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O mercado financeiro possui subdivisões importantes que o investidor deve compreender para tomar melhores decisões ao investir. Nesse sentido, saber o que é mercado primário e secundário é útil. Isso vale tanto para quem investe em renda fixa quanto em renda variável. 

Muitos investidores já tiveram contato com ambos, mas não entendem o que muda entre eles e quais oportunidades oferecem. Contudo, essa falta de conhecimento pode levar a escolhas que nem sempre são as mais adequadas à sua carteira.  

Para esclarecer o assunto, nós, da Genial, preparamos este artigo. Continue a leitura para aprender o que é mercado primário e secundário e como eles funcionam! 

O que é e como funciona o mercado primário? 

O mercado primário é o ambiente dentro do qual empresas, instituições financeiras ou o Governo Federal disponibilizam títulos e valores mobiliários. Nesse caso, a negociação acontece entre os emissores e investidores.  

No mercado de capitais, por exemplo, um dos principais objetivos é possibilitar a captação de recursos para projetos ou expansão de atividades. Assim, quando as companhias precisam levantar recursos, elas podem emitir valores mobiliários no mercado.  

Eles são, então, oferecidos diretamente para os investidores, que disponibilizam dinheiro ao emissor. Os valores captados são destinados à empresa para viabilizar a implementação de suas estratégias.  

Vale saber que, quando os emissores são instituições financeiras ou o próprio Governo, o destino do dinheiro segue um fluxo semelhante. Entretanto, é importante conhecer as características do mercado primário na renda fixa e na renda variável.  

Confira: 

Mercado primário na renda fixa 

Quando você compra títulos de renda fixa no mercado primário, o dinheiro investido funciona como um empréstimo. Eles podem ser emitidos pelo Governo Federal, pelas empresas ou por instituições financeiras. 

Portanto, eles podem ser aplicações do Tesouro Direito, certificados de depósito bancários (CDBs), letras de crédito ou debêntures, por exemplo. Nessa classe de investimentos, o investidor recebe o valor aportado acrescido dos juros correspondentes na data do vencimento. 

No entanto, se houver necessidade de resgate antecipado, podem acontecer variações na rentabilidade, sendo que alguns títulos devem ser revendidos no mercado secundário. Isso dependerá das regras a respeito da carência, que pode coincidir com o vencimento ou garantir a liquidez após certo prazo.   

Mercado primário na renda variável 

Entre os investimentos mais conhecidos na renda variável estão as ações, que são parte do capital social de uma empresa. Quem compra esses ativos se torna sócio da companhia. Porém, no mercado primário, a aquisição acontece, principalmente, por meio da oferta pública inicial, ou IPO

Esse é o primeiro passo para uma empresa abrir capital na bolsa de valores, a fim de atrair investimentos para o negócio. Todavia, novos papéis podem ser disponibilizados pela companhia por meio do follow-on, quando se tratar de uma oferta primária. 

No mercado primário, o ponto fundamental é que o investidor adquire as ações diretamente da companhia. Então, a empresa é quem receberá os valores e poderá utilizá-los no desenvolvimento e aplicação dos negócios.  

O que é e como funciona o mercado secundário? 

Agora que você já sabe como funciona o mercado primário se torna mais simples entender o mercado secundário. Você pode enxergá-lo como um ambiente de oportunidades para quem deseja negociar valores mobiliários após a oferta no mercado primário. 

Para compreendê-lo, é importante observar as características dos investimentos, que variam entre cada opção. Por exemplo, alguns dos valores mobiliários oferecidos — como as ações — não são resgatáveis em uma data pré-definida, diferentemente do que acontece nos títulos de renda fixa.  

Por outro lado, as aplicações financeiras em renda fixa também podem ter prazos de vencimento muito longos. Nas duas situações, o mercado secundário se torna fundamental. Imagine adquirir uma aplicação ou ativo, mas não ter como se desfazer diante de uma urgência ou de oportunidades melhores?  

Se não for possível negociar os investimentos diretamente com terceiros, essa limitação poderia ser um impeditivo para diversos investidores. É nesse cenário que o mercado secundário se torna essencial, surgindo como alternativa para que investidores possam negociar e transferir ativos entre si. 

No entanto, o emissor não tem participação nessas negociações e o valor pago é recebido por quem possuía o ativo anteriormente — o vendedor. Assim, é possível determinar que o mercado secundário é uma forma de oferecer liquidez aos ativos emitidos no mercado primário. 

Além disso, existe outra diferença que merece destaque: no mercado primário, o emissor é o responsável por mediar as atividades. Ele define, por exemplo, o preço a ser pago pelos investidores. Contudo, no mercado secundário, o preço é regulado pela lei da oferta e demanda. 

Para entender melhor o assunto, confira as principais características do mercado primário na renda fixa e na renda variável: 

Mercado secundário na renda fixa 

A principal forma de investir em renda fixa é por meio do mercado primário. Nesse caso, você pode transferir o dinheiro para uma corretora de valores e fazer os aportes em títulos públicos ou privados através da plataforma de investimento. 

Porém, como você viu, a renda fixa também oferece a possibilidade de negociação por meio do mercado secundário. Nele, os títulos vendidos pertencem aos proprietários que desejam se desfazer do investimento. 

Um investidor que deseja resgatar um CDB antes do prazo, por exemplo, pode ser oferecê-lo para outra pessoa no mercado secundário. Todavia, como o título estará exposto ao preço do mercado, existe o risco de ter prejuízos na venda antecipada. 

No caso dos títulos públicos, vale destacar que mesmo que o Governo garanta a recompra, eles também podem ser negociados nesse mercado. Em todos os casos, é preciso saber que o acesso ao mercado secundário de renda fixa precisa ser feito com suporte da sua corretora. 

Mercado secundário na renda variável  

Na renda variável, grande parte das negociações acontece entre os investidores. Nesse caso, elas são feitas no mercado secundário. O principal exemplo trata das ações. Como você viu, elas são negociadas no mercado primário quando a empresa lança os seus papéis na bolsa e no follow-on primário. 

Depois, as negociações podem ser feitas no mercado secundário — inclusive por meio do follow-on secundário. Nele, a oferta de ações acontece quando um ou vários acionistas majoritários colocam seus papéis à venda, sem que isso afete o capital da companhia.  

O montante obtido com a venda, portanto, segue para o investidor que vendeu suas ações no mercado. 

É importante entender que, no mercado secundário da renda variável, os preços dos ativos ofertados acompanham as oscilações do mercado — diferente do mercado primário.  

Essa característica pode trazer oportunidades de ganhos aos investidores. Inclusive, podem ser utilizadas estratégias para se beneficiar tanto dos momentos de subida de preços quanto nos de queda dos ativos. 

Quais as oportunidades no mercado primário e secundário? 

Após conhecer o funcionamento desses mercados, é hora de entender as oportunidades que eles podem oferecer a você. Na renda fixa, por exemplo, o mercado secundário pode fornecer títulos que não são mais encontrados no mercado primário.  

Aqui, quando um investidor disponibiliza o título para a venda, a aplicação manterá a taxa de rendimento inicial. Por consequência, os outros investidores conseguem encontrar mais opções de produtos para compor sua carteira.  

Na renda variável, o processo é diferente. A compra de ações no mercado primário, por exemplo, permite investir em empresas que, até então, não tinham o capital aberto. Isso pode ampliar os ganhos no curto prazo. 

Afinal, o investidor pode se beneficiar com o crescimento da companhia e ver o preço dos ativos aumentarem. Porém, também existem maiores riscos, tendo em vista que empresas novas na bolsa tendem a ter menos dados disponíveis para analisar. 

Já o mercado secundário, ainda seguindo o exemplo das ações, permite a compra e venda dos ativos após o IPO. Nesse caso, você pode utilizar as melhores práticas para análise de ações para montar uma carteira diversificada, visando rentabilidades superiores no mercado secundário.  

Ao avaliar os ativos, você pode considerar diversas questões, como: 

  • situação financeira da empresa; 
  • histórico da companhia no mercado; 
  • condições de gestão; 
  • indicadores da companhia. 

Tenha em mente que o comportamento de cada investimento varia, assim como as oportunidades ofertadas. Logo, é preciso estudar as alternativas para ter informações suficientes para tomar melhores decisões.  

Para não errar, além de fazer essa análise, considere sempre a sua estratégia de investimento, os objetivos e o perfil de investidor.  

Qual é a importância do mercado primário e secundário? 

Você já sabe que a principal característica do mercado primário é permitir uma negociação direta com os emissores dos títulos e valores mobiliários. Já no mercado secundário, as negociações são feitas entre investidores, sem a participação dos emissores. 

Mas, qual a importância de ambos os mercados para o investidor, na prática? O fato é que ambos são fundamentais para o fluxo de negociações. Enquanto o mercado primário faz com que os investimentos fiquem disponíveis para os investidores, o secundário proporciona liquidez, especialmente quando se trata de renda variável. 

Por meio deles os investimentos são ofertados e negociados com um grande público, movimentando o mercado financeiro. Ou seja, não é possível desassociar o mercado secundário do mercado primário, pois ambos desempenham um papel essencial.  

Como investir no mercado primário? 

Como você viu, o mercado primário se difere entre os investimentos de renda fixa e de renda variável. Assim, existem maneiras distintas de investir em cada uma das classes de investimento.  

Acompanhe! 

Renda fixa 

Investir no mercado primário de renda fixa é simples. Os títulos públicos, por exemplo, são oferecidos pela plataforma do Tesouro Direto. Outras alternativas, como CDBs e debêntures, podem ser encontradas na plataforma da sua corretora de valores. 

Porém, você deve entender suas características para escolher os ideais. Um diferencial dessa classe de investimentos é que os títulos apresentam as condições de remuneração e o prazo no momento da compra. Isso facilita a análise e a tomada de decisão. 

Também é possível encontrar opções com mais segurança, como aquelas que contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele assegura o pagamento do valor investido até um limite definido em caso de falência da instituição. Dessa maneira, o investidor pode ter mais segurança em suas escolhas.  

Renda variável 

Para investir em renda variável, você deve ter conta em uma corretora de valores. É por meio dela que você terá acesso aos investimentos disponíveis através de sua plataforma ou do home broker. 

No caso das ações e também dos fundos imobiliários, a compra geralmente acontece pelo IPO, em que você precisa fazer a reserva de papéis ou cotas durante a oferta pública. Nesse momento é definida a quantidade de ativos e o preço máximo que está disposto a pagar.  

Se o IPO acontecer a um preço igual ou menor ao que você estava disposto a pagar, o negócio é concretizado. Caso contrário, a operação não será realizada e você não participará da oferta pública. 

Além disso, em alguns casos, a demanda pelas ações no IPO é maior do que a oferta. Se isso ocorrer, será feito um rateio entre os investidores. Por outro lado, se a demanda for menor do que a oferta de ações, o IPO pode não acontecer. 

Como investir no mercado secundário? 

Após aprender como investir no mercado primário, é necessário entender o processo no mercado secundário. Nesse caso, os formatos de negociação também são diferentes na renda fixa e na renda variável.  

Aprenda como funciona em cada situação: 

Renda fixa 

Para investir no mercado secundário de renda fixa, é necessário o auxílio de um assessor de investimentos e de uma corretora para intermediar a transação. Nesse caso, apenas os profissionais podem acessar as plataformas onde se encontram os títulos disponíveis. 

Também é possível haver transações diretas, entre investidores e instituições financeiras para buscar mais liquidez.   

Renda variável 

No caso da renda variável, também é necessário ter conta em uma corretora de valores para acessar a bolsa de valores através do home broker. Em seguida, basta transferir recursos para a instituição, escolher o ativo que deseja adquirir e enviar uma ordem de compra. 

Se você pretende vender ativos, é necessário enviar uma ordem de venda. Assim como a ordem de compra, a venda pode ser feita de diversas formas.  

A mais comum é a ordem a mercado, em que os ativos são comprados ou vendidos pelo preço que estão sendo negociados. Contudo, existem outras opções, como a ordem limitada, que permite definir o preço desejado para a concretização do negócio.  

Por fim, vale destacar que, além das ações, outros ativos de renda variável podem ser negociados tanto no mercado primário quanto no secundário.  

Os fundos de investimento imobiliário (FIIs), como você viu, são lançados em uma oferta pública no mercado primário para captar recursos e investir no setor de imóveis.  Depois, as cotas podem ser negociadas entre os investidores no mercado secundário, de modo semelhante ao que acontece com as ações.  

Agora que você sabe o que é mercado primário e secundário pode definir melhor suas estratégias de investimento. Lembre-se de que o mercado financeiro oferece diferentes oportunidades, então é essencial fazer análises e respeitar seu perfil de investidor para tomar boas decisões. 

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