Uma ação é a menor parcela do capital social das companhias ou sociedades anônimas. Em português claro, ações são títulos que representam pedacinhos da empresa que os emitiu.

Seus detentores são os acionistas da empresa. Sócios que, como tais, têm todos os direitos e deveres de qualquer outro sócio, conforme a quantidade de ações que possuem.

Todas as companhias ou sociedades anônimas têm seu capital dividido em ações. Mas apenas aquelas que buscam um registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atendem a certos critérios podem ter suas ações negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão.

Comprar ações em companhias fechadas requer uma negociação direta com os sócios atuais da empresa. Este é um processo pouco acessível às pessoas físicas.

Quando a companhia é de capital aberto, no entanto, qualquer indivíduo pode adquirir suas ações. Basta ter um CPF e uma conta em corretora de valores. Dessa forma é possível se tornar sócio até mesmo de gigantes como a Petrobras, a Vale e a Ambev.

Ações são investimentos classificados como renda variável, pois o pagamento de dividendos e outros proventos aos acionistas está condicionado ao desempenho da empresa.

As ações são negociadas na bolsa de valores ou no mercado de balcão, e seus preços variam constantemente de acordo com a oferta e a demanda.

Se há muitos investidores querendo comprar determinada ação, seu preço tende a subir. Mas se muita gente quiser vender, o preço tende a cair.

Isso faz com que as ações sejam investimentos de alta volatilidade. Isto é, seus preços variam bastante, podendo ter enormes ganhos ou fortes perdas.

O investimento visa a capturar o crescimento e o desempenho das empresas ao longo do tempo. Este é um processo repleto de altos e baixos e suscetível a ciclos econômicos e políticos. É possível ganhar tanto com a valorização do papel como com a distribuição de dividendos.

Como a oscilação dos preços é constante e diária, o investimento em ações deve ser considerado de longo prazo, mesmo quando a empresa é sólida e tem boas perspectivas. Operações de curto prazo têm um risco bastante elevado.

Por que uma empresa abre seu capital

A abertura de capital é uma forma de as empresas conseguirem recursos para financiar seus projetos ou para que sócios que investiram lá no início – como os fundos de private equity – saiam do negócio.

Também é uma maneira de a empresa ganhar mais visibilidade e transparência e diminuir seu custo de capital.

Quando a empresa abre seu capital, ela está, na verdade, tornando seu quadro acionário acessível ao público, permitindo ao mercado fazer parte do seu quadro de sócios de alguma forma.

Nem toda abertura de capital implica oferta de ações. A abertura de capital também permite à companhia emitir uma série de valores mobiliários, como as debêntures, sem que necessariamente oferte suas ações.

Quando há oferta de ações, esta pode ser de dois tipos: primária ou secundária.

A oferta primária ocorre quando os recursos obtidos junto aos investidores com a emissão vão para o caixa da companhia. Para a empresa, esta é uma forma em geral mais barata de se financiar do que os empréstimos.

Já a oferta secundária ocorre quando grandes sócios atuais da companhia vendem sua participação na bolsa. Os recursos vão, então, para o bolso dos sócios que se desfizeram da sua parte.

Isso pode ocorrer, por exemplo, quando a empresa contou com o investimento de um fundo de private equity quando ainda não tinha capital aberto, e chega a hora de o fundo sair do negócio e realizar os lucros do seu investimento.

Abrir o capital, porém, tem um preço. Para se manter como companhia aberta, a empresa precisa pagar taxas e atender a uma série de exigências de transparência, como a divulgação de informações ao mercado.

Dependendo do nível de governança da companhia, ela precisa cumprir mais ou menos exigências de transparência e organização. Quanto mais elevado o nível de governança corporativa, mais transparente é a companhia e mais resguardados estão seus sócios.

IPO

O processo de abertura de capital é chamado de Initial Public Offering (IPO), que significa Oferta Inicial de Ações.

Um IPO pode ser tanto uma oferta primária quanto uma oferta secundária de ações. É apenas no caso da oferta primária que a companhia capta recursos para se financiar.

Mesmo depois do IPO, podem ocorrer novas ofertas primárias ou secundárias. A capitalização da Petrobras em 2010 é um bom exemplo de oferta primária que ocorreu quando a estatal já tinha feito seu IPO.

Quaisquer negociações entre sócios, majoritários ou minoritários, não afetam o caixa da empresa.

Uma companhia também pode recomprar seus próprios papéis. Esse procedimento chama-se Oferta Pública de Aquisição (OPA), e pode ser parcial ou total. Caso decida fechar seu capital, a empresa aberta deve recomprar todas as suas ações.

Mercado de bolsa e mercado de balcão

Depois que as empresas abrem o capital, suas ações passam a ser negociadas, entre os investidores, no mercado de capitais. Elas podem ser negociadas nas bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.

Ambos os mercados exigem que a companhia aberta seja registrada na CVM, pague taxas e atenda a regras de transparência.

Porém, o mercado de balcão é mais flexível, tem menos exigências para a empresa e tem alguns riscos a mais para o investidor que o mercado de bolsa. Consequentemente, é menos custoso para as empresas.

Por conta disso, geralmente as ações negociadas no mercado de balcão são de empresas de menor porte. Também costumam ser menos negociadas, e ficariam eclipsadas pelas empresas grandes e de alta liquidez que dominam a bolsa de valores.

Tanto a bolsa de valores quanto o mercado de balcão organizado são ambientes organizados de negociação de títulos e valores mobiliários, com sistemas eletrônicos de negociação e registro das ordens de compra e venda, bem como mecanismos de autorregulamentação.

No Brasil, a única companhia que realiza atividades de negociação de ações atualmente, seja no mercado de balcão ou no segmento de bolsa, é a BM&FBovespa, responsável pela Bolsa de Valores de São Paulo.

Ações ordinárias e preferenciais

As ações podem ser ordinárias (ON) ou preferenciais (PN). As primeiras dão poder de voto nas assembleias de acionistas, enquanto que as preferenciais não.

Entretanto, as ações preferenciais, como o nome indica, conferem ao titular prioridade na distribuição de dividendos e reembolso de capital.

Algumas companhias só possuem ações ordinárias, enquanto outras possuem os dois tipos de ação.

Outras, ainda, negociam units, que são pacotes de valores mobiliários negociados como uma única ação. Em geral, as units combinam ações ordinárias e preferenciais. Por exemplo, uma ação ON e duas PN em cada unit.

O Ibovespa e outros índices de ações

Os índices de ações são usados para aferir o desempenho do mercado de acionário como um todo ou de certos segmentos dele, como um setor ou o conjunto de empresas de determinado porte.

Eles são organizados como carteiras teóricas, isto é, a Bovespa monta uma carteira hipotética com ações que atendam a determinados critérios e passa a medir a valorização dessa carteira, conforme os papéis sobem e descem.

Os índices servem como termômetros do mercado e são muito usados por fundos de investimento como referência para os seus investimentos, ou seja, como benchmarks.

O principal índice da bolsa brasileira é o índice Bovespa, também conhecido como Ibovespa. Ele mede o desempenho de uma carteira hipotética formada pelas ações mais negociadas da bolsa e que sejam representativas do mercado brasileiro.

As ações mais negociadas são as que têm mais peso no índice. É como se fosse uma carteira de ações em que as empresas mais negociadas ficassem com fatias maiores do investimento.

Estão excluídas do Ibovespa, por exemplo, companhias em recuperação judicial ou extrajudicial, regime especial de administração temporária, intervenção ou negociadas em qualquer outra situação especial de listagem.

O Ibovespa é, por isso, visto como um termômetro do mercado de ações brasileiro. Ele serve como benchmark para boa parte dos fundos de ações, que se propõem a segui-lo ou superá-lo.

Mas existem inúmeros outros índices na Bovespa. Veja alguns exemplos:

– IBrX 100 e IBrX 50: representam, respectivamente, as 100 e as 50 ações mais negociadas da bolsa.

– Índice de Dividendos (IDIV): indicador de desempenho médio das cotações das ações que mais pagam dividendos e juros sobre capital próprio.

– Índice Small Cap (SMLL): indicador de desempenho médio das cotações das ações das empresas de menor capitalização.

– Índices setoriais: diversos setores da economia têm seus próprios índices. É o caso dos setores financeiro (bancos e seguradoras, por exemplo), imobiliário (construtoras e administradoras de imóveis) e energia elétrica (geradoras e distribuidoras de energia).

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