Conteúdo atualizado em 13 de março de 2023 às 15:06 por Genial Investimentos.

Se você é um investidor ou está pensando em entrar no mercado financeiro, é importante conhecer as possibilidades que estão disponíveis. Dessa forma, você pode montar uma carteira de investimentos diversificada e que atenda às suas necessidades e metas.

Nesse contexto, vale a pena saber o que é um ETF e como ele funciona. Isso porque essa é uma opção do mercado financeiro que costuma atrair diversos investidores — especialmente aqueles que querem se expor a ativos, setores e economias diferentes.

Quer compreender o que são ETFs, quais as suas características e o que eles podem oferecer? Acompanhe as informações que o nosso time, da Genial Investimentos, separou para você!

O que é um ETF?

O ETF, sigla em inglês para exchange traded fund, é um investimento de renda variável que segue o desempenho de um índice financeiro. Por isso, ele também é conhecido no mercado brasileiro como fundo de índice.

Um exemplo de ETF bastante conhecido é o BOVA11. Esse é um fundo de índice que acompanha a performance do Ibovespa — índice referente ao desempenho das ações mais negociadas na bolsa de valores brasileira (B3).

Na prática, o exchange traded fund busca espelhar a carteira teórica de um índice para ter um desempenho equivalente a ele. O indicador pode ser tanto nacional quanto internacional, de renda fixa ou de renda variável.

No exemplo acima, o BOVA11 é um índice de renda variável, pois ele segue o resultado das principais ações brasileiras. Então, se elas apresentarem crescimento e valorizarem, o preço das cotas do ETF também sobe. Porém, se elas apresentarem uma tendência de baixa, o fundo deverá seguir o mesmo caminho.

Como funciona esse tipo de investimento?

O ETF, assim como outros fundos de investimento, é administrado por um gestor profissional. É ele quem fica encarregado de estruturar toda a carteira do fundo, executando as operações de acordo com a estratégia.

Para participar dos resultados da carteira montada por esse gestor, é preciso adquirir cotas de participação do ETF. Elas são vendidas na B3 e o processo de compra é semelhante ao investimento em uma ação.

No caso do ETF, o portfólio do fundo tende a ser composto pelos ativos que formam a carteira teórica do índice. Assim, o resultado do fundo é equivalente à performance do indicador selecionado.

Exemplos

A Caixa ETF IBOVESPA, que tem o código XBOV11, busca a mesma performance do índice Bovespa (IBOV) investindo nas ações das empresas listadas nesse índice. Então, se você comprar cotas desse ETF, terá um retorno que acompanha o resultado do índice.

Outro exemplo é o ETF iShares S&P 500 Fundo de Investimento em Cotas de Fundo de Índice – Investimento no Exterior, identificado pelo código IVVB11.

Esse nome extenso significa que o ETF em questão busca retornos de investimentos que replicam a variação das ações do S&P 500. Trata-se de índice norte-americano formado pelas 500 ações mais negociadas nas bolsas dos Estados Unidos.

Quais os principais tipos e características de um ETF?

Agora que você já sabe o que é um ETF e como funciona esse investimento, vale a pena conhecer seus principais tipos e características.

Acompanhe!

ETFs nacionais

Como o nome já indica, os ETFs nacionais são aqueles que seguem índices do mercado brasileiro, como o Ibovespa, citado anteriormente. Logo, a carteira deles está exposta a ativos do Brasil e à sua economia.

ETFs internacionais

Os ETFs internacionais permitem se expor a ativos ligados ao mercado estrangeiro — por exemplo, o norte-americano, o europeu, o asiático, entre outros.

Nesse caso, os veículos que seguem índices americanos e estão ligados a empresas cuja moeda é o dólar, especificamente, costumam fazer parte da estratégia de diversos investidores. Isso porque essa é uma forma de não ficar exposto apenas ao mercado nacional e ainda dolarizar parte da carteira.

ETFs de renda fixa

Embora tenham cotas negociadas na bolsa de valores brasileira, os ETFs podem ser ligados a um índice de renda fixa. No caso, eles seguem indicadores compostos por títulos dessa classe de investimentos, como índices de inflação ou a taxa Selic.

ETFs de commodities

O setor de commodities é buscado por diversos investidores. Além de ser possível investir neles diretamente, você pode recorrer a ETFs que replicam um índice ligado a esses produtos básicos da economia.

ETFs de criptomoedas

Um tipo de investimento que tem chamado a atenção de diversos investidores nos últimos anos são as criptomoedas — especialmente devido ao desempenho do bitcoin.

Por conta disso, também há como investir em ETFs de criptomoedas. Essa é uma forma de se expor a esses ativos, sem precisar comprá-los diretamente. Alguns exemplos são o BITH11 e o HASH11.

Como funciona a tributação do exchange traded fund?

Conforme você acompanhou até aqui, existem diferentes tipos de ETFs no mercado financeiro e cada um possui características específicas. Além dessas questões, é válido saber como funciona a tributação do exchange traded fund. Afinal, ela influencia diretamente na rentabilidade líquida do investimento.

No caso desse fundo, o principal tributo incidente é o Imposto de Renda (IR) sobre o ganho de capital. Em geral, os lucros são obtidos ao vender as cotas por um preço maior que o preço médio de compra. Porém, o valor cobrado varia conforme o tipo de fundo.

Se o ETF que você escolher para o seu portfólio replicar um índice de renda fixa, o imposto é retido na fonte e varia de 22,5% a 15%, conforme o prazo médio dos títulos que compõem o portfólio.

Por outro lado, se o exchange traded fund for de renda variável, há dois cenários — um envolvendo operações comuns e outro relacionado ao day trade.

Nas operações comuns, é necessário recolher uma alíquota de 15% sobre o ganho de capital. Já no day trade (que se refere a compra e venda de um ativo no pregão), a tributação é um pouco maior: 20%.

Como investidor, é essencial saber sobre essas questões de tributação para entender o ganho líquido das suas operações.

Quais as vantagens e desvantagens dos fundos de índice?

Até aqui, você conferiu o que é um ETF e como ele funciona. O próximo passo é considerar quais são as principais vantagens e desvantagens dos ETFs. Assim, você poderá entender avaliar se essa alternativa faz sentido para a sua carteira.

Veja!

Facilidade de investir

A primeira vantagem dos ETFs é que eles são fáceis de investir. Ao contrário do que acontece com alguns outros investimentos, você não precisa ser um investidor qualificado para incluir essa alternativa em seu portfólio.

Basta ter uma conta em uma corretora de valores e estar disposto a assumir os riscos que o ETF apresenta. Desse modo, você tem acesso ao home broker — plataforma que permite investir em fundos de índices e outros ativos negociados na bolsa de valores.

Para realizar o aporte, você precisa:

  • transferir o dinheiro para a sua conta na corretora;
  • abrir o home broker;
  • digitar o ticker (código usado para identificar o ativo);
  • informar o número de cotas que deseja adquirir;
  • digitar a sua senha para efetuar a operação.

Como você pode ver, é um processo bem simples e descomplicado. Em alguns minutos é possível cumprir esse passo a passo e, após a liquidação, ter ETFs na sua carteira de investimentos.

Diversificação de portfólio

O exchange traded fund também pode ser uma alternativa interessante para o seu portfólio porque confere acesso a uma carteira diversificada, como você viu. Além disso, o fato de existirem diversos tipos de ETF potencializa a diversificação da sua carteira.

Você pode investir em ETFs que seguem diferentes mercados, incluindo ambientes estrangeiros, sem precisar tirar o seu dinheiro do Brasil.

Também há a possibilidade de escolher índices que acompanham diferentes setores, como o tecnológico, o de games, entre outros. Ainda, há como optar por fundos que seguem índices de renda fixa.

Acessibilidade e praticidade para investir

No mercado financeiro, existem investimentos para todos os perfis e bolsos. Há desde alternativas que exigem baixas quantias até aquelas que requerem milhares de reais. O ETF, por sua vez, tende a ser mais acessível. Isso acontece porque o investimento mínimo é de uma cota.

Outro ponto atrativo dos ETFs é que você não precisa ficar acompanhando o desempenho de empresas e títulos para fazer operações que acompanhem o indicador. Ao investir em um fundo de índice, haverá um gestor responsável por todo esse trabalho, o que garante mais praticidade.

Aumento do potencial de rentabilidade da carteira

Outro ponto que vale ser mencionado sobre o ETF é que ele permite aumentar o potencial de rentabilidade da sua carteira. Afinal, como você tem diversas possibilidades para escolher, há chances de ter ganhos maiores e equilibrar o portfólio.

Vale destacar que esse é um investimento de renda variável — mesmo quando replica um índice de renda fixa. Isso significa que ele apresenta menos previsibilidade de retorno, mas oferece maior potencial de ganhos.

Contudo, como todo investimento, há alguns pontos que você deve considerar antes de alocar parte dos seus recursos aos ETFs. Veja a seguir quais são eles!

Existência de riscos

Como o ETF faz parte da renda variável, o preço da cota desse tipo de fundo pode oscilar tanto para cima quanto para baixo. Não há garantia do quanto você ganhará ou mesmo se terá lucro. Portanto, se você pretende investir nessa alternativa, é preciso ter em mente que há riscos.

No caso do ETF, o principal deles é o risco de mercado. Isso significa que o preço da cota tende a oscilar de acordo com o comportamento do mercado, o que pode gerar lucro ou prejuízo.

Ademais, há o risco de liquidez. Se o interesse do mercado nas cotas for baixo, você pode ter dificuldade para vender o ativo que comprou devido à falta de demanda.

Incidência de encargos

Embora os ETFs sejam ativos acessíveis, eles podem ter algumas taxas — além da incidência do Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Por conta dessas questões, o seu rendimento é afetado.

Aqui, a principal despesa é a taxa de administração. Ela é cobrada para remunerar o trabalho realizado pelo gestor e incide sobre o patrimônio alocado. Porém, ainda podem existir outros custos, como taxa de performance, corretagem etc.

Por isso, você deve considerar quais as taxas e como elas afetam o retorno para saber se a oportunidade realmente é atrativa para a sua estratégia.

Como escolher bons ETFs para investir?

Após conhecer as principais características dos ETFs, talvez você tenha se interessado por essa alternativa de investimento. Se você quiser incluir esse tipo de ativo em seu portfólio, veja dicas essenciais para escolher em quais ETFs investir!

Considere o seu perfil de investidor

Todo investidor tem um tipo de perfil. Alguns são mais conservadores, outros são moderados e há aqueles que são mais arrojados. É primordial considerar o seu perfil de investidor, pois ele reflete sua tolerância aos riscos, suas prioridades e preferências na escolha de ativos.

Se você não tolera muitos riscos, pode ser válido recorrer a um ETF de renda fixa devido à menor volatilidade. Já se você deseja ter a chance de alcançar altas rentabilidades e tolera riscos mais altos, pode considerar um exchange traded fund mais arrojado.

Pense nos seus objetivos financeiros

Além de considerar o seu perfil de investidor, é fundamental pensar nos seus objetivos financeiros ao investir em ETFs. Lembre-se de que a escolha dos ativos precisa fazer sentido para as suas metas e planos.

Se você pretende montar a sua reserva de emergência, por exemplo, os fundos de índice não são a alternativa mais adequada. Isso se deve às variações no preço da cota, que podem fazer você perder dinheiro, caso precise resgatá-lo no curto prazo.

Normalmente, os ETFs são mais adequados para planos de médio e longo prazo, como fazer uma viagem para o exterior ou comprar um carro. Ao manter o investimento por períodos maiores, você diminui o impacto da volatilidade e pode consolidar um retorno melhor.

Avalie a liquidez do ativo

Como a liquidez é uma característica essencial para você poder vender o investimento com facilidade, vale a pena considerar a característica no ETF. Existem muitos fundos de índice que têm uma alta demanda, o que facilita a venda de cotas.

Portanto, ao escolher os ETFs que farão parte da sua carteira, não deixe avaliar a liquidez do ativo, conforme a sua estratégia. Observe se ele tem um volume de negociação alinhado com os seus objetivos e necessidade de segurança.

Estude o fundo

Também é primordial fazer um estudo adequado com relação ao fundo de índice antes de escolhê-lo. Analise o funcionamento e a estratégia do ETF, conheça a gestão do fundo e verifique o seu histórico. Apesar de o resultado passado não garantir performance futura, você entenderá se o índice costuma ter o desempenho desejado.

Ao longo deste artigo, você entendeu o que é um ETF e como ele funciona. Com ajuda dessas informações, você pode complementar sua avaliação e decidir se esse ativo faz sentido para os seus objetivos e a sua carteira.

Quer investir em ETFs ou em outras alternativas do mercado financeiro? Abra a sua conta na Genial Investimentos e faça seu patrimônio render!

Filipe Villegas

Filipe Villegas é responsável pelas carteiras recomendadas da Genial e relatório GENOMA. Ele é pós-graduado em administração de empresas pela FGV e tem MBA em engenharia financeira pela POLI-USP. Está no mercado há mais de 10 anos.

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