Você sabia que o trade de criptomoedas é uma das principais modalidades de investimento hoje em dia? É isso mesmo! Além de ser um mercado cada vez mais promissor, as estratégias de negociação que utilizamos na Bolsa de Valores também podem ser aplicadas às moedas digitais – como o day trade, swing trade, position e buy and hold, por exemplo.

Embora o Bitcoin seja a mais comum das criptomoedas, diversas outras fazem parte desse universo. Mas é preciso entender como elas funcionam, os riscos envolvidos nas operações e como negociá-las para poder investir com assertividade e, principalmente, estabilidade.

Quer começar agora mesmo? Continue a leitura e saiba como operar criptomoedas: os ativos digitais cada vez mais procurados pelos investidores!

Como operar criptomoedas

As moedas digitais fazem parte de uma classe de ativos ainda nova no mercado financeiro, o que, naturalmente, gera algumas dúvidas em investidores iniciantes. Mas o principal ponto é: operar as moedas digitais não é muito diferente de operar outros ativos da Bolsa de Valores.

Na prática, as criptomoedas são negociadas nas exchanges, plataformas digitais que reúnem usuários interessados na compra e venda desses ativos. Um trade nessa modalidade ocorre quando um investidor compra uma cripto em troca de uma moeda fiduciária ou uma stablecoin, por exemplo, e vice e versa.

Isso quer dizer que as criptomoedas são sempre negociadas em pares, ao contrário de alguns ativos de renda variável, como os contratos futuros, por exemplo.

Horário de funcionamento do mercado

As criptomoedas podem ser operadas 24h por dia, qualquer dia da semana e em qualquer lugar do mundo por meio das exchanges – plataformas digitais que podem ser acessadas via web ou aplicativo. Tudo isso torna as negociações rápidas e práticas para todas as partes.

Preço das criptomoedas

Assim como ocorre no mercado tradicional, o preço das criptomoedas também varia a partir da lei da oferta e demanda. Ou seja, em épocas em que uma moeda digital está em evidência, é normal que a procura por ela cresça no mercado – e esse movimento tende a elevar o seu preço. Como sabemos, o inverso também acontece: quanto menor a procura, menores são os preços.

Cada corretora estabelece um valor mínimo para depósito e envio de uma ordem, mas o mais importante é ter em mente que não há um valor mínimo para começar a investir nas moedas digitais.  É possível adquirir frações de Bitcoin, por exemplo, por apenas R$0,01.

A título de curiosidade, a menor fração do Bitcoin (0,00000001 BTC) é conhecida por Satoshi – nome do criador da moeda.

Devido a isso, as criptomoedas são vistas como acessíveis e inclusivas dentro do mercado financeiro.

Principais criptomoedas

Apesar de o Bitcoin ser a moeda digital mais conhecida do mundo, ela é apenas uma em meio a um universo bastante vasto de ativos digitais. Somente esses outros criptoativos, juntos, representam aproximadamente 2 trilhões em valor de mercado. 

Logo abaixo, você confere uma lista com as criptomoedas mais relevantes hoje em dia:

  • Bitcoin (BTC) 
  • Bitcoin Cash (BCH) 
  • Ethereum (ETH) 
  • Litecoin (LC) 
  • Dogecoin (DOGE) 
  • Ripple (XRP) 
  • Tether (USDT) 
  • Cardano (ADA) 
  • Polkadot (DOT) 
  • Binance Coin (BNB) 

Vantagens e desvantagens de operar criptomoedas

Segurança

Por se tratar de operações criptografadas nas blockchains, a compra e venda de qualquer criptomoeda é bastante segura do ponto de vista técnico e sistêmico. Existem vários padrões e mecanismos de segurança, o que confere credibilidade às transações.

Transparência

As informações de mercado das criptomoedas ficam sempre disponíveis nas blockchains, de forma com que qualquer pessoa possa ter acesso a elas. Por isso mesmo – e devido à criptografia – nenhuma organização ou pessoa pode manipular ou controlar os protocolos das moedas digitais.

Diversificação

Geralmente, investir em criptomoedas é uma boa alternativa para diversificar os ativos – diluindo os riscos de uma carteira de investimentos. Além disso, o potencial de ganhos (assim como de perdas) – é alto e atrai muitos investidores.

Volatilidade

As criptomoedas são extremamente voláteis – o que pode ser interessante ou não para o investidor – a depender do seu grau de tolerância ao risco e de seus objetivos. Como vimos, as criptomoedas compõem um mercado ainda novo e bastante visado pelos traders, portanto, grandes ajustes de preços não são raros quando estamos falando de ativos digitais. É preciso ter sempre em mente que movimentos de valorização e desvalorização são constantes!

Riscos

As criptomoedas integram uma classe de ativos que está sob constante influência do mercado e das movimentações dos investidores, por isso, há riscos ao investir – e eles são altos. Dessa forma, todo investidor deve conhecer melhor o mercado das moedas digitais antes de começar a negociar grandes quantias.

Também é fundamental conhecer bem o seu perfil de investidor e os seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Operar ativos de renda variável é um treino de paciência e controle emocional.

Saiba como operar criptomoedas de formas diferentes

  1.  Via Exchange 

A maneira de adquirir criptomoedas de forma direta é via Exchange. É ideal que o investidor já tenha algum conhecimento sobre o assunto – pois, como vimos, o mercado é bastante volátil e arriscado. A vantagem é que, mesmo que um criptoativo esteja com uma cotação muito alta, é possível adquirir frações menores por preços mais baixos.

  1. Via fundos de investimento 

É possível investir em criptomoedas por meio de fundos de investimento – no entanto, os fundos disponíveis para os investidores não qualificados (ou seja, que possuem menos de R$ 1 milhão investidos) só permitem a alocação de até 20% da carteira em ativos digitais.

  1. Via ETFs (Exchange Traded Fund)

De forma resumida, os ETFs são fundos de investimento negociados na Bolsa de Valores. Sempre atrelados a um índice, são negociados na B3 de forma muito semelhante às ações. Quem deseja diluir os riscos das operações com as criptomoedas pode encontrar nos ETFs uma alternativa interessante e rentável, uma vez que esses fundos de índice costumam ser mais estáveis.  

O primeiro ETF de criptomoedas que estreou no Brasil, em 2021, foi o Hashdex Nasdaq Crypto Index (HASH11). Ele está atrelado a um índice que lastreia uma carteira com seis criptomoedas: Bitcoin; Bitcoin Cash; Stellar; Litecoin; Chainlink.

Hoje, já existem 4 ETFs de criptomoedas além do HASH11: BITH11; ETHE11; QBTC11; QETH11.

Você já conhecia essas alternativas para poder investir em criptomoedas? Deixe um comentário aqui contando para a gente!

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