Os planos de previdência privada são produtos financeiros com benefícios tributários para quem investe para o longo prazo – por exemplo, para a aposentadoria. Mas não faltam no mercado investimentos financeiros com foco no longo prazo. Então será que investir em previdência privada vale a pena?

A questão não é tanto se previdência privada vale a pena, mas quando e para quem esse tipo de produto é vantajoso.

Quando a previdência privada vale a pena

1) Quando você tem acesso a um plano de previdência empresarial, como um fundo de pensão, oferecido pelo seu empregador, de baixo custo e boa rentabilidade. Melhor ainda se o seu empregador também fizer contribuições em seu nome.

2) Quando você trabalha com carteira assinada, ganha acima do teto do INSS e trabalha na iniciativa privada; ou é funcionário público, mas não tem perspectiva de receber aposentadoria integral. Nesses casos, a previdência privada serve como complemento à previdência pública.

3) Quando você é autônomo ou profissional liberal e não contribui para o INSS.

4) Quando você deseja investir para objetivos de longo prazo, isto é, que só devem ser alcançados dentro de oito ou dez anos, como a aposentadoria ou a formação de reservas para filhos, netos ou sobrinhos pequenos. A previdência privada conta com incentivos tributários que a tornam atrativa para o longo prazo.

5) Quando você deseja receber uma renda para complementar sua aposentadoria, mas ao mesmo tempo deseja transmitir parte do seu patrimônio para seus futuros herdeiros sem necessidade de inventário, após sua morte.

6) Quando você quer que seus futuros herdeiros recebam uma renda mensal após a sua morte.

7) Quando você não tem tempo ou não se sente seguro para investir para a aposentadoria por conta própria, preferindo uma gestão profissional para a sua carteira.

Achou que previdência privada vale a pena para você? Então veja, a seguir, como contratar um plano:

previdencia

Como fazer uma previdência privada

Planos de previdência privada podem ser fechados ou abertos. Os fechados são os planos oferecidos por empresas a seus colaboradores ou entidades de classe aos profissionais associados.

Você só pode aderir caso o seu empregador ofereça este benefício, ou se sua categoria profissional der acesso a um plano de alguma entidade de classe.

Aderir a planos fechados geralmente é vantajoso, pelo baixo custo e pela possibilidade de haver um patrocinador (geralmente o empregador), que faz contribuições em valor proporcional às suas.

Já os planos abertos são aqueles oferecidos por seguradoras e distribuídos por instituições financeiras, como corretoras de seguros, corretoras de valores, bancos e distribuidoras de valores mobiliários. Qualquer interessado pode aderir.

Dentista atende menino

Previdência privada vale a pena para profissionais liberais que não contribuam para o INSS, por exemplo

 

Para contratar um plano de previdência aberto, é preciso abrir conta na instituição financeira que o distribui. Você vai fazer uma simulação de acordo com o valor que deseja acumular (caso pense em resgatar tudo de uma vez) ou com a renda mensal que deseja receber no futuro.

Entenda melhor as diferenças entre os dois tipos de previdência privada, fechados e abertos.

Você deverá, então, escolher a tabela de tributação – se progressiva ou regressiva – e a forma de recebimento dos pagamentos no futuro. É possível modificar quase todos os parâmetros mais para frente, caso você mude de ideia. A única mudança que você não vai conseguir fazer é a troca da tabela regressiva pela progressiva. A escolha pela tabela regressiva é irretratável.

Se você já tem um plano de previdência e deseja mudar de plano ou instituição financeira, você também pode lançar mão do direito à portabilidade. Com ela, você pode migrar os recursos de um plano para outro sem custo e mantendo o prazo de investimento.

Caso esteja se desligando do seu emprego atual, por exemplo, pode pedir portabilidade de um fundo de pensão para outro ou do fundo de pensão para um plano aberto.

Também é possível a migração entre planos abertos, desde que você migre de um PGBL para outro PGBL ou de um VGBL para outro VGBL.

No nosso artigo sobre portabilidade da previdência privada, detalhamos todas as regras para fazer a migração dos recursos de um plano de previdência para outro.

Tudo que você precisa saber sobre previdência privada você encontra no nosso guia completo.

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Julia é jornalista formada pela UFRJ, com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA. Especializada em finanças pessoais e investimentos, foi editora-assistente de Exame.com, após passagem pela TV Globo.

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