Se você tem se dedicado a estudar sobre o mercado de ações, certamente já ouviu falar sobre os dividendos. Eles aparecem em aplicações de longo prazo, em forma de remunerações para os acionistas. São a solução ideal para quem investe em companhias que tendem a apresentar resultados significativos no futuro, pois permitem ao investidor receber em função do crescimento da empresa da qual se tornou parceiro.

Entretanto, essa explicação é ainda muito vaga para quem pretende mergulhar de vez no universo da Bolsa de Valores. Se este é o seu caso, fique atento às informações que aparecerão na sequência e veja o que é necessário saber sobre dividendos.

Como funcionam os dividendos?

A primeira informação que você precisa ter acesso a respeito desse tema é que os dividendos são repasses. Eles fazem parte do lucro das empresas e são direcionados aos seus acionistas. Isso é determinado pela chamada Lei das Sociedades Anônimas (nº 6.404), que obriga a distribuição de parte do lucro líquido entre os sócios.

Os repasses podem ser feitos por meio de juros sobre capital próprio, quando o valor é tributado pela Receita Federal, ou por meio de dividendos, que possuem isenção de Imposto de Renda. Existem outras formas de repasse, como as bonificações, por exemplo, que acontecem quando o pagamento é feito na forma de novas ações.

Em resumo, os dividendos são um tipo de repasse dos lucros das empresas para seus acionistas. Esse repasse é obrigatório, uma vez que o investidor se torna parceiro da companhia quando compra uma ação, tendo direito a parte dos seus resultados.

Como ocorrem os pagamentos?

Depende de cada empresa a determinação de como serão realizados os pagamentos dos dividendos, que podem acontecer a cada três, seis ou 12 meses. Na maioria dos casos, a operação é anual e o valor referente à participação do acionista cai direto na sua conta corrente, sem que ele precise fazer qualquer tipo de procedimento. Pesquisar a respeito da periodicidade dos pagamentos é algo que pode ajudar o investidor a escolher melhor suas aplicações.

Entretanto, existe um processo para viabilizar esse repasse. Primeiramente, o conselho administrativo da companhia se reúne para verificar se existe lucro no período em questão e decidir como se dará o repasse aos acionistas. Uma vez autorizada, a operação precisa ser protocolada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para, então, as informações referentes a datas e valores de pagamento serem divulgadas.

Quais empresas pagam dividendos e quanto?

A já citada lei de número 6.404 determina que as empresas precisam repassar ao menos 25% do seu lucro para os sócios, valor que pode variar de acordo com a realidade e os interesses de cada companhia. Isso tem a ver com a necessidade de capital que elas têm para realizar suas atividades e expandir suas ações.

Ao determinar o valor do repasse, o montante é dividido pelo total de ações da empresa, resultando no que chamamos de dividendos por ação. Assim, o investidor recebe o valor correspondente à quantidade de ações que possui em seu nome.

É natural que empresas que apresentam mais solidez no segmento em que atuam paguem dividendos superiores aos pagos por companhias que ainda estão crescendo. Novos negócios precisam garantir previsibilidade no fluxo de caixa para, então, distribuir melhor seus lucros. Por isso, é mais comum investir nas que já possuem histórico positivo no mercado.

Os dividendos e o tempo

Os dividendos têm tudo a ver com as estratégias de investimento de longo prazo, afinal, eles ajudam a tornar a rentabilidade de um ativo maior com o passar dos anos.

De fato, adquirir ações pensando nos dividendos pode ser considerada uma estratégia conservadora para quem procura fazer o dinheiro render sem ter que ficar constantemente avaliando as oscilações do mercado. Grandes investidores costumam considerar os dividendos na escolha de seus ativos, pois ainda que os resultados demorem a aparecer, eles tendem a ser expressivos.

Como escolher ativos capazes de render bons dividendos

É preciso montar a sua carteira de investimentos considerando os setores em que as empresas atuam e avaliando se existe potencial de crescimento para uma companhia no segmento. Além disso, deve-se ter em mente o histórico da atividade em questão. Acertando na escolha e trabalhando com estratégias realistas, você pode garantir uma renda extra interessante com o passar dos anos.

O mercado de ações é volátil, o que pode representar riscos especialmente para o investidor despreparado. Se a sua ideia é investir pensando nos dividendos, lembre-se que determinado ativo pode oscilar de maneira positiva e negativa em curto e médio períodos, mas isso não significa que você deva se livrar dele em momentos ruins, afinal, a sua estratégia deve gerar frutos no longo prazo.

O segredo é ignorar eventualidades que podem afetar momentaneamente os preços das ações e ter foco nos balanços das empresas. São estes documentos que apontam se existe ou não potencial para o seu crescimento.

A carteira de dividendos

Uma dica para quem pretende investir é montar uma carteira de dividendos. Quando você passa a ser parceiro de um conjunto de empresas diferentes, em vez de se concentrar em apenas uma, ainda que o potencial de uma companhia não seja atingido, você terá outros ativos capazes de trazer resultados no futuro.

Por isso, fique de olho no que as empresas oferecem e não se esqueça de avaliar o cenário em que elas atuam, considerando elementos como a gestão, o mercado e a própria tendência de compra do consumidor. Identificando uma possível lucratividade no horizonte, investir pode representar a sua chance de crescer junto com uma organização promissora.

Enfim, os dividendos são importantes dentro de uma estratégia de investimento de longo prazo, por isso, devem ser parte da carteira dos bons investidores. Comece a considerá-los na formação da sua e confie na ação do tempo.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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