Todos os dias ouvimos notícias sobre as variações das ações na Bolsa de Valores, mas nem sempre temos a compreensão do que isso significa, como afeta nosso dia a dia e, por fim, o que de fato são as ações negociadas na Bolsa.

Se você tem todas essas dúvidas, saiba que não está sozinho! Neste post, vamos responder a essas e outras questões sobre as ações e o mercado financeiro. Assim, quem sabe, em vez de ser um mero espectador, você pode começar a investir e fazer parte do universo das ações!

O que são ações?

Ações, papéis, participação acionária. Todos esses termos podem ser usados para definir a mesma coisa: uma fração (parte) do capital social de uma empresa negociado na Bolsa de Valores.

Uma ação é a menor parte da divisão do capital social de uma empresa, então, quando você compra uma ação está comprando um pedacinho de uma empresa. Ao adquirir esses papéis, o investidor se torna sócio daquela organização, compartilhando os seus lucros e prejuízos.

As ações podem ser preferenciais ou ordinárias de acordo com o tipo de participação societária que oferecem. Nas ações preferenciais, o investidor não tem direito a voto nas assembleias de acionistas da empresa. Já as ações ordinárias dão o direito de voto a quem as possui, podendo, assim, opinar nas deliberações da companhia.

A legislação brasileira prevê que toda negociação de ações na Bolsa de Valores, a B3, deve ser intermediada por uma corretora de valores. Desde 1999, a B3 adota o home broker, uma plataforma de negociação online de ações em que o cliente, de qualquer lugar do mundo, pode submeter ordens de compra e venda. O acesso ao home broker se dá por meio de corretoras devidamente regulamentadas, como a Genial Investimentos.

Na Bolsa, as ações são sempre negociadas com um código, conhecido como ticker. Por exemplo, se você quer comprar ações da Petrobras, não adianta procurar pelo nome da empresa no home broker, é preciso informar o ticker do papel. No exemplo da Petrobras, o ticker é PETR4, para as ações preferenciais, e PETR3, para as ações ordinárias.

No ticker, as letras representam as empresas que emitem ações, e o número, o tipo de papel que está em negociação. As ações ordinárias são acompanhadas do número 3, e as preferenciais, do número 4. Existem ações com outros números além do 3 e do 4, mas os ativos ordinários e preferenciais são os mais comuns.

Como lucrar com ações?

No mercado financeiro, convencionou-se chamar o investimento em ações e seus derivados de renda variável. O mercado de dívidas públicas ou privadas é chamado de renda fixa. Como já vimos em outros posts, mesmo na renda fixa o valor dos títulos pode variar, porém, na renda variável, como o nome sugere, tenda a variar ainda mais. Assim é possível ter lucro ou prejuízo, por isso, é considerado um investimento de maior exposição a riscos.

A rentabilidade das ações pode se dar de duas maneiras: a primeira, com a divisão dos lucros das empresas; a segunda, pela valorização da empresa e, consequentemente, das ações. Quando uma empresa tem lucro uma assembleia geral decide se os lucros serão divididos entre os acionistas por meio do pagamento de dividendos ou se serão reinvestidos na própria empresa. Porém, no Brasil, todas as companhias com ações na Bolsa são obrigadas a realizar a distribuição de, no mínimo, 25% do lucro.

Portanto, resta à assembleia geral definir sobre os 75% restantes dos lucros. Algumas empresas que atuam em mercados maduros tendem a distribuir parcelas maiores de dividendos. Empresas que negociam em mercados de elevado crescimento tendem a distribuir dividendos mínimos, já que precisam constantemente reinvestir para manter ou ganhar parcelas de mercado. Uma estratégia não é melhor do que a outra, porém, algumas pessoas, que já estão na fase de fruição do patrimônio, costumam preferir empresas que pagam dividendos mais altos, e quem ainda está construindo o patrimônio normalmente prefere empresas de maior crescimento.

Antes de dividir os lucros, a empresa paga impostos sobre esse valor. Assim, quando chegam ao investidor, os dividendos estão isentos de Imposto de Renda. Caso contrário, haveria uma bitributação dos recursos.

Pagando ou não dividendos, é possível ainda obter lucro com a valorização das ações na Bolsa. Se uma ação for comprada, por exemplo, por R$ 20,00 e, alguns meses depois, passar a valer R$ 30,00, o investidor terá um ganho bruto de R$ 10 em cada ação na venda. Falamos em ganho bruto, porque no exemplo não consideramos a cobrança de corretagem, de taxas nem de impostos. E um fato muito importante: nas vendas mensais inferiores a R$ 20 mil, o lucro é isento de Imposto de Renda.

Investimentos em longo prazo e uma carteira de ações diversificada podem oferecer mais rentabilidade ao investidor. 

Por que a Bolsa cai?

Quanto mais pessoas comprarem uma determinada ação, maior será o preço daquele ativo. Quanto mais pessoas venderem, maior a desvalorização. Esse movimento de compra e venda pode ser influenciado por inúmeras razões.

Recentemente, por exemplo, observamos uma queda brusca e consecutiva nas ações negociadas na B3 em função do avanço global do novo coronavírus. Diante do fechamento do comércio e da quarentena de prazo indeterminado, muitos investidores decidiram vender suas ações em busca de liquidez, isto é, transformaram os ativos em dinheiro novamente ou trocaram as ações por investimentos mais seguros, como o dólar e o ouro. A economia nacional e a global podem afetar o preço das ações, logo, as decisões políticas e econômicas do governo sempre têm algum potencial de impacto na Bolsa.

Outros fatores que podem influenciar as cotações são os dados sobre as companhias. As decisões dos gestores, os relatórios sobre lucros, o endividamento e a saúde financeira de uma organização irão afetar diretamente a compra e a venda dos seus ativos.

Na Bolsa brasileira, o Ibovespa é o termômetro das ações. Esse índice reúne e fornece um desempenho médio das ações com maior volume de negociação na B3. Portanto, dizer que a Bolsa caiu significa dizer que o Ibovespa caiu e, por sua vez, que as ações das empresas no índice se desvalorizaram na média.

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Como uma empresa vende ações na Bolsa?

Quando uma empresa é fundada ela pode ter um dono só, como uma MEI, em que o capital do dono e da empresa se confundem. Se a empresa cresce ou já nasce um pouco maior, ela vira uma sociedade limitada, a popular LTDA. Nesse tipo de empresa, os nomes de todos os sócios precisam constar no contrato social. À medida que a empresa cresce é natural que ela se transforme em sociedade anônima. Nestas, os nomes dos acionistas não estão mais no contrato social, mas apenas nos livros de acionistas.

O último passo é a abertura de capital, ou seja, o momento em que a empresa passa a ser listada na Bolsa. Isto é, não são mais permitidas negociações privadas de ações, e todas as negociações precisam ser feitas no ambiente aberto da B3. Antes de abrir capital na forma de ações, as companhias precisam passar por um longo processo. Tanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como a B3 exigem que as empresas atendam a requisitos mínimos regulatórios, fiscais, de transparência, de governança corporativa, entre outros.

Após cumprir toda a etapa de adequação às exigências, a empresa está apta a fazer o seu IPO (Initial Public Offering, na sigla em inglês), deixando de ser uma organização de capital fechado para uma de capital aberto.

As empresas abrem seu capital em busca de visibilidade para os negócios ou para captar recursos via emissão de debêntures e por meio de novas rodadas de emissão de ações. Empresas abertas também costumam ter maior acesso ao mercado de dívidas bancárias e mais facilidade no processo de sucessão e divisão entre os acionistas.

Como comprar ações?

Como já citamos, a negociação de ações é feita por meio das corretoras de valores pelo home broker. Antes de aplicar recursos em um ativo, o ideal é pesquisar sobre a saúde financeira daquela organização e sobre o setor econômico em que ela está inserida.

No mercado de ações, o investidor está mais exposto ao risco do que no mercado de dívida ou de renda fixa. Portanto, buscar uma carteira de investimentos diversificada e o apoio de especialistas é fundamental para minimizar as chances de prejuízo.

Na Genial, além da abertura de conta gratuita, assessores de investimento com conhecimento e experiência no mercado de ações estão à disposição dos clientes para criar portfólios alinhados ao perfil e aos objetivos financeiros de cada um. Seja na renda fixa ou na renda variável, conte com a gente.

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Publicado por Genial Investimentos

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Comentários

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