Grande parte do sucesso da caderneta de poupança se deve à sua simplicidade. Ao abrir conta corrente em um banco, você já abre uma conta poupança, para onde pode transferir dinheiro quando quiser.

A rentabilidade também é fácil de entender: você ganha no máximo 0,5% ao mês mais Taxa Referencial a cada mês cheio. O resgate é igualmente simples e não há incidência de imposto de renda.

O problema é que toda essa facilidade tem um preço: a baixa rentabilidade, que muitas vezes chega a perder para a inflação.

Mas por que tanta gente ainda resiste a trocar a caderneta de poupança por algo melhor? Porque acham que não existe algo tão simples e seguro quanto ela.

Se você  não quer complicação para investir, conheça os investimentos mais simples do mercado depois da poupança:

1. Certificados de Depósitos Bancários (CDB)

Os CDBs são títulos de renda fixa emitidos por bancos, que permitem ao comprador do papel emprestar dinheiro para o banco em troca de uma rentabilidade.

O investimento pode ser feito diretamente no banco onde a pessoa tem conta ou por meio de outras instituições financeiras que distribuam esse tipo de título.

  • Rentabilidade: diária, geralmente expressa em um percentual do CDI, taxa próxima da taxa básica de juros.
  • Taxa de administração: não há.
  • Impostos: IOF para investimentos com menos de 30 dias e imposto de renda pela tabela regressiva, cobrados na fonte na hora do resgate ou vencimento do título. Investidor só precisa declarar os rendimentos corretamente, nada mais.
  • Liquidez: geralmente diária.
  • Por que é seguro: há garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mesma garantia da poupança, para investimentos de até 250 mil reais por CPF, por instituição emissora.
  • Aporte inicial: há CDBs para todos os portes de investidor, mas quanto maior o valor investido, maior costuma ser a rentabilidade.
  • Prazo: há CDBs de diversos prazos, e normalmente quanto maior o prazo, maior o percentual do CDI pago pelo papel.

Saiba mais sobre os CDBs.

2. Letras de Crédito Imobiliário (LCIs)/Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs)

As LCIs e LCAs são similares aos CDBs: são títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiarem suas atividades. Porém, os recursos captados com elas devem ser destinados, respectivamente, a financiar empreendimentos imobiliários e atividades do agronegócio.

As principais diferenças das LCIs e LCAs para os CDBs são a isenção de IR e IOF e a menor liquidez.

  • Rentabilidade: diária, geralmente expressa em um percentual do CDI, taxa próxima da taxa básica de juros.
  • Taxa de administração: não há.
  • Impostos: isentas de IOF e imposto de renda para a pessoa física.
  • Liquidez: em geral, apenas no vencimento.
  • Por que é seguro: há garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até 250 mil reais por CPF, por instituição emissora.
  • Aporte inicial: há LCIs e LCAs para todos os portes de investidor, mas quanto maior o valor investido, maior costuma ser a rentabilidade.
  • Prazo: mínimo de 90 dias. Depois disso, há LCIs e LCAs de diversos prazos – quanto maior, mais rentável costuma ser o papel.

Saiba mais sobre as LCIs e LCAs.

3. Fundos de renda fixa conservadora

Os fundos de renda fixa conservadora investem em títulos de renda fixa de baixíssimo risco e buscam uma rentabilidade próxima do CDI. Eles podem aplicar em títulos públicos federais, CDBs de baixo risco de calote ou operações de baixo risco no mercado de juros, por exemplo.

Geralmente recebem a antiga classificação “Referenciado DI” ou a nova classificação “Renda Fixa Simples”.

Por terem gestão profissional, são as aplicações mais práticas para quem quer um investimento de baixo risco e boa rentabilidade sem terem que se preocupar com prazos, a escolha dos ativos, a hora certa de comprar ou vender ou qualquer coisa do tipo.

Fundos de renda fixa são oferecidos por bancos e também por instituições financeiras independentes, como corretoras de valores, que costumam oferecer fundos com taxas de administração menores e rentabilidades mais atraentes que os fundos dos bancos.

  • Rentabilidade: diária, geralmente perto do CDI, taxa que se aproxima da taxa básica de juros.
  • Taxa de administração: há taxa de administração, expressa em um percentual anual e cobrada semestralmente pela administradora. Remunera a gestão profissional do fundo.
  • Impostos: IOF para investimentos com menos de 30 dias cobrado na fonte na hora do resgate. Imposto de renda pela tabela regressiva, cobrado na fonte a cada seis meses e na hora do resgate. Investidor só precisa declarar os rendimentos corretamente, nada mais.
  • Liquidez: diária.
  • Por que é seguro: esses fundos são diversificados só investem em ativos de baixo risco.
  • Aporte inicial: há fundos para investidores de todos os portes.
  • Prazo: indeterminado. Investidor permanece no fundo pelo tempo que preferir.

Saiba mais sobre os fundos de renda fixa simples e conheça os fundos de investimento oferecidos pela GENIAL.

4. Títulos públicos federais

O investimento em títulos públicos federais é um dos mais simples, seguros e rentáveis do mercado. A forma mais fácil de investir é por meio do Tesouro Direto, plataforma de negociação de títulos públicos do Tesouro Nacional.

Para investir no Tesouro Direto, basta abrir conta numa corretora de valores. Você terá então acesso à plataforma e poderá comprar e vender os títulos disponíveis quando bem entender.

Embora os títulos possam ser vendidos antes do vencimento, a rentabilidade nesses casos pode ser bem diferente da rentabilidade contratada.

Os pós-fixados, chamados de Tesouro Selic (LFT), são os mais indicados para os investidores que podem precisar resgatar a qualquer momento. Eles são muito conservadores e ótimos substitutos da caderneta de poupança.

  • Rentabilidade: pós-fixada (atrelada à Selic), prefixada (conhecida no ato do investimento) ou atrelada à inflação (taxa prefixada mais a variação da inflação).
  • Taxa de administração: há uma taxa de custódia obrigatória de 0,3% ao ano. A corretora pode cobrar uma taxa de administração adicional, mas algumas corretoras independentes não fazem essa cobrança. Todas as corretoras de grandes bancos cobram essa taxa adicional.
  • Impostos: IOF para investimentos com menos de 30 dias e imposto de renda pela tabela regressiva. Ambos cobrados na fonte na hora do resgate, do vencimento ou do pagamento de juros. Investidor só precisa declarar os rendimentos corretamente, nada mais.
  • Liquidez: diária.
  • Por que é seguro: têm garantia do governo federal.
  • Aporte inicial: a partir de 30 reais.
  • Prazo: há títulos de diversos prazos.

Conheça o nosso Guia do Tesouro Direto e veja como você pode investir no Tesouro Direto sem pagar taxa de administração.

Publicado por Genial

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