Em 2025, existe a expectativa de funcionamento de um novo ambiente de investimentos no Brasil. A bolsa de valores do Rio de Janeiro, operada pela Americas Trading Group (ATG), tinha início projetado para o segundo semestre do ano.

Com o projeto, a cidade do Rio ganha uma nova bolsa após mais de 20 anos. A antiga Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) se tornou inativa em 2002 e, desde então, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) — que se tornou B3, em 2017 — era a única em operação no país.

Mas como deve funcionar a nova bolsa de valores do Rio de Janeiro? Acompanhe a leitura para entender mais sobre o projeto e seus possíveis impactos no mercado financeiro nacional!

Qual a história da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro?

A antiga BVRJ, fundada na década de 1820, foi uma das bolsas pioneiras no mercado financeiro brasileiro e da América Latina. Ela expandiu suas operações com o passar das décadas e o crescimento da economia nacional.

Inclusive, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro foi a principal do país por muitos anos e teve um papel de destaque na formação do mercado financeiro brasileiro. Porém, a partir dos anos de 1970, a Bovespa ampliou sua projeção nacional — com a consolidação de São Paulo como centro financeiro.

Quando se tornou inativa, a BVRJ foi oficialmente incorporada à Bovespa. O mesmo aconteceu com diversas outras bolsas do país, deixando a Bolsa de Valores de São Paulo como única em operação.

Após a fusão entre BM&F Bovespa e Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos, surgiu a B3 — sigla para Brasil, Bolsa, Balcão. Em janeiro de 2025, ela era a maior bolsa da América Latina e uma das 20 maiores do mundo em capitalização de mercado.

Como deve funcionar a nova bolsa de valores do Rio de Janeiro?

A nova bolsa de valores do Rio é um projeto da prefeitura da cidade com a empresa Americas Trading Group. A ATG pertence ao Mubadala Investment Company, um dos principais fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos.

Em vez de BVRJ, como no passado, seu nome no projeto é Base Exchange. Você viu que as operações estavam projetadas para iniciar no segundo semestre de 2025 — a depender das aprovações necessárias junto ao Banco Central (Bacen) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ao abrir, a bolsa do Rio deve operar com ações, fundos imobiliários e exchange traded funds (ETFs ou fundos de índice). Como incentivo, o poder público da cidade ofereceu redução no Imposto Sobre Serviços (ISS), que foi de 5% para 2%. O intuito é estimular que mais empresas usem a Base Exchange em suas operações.

Quais são os objetivos e impactos esperados dessa nova bolsa?

A criação de uma bolsa de valores no Rio tem o objetivo de gerar mais competitividade ao mercado financeiro brasileiro. Com novos players, a ideia é aumentar o potencial de inovação e a eficiência no mercado.

Confira mais possibilidades projetadas com a abertura da Base Exchange:

  • expandir o mercado de capitais: encerrando o monopólio da B3, o volume de negociações no mercado brasileiro pode ser ampliado;
  • atrair novos investimentos: com uma nova bolsa de valores, há possibilidade de trazer novas soluções para os investidores e gerar oportunidades para empresas no mercado de capitais;
  • fortalecer a economia carioca: devido à participação e aos esforços do poder público, a bolsa do Rio quer dar destaque à economia da cidade no mercado financeiro nacional.

Ainda, com mais agentes no mercado financeiro, a competição entre diferentes bolsas tem o potencial de melhorar a imagem brasileira no mercado global. Com isso, o país tem chances de atrair mais investimentos estrangeiros.

A nova bolsa do Rio pode ajudar o mercado de IPOs?

Com o aumento na competitividade gerado por uma nova bolsa de valores, o mercado de ofertas públicas iniciais ou initial public offering (IPOs) pode aquecer no Brasil. Porém, o interesse das empresas depende de fatores políticos, econômicos e estratégicos.

Vale saber que as ofertas públicas iniciais são os momentos em que uma empresa abre seu capital para o mercado. Elas disponibilizam suas ações para negociação pública, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas na bolsa.

No Brasil, mais de 400 empresas tinham capital aberto e estavam listadas na B3 no início de 2025. Entretanto, os processos de abertura de capital se tornaram escassos no país. O fim de 2024 completou 3 anos sem nenhum IPO na B3 — após os mais de 50 realizados em 2021.

O que esperar do mercado financeiro com a nova bolsa?

Você deve ter percebido que a criação de uma nova bolsa de valores pode dar início a um novo capítulo no mercado financeiro brasileiro. Por exemplo, para se diferenciar da B3, a Base Exchange espera expandir as operações e oferecer novos produtos e oportunidades para os investidores.

Outro aspecto importante para as empresas são os eventuais pacotes de estímulos que o setor público pode desenvolver. Como você viu, um deles foi a redução no ISS. Os incentivos têm o potencial de tornar a futura bolsa do Rio mais atrativa para agentes do mercado.

Ademais, com a concorrência, a tendência é que a própria B3 dedique esforços para manter sua posição de destaque no mercado. Há chances de o cenário se traduzir em crescimento no mercado de capitais.

Quais investidores devem optar pela bolsa no Rio de Janeiro?

Assim como acontece com a B3, a Base Exchange deve dar oportunidades para o público geral de investidores — independentemente do poder financeiro. Inclusive, com a possibilidade de dupla listagem de empresas, as alternativas tendem a ser similares entre as duas bolsas.

Portanto, a escolha dependerá das características de funcionamento de cada uma. Por exemplo, a depender dos custos envolvidos e das ofertas de alternativas além das ações, a Base Exchange pode ganhar mais atratividade em comparação com a B3.

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