Muitos investidores ou quem pretendem investir ficam na dúvida sobre o que é direito de subscrição. Você sabe como se dá essa prática e suas principais características? 

Funciona assim: quem já é acionista de uma empresa negociada em bolsa ou cotista de um fundo imobiliário, por exemplo, tem preferência para a aquisição de novos ativos ou cotas. A ideia é oferecer ao investidor o direito de comprar antecipadamente para manter sua participação no ativo quando há novas cotas ou ações indo a mercado — podendo ou não optar por realizar a subscrição.  

Neste artigo, nós, da Genial, vamos explicar qual a importância do direito de subscrição para o mercado acionário e como ele se aplica aos fundos imobiliários.  

Continue a leitura e entenda, ainda, os possíveis impactos no portfólio de ativos do investidor! 

O que é o direito de subscrição? 

Ao decidir expandir seu capital social e emitir novas ações na bolsa de valores, as companhias abertas devem comunicar aos seus atuais acionistas as mudanças. Além disso, precisam dar preferência para eles na compra de novos papéis. 

Esse é o direito de subscrição. Ele se baseia no fato de que, com a emissão de novos valores mobiliários, a participação dos investidores é diluída. Dessa forma, o objetivo é proporcionar aos já acionistas da empresa o direito de manterem o seu percentual de participação acionária.  

Exemplo prático 

Quer entender melhor? Imagine o seguinte exemplo: 

A empresa X tem um capital social de R$ 1.000, valor que é dividido em 1.000 ações. Portanto, cada ação vale R$ 1. Vamos supor que a empresa tenha cinco sócios e cada um tenha 200 ações ou 20% de participação no negócio. 

Nesse cenário, surge uma oportunidade de novo negócio e a companhia precisa de mais R$ 200 para aproveitá-la. Por isso, ela decide lançar mais 200 ações ao preço de R$ 1 cada. 

Caso esses novos papéis não sejam oferecidos aos atuais sócios preferencialmente, o percentual de cada um na empresa vai se diluir. Então, para que possam manter sua participação, eles terão o direito de adquirir 20% do aumento de capital.  

Ou seja, cada um terá o direito de comprar 40 ações por R$ 40. Se o investidor optar por não exercer o seu direito de subscrição, ele aceita que sua participação acionária na empresa seja menor — passando de 20% para 16,67%. 

Demos o exemplo com ações, mas essa prática também ocorre da mesma forma com os fundos imobiliários: na subscrição dos FIIs o cotista também tem preferência para adquirir novos ativos. 

Como funciona a subscrição de ações? 

Agora que você já sabe o que é direito de subscrição, precisa entender como ele funciona. Ao decidir ofertar novas ações, a empresa informará o evento aos acionistas. Ela deve indicar o percentual de direito à subscrição e o preço das novas ações. 

Além disso, deve ser divulgado o cronograma com datas para exercício do direito e para negociações na bolsa de valores. Então o investidor que desejar adquirir os novos papéis deverá manifestar interesse por meio da sua corretora.  

Na Genial Investimentos, essa operação é digital e realizada com facilidade dentro da nossa plataforma. Se, por outro lado, a pessoa decidir não comprar as ações, em alguns casos poderá vender seu direito de subscrição, negociando os ativos em bolsa. 

O processo segue normas da empresa. Nessa situação, o direito é vendido a outro investidor por meio do home broker, como acontece na negociação de uma ação. Para diferenciar esse ativo dos outros papéis da mesma empresa, normalmente são acrescidos os números 1 ou 2 no ticker. 

Como é a subscrição de fundos imobiliários? 

As informações sobre o calendário da subscrição do fundo e as regras aplicadas ao processo são publicadas no site da bolsa brasileira, a B3. A intenção de exercer o direito de subscrição nos FIIs também deve ser comunicada à corretora.  

Toda a comunicação, o exercício do direito e a negociação das cotas na bolsa podem ser realizadas pela plataforma da Genial Investimentos. Assim como as ações, em alguns casos quem optar por não exercer o direito pode vendê-lo. 

Na maioria dos casos, as cotas de um direito de subscrição são acompanhadas do número 12 no final do código do fundo.   

Quais as vantagens de exercer o direito de subscrição? 

O direito de subscrição confere algumas vantagens. Uma delas é que os papéis são oferecidos a um preço mais baixo, podendo trazer mais lucros futuramente. Em especial, no caso do investimento de longo prazo.  

Geralmente, as empresas ofertam os seus papéis a valores menores na subscrição a fim de incentivar a compra desses ativos. Além disso, outra vantagem é que não há diluição do percentual de participação na empresa ou no fundo imobiliário. Assim, você mantém sua participação. 

Apesar disso, a subscrição de ações ou cotas deve ser avaliada caso a caso pelo investidor de acordo com seus objetivos financeiros, portfólio e exposição a riscos. É importante, ainda, checar se esses ativos terão direito à distribuição dos últimos dividendos e quais regras se aplicam. 

Como comprar direitos de subscrição? 

Você deverá ser informado de direitos de subscrição das empresas ou fundos que possui em carteira. Como vimos, também é possível comprar direitos. E, assim, participar de ofertas de subscrição de empresas ou fundos que não possui.  

Em ambos os casos, basta utilizar o home broker da Genial para conferir de forma simples e rápida as ofertas ativas. Mas antes de efetivar qualquer compra, lembre-se de verificar se o processo é realmente vantajoso para você — de acordo com seu perfil e objetivos. 

Agora você sabe o que é direito de subscrição — uma prática bastante comum no mercado de capitais. Assim como no aporte direto em um fundo ou ação, é importante analisar com cuidado antes de fazer esse tipo de negociação!  

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