A Taxa Referencial, conhecida como TR, é um índice criado no início dos anos 90 para ajudar no controle da inflação. Na época, ela foi uma das medidas tomadas para estabilizar a economia e conter a alta dos preços.

Com o passar do tempo, a taxa perdeu parte de sua relevância, já que novos indicadores passaram a ter mais peso nas decisões econômicas. No entanto, mesmo com menor influência, a TR mantém impactos sobre alguns investimentos, contratos e operações financeiras que usam o índice como referência.

Quer saber como a TR afeta o mercado financeiro? Continue a leitura, pois nós, da Genial Investimentos, explicamos para você. Confira!

Quais instrumentos financeiros e investimentos são afetados pela TR?

A Taxa Referencial pode ser usada como base para a correção de valores em investimentos e contratos. Logo, vale a pena verificar esses impactos para tomar melhores decisões, não é mesmo?

A seguir, saiba como a TR afeta os investimentos!

Caderneta de poupança 

A fórmula para o cálculo da caderneta de poupança mudou em 2012, mas a TR continua participando da rentabilidade final dessa aplicação. São duas as regras vigentes no Brasil para descobrir o resultado das aplicações em poupança.

Depósitos em caderneta realizados até 3 de maio de 2012 são calculados conforme o modelo antigo: 0,5% ao mês + TR. Porém, a partir de 4 de maio de 2012, todas as aplicações em poupança passaram a ter rendimento segundo o novo critério, que funciona da seguinte maneira: 

  • quando a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5%, a poupança pagará mensalmente 70% da Selic + TR; 
  • quando a taxa Selic for superior a 8,5%, a poupança pagará 0,5% ao mês + TR.

Títulos de capitalização 

Os títulos de capitalização são produtos em que o cliente realiza aportes únicos ou mensais por um período determinado, acumulando parte desse valor enquanto participa de sorteios. Durante a vigência, a parcela destinada à reserva é atualizada conforme regras do contrato, que geralmente incluem a TR como referência.

No modelo tradicional, ao final do prazo e com todas as parcelas quitadas, é possível resgatar a quantia aplicada na reserva, atualizada pela TR. Já nos tipos popular e incentivo, uma parte relevante dos pagamentos costuma ser direcionada a sorteios e custos administrativos, o que reduz o montante disponível para resgate.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

O FGTS é um direito trabalhista assegurado aos empregados contratados sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Todos os trabalhadores com carteira assinada têm direito ao fundo de garantia. 

Mensalmente, o FGTS recebe depósitos equivalentes a 8% do salário bruto, feitos pelo empregador sem qualquer desconto ao empregado. O saque do saldo acumulado só pode ocorrer em situações previstas por lei.

Tradicionalmente, o FGTS rende 3% ao ano + Taxa Referencial. Como a TR permaneceu próxima de zero por pelo menos 3 anos, criou-se a necessidade de elevar a rentabilidade das contas vinculadas. 

Desde 2017, uma parte dos lucros do FGTS passou a ser distribuída aos trabalhadores, de forma proporcional ao saldo das contas no ano-base. A lei previa inicialmente a distribuição de pelo menos 50% dos lucros, mas o percentual exato é definido a cada ano pelo Conselho Curador.

Financiamentos imobiliários 

Até 2018, era obrigatório indexar a Taxa Referencial aos financiamentos imobiliários. Na prática, a TR deveria corrigir o saldo devedor desses compromissos financeiros. No entanto, diante dos patamares da taxa de juros e da TR nula, o Banco Central eliminou a obrigatoriedade de indexação.

Com essa resolução, não é mais necessário considerar a TR para a correção de contratos firmados fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O objetivo é incentivar a correção dos saldos devedores conforme as taxas praticadas pelo mercado.

Entretanto, alguns financiamentos imobiliários podem se manter com a correção pela TR. Para tanto, geralmente é necessário formalizar uma solicitação de indexação da dívida à taxa.

Títulos públicos 

A TR também era usada como indexador de alguns títulos públicos, conhecidos como NTN-H e NTN-P. Entretanto, essas aplicações foram descontinuadas e não estão mais disponíveis para negociação na plataforma do Tesouro Direto.

Acontece que pode haver investidores que possuem esses produtos em suas carteiras — principalmente aqueles que aproveitaram a chance no passado de realizar aplicações a longo prazo. 

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Que alternativas na renda fixa podem compensar mais para o investidor? 

Você percebeu que aplicações vinculadas à Taxa Referencial, como a caderneta de poupança, costumam ter rentabilidade baixa. Por esse motivo, vale a pena estudar alternativas que recorrem a outras referências de remuneração, por exemplo, os títulos de renda fixa.

De modo geral, a rentabilidade dos investimentos da classe pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. Essas aplicações são caracterizadas pela previsibilidade, já que o investidor sabe a lógica de remuneração no momento da contratação.

Em relação à liquidez, cada alternativa apresenta condições próprias. Já quanto à tributação, elas podem ter a cobrança de Imposto de Renda (IR), mas você encontra títulos isentos.

Confira algumas possibilidades!

Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são considerados os mais seguros do país, até mesmo quando comparados à poupança. Isso ocorre pelo fato de eles estarem ligados ao Governo Federal e contarem com a garantia integral do Tesouro Nacional. 

Em novembro de 2025, por exemplo, eram oferecidos os seguintes títulos públicos: 

As aplicações oferecem variedade de prazos de resgate e rentabilidade. No caso dos rendimentos prefixados, por exemplo, a taxa de retorno é fixa se o título for levado ao vencimento.

Já no Tesouro Selic, o rendimento acompanha a evolução da Taxa Selic do período. Assim, ele é considerado um título pós-fixado, já que seus ganhos seguem um indicador de mercado.

Enquanto isso, Tesouro IPCA+, RendA+ e Educa+ são aplicações híbridas, que rendem conforme a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), somada a uma taxa fixa.

Certificado de Depósito Bancário (CDB) 

Os Certificados de Depósito Bancário são títulos privados que também costumam oferecer variadas alternativas de rentabilidade e prazos de resgate. Outra informação é que os CDBs são assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Essa entidade protege o capital aplicado e os rendimentos em até R$ 250 mil por instituição financeira e por CPF. A cobertura global é limitada a R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos.

Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs)

Outras aplicações que não seguem a Taxa Referencial são as LCIs e as LCAs. Ambas apresentam previsibilidade em relação à rentabilidade, com a vantagem de oferecer isenção do Imposto de IR para pessoa física.

A diferença entre LCI e LCA está na aplicação dos recursos captados, que financiam os setores imobiliário e do agronegócio, respectivamente. Os títulos também contam com cobertura do FGC, o que os torna de baixo risco.

Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs)

Os CRIs e os CRAs são títulos emitidos por securitizadoras e estão relacionados ao impulsionamento dos setores imobiliários e do agronegócio. Quando comparados às LCIs e LCAs, eles costumam apresentar potencial de ganhos mais elevados.

Isso ocorre porque os riscos são maiores, já que eles não têm a cobertura do FGC. Ademais, os CRIs e CRAs podem atrair os investidores que buscam a isenção do IR sobre a rentabilidade para pessoa física.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas de empresas não financeiras e servem para os negócios captarem recursos. Elas têm uma lógica semelhante à dos CDBs, porém, não contam com a garantia do FGC, podendo apresentar garantias, em alguns casos. Com relação ao IR, as debêntures do tipo incentivadas têm isenção do tributo.

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Como escolher os seus investimentos?

Diante das alternativas oferecidas pelo mercado financeiro, que costumam apresentar rentabilidade superior à Taxa Referencial, como escolher onde aplicar o seu dinheiro? Para responder a essa pergunta, é preciso avaliar alguns aspectos.

Confira!

Verifique seu perfil e objetivos

Identifique se o seu perfil de investidor é conservador, moderado ou arrojado. Com essa informação em mãos, é hora de definir seus objetivos financeiros, que podem ser de curto, médio ou longo prazo.

Essa avaliação é essencial para ajudar você a analisar as alternativas disponíveis e entender qual delas é mais adequada para as suas necessidades, está bem?

Veja as características das alternativas

Avalie as taxas, prazos de vencimento, condições de liquidez e riscos envolvidos em cada opção para ter embasamento ao decidir. Além da renda fixa, é possível considerar alternativas da renda variável, como ações e Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).

Os ativos dessa classe apresentam comportamentos diferentes, podendo complementar uma carteira diversificada. Saiba que essas alternativas estão sujeitas à volatilidade e podem envolver riscos maiores. Então avalie como cada opção pode se encaixar e contribuir para sua estratégia.

Diversifique a carteira

Considere a diversificação da carteira de investimentos como uma forma de distribuir riscos, avaliando alternativas de diferentes tipos, classes, setores e regiões.

Desse modo, seus recursos ficam expostos a fatores variados, o que pode ajudar a reduzir o impacto de eventuais oscilações em um único setor ou classe de ativos. A diversificação é uma prática usada para estruturar portfólios mais equilibrados, sempre de acordo com seu perfil e objetivos.

Conte com uma boa corretora

Para investir, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores, como a Genial Investimentos. Por meio dela, você acessa diversas alternativas, com a estrutura necessária para realizar seus aportes, buscar ajuda profissional e contar com suporte especializado.

Neste artigo, você entendeu como a TR afeta os investimentos e conheceu as possibilidades para investir com maior potencial de rentabilidade. Agora, vale a pena utilizar as dicas na hora de manejar a sua carteira.

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