Pensando no futuro dos filhos, muitos pais desejam criar uma reserva financeira robusta para ajudá-los no início da vida adulta.

Uma boa poupança acumulada ao longo dos anos pode pagar a faculdade, um curso no exterior, um intercâmbio, o primeiro carro, a entrada da casa própria ou até mesmo ser usada para o jovem abrir o seu próprio negócio.

As possibilidades são muitas, e o sacrifício dos pais não precisa ser grande. Quanto mais cedo começarem a investir em nome dos filhos, maior será o prazo de acumulação e menor precisará ser a poupança mensal para se chegar à quantia desejada.

Começar uma reserva para uma criança tem a vantagem do longo prazo, que possibilita a aplicação em investimentos de maior risco, como aqueles que têm mais volatilidade ou menor liquidez, pois eles têm potencial de retornos maiores que a renda fixa conservadora.

Os pais que começam a investir ainda na infância dos filhos têm pela frente mais de dez anos de juros compostos, uma força poderosa para a multiplicação de patrimônio. Veja o efeito dos juros compostos no investimento ao longo do tempo.

Mas qual a melhor maneira de investir em nome dos filhos?

Há duas formas básicas: abrir contas em nome deles, que você poderá movimentar livremente até eles completarem 18 anos, ou abrir contas conjuntas, as quais você, como titular, poderá continuar movimentando mesmo depois que eles chegarem à maioridade.

A primeira alternativa tende a ser mais interessante, porque os pais relutam em mexer no dinheiro quando a conta está em nome do filho. Acaba sendo uma proteção psicológica.

No entanto, é preciso notar que, quando seu filho fizer 18 anos, você não terá mais como movimentar essa conta sem algum tipo de autorização legal, como uma procuração ou um documento que ateste que você é o curador do seu filho, caso ele seja um “maior incapaz”.

“Maiores incapazes” são os maiores de idade que, por motivo de doença ou deficiência, precisam de um curador para assumir seus atos civis, como movimentar investimentos em seu nome.

Assim, se algum dos seus filhos se enquadrar em uma situação especial, informe-se junto à instituição financeira sobre as restrições à movimentação da conta quando eles atingirem a maioridade, pois pode ser melhor, neste caso, optar pela conta conjunta.

Como abrir conta em nome de um menor de idade

Para abrir uma conta em instituição financeira em nome de um menor não há limite mínimo de idade. É possível fazê-lo até para um recém-nascido.

Nem sempre os bancos exigem CPF do menor para a abertura de conta-corrente ou poupança.

Mas, se você tirar um CPF para seu filho, poderá abrir conta em outros tipos de instituição financeira, como as corretoras de valores, e acessar outros investimentos, como títulos públicos, fundos e ações.

Menores de 16 anos devem ser representados por um dos pais ou responsáveis legais. Jovens de 16 ou 17 anos podem eles mesmos abrir a conta, devendo ser assistidos por um dos pais ou responsáveis caso não sejam emancipados.

Os documentos exigidos normalmente são CPF, documento de identidade com foto e comprovantes de renda e residência do pai ou responsável; certidão de nascimento do menor; CPF do menor; e documento de identidade com foto do menor, se houver.

Como tirar CPF para um menor de idade

Pais e responsáveis podem tirar CPF para crianças e adolescentes de qualquer idade. Basta apresentar seu próprio documento de identidade com foto, além do RG ou certidão de nascimento do menor.

No caso de responsáveis que não sejam os pais, é preciso também apresentar um documento que comprove a tutela ou guarda judicial.

É possível fazer a solicitação presencialmente nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios, mediante o pagamento de uma taxa de sete reais. Em alguns estados é possível fazer a solicitação gratuita em entidades públicas conveniadas.

Jovens de 16 ou 17 anos podem fazer a solicitação por conta própria, devendo apresentar um documento de identificação com foto. Se já tiverem título de eleitor, podem fazer o CPF gratuitamente pela internet.

No site da Receita Federal, você encontra todas as regras e procedimentos para a solicitação de CPF.

Muito além da caderneta de poupança

Há alguns anos era comum abrir uma caderneta de poupança para o filho ou neto recém-nascido, mas essa aplicação perdeu muito a atratividade com o passar dos anos, por conta de sua dificuldade em repor a inflação.

Com o CPF do seu filho em mãos, você tem acesso a investimentos muito mais interessantes e rentáveis no longo prazo.

Considere os títulos de renda fixa privada, como aqueles emitidos por bancos (CDBs, LCIs e LCAs), e os fundos de renda fixa, caso você prefira algo mais conservador.

Mas lembre-se de que você – ou melhor, seu filho – tem o tempo a seu favor, podendo ser mais interessante buscar aplicações com um pouco mais de risco e maior potencial de rentabilidade.

Considere o Tesouro Direto, onde você encontra títulos públicos federais de longo prazo com rentabilidade corrigida pela inflação. Casando seus prazos com a maioridade do seu filho e ficando com eles até o vencimento, você obterá uma remuneração acima do IPCA.

Pense também no investimento direto em ações, caso você tenha algum conhecimento desse mercado, ou em bons fundos de ações, caso prefira delegar a escolha dos papéis a um gestor profissional.

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