Fundos aplicados na Bolsa de Valores, ou os chamados ETFs (sigla para Exchange-Traded Fund) representam mais uma boa alternativa para o investidor em renda variável. Com esse produto é possível adquirir cotas comercializadas na Bolsa da mesma maneira como ocorre com as ações das empresas.

Entretanto, diferentemente do que acontece normalmente, em vez de comprar ações, você adquire uma carteira delas que será representada pela cota do fundo. O mais interessante é que também existem os ETFs de renda fixa. É sobre isso que vamos tratar mais detalhadamente na sequência.

O que é ETF de renda fixa?

Para ficar mais fácil o entendimento, pense que o ETF nada mais é do que a oferta de uma parte de um conjunto de ativos na Bolsa de Valores, os quais são definidos anteriormente, de acordo com uma referência.

Isso costumava estar restrito ao mercado de renda variável, onde o grande parâmetro é o índice Bovespa, conhecido como Ibov.

Entretanto, também é possível adquirir ativos com referência em títulos atrelados a índices como o IPCA, por exemplo, sendo essa uma novidade no mercado brasileiro. O ETF de Renda Fixa é um fundo que funciona de acordo com variações e rentabilidade de índices de renda fixa. Esse fundo é negociado na Bolsa de Valores e tende a refletir resultados de carteiras teóricas.

Histórico do ETF de renda fixa

Em 2018, a Mirae lançou o primeiro ETF de renda fixa no mercado nacional e agora o Itaú Unibanco tende a lançar o seu próprio ETF de renda fixa; uma oferta mais volátil, mas com uma expectativa de captação muito maior.

O pedido de registro já foi apresentado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e existe a estimativa de captação de até R$ 2 bilhões com o fundo que deve acompanhar as variações do IMA-B, índice atrelado à inflação.

Para que tipo de investidor é indicado?

Esse investimento é destinado a quem deseja diversificar seu conjunto de ativos, mas não pretende escolher cada uma das diferentes opções disponíveis.

Como o investimento inicial pode ser baixo (o IMAB11 do Itaú, por exemplo, permite um mínimo de R$ 100), assim como os Impostos e tarifas, o ETF de renda fixa costuma ser indicado para investidores dos mais diferentes perfis, mesmo os mais conservadores.

A tendência é que a popularização do ETF de renda fixa acabe por estimular o acesso do investidor brasileiro a esse tipo de mercado, ou seja, o de fundo de índice. Por se tratar de uma possibilidade ainda pouco conhecida, assim que ela começar a ser mais divulgada, é bastante provável que ela traga benefícios especialmente para o pequeno investidor, dando a ele condições para diversificar sua cesta e garantir flexibilidade e baixo custo.

Vantagens do ETF

Em geral, as vantagens se dão na comparação com outros investimentos de renda fixa. Em fundos tradicionais de renda fixa, por exemplo, o investidor precisa pagar o chamado come cotas, a antecipação do Imposto de Renda, cobrança que não aparece no ETF.

Além disso, o ETF não segue a tabela regressiva de Imposto de Renda que geralmente aparece nos investimentos em renda fixa. Neste caso, o valor é fixado em 15% na venda.

Vale lembrar que, por ser negociado na Bolsa de Valores, o ETF tem também conta com a vantagem de ser comercializado mais livremente no mercado. Ou seja, o investidor pode comprar e vender seus títulos quando bem entender, sem precisar ficar preso aos ativos.

Motivos para investir em ETF

O investidor pode estar em busca de diversificação para seus ativos, uma vez que, quanto mais diversificada é uma carteira, mais segurança ela oferece. Entretanto, essa ação pode estar inacessível se esse investidor não tiver alta renda. Nesse sentido, o ETF de renda fixa pode ser a solução, pois permite fazer investimentos em um conjunto de empresas por um valor mínimo consideravelmente menor.

Além disso, o ETF dispensa a figura do gestor do fundo, pois a ideia é que seja reproduzido o desempenho de um índice. Essa é uma forma passiva de gestão de ativos que elimina a necessidade de se pagar alguém para tomar as decisões relativas ao investimento.

Apesar de ser recomendado para o investidor com perfil conservador, mesmo os mais ousados podem se beneficiar desse tipo de investimento, pois representa uma oportunidade nos movimentos do mercado de juros reais, uma vez que as cotas apresentam liquidez diária e permitem operações de Day trade.

Custos com o investimento

Como já citado, o ETF de renda fixa apresenta isenção do famoso come cotas. Além disso, a tributação desse tipo de investimento se dá em função do prazo médio do vencimento dos títulos. Existe um termo inglês para isso, que é “duration”. Assim, quanto maior é a duração, menor acaba sendo a alíquota.

A taxa de administração do IMAB11, por exemplo, é de 0,25% ao ano e há a isenção de IOF. Para o investidor, é preciso ter atenção também às tarifas cobradas em função da custódia e da corretagem, que podem variar de acordo com os agentes escolhidos para tanto. Em geral, as corretoras costumam cobrar menos do que os bancos.

Como começar a investir

Como toda a operação se dá no ambiente da Bolsa de Valores, é preciso que o investidor tenha acesso a ela. A boa notícia é que hoje em dia esse tipo de atividade é facilitada, pois já não é mais necessário trabalhar em ambientes físicos, onde aconteciam os antigos pregões. Basta se cadastrar em uma corretora de valores como a Genial para ter acesso ao home broker. As ordens de compra e venda dos ativos serão enviadas por meio da plataforma de investimentos.

Assim, querendo investir em ETF de renda fixa, você só precisa escolher a sua corretora, o ETF desejado e identificar o código referente a ele dentro do home broker. No sistema, você terá como selecionar o valor a ser investido de acordo com o regulamento em questão.

Comprando cotas de ETF de renda fixa, você passa a ser dono de títulos de renda fixa da carteira de algum índice, sem precisar comprar esses ativos de maneira separada.

Enfim, o ETF é um fundo que tenta acompanhar determinado índice. Ele pode ser a porta de entrada para o investidor no mercado de renda variável. Quer saber mais sobre esse assunto? Então abra uma conta na Genial Investimentos e confira todas as opções de investimentos disponíveis no mercado!

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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