CDB 220% do CDI com liquidez diária.

Os títulos públicos costumam aparecer entre as alternativas da renda fixa mais buscadas pelos investidores. Nesses investimentos, uma das características mais interessantes é a liquidez diária dos produtos do Tesouro Direto. Assim, é possível fazer resgates rapidamente.

No entanto, mesmo apresentando uma funcionalidade relativamente simples, o Tesouro Direto pode trazer muitas dúvidas — e levar o investidor a cometer erros que podem acarretar em prejuízos. Por isso, é fundamental saber quais são eles e como evitá-los.

Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, apresentamos os 7 erros mais comuns relacionados aos investimentos em títulos do Tesouro Direto. Acompanhe a leitura e saiba mais!

O Tesouro Direto

Antes de compreender os erros mais comuns no momento de investir, é importante conhecer o Tesouro Direto, não é mesmo? Afinal, embora esteja entre as alternativas mais conhecidas do mercado, muitos investidores têm uma concepção errônea sobre ele.

O Tesouro Direto consiste na plataforma do Governo Federal em que são negociados os títulos públicos. Ele foi criado pelo Tesouro Nacional, que é o organismo responsável pela administração da dívida pública do país.

Dessa forma, o seu objetivo é captar recursos para que o Governo possa financiar projetos — como obras públicas. Além disso, a plataforma busca ser um agente democratizador do mercado de investimentos, apresentando acessibilidade e praticidade para aqueles que desejam realizar aportes seguros.

Como você pode ver, diferentemente do que muitos acreditam, o Tesouro Direto não é um investimento em si. Ele é o programa que possibilita a aquisição de títulos públicos pelo investidor pessoa física — como o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+. Esses sim são os investimentos.

A rentabilidade dos títulos públicos

Depois de conhecer o que é o Tesouro Direto e os títulos públicos, é importante saber como funciona a rentabilidade de cada um deles. Ela pode ser um fator determinante para que você entenda como não cometer erros ao investir nessa alternativa.

O rendimento desses títulos pode se dar de três maneiras diferentes: prefixada, pós-fixada e híbrida. Além disso, cada uma delas pode ser mais adequada para diferentes tipos de objetivos.

Na rentabilidade prefixada, os rendimentos da aplicação são fixos e apresentados já no momento do aporte. Assim, o investidor sabe de antemão quais serão seus resultados no vencimento. No Tesouro Direto, essa alternativa é o Tesouro Prefixado.

Já a rentabilidade pós-fixada se caracteriza por ter seus rendimentos atrelados a um indexador do mercado. Dessa forma, o investidor conhecerá os seus lucros apenas no momento do resgate. Entre os títulos públicos, o produto com essas características é o Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira — a Selic.

Por fim, os títulos híbridos são aqueles que conseguem combinar as características de ambos. Ou seja, há uma porcentagem prefixada e outra pós-fixada. Nesse caso, o título é o Tesouro IPCA+, que tem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como seu indexador. Desse modo, ele garante retornos acima da inflação.

Também vale ressaltar a incidência do Imposto de Renda (IR) sobre esses títulos. As alíquotas seguem a tabela regressiva de acordo com o prazo da aplicação:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360: 20%;
  • de 361 a 720: 17,5%;
  • a partir de 721: 15%.

Os 7 erros mais comuns ao investir no Tesouro Direto

Embora apresentem a segurança característica aos títulos de renda fixa, as aplicações do Tesouro Direto podem causar problemas se você cometer alguma falha. Então é preciso ter atenção aos possíveis equívocos ao fazer — ou pensar em realizar — seus aportes.

Confira os 7 mais comuns em relação ao Tesouro Direto, sua liquidez, rentabilidade e outros aspectos!

1. Pagar taxa de corretagem

Um dos principais erros ao investir nos títulos públicos do Tesouro Direto é pagar a taxa de corretagem. Ela consiste em uma porcentagem anual que incide sobre o valor total investido no título e é cobrada pela instituição utilizada para mediar o investimento.

Contudo, mesmo sendo um dos custos mais comuns, é possível encontrar soluções para a cobrança dessa taxa. Por exemplo, os investimentos no Tesouro Direto feitos por meio de bancos costumam ter uma taxa mais alta. Assim, pode ser mais interessante buscar uma corretora independente.

Além disso, vale ressaltar que existem alternativas que isentam a taxa de corretagem, como é o caso da Genial Investimentos. Assim, o único custo do investidor é a taxa de custódia obrigatória — que era de 0,20% ao ano em 2022, cobrada pela bolsa de valores (B3) pela custódia dos seus títulos.

Ademais, você também pode optar por investir no mercado secundário de títulos públicos. Nesse cenário, não há cobrança de taxa de corretagem nem de custódia. Isto é, o custo de se investir em títulos públicos seriam apenas os impostos.

2. Vender o título antes de o investimento completar 30 dias

Você viu que uma característica marcante dos títulos do Tesouro Direto é sua liquidez diária. Isso significa que o investidor não precisa aguardar até a data de vencimento para solicitar o resgate de sua aplicação. Nesse caso, vendas do tesouro solicitadas até as 13:00 são pagas no mesmo dia útil (D+0), enquanto as vendas após este horário são pagas no dia útil seguinte (D+1).

No entanto, quando a solicitação é feita antes do investimento completar 30 dias corridos, os custos com impostos são maiores. Afinal, há a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que incide na rentabilidade da aplicação para prazos inferiores a essa quantidade de dias.

Nesse contexto, as  alíquotas do IOF reduzem diariamente até serem zeradas apenas no 30º dia após a aplicação. Desse modo, caso o resgate aconteça logo após o aporte, é possível que o Imposto tome quase todo o rendimento. No 3º dia, por exemplo, 90% dos lucros serão destinados a ele.

Além disso, também é preciso levar em consideração a incidência do Imposto de Renda sobre os lucros obtidos a partir desses títulos — cuja alíquota é de 22,5% em resgates antes de 180 dias.

3. Fazer o resgate antecipado sem um planejamento

Ainda sobre a liquidez diária, outro erro comum no Tesouro Direto é solicitar resgate antecipado sem ter um planejamento claro para esse montante. Em cenários assim, além de ser necessário pagar maiores alíquotas de impostos, também é possível ter prejuízos.

Isso se justifica no fato de a rentabilidade desses títulos só ser garantida no vencimento. Assim, na venda antecipada, os títulos são negociados pelos seus preços de mercado — que podem sofrer oscilações negativas.

Esse cenário é mais comum nos títulos prefixados e nos híbridos atrelados à inflação. Nesses casos, os preços podem variar tanto positivamente quanto negativamente. Dessa forma, não há como garantir ganhos em um resgate antecipado. Mesmo sendo aplicações seguras, é possível ter perdas.

Por isso, não é aconselhável vender esses dois produtos antes do vencimento sem que exista clareza sobre o destino dos recursos. O ideal seria que você se planejasse para investir neles um montante que pudesse ser retirado somente no vencimento, com a rentabilidade garantida.

Com o título pós-fixado — o Tesouro Selic —, por outro lado, o resgate antecipado não traz rendimentos negativos. Embora a rentabilidade possa não corresponder exatamente à taxa básica de juros do período, o investidor receberá aquilo que a aplicação rendeu durante determinado período.

4. Investir sem avaliar os prazos dos títulos e a sua forma de remuneração

Como você viu, não é preciso aguardar o vencimento do título para fazer o resgate de sua aplicação no Tesouro Direto. Contudo, isso não significa que você deva fazer um aporte sem antes avaliar os prazos do investimento.

Afinal, apesar de todos os títulos públicos fazerem parte do mesmo programa, o funcionamento e a lógica de remuneração se diferem de acordo com o título. Por isso, é importante avaliar cada alternativa detalhadamente para entender qual apresenta maior alinhamento com seus objetivos.

Nesse contexto, um equívoco comum é crer que todos os títulos do Tesouro são interessantes para criar uma reserva de emergência, por exemplo. Como existem alternativas que só garantem retornos em seu vencimento, elas não costumam ser adequadas para esse objetivo.

Portanto, antes de realizar as aplicações, é importante traçar um planejamento financeiro. Nele, você poderá estabelecer metas para o curto, médio e o longo prazo. Esse processo pode trazer uma maior clareza para sua avaliação e escolha de investimento.

Dessa forma, caso seu objetivo seja para o médio ou longo prazo e você não tenha planos para uso do montante no curto prazo, o Tesouro Prefixado pode ser considerado. Já aqueles que buscam retornos acima da inflação podem avaliar o Tesouro IPCA+.

Além disso, é comum que haja títulos do mesmo tipo disponíveis na plataforma com características distintas. É possível encontrar tanto datas de vencimento quanto rentabilidades diferentes. Além disso, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ podem apresentar cupons semestrais.

5. Acreditar que o Tesouro Prefixado é o título mais conservador

Você já sabe que os títulos públicos do Tesouro Direto são alternativas da classe de renda fixa. Isso significa que se caracterizam por priorizar a segurança e a previsibilidade. Assim, são considerados investimentos conservadores.

Entretanto, como eles se distinguem em relação à lógica de remuneração e prazo, há alternativas mais conservadoras que outras. Muitos investidores acreditam, por exemplo, que o Tesouro Prefixado é a alternativa com maior grau de conservadorismo entre as alternativas da plataforma.

Como o próprio nome adianta, esse é um título cuja remuneração nominal no vencimento já é conhecida no momento do investimento. Ou seja, ao comprar um título desse tipo, você já sabe exatamente a taxa que receberá ao fim do prazo.

Ela pode ser de 7% ao ano, 10% ao ano, 12% ao ano ou qualquer que seja a taxa nominal oferecida pelo produto no momento do aporte. Dessa maneira, por apresentarem maior previsibilidade, é frequente que os investidores o considerem o título mais conservador do Tesouro Direto.

Contudo, essa não é a verdade. O Tesouro Selic, que remunera a variação da taxa básica de juros, é considerado a alternativa mais conservadora entre os títulos públicos.

A justificativa está na marcação a mercado. No caso do Tesouro Prefixado, é preciso aguardar até o vencimento para atingir a taxa acordada — e eventuais mudanças nas taxas de juros, por exemplo, podem deixar o título mais ou menos atrativo. Já com o Tesouro Selic, o resgate pode ser feito a qualquer momento — e sem riscos de prejuízos.

6. Perder o controle em relação aos prazos

Outro erro bastante usual em relação aos títulos públicos está em deixar de monitorar os prazos. Isso porque, quando uma aplicação chega ao vencimento, o dinheiro investido e o rendimento serão creditados em sua conta na corretora — ficando disponível para resgate ou reinvestimento, conforme a sua vontade.

Como esse processo ocorre sem precisar de nenhuma ação por parte do investidor, o montante ficará parado na conta da corretora até que você decida o que fazer com ele. Dessa forma, além de não estar rendendo como poderia, o montante também pode perder valor para a inflação.

Além disso, a quantia estará exposta a determinados riscos relacionados à instituição financeira. Afinal, a partir do momento em que os recursos estão disponíveis na conta da instituição financeira, você pode perdê-los, caso esta venha a quebrar.

Por outro lado, enquanto seu dinheiro está aplicado em títulos públicos, ele fica custodiado em seu nome. Isso significa que, se a instituição financeira intermediária quebrar, seu investimento estará a salvo. Por isso, é interessante manter o controle sobre as datas de vencimento dos títulos.

A mesma dinâmica vale para o pagamento de cupons semestrais. Como você já sabe, existem títulos públicos que fazem o repasse de juros semestrais — e esse pagamento também precisa ser monitorado pelos mesmos motivos.

7. Investir sem diversificar seus aportes

Seja na renda fixa ou variável, a diversificação de investimentos tem potencial de ser positiva para uma carteira. Com essa estratégia, você é capaz de diluir eventuais riscos, trazer mais robustez ao portfólio e ampliar o potencial de rentabilidade.

Entretanto, muitos investidores optam por aplicar seus recursos em apenas um título. Embora seja possível concentrá-los em um investimento conservador — inclusive em alternativas cuja rentabilidade líquida supere a inflação —, é preciso considerar o colchão de liquidez.

Assim, é importante que uma parcela dos seus investimentos esteja aplicada em alternativas que garantam um acesso rápido ao montante investido — como os títulos do Tesouro Direto, que oferecem liquidez diária — e sem riscos de perdas.

Por isso, mesmo no Tesouro Direto, pode não ser aconselhável investir todo o seu patrimônio apenas em títulos prefixados e alternativas atreladas à inflação, por exemplo. Considere, portanto, diversificar entre os diferentes tipos de títulos e avalie investir também fora dessa plataforma.

Como vimos, embora sejam alternativas seguras e conservadoras, é possível cometer erros em investimentos no Tesouro Direto, sejam eles relacionados à liquidez, ao prazo ou à rentabilidade. Por isso, é fundamental considerar os 7  erros mais comuns que você acompanhou, a fim de evitar que eles acarretem prejuízos! Quer investir no Tesouro Direto sem taxas de corretagem? Abra sua conta na Genial Investimentos!

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