Se você é um investidor iniciante e quer saber como investir no Ibovespa, é preciso entender que ele não é um investimento em si. Embora seja o índice mais importante do mercado brasileiro, não existe a possibilidade de aporte direto, pois se trata de uma carteira teórica. 

A boa notícia é que existem diversas possibilidades de o investidor ter seu capital exposto ao índice Ibovespa na Bolsa de Valores. Logo, conhecer esse ambiente é essencial para você poder escolher os melhores investimentos atrelados a ele — e que estejam alinhados ao seu perfil de investidor. 

Ficou interessado pelo assunto? Aproveite a leitura para aumentar seus conhecimentos sobre o mercado financeiro e confira 4 alternativas de expor seu capital ao Ibovespa! Vamos lá? 

O que é o Ibovespa? 

O Ibovespa, Índice Bovespa ou IBOV é um benchmark (índice de referência) da B3 — a Bolsa de Valores Brasileira. Ele é composto por uma carteira teórica com ações das empresas mais negociadas no país. 

Por se tratar do principal indicador da Bolsa de Valores Brasileira, o Ibovespa é tido como um termômetro do mercado acionário. Quando ele está em alta, por exemplo, significa que as companhias brasileiras estão se valorizando. Caso contrário, estão se desvalorizando. 

Entretanto, o investidor deve ter em mente que o Ibovespa não é o único índice da bolsa de valores no país. Muitos outros índices também podem ser encontrados.  

Por exemplo, existe o IEE (Índice de Energia Elétrica) que é um índice composto apenas por empresas do setor de energia elétrica, ou o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), que mensura a sustentabilidade corporativa das companhias listadas na bolsa.  

Qual a importância do Ibovespa para o mercado? 

Uma das principais utilidades do Ibovespa é mostrar como está a economia brasileira. A partir dele, é possível acompanhar o panorama das companhias de capital aberto no Brasil e avaliar se vale a pena investir nas ações de sua carteira teórica. 

Além disso, ele também serve como um benchmark para investimentos. Isto é, o investidor consegue utilizar o IBOV para determinar a eficiência de seu próprio portfólio em ações ou de alguns fundos de investimentos.  

Com isso, é possível identificar se a carteira está rendendo como o esperado, ou se é preciso alterar a estratégia. Afinal, é o Ibovespa o principal índice de referência para o mercado de ações. 

Entretanto, é importante saber que as ações que integram a carteira teórica do Ibovespa têm pesos diferentes, o que impacta em sua pontuação. Portanto, ainda que o investidor monte uma estratégia para acompanhar o Ibovespa, ela pode ter um resultado diferente do índice.  

4 Alternativas para investir no Ibovespa 

Como você viu, o Índice Bovespa é composto por uma carteira teórica de ações. Logo ele não é um ativo que você possa investir diretamente seu capital.  

Apesar disso, existe a possibilidade de investir de forma indireta, de modo a ficar exposto ao índice. Confira 4 alternativas disponíveis no mercado! 

1. ETFs  

O ETF (exchange traded fund) – ou fundo de índice – é um fundo de investimento que tem o objetivo de acompanhar a evolução ou a performance de um benchmark. Portanto, existem diversos ETFs disponíveis. E, claro, há aqueles que têm o Ibovespa como referência. 

Em relação ao IBOV, por exemplo, um dos EFTs mais conhecidos é o BOVA11. Mas existem outras opções como o BBOV11, o XBOV11 e o BOVB11, todos buscando reproduzir o desempenho do Ibovespa. 

O fundo se revela uma alternativa para quem busca a diversificação de sua carteira de investimento, mas não tem muito dinheiro para alocar. Isso porque o ETF tem um preço acessível, sendo composto por uma variedade de ativos. Também é uma alternativa para quem busca praticidade ao investir. 

2. Fundos de investimento em ações 

Semelhantes ao funcionamento dos ETFs, os fundos de investimento em ações reúnem grupos de investidores que, por meio de um gestor, investem em ações. Nesse caso, também existem fundos indexados ao Ibovespa. 

A diferença deles em relação aos ETFs é que sua gestão é ativa. Ou seja, na maioria dos casos o gestor buscará superar o Ibovespa. Enquanto isso, no ETF a gestão é passiva – bastando acompanhar o índice.  

A gestão ativa pode resultar em maiores taxas de administração e performance, mas também em resultados mais interessantes — acompanhados, claro, de maiores riscos. 

Além disso, vale ficar atento à forma de comprar cotas dos fundos. Os ETFs são negociados na bolsa e os fundos de ações estão nas plataformas das corretoras de investimento. 

3. Contratos futuros 

No mercado futuro, o investidor poderá negociar a expectativa futura do mercado acionário. Trata-se de um ambiente diferente na bolsa, onde se opera com contratos futuros. Eles são derivativos que podem ter relação com a pontuação do Ibovespa em data futura.  

Por isso, eles são bastante usados para a especulação ou para proteção da carteira. A liquidação das negociações dos contratos futuro é financeira, sendo feita por ajustes diários. Caso o investidor tenha lucro, ele recebe o ganho do seu posicionamento; caso tenha prejuízo, pagará a diferença de preços. 

Cada ponto do contrato futuro do Ibovespa representa R$ 1. Nesse sentido, se ele está em 120 mil pontos, por exemplo, cada contrato custará R$ 120 mil. Mas não é necessário possuir essa quantia para negociar, uma vez que é possível operar alavancado

Além disso, também é possível negociar os minicontratos futuros de índice, que representam uma fração de um quinto do contrato normal. Logo, seguindo o exemplo dado, cada minicontrato custaria R$ 24 mil, e também pode ser usada a alavancagem. 

Negociar contratos futuros tem a vantagem do menor custo quando comparado ao mercado à vista. Assim, é possível acompanhar a performance do IBOV para especular ou exercer hedge financeiro – uma estratégia de proteção contra oscilações da renda variável. 

4. Ações  

Por fim, outra forma de ter seu capital exposto ao Índice Bovespa é adquirir as ações das empresas que integram sua carteira teórica. Entretanto, entre as opções mencionadas, essa é a que demanda mais capital e trabalho do investidor. Logo, pode não ser tão prático. 

Agora que você sabe como funciona o IBOV e que não é possível investir diretamente no Ibovespa, pretende investir nas alternativas apresentadas? Não se esqueça que todas elas integram o mercado de renda variável, então conheça os riscos e avalie se os investimentos se enquadram ao seu perfil e objetivos. 

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