Fazer investimentos para crianças é tão importante quanto realizar aportes na fase adulta. Quando esse hábito começa cedo, a família ganha tempo para organizar recursos com mais tranquilidade e explorar diferentes alternativas.
Além disso, incluir investimentos no dia a dia das crianças ajuda a incentivar a educação financeira em casa. Aos poucos, os filhos aprendem a usar o dinheiro com mais sabedoria, planejamento e responsabilidade, tomando melhores decisões no presente e no futuro.
Na sequência, conheça 7 opções de investimentos para crianças e confira dicas para escolher alternativas para fazer aportes!
A importância de investir para os filhos
Investir para os filhos é uma prática relevante porque, por meio desse processo, você constrói um patrimônio para a criança desde cedo, que poderá ser aproveitado no futuro.
O tempo é um fator valioso quando o assunto é investimento. Afinal, quanto maior o prazo, mais o seu dinheiro pode render, em especial, devido ao efeito dos juros compostos.
Manter o dinheiro por mais tempo também tende a se refletir em impostos menores, já que certas alternativas têm a alíquota definida pelo tempo que os recursos permanecem investidos. No entanto, o tempo não elimina riscos nem garante retorno, mas permite mais ciclos de acumulação e ajuste.
Além disso, você pode utilizar os investimentos como uma ferramenta de educação financeira. Quando crianças acompanham esse processo e recebem explicações em uma linguagem simples e didática, elas entendem que o dinheiro não serve apenas para consumo imediato.
Uma quantia poupada hoje e investida no mercado financeiro pode se tornar maior no futuro e colaborar, por exemplo, com:
- o pagamento de uma faculdade;
- a compra de um veículo ou de uma casa;
- uma viagem de intercâmbio etc.
Por meio de investimentos, você pode orientar seus filhos sobre diferentes questões financeiras e ajudá-los a desenvolver uma relação mais consciente e estratégica com o dinheiro.
7 Opções de investimentos para crianças
É importante ter em mente que não existe um único investimento que seja o melhor para crianças. Isso porque cada alternativa tem diferentes características, sendo mais ou menos adequada para determinados objetivos.
Confira 7 possibilidades de investimento para menores de 18 anos e avalie quais podem fazer sentido para a sua família!
1. Títulos do Tesouro Direto
O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que reúne diferentes títulos públicos, com prazos e remunerações variados. Eles podem ter três tipos de remuneração:
- pós-fixada: vinculada à taxa Selic;
- prefixada: que rende um percentual de juros fixo;
- híbrida: atrelada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice de inflação do Brasil, mais um percentual fixo.
Por haver títulos com características e datas de vencimento diversificadas, o programa permite alinhar os investimentos a diferentes prazos e objetivos do filho ou da família.
Entre os títulos disponíveis, existe um que pode fazer sentido para muitas famílias: o Tesouro Educa+. Ele foi desenvolvido com foco em crianças e adolescentes e, como o nome indica, o seu propósito é complementar a renda durante os estudos e apoiar o planejamento educacional.
Agora, esse título não é o único oferecido no programa. Você também pode investir nas seguintes aplicações do Tesouro Direto:
- Tesouro Reserva;
- Tesouro Selic;
- Tesouro Prefixado;
- Tesouro IPCA+;
- Tesouro RendA+.
É válido mencionar que todos esses títulos funcionam como um empréstimo e são assegurados pelo Tesouro Nacional, o que significa que eles são considerados de baixo risco.
2. CDBs
Outro investimento para crianças, para você analisar pensando no futuro financeiro do seu filho, é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Ele é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos.
Ao fazer aportes nesse tipo de aplicação, você recebe em troca uma remuneração que pode ser pós-fixada, prefixada ou híbrida. E, assim como os títulos do Tesouro Direto, os CDBs apresentam prazos variados, atendendo a diferentes objetivos.
Além desses aspectos, os CDBs têm níveis de risco variados conforme o emissor do título. Porém, todos eles são protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) em até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos. Isso aumenta a segurança da alternativa.
3. LCIs
As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) também fazem parte da renda fixa, sendo emitidas por instituições financeiras para financiar o setor de imóveis.
A rentabilidade dessas aplicações pode ser pós-fixada, prefixada ou híbrida, assim como a dos títulos do Tesouro e dos CDBs. Porém, ao contrário desses investimentos, os rendimentos das LCIs são isentos de IR (Imposto de Renda) para pessoas físicas. As aplicações também têm a proteção do FGC.
4. LCAs
As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) seguem a mesma dinâmica das LCIs em termos de tipos de rentabilidade e isenção de IR. A principal diferença é que, em vez de financiar iniciativas no mercado imobiliário, esse título é voltado para o setor agro.
5. Fundos de investimento
Os fundos de investimento reúnem recursos de diversos cotistas em uma estrutura coletiva, contando com um gestor profissional que fica responsável por administrar a carteira compartilhada.
No mercado financeiro, existem diversos tipos de fundos: de renda fixa, multimercado, de ações, cambiais etc. Pensando em investimentos para crianças, especificamente, essa possibilidade pode colaborar com a estratégia de diversificação de maneira mais simples.
Porém, antes de escolher um fundo, é fundamental avaliar diferentes aspectos como:
- regulamento e estratégia do fundo;
- taxas cobradas;
- prazos de resgate.
Vale destacar que, diferentemente de investimentos como CDBs, LCIs e LCAs, os fundos de investimento não contam com a cobertura do FGC. Além disso, a rentabilidade depende do desempenho dos ativos que compõem a carteira, sem garantia de retorno.
6. FIIs
Os FIIs (Fundos Imobiliários) são um tipo de fundo de investimento voltado ao mercado imobiliário. Eles podem investir tanto em imóveis físicos quanto em títulos ligados ao setor.
Quem investe em FIIs pode obter retorno por meio da distribuição de rendimentos aos cotistas na forma de dividendos e da eventual valorização das cotas ao longo do tempo.
Contudo, trata-se de uma alternativa que costuma ser mais volátil do que as anteriores. Então, você precisa considerar isso antes de investir.
7. Previdência Privada infantil
Um plano de Previdência Privada infantil é uma opção de longo prazo voltada à formação de uma reserva financeira para a criança. Ele costuma ser utilizado por famílias que desejam acumular recursos para educação, início da vida adulta ou sucessão patrimonial, por exemplo.
Esse produto também pode ajudar no futuro financeiro dos filhos porque estimula contribuições recorrentes. Contudo, vale destacar que o Fundo de Previdência ligado ao plano pode ter diferentes estratégias e níveis de exposição ao risco.
Portanto, antes de contratar, é indispensável comparar estratégias, taxas, portfólio e prazos. Também é fundamental observar os tipos de plano e regras de tributação para o melhor planejamento financeiro.
Como investir para os filhos na prática
Para investir para os filhos, o primeiro passo é ter uma conta em uma corretora de valores, como a Genial Investimentos. Você também precisa considerar alguns pontos específicos para fazer boas escolhas.
Saiba mais sobre eles!
Verifique a tolerância ao risco da família
Você viu que os investimentos podem ter riscos. Cada pessoa e família tolera um nível de risco ao colocar dinheiro no mercado financeiro. Portanto, considere essa questão ao investir para os seus filhos.
Se você não lida bem com oscilações, por exemplo, faz mais sentido concentrar os recursos em alternativas mais previsíveis — como aplicações de renda fixa — do que em ativos de renda variável.
Pense nos objetivos financeiros do filho e da família
Ter objetivos financeiros bem definidos é outro aspecto essencial para fazer investimentos para crianças. Afinal, eles ajudam a direcionar seus aportes. Cada finalidade pede uma estratégia e se adapta melhor a determinadas alternativas do mercado financeiro.
Considere o prazo do investimento
O prazo orienta boa parte da decisão de investimentos. Recursos para uso em até um ano, por exemplo, exigem liquidez e menor oscilação. Títulos como Tesouro Reserva, Tesouro Selic e CDBs de liquidez diária podem combinar com essas necessidades.
Já para objetivos de médio prazo — entre dois e cinco anos —, investimentos como Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+, LCIs e LCAs podem ser considerados.
Enquanto isso, para o longo prazo, acima de cinco anos, pode ser o caso de incluir na estratégia também fundos de investimento, Previdência Privada e FIIs, desde que estejam adequados ao perfil.
Leve em conta a situação financeira da família
A situação financeira da família também deve ser considerada ao fazer aportes para crianças. Fatores como a renda mensal, a estabilidade profissional, o número de filhos, a reserva de emergência e os compromissos financeiros interferem na capacidade de investir com regularidade.
Neste ponto, o planejamento financeiro familiar é primordial. Antes de investir para os filhos, é importante ter:
- controle sobre o orçamento;
- reserva para imprevistos;
- clareza sobre o quanto pode destinar a esse objetivo sem comprometer a rotina da família.
Diversifique os investimentos
Por fim, a diversificação também pode ser considerada na estratégia de investimento para os filhos. Afinal, ela ajuda a reduzir riscos e equilibrar a carteira. Para tanto, em vez de concentrar o dinheiro em uma única alternativa, procure combinar diferentes ativos, sempre considerando o seu perfil.
Investimentos para crianças são uma forma de unir construção de patrimônio e educação financeira infantil. Portanto, se você tem filhos, considere as 7 alternativas apresentadas e a realização de aportes regulares, pensando no presente e no futuro deles.
Pronto para começar? Abra sua conta na Genial e tenha acesso a diversas alternativas de investimento para crianças e adultos!
