Os mercados financeiros de todo o mundo estão conectados. Você sabia disso? Sendo assim, se você investe em bolsa de valores – especialmente em Ações, precisa estar atento aos comportamentos dos mercados a partir dos principais índices de Ações do Brasil e do mundo. 

Quem investe somente na bolsa brasileira, a B3, pode compreender melhor o que acontece nela – e na sua carteira de investimentos – ao observar seus índices. Entretanto, vale a pena conhecer índices de Ações de outras partes do globo, já que o movimento dos grandes mercados também pode afetar o Brasil. 

Quer saber mais sobre a importância dos índices de Ações e conhecer os principais indicadores do mercado nacional e internacional? Então confira este post para acompanhar 12 índices que vale a pena conhecer! 

O que são os índices do mercado de Ações? 

A bolsa brasileira B3 coleta, organiza e divulga informações completas baseadas no que acontece em cada pregão. Os pregões são as sessões nas quais os ativos listados são negociados por meio de sistemas eletrônicos. 

Um dos dados divulgados pela bolsa são os índices do mercado de Ações. Basicamente, trata-se de carteiras teóricas de papéis que seguem determinados critérios.  

Alguns deles podem ser: 

Os índices refletem tanto o comportamento de todo mercado quanto de alguns dos seus segmentos específicos. Eles fazem isso ao indicar a variação média de preços de uma cesta de Ações. Os valores dos índices são expressos em pontos e sua variação em percentual.  

Qual a importância de conhecer os principais índices de Ações? 

Conforme você viu, existem muitos índices, nacionais e internacionais. Porém, todos contam com uma especificidade: são formados por agrupamentos de organizações com características em comum. 

Saber disso é relevante, pois o índice de Ações surge da “soma” das empresas. Dessa maneira, atua como uma média que o investidor pode usar como termômetro antes de investir em um determinado nicho. Também é útil como benchmark do desempenho de sua carteira.  

Só no mercado acionário do Brasil, por exemplo, é possível encontrar mais de 300 companhias. Para entender o agrupamento do qual falamos, pense em sustentabilidade como um segmento. Como saber como as empresas dessa área estão se comportando? 

Agrupar as organizações com tal característica é função do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), por exemplo. Ao analisá-lo, aqueles que se interessam em investimentos sustentáveis poderão compreender como está o mercado. 

Outro ponto relevante de atentar aos principais índices de Ações do mundo é o fuso horário. Como algumas bolsas abrem antes da brasileira, é possível ter uma noção, logo cedo, do que esperar na B3. Afinal, conforme dissemos, os mercados globais estão conectados. 

Essencialmente, conhecer os principais índices de Ações ajuda os investidores a tomarem decisões promissoras e mais alinhadas às suas necessidades. 

Quais 12 principais índices de Ações vale a pena conhecer? 

Depois de entender a importância de acompanhar índices de Ações, vale a pena conhecer 12 dos principais indicadores do mercado. Para isso, você verá a seguir a divisão em três categorias. São elas: índices brasileiros, americanos e do mundo.  

Confira! 

Índices brasileiros 

Os índices brasileiros podem ser compreendidos em cinco grandes grupos. São eles: 

  • governança; 
  • sustentabilidade; 
  • amplos; 
  • segmentos e setoriais; 
  • parceria S&P Dow Jones. 

Dentro deles, estão contidos diversos índices. É possível conferir a página da B3 e conhecer todos eles. Abordaremos, respectivamente, dois do grupo de amplos, dois do grupo de segmentos e setoriais e um de cada grupo restante. 

Veja a seguir! 

  1. Ibovespa 

O Ibovespa é o índice mais importante do Brasil. Sua carteira teórica é formada pelas companhias de maior volume financeiro de negociações na bolsa. Além disso, são também as de maior capitalização no mercado. 

Para entrar e se manter na composição da carteira, as empresas devem cumprir alguns critérios. Aquelas que não o fazem podem ser removidas, como consequência da reavaliação do portfólio. Esse é um processo que ocorre a cada 4 meses.  

Os requisitos principais são: 

  • Participação nas sessões da bolsa do último ano; 
  • Alta liquidez; 
  • Alto volume de negociação. 

A formação do Ibovespa conta com cerca de 60 Ações, mas não há um número rígido. O peso de cada empresa varia na carteira. Ao final de cada dia, é estabelecida a pontuação do portfólio.  

A média dessa pontuação é calculada de acordo com a performance das Ações, ou seja, da rentabilidade de cada ativo e da participação que ele teve na carteira teórica do índice. São esses fatores que delimitam a queda ou alta diária do índice, como vemos nos noticiários. 

  1. IBrX 

Esse é o Índice Brasil, que conta com o Índice Brasil 100 e o Índice Brasil 50. Enquanto o primeiro mede o retorno de uma carteira teórica composta pelas 100 Ações mais negociadas na bolsa, o segundo trata das 50.  

Apesar das semelhanças, a base do cálculo de cada um desses índices varia. No caso do Índice Brasil 100, ele se baseia em volume financeiro e na quantidade de negócios realizados.  

Já ao falar sobre o Índice Brasil 50, considera-se a liquidez. Ela é ponderada pelo valor mercadológico das Ações que estão disponíveis para serem negociadas. 

  1. IDIV 

O Índice Dividendos foca sua mensuração no comportamento das Ações de companhias que remuneraram bem seus investidores. Isso inclui tanto a forma de juros sobre o capital próprio quanto de dividendos.  

Além disso, o indicador considera a liquidez e o valor de mercado dos ativos disponíveis para negociação como base para selecionar Ações e ponderar a carteira. 

  1. SMLL 

O Índice Small Caps tem uma carteira composta pelas companhias de menor capitalização da bolsa. Ele é considerado um índice de retorno total.  Desse modo, mostra o impacto da distribuição de dividendos e das oscilações nos preços dos ativos.  

Os critérios que são considerados na composição da carteira do SMLL incluem: 

  • não estar em regime especial de administração temporária ou situação de falência; 
  • contar com um valor de Ação acima de R$ 1,00; 
  • estar presente na maior parte dos pregões de três carteiras anteriores. 

Os entusiastas de investimentos em Small Caps podem se beneficiar o acompanhamento desse índice. Isso porque ele representa a performance do setor em um determinado espaço de tempo. Diferente do Ibovespa, por exemplo, que representa as maiores empresas – conhecidas como Blue Chips. 

  1. IGC 

Essa é a sigla de Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada. Conforme o nome indica, ele mede a performance de uma carteira teórica formada por Ações de companhias com bons níveis de Governança.  

Ao fazerem parte dessa carteira, as empresas passam a estar listadas no nível 1 ou 2 da bolsa. Além disso, são negociadas no Novo Mercado (que reúne organizações comprometidas com a Governança Corporativa). 

  1. ISE 

Lembra que usamos esse índice como exemplo para explicar os nichos e segmentos usados para agrupar os índices? O Índice de Sustentabilidade Empresarial reúne empresas que buscam, voluntariamente, por práticas sustentáveis. 

Índices americanos 

Existem diversos índices de Ações nas bolsas dos Estados Unidos. Os três mais importantes serão abordados a seguir.  

Confira! 

  1. S&P 500 

O índice Standard & Poor’s 500, S&P ou S&P 500 é um que tem maior abrangência nos EUA. Ele engloba ativos listados nas bolsas NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) e Nasdaq, bolsa que concentra Ações de empresas de tecnologia.  

Sua composição inclui as 500 empresas norte-americanas com maior valor volume de negociação. É necessário que uma empresa seja avaliada pelo comitê para que ela faça parte do S&P 500.  

A equipe profissional analisa 8 critérios de inclusão. São eles: 

  • período negociado na bolsa de valores; 
  • classificação setorial. Ela deve contribuir de forma equilibrada para o setor de atuação; 
  • liquidez, que deve ser alta; 
  • capitalização de mercado, atendendo a um valor mínimo e delimitado pelas normas da bolsa; 
  • viabilidade financeira; 
  • domicílio — a organização deve ser norte-americana; 
  • flutuação pública. 

A carteira é reavaliada a cada 3 meses. É possível conferir a composição da S&P 500 nesse momento por meio de seu site

  1. Dow Jones 

Também chamado de Dow 30, esse índice representava, no passado, as 12 maiores companhias de maior capitalização. Hoje, é composto pelas 30 maiores, nas bolsas NYSE e Nasdaq.  

Desse modo, o Dow Jones funciona como um termômetro para o desempenho da indústria americana. Diferentemente do que é visto no caso da S&P 500, não existem critérios pré-definidos para entrar na composição do índice. 

Isso porque basta ser Blue Chip (ou seja, líder de mercado) em seu segmento de atuação. Alguns exemplos de empresas contidas no Dow Jones incluem: Apple, McDonald’s, Visa e The Walt Disney Company. 

  1. Nasdaq 100 

O termo Nasdaq foi citado diversas vezes, ao longo deste artigo, como uma bolsa. E está correto! Além de ser uma bolsa americana, Nasdaq também é um índice — o Nasdaq 100. Em português, a sigla é um acrônimo de Associação Nacional de Corretores de Títulos de Cotações Automáticas. 

O índice é composto pelas 100 maiores instituições não financeiras listadas em sua bolsa. Por concentrar ativos de alta tecnologia e empresas do Novo Mercado, a performance dele é bastante notável.  

Assim, é um dos melhores termômetros para medir o comportamento do mercado mundial. O principal critério de integração e peso do Nasdaq 100 é o valor de mercado. É possível conferir todas as companhias cujas Ações estão no índice em seu site

Desse modo, quanto maior o valor de mercado de uma organização, maior será sua representação no índice. Para o cálculo desse valor são multiplicadas as quantidades de ativos de uma companhia pelo valor de cada Ação. 

Índices do mundo 

Conhecidos os principais índices brasileiros e americanos, é hora de conferir alguns do restante do planeta! 

  1. Shanghai (SSEC) — China 

Os Estados Unidos representam o maior PIB do mundo. Logo em seguida está a China, o que torna extremamente relevante conhecer seu principal índice. Trata-se do Shanghai (SSEC). Sua carteira é formada por todas as companhias que estão listadas na bolsa de Shanghai. 

As Ações desse índice são divididas em A e B. As primeiras são exclusivas para os investidores chineses e são negociadas por meio da moeda local, o Renminbi ou yuan. Contudo, investidores profissionais podem investir em algumas empresas (de maneira restrita).  

Já os papéis do grupo B são negociados em moedas estrangeiras. As Ações dizem respeito às empresas listadas nas tanto nas bolsas de Shanghai quanto de Shenzhen. 

  1. Nikkei 225 – Japão 

O Japão é dono da terceira maior bolsa de valores mundial. Assim como no caso dos EUA e da China, ele conta com diversos índices. Contudo, o que se destaca é o Nikkei 225. Ele é formado pelas 225 empresas de maior relevância do país.  

Por ser o principal de Tóquio, ele também é um dos principais índices de Ações internacionais. Sua composição é revisada anualmente e o critério para integrá-lo é seu valor de mercado. 

  1. DAX — Alemanha 

Por fim, tratamos da quarta maior economia do mundo: a Alemanha. Além disso, o país conta com diversas multinacionais no Brasil. Isso faz com que os investidores brasileiros precisem atentar ainda mais aos seus índices. 

O principal deles, que é referência da bolsa de Frankfurt, é o DAX. Ele é composto pelas 30 companhias de maior desempenho financeiro da Alemanha. Existem dois grandes critérios que levam uma empresa a fazer parte da carteira teórica do índice: liquidez e valor de mercado. 

Como acompanhar os índices? 

Conforme visto, 12 dos principais índices de Ações do Brasil e do mundo trazem diversas informações para os investidores sobre o panorama da economia global. Ao conhecer seus desempenhos, você pode entender o comportamento do mercado de maneira geral. 

A análise pode amparar investimentos internacionais, mas também a compreensão dos índices do Brasil. Contudo, é preciso ter cuidado na interpretação. Afinal, o resultado de um índice de uma das grandes economias citadas não é replicado necessariamente no Brasil. 

Ainda assim, é interessante entender o que ocasionou a queda ou a subida de um índice relevante, por exemplo, para tentar traçar um paralelo com a realidade brasileira. Com isso, você pode se preparar para situações de maior impacto. 

Além disso, você também pode utilizar os indicadores corretos como referência de desempenho da sua carteira. Por exemplo, se o seu portfólio é composto por Ações que pagam bons dividendos, o IDIV pode ser o melhor benchmark. Para carteiras mais gerais, o Ibovespa tende a ser o mais adequado. 

Percebeu a importância desses indicadores? Como você viu, os principais índices de Ações apresentados neste artigo podem ajudar o investidor a tomar decisões. Por isso, vale a pena conhecê-los e entendê-los. 

E não se esqueça: ao investir em Ações, além de acompanhar o índice de referência da sua carteira, busque sempre se guiar por seu perfil de investidor e objetivos. Eles são fundamentais para montar uma carteira de investimentos realmente alinhada às suas necessidades! 

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