Montar uma carteira de investimentos equilibrada é um passo importante para quem deseja alcançar objetivos. Esse processo requer atenção a alguns pontos para as escolhas fazerem sentido para sua realidade e futuro.
Uma boa prática é unir estratégia, autoconhecimento e uma seleção criteriosa de ativos. Então não basta distribuir recursos entre opções diferentes. Para ter resultados satisfatórios, é preciso fazer análises. Assim, você aumenta as chances de preservar o patrimônio e de buscar crescimento no longo prazo.
Por que é importante conhecer o perfil de risco?
Antes de escolher onde investir, é fundamental identificar o seu perfil de investidor. Isso porque cada pessoa tem uma tolerância diferente para oscilações de mercado e para as possibilidades de ter perdas.
Se você investir com base no que “parece bom”, sem considerar seu perfil, a probabilidade de escolhas desalinhadas aumenta. Adicionalmente, oscilações mais intensas podem gerar desconforto e afetar sua tomada de decisão.
Para descobrir qual é o seu perfil, basta fazer o teste respondendo ao questionário que as instituições financeiras aplicam. Ele avalia conhecimento em investimentos, tolerância ao risco, objetivos e experiência de cada um. Com esse diagnóstico, você identifica qual tipo de carteira é mais adequado no seu caso.
Existem três classificações principais. Veja!
Conservador
Busca segurança e previsibilidade. Ele prefere investimentos de baixo risco, mesmo que isso signifique rendimentos menores. É o investidor que prioriza estabilidade e costuma se sentir desconfortável com oscilações.
Moderado
O investidor moderado aceita algum risco em troca de um potencial maior de retorno. Esse perfil mantém parte da carteira em ativos considerados previsíveis e explora alternativas capazes de oferecer ganhos mais expressivos.
Arrojado
Quem está classificado como arrojado tem maior disposição para enfrentar oscilações intensas em busca de potencial de retorno. É um investidor que lida com a volatilidade com mais naturalidade e entende que determinados ativos podem exigir tempo para apresentar resultados, ainda que a estratégia possa envolver diferentes horizontes.
Quais são os passos para montar a carteira de investimentos?
Montar uma carteira de investimentos estratégica é como completar um quebra-cabeça. Cada peça tem um papel específico e, juntas, elas formam um plano coerente e eficiente.
Para facilitar sua tarefa, confira as etapas do processo de escolha de ativos!
Construção da reserva de emergência
Antes de pensar em alocação de ativos, é preciso cuidar da segurança financeira, concorda? Portanto, construir a reserva de emergência é o primeiro passo. Ela reúne uma quantia para lidar com imprevistos.
Quando você tem essa reserva estruturada, consegue investir com mais tranquilidade e evita resgates inoportunos. Afinal, em situações como perda de renda ou gastos inesperados, é possível recorrer ao valor emergencial, e não aos investimentos.
Muitos especialistas sugerem acumular uma quantia que cubra, pelo menos, seis meses de despesas básicas. Essa reserva costuma ser direcionada a alternativas com baixo risco e alta liquidez, como títulos de renda fixa que permitam resgate rápido. Isso porque o objetivo não é ganhar mais, e sim manter o dinheiro acessível e protegido, certo?
Leia mais: Renda Fixa: qual o investimento ideal para você?
Definição dos objetivos
A definição dos objetivos é essencial para direcionar suas escolhas, afinal, investir sem ter metas claras é como dirigir sem destino. Elas podem ser classificadas conforme o tempo.
No curto prazo, estão as metas para até um ano. Nesse caso, o foco é preservar o capital, então ativos de baixo risco e boa liquidez tendem a ser mais alinhados ao objetivo.
As metas de médio prazo são programadas para até cinco anos. Aqui, é possível explorar um pouco mais de rentabilidade, ajustando o risco conforme o seu perfil.
Planos acima de cinco anos se classificam como objetivos de longo prazo. Você pode aproveitar melhor o potencial de investimentos que oscilam mais, mas oferecem maiores oportunidades de retorno ao longo do tempo.
Análise do prazo de investimento
Quando você sabe o que quer alcançar e em quanto tempo, fica fácil identificar quais aplicações fazem sentido para cada etapa da sua vida. Seguindo esse raciocínio, é preciso entender o prazo de cada tipo de investimento.
Algumas opções são mais adequadas para horizontes longos, pois precisam de tempo para amadurecer ou têm prazos mais restritos. Outras atendem melhor a períodos curtos porque oferecem alta liquidez e mais flexibilidade para movimentações.
Ao observar o prazo de investimento, você reduz o risco de alocar recursos de curto prazo, por exemplo, em aplicações de longo prazo. Também pode ser o contrário: deixar um valor que não tem previsão de uso em um ativo com resgate mais rápido, sem aproveitar o potencial do tempo a seu favor.
Seleção de ativos
Na seleção de ativos, você, de fato, montará a sua carteira de investimentos. Esse é o momento de conectar tudo o que foi avaliado até agora: seu perfil, seus objetivos e o tempo.
Quando essa análise é feita com atenção, a carteira tende a ficar mais consistente e compatível com seus objetivos. Portanto, trata-se de uma decisão particular e personalizada.
Logo, é interessante estudar as alternativas para investir. Dessa forma, você saberá o que deve verificar em cada ativo para avaliar se está ou não alinhado com sua realidade e expectativas.
Alguns exemplos disponíveis no mercado são:
- renda fixa: títulos do Tesouro Direto, CDBs (Certificados de Depósito Bancário), debêntures, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) etc.;
- renda variável: ações, FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), ETFs (Exchange Traded Funds), BDRs (Brazilian Depositary Receipts) etc.
Cada uma dessas alternativas possui características e riscos próprios, que devem ser avaliados antes da decisão. Você pode contar com as análises da equipe especializada da Genial Investimentos nesse processo.
Também é importante revisar sua carteira regularmente, porque a vida tende a mudar, assim como os objetivos, não é mesmo? Essa verificação permite ajustar a estratégia para que ela acompanhe movimentos naturais, suas novas metas e necessidades.
Montar uma carteira de investimentos pode ser mais simples do que parece. A base é entender seu perfil, definir objetivos, analisar prazos e escolher ativos com cuidado. Como resultado, você investirá com propósito, ciente de porque está aplicando cada parte do seu patrimônio e onde quer chegar.
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