Para se tornar acionista de uma empresa, é preciso observar diferentes características do negócio. Entre elas, estão o porte e a capitalização do empreendimento, já que isso pode influenciar nos resultados que serão obtidos. É nesse contexto que vale a pena conhecer as ações mid caps.

A classificação está relacionada ao volume de capitalização do negócio, sendo que essas ações apresentam características que podem ser interessantes para determinados investidores e estratégias. Por isso, vale a pena entender como elas funcionam e quais resultados podem oferecer.

Neste artigo, nosso time, da Genial Investimentos, apresenta as principais características das mid caps e como elas funcionam.

Continue a leitura e confira!

O que são ações mid caps?

As mid caps ou middle caps são ações de empresas que apresentam um nível intermediário de capitalização. Ou seja, esses são os papéis de companhias que possuem um valor de mercado mediano, em comparação aos outros negócios disponíveis na bolsa de valores.

Esse tipo de ação faz parte de uma classificação composta por outras duas categorias principais: as small caps e as large caps ou blue chips. Nesse caso, as small caps são os papéis de empresas com menor capitalização.

Já as blue chips fazem referência às companhias com mais alto valor de mercado. As mid caps, portanto, ficam no meio dessas classificações, já que são grandes demais para serem consideradas small caps, mas não têm o porte suficiente para serem large caps.

Como funciona esse tipo de ação?

Além de conhecer o conceito geral das mid caps, é essencial compreender quais são as características específicas desse tipo de ação. Com esse conhecimento, você terá melhores condições para identificar se os papéis são adequados para a sua estratégia.

Veja como funcionam as ações mid caps e entenda quais são os seus pontos de destaque!

Capitalização de mercado

A capitalização de uma empresa é dada pelo preço de negociação de cada ação pelo número de papéis emitidos pela companhia. Logo, se uma empresa tiver 10 milhões de papéis e cada um for negociado a R$ 100, sua capitalização será de R$ 1 bilhão.

No caso das mid caps, as ações são classificadas dessa forma quando elas apresentam uma capitalização entre US$ 2 bilhões e US$ 10 bilhões. No entanto, é importante observar dois pontos principais.

O primeiro deles é que não existe uma classificação oficial para small, mid e large caps. As faixas apresentadas são uma mera convenção de mercado, que passou a ser adotada para facilitar a avaliação dos investidores.

O segundo ponto é que, em algumas análises, o valor de mercado é dado em reais — e não em dólares. Nesse tipo de avaliação, seriam classificadas como mid caps as empresas com valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 10 bilhões.

Potencial de crescimento

Como ocupam uma posição intermediária, as mid caps se relacionam a empresas que possuem uma capacidade moderada de crescimento. Como as companhias desse tipo ainda não são líderes de seus mercados, elas apresentam mais capacidade de crescer que as blue chips, por exemplo.

Por outro lado, elas estão mais consolidadas que as small caps. Por isso, o potencial de crescimento das mid caps é menor que os das companhias menores, mas é maior que os das ações blue chips.

Volatilidade

Outro ponto importante para considerar sobre essas ações envolve a volatilidade e a exposição às condições gerais do mercado. Normalmente, as mid caps são mais sensíveis às oscilações da bolsa do que as blue chips. Como as large caps costumam ser ações de empresas mais sólidas, a exposição à volatilidade é menor.

Por outro lado, mid caps são menos expostas às condições de volatilidade que as small caps. Isso ocorre porque as empresas de baixa capitalização apresentam mais riscos em sua operação, o que faz com que elas sejam mais sensíveis a mudanças no interesse do mercado, por exemplo.

Popularidade entre investidores

Entre as características das mid caps, também vale citar as diferenças em relação à popularidade entre os investidores. No geral, mid caps podem ser pouco recomendadas por analistas e menos procuradas por investidores que as blue chips, por exemplo.

Dependendo da empresa, essa característica pode representar um potencial de retorno mais elevado. É o que acontece no caso das companhias que têm bons fundamentos, mas apresentam ações descontadas.

Porém, essa não é uma regra para todas as mid caps, certo? A questão é que, muitas vezes, elas não são de companhias tão famosas quanto as empresas mais consolidadas e com maior valor de mercado.

Como funciona a liquidez das mid caps?

Ao aprender sobre esse tipo de ação, é fundamental considerar a liquidez das mid caps. O termo diz respeito à capacidade de converter um investimento em dinheiro. Portanto, quanto maior for a liquidez de um investimento, mais fácil e rápido é para transformá-lo em dinheiro.

No caso das ações, a liquidez depende do volume de negociações e do interesse dos investidores e especuladores. Quanto mais negociações acontecem a cada pregão, maior é a sua liquidez, pois mais fácil é encontrar quem queira comprar ou vender o papel.

Em relação às mid caps, a liquidez dessas ações é considerada intermediária. Por um lado, a tendência é haver um volume maior de negociação que no caso das small caps, por exemplo.

Porém, as mid caps costumam ser menos líquidas do que as large caps. Então existe um risco de liquidez maior atrelado às mid caps do que às ações large caps.

Ao mesmo tempo, você deve considerar que cada ativo tem as próprias características de liquidez. Logo, é possível encontrar tanto ações mid caps com uma liquidez acima da média quanto ativos menos líquidos.

Quais são as principais mid caps listadas na B3?

Agora que você sabe o que são as mid caps e como elas se caracterizam, vale a pena conferir algumas das principais alternativas disponíveis na B3, a bolsa de valores brasileira.

Note, entretanto, que a lista pode mudar com a entrada e saída de negócios e com a cotação das ações, já que o cálculo depende do preço dos papéis a cada momento. Assim, uma ação considerada mid cap em determinado período pode se tornar uma blue chip futuramente, por exemplo.

Considerando as condições gerais de mercado em março de 2023, algumas das principais mid caps da B3 eram:

  • Suzano (SUZB3);
  • Magazine Luiza (MGLU3);
  • Grupo Ultra (UGPA3);
  • JBS (JBSS3);
  • Energisa (ENGI11);
  • Braskem (BRKM5);
  • Raia Drogasil (RADL3);
  • Gerdau (GGBR4);
  • Lojas Renner (LREN3);
  • Rumo (RAIL3);
  • Totvs (TOTS3).

Nessa lista, é possível perceber que existem empresas de diferentes setores, desde indústrias de base como a Gerdau até varejistas como a Magazine Luiza e as Lojas Renner. Portanto, é possível encontrar uma grande variedade de ações de média capitalização, em relação às áreas de atuação.

O que o investidor deve analisar antes de investir nesse tipo de ação?

Caso você tenha interesse em investir nas mid caps, é preciso analisar alguns aspectos relevantes sobre esse tipo de ação. Desse modo, é possível tomar uma decisão mais consciente e alinhada com a sua estratégia, considerando riscos e potencial de ganhos.

Na sequência, descubra o que analisar antes de investir em ações mid caps!

Analise os fundamentos da empresa

Antes de investir em qualquer companhia, é essencial realizar uma análise fundamentalista. Ela se baseia nos chamados indicadores de fundamentos, que servem para medir o desempenho de uma empresa e fazer projeções quanto ao desempenho dela.

Por meio desses indicadores, você pode identificar questões como o grau de endividamento do negócio, o patrimônio líquido, a capacidade de geração de resultados e outros elementos importantes.

No caso das ações mid caps, você deverá considerar qual é a situação atual do negócio e se há perspectivas de desenvolvimento para ele no futuro. Uma empresa de capitalização intermediária que esteja endividada e com dificuldades para crescer, por exemplo, oferece mais riscos do que uma companhia com projeções melhores.

Por isso, é essencial avaliar os balanços e outros dados divulgados pela empresa, de modo a entender se a oportunidade vale a pena para a sua estratégia no mercado de ações.

Conheça o setor de atuação do negócio

Além de conhecer a empresa em si, é necessário entender melhor as características do setor no qual ela atua. Afinal, é indispensável garantir que o negócio tenha a possibilidade de crescer ao longo do tempo para que o investimento seja realmente positivo.

Então o ideal é verificar quais são as perspectivas do segmento de atuação, pensando nas condições macroeconômicas e no potencial de desenvolvimento dele. Uma mid cap de tecnologia, por exemplo, pode apresentar um potencial maior devido ao crescimento do segmento.

Essa análise não deve ser feita isoladamente, já que existem empresas com grande potencial em setores desafiadores, por exemplo. Porém, ela serve para complementar e contextualizar as projeções para o negócio em questão.

Avalie os concorrentes da companhia

Mais que analisar individualmente uma empresa com ações mid caps, é preciso considerar como ela se posiciona em relação aos concorrentes. A ideia é comparar companhias do mesmo setor e do mesmo porte para entender quais oportunidades podem ser mais vantajosas.

Nesse sentido, você pode utilizar os indicadores fundamentalistas para realizar o chamado benchmarking. Ao comparar os resultados de companhias distintas, mas que sejam do mesmo segmento, é mais fácil encontrar as  oportunidades que se destacam em cada área.

Como começar a investir em mid caps?

Até aqui, você viu como funcionam as ações small caps e como avaliá-las. Agora é o momento de entender como começar a investir em papéis desse tipo, considerando as suas características e as etapas necessárias para efetuar as operações.

Continue a leitura e veja quais são principais passos para começar a investir em mid caps!

Identifique o seu perfil de investidor e seus objetivos

Antes de adquirir ações mid caps ou de qualquer tipo, você deve analisar duas características principais: o seu perfil de investidor e os objetivos financeiros. O seu perfil indica o nível de tolerância ao risco que você apresenta, podendo variar entre conservador, moderado e arrojado.

Como as ações mid caps fazem parte da renda variável e podem ser mais arriscadas, elas costumam fazer sentido para investidores moderados e arrojados. Já um investidor conservador tende a não se sentir confortável com esses riscos.

Já os objetivos podem ser de curto, médio e longo prazo. Para diminuir os efeitos da volatilidade e aumentar as chances de aproveitar a consolidação do negócio, o ideal é investir em mid caps com foco em períodos maiores.

Abra sua conta em uma corretora de valores

Se você avaliar seu perfil de investidor e seus objetivos e chegar à conclusão de que as ações mid caps são adequadas para você, é necessário realizar as operações no mercado. Para tanto, será preciso ter conta em uma corretora de valores, como a Genial Investimentos.

Dessa forma, você terá acesso ao home broker, por onde é possível negociar os diferentes ativos disponíveis na bolsa de valores. Nesse momento, pesquise o código de identificação da ação e conferir as informações sobre a companhia e o papel.

Depois, é necessário preencher a ordem de compra, indicando o quanto você deseja pagar, com base na cotação atual, e quantas ações você deseja adquirir. A negociação será finalizada quando houver uma ordem de venda equivalente. Passado o período de liquidação, os ativos constarão em sua carteira.

Diversifique a carteira

Outro ponto importante ao investir em mid caps se relaciona à diversificação da carteira. Essa é uma estratégia que foca em se expor a riscos diferentes, evitando a concentração dos recursos e garantindo mais proteção.

Nesse caso, pode ser interessante não investir apenas em mid caps, além de explorar outros tipos de investimentos. Você pode buscar papéis de empresas de diferentes portes que sejam ligadas a setores distintos, incluindo também títulos de renda fixa e outros ativos na carteira.

Conforme você aprendeu, as ações mid caps se relacionam a empresas de média capitalização. Devido às suas características, elas podem ser interessantes para quem está disposto a se arriscar um pouco mais no mercado. Por isso, vale a pena analisar sua estratégia e suas necessidades para decidir se vale a pena fazer os aportes.

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Filipe Villegas

Filipe Villegas é responsável pelas carteiras recomendadas da Genial e relatório GENOMA. Ele é pós-graduado em administração de empresas pela FGV e tem MBA em engenharia financeira pela POLI-USP. Está no mercado há mais de 10 anos.

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