uma cota de um ETF ele corre menos risco do que investindo o mesmo valor em apenas uma ação. Isso acontece por que o risco de cada ação é diluído quando se trata de uma cesta de ações, de forma parecida com o que acontece em um Fundo de Investimento.

Outra vantagem é que o investidor não precisa seguir tão de perto o mercado para escolher um ETF, como precisaria para escolher uma ação para investir. Há opções de ETF que seguem o rendimento de um setor da economia ou de um índice que o investidor considere mais interessante para a sua estratégia de investimentos, perfil de investidor ou balanceamento de risco.

Quais as vantagens e desvantagens do ETF em relação aos Fundos de Investimento?

Ambos os tipos de investimento facilitam a diversificação e ajudam o investidor a reduzir os riscos em comparação com ações. Ambos contam com taxa de administração. Os fundos tendem a procurar uma rentabilidade maior do que a dos índices, enquanto o ETF apenas pretende seguir o mesmo rendimento do índice. Em relação à taxa de administração a dos Fundos tende a ser maior.

A tributação do ETF é  inferior à dos fundos de investimento de curto prazo e pode ser menor do que a de um fundo de longo prazo, dependendo do tempo até o resgate.

Uma desvantagem de alguns ETFs pode ser a baixa liquidez, uma vez que a venda no mercado secundário depende de haver compradores. Enquanto isso os fundos de investimento costumam ter alta liquidez.

Como é a tributação de um ETF?

O ETF prevê pagamento de imposto de renda de 15% sobre o lucro, com uma exceção: caso a venda seja feita no mesmo dia, a alíquota do imposto fica em 20%. Assim como ocorre com as ações, na venda de cotas de ETF em bolsa de valores há também a retenção de imposto de renda na fonte, à alíquota de 0,005%.

Como funciona o ETF de Renda Fixa?

O ETF de renda fixa é um dos produtos financeiros mais recentes no mercado, sendo negociados apenas a partir de 2018. Hoje são listados na Bolsa de São Paulo apenas dois ETFs de renda fixa. Um tem como índice de referência o DI1, Contrato Futuro de Taxa Média de Depósitos Interbancários de 1 Dia, e outro usa o IMA-B, índice composto por uma carteira teórica composta por títulos públicos NTN-B. Está para ser lançado ainda um novo ETF, já anunciado pelo Tesouro Nacional, que terá como referência uma carteira de títulos públicos e será gerido pelo Itaú.

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