A renda variável oferece diferentes opções de investimentos para alocar dinheiro e, entre as mais conhecidas, estão alternativas como as ações ou fundos imobiliários. Contudo, para escolher a melhor estratégia para a sua carteira, é fundamental saber qual oportunidade oferece maior retorno. 

Para isso, é preciso aprender mais sobre o tema, entendendo como esses tipos de investimento funcionam. Afinal, mesmo que apresentem características em comum, eles contam com diferenças que podem determinar a sua escolha, certo? 

Neste post, nós, da Genial Investimentos, apresentaremos um comparativo de retorno entre ações e fundos imobiliários. 

Acompanhe a leitura e saiba em qual vale mais a pena investir! 

O que são ações? 

As ações são ativos financeiros bastante conhecidos, mesmo entre aqueles que ainda não investem na bolsa de valores. Elas representam frações de capital social de uma empresa. Ao investir nessas alternativas, você passa a adquirir uma parte da companhia, tornando-se um acionista.  

A quantidade de ações que você adquire determina o tamanho da sua participação nos resultados e riscos da empresa. De modo geral, existem três tipos de ações no mercado acionário: 

  • ações ordinárias (ON): elas garantem o direito a voto nas assembleias da empresa, permitindo que o acionista participe das decisões corporativas; 
  • ações preferenciais (PN): elas oferecem preferência no recebimento de dividendos, mas não concedem direito a voto nas assembleias; 
  • units: são pacotes que incluem tanto ações ordinárias quanto preferenciais de uma mesma empresa. 

Os investidores podem obter lucros com ações de duas maneiras principais: valorização e o recebimento de proventos. Esses últimos são benefícios destinados aos acionistas e entre eles estão os dividendos, que representam a distribuição de parte dos lucros da companhia aos acionistas. 

Nesse caso, a empresa decide o percentual e a periodicidade dos pagamentos, conforme definido em seu estatuto. Os dividendos são proventos isentos de Imposto de Renda (IR). 

Já em relação à valorização das ações, é necessário ter atenção à tributação. A alíquota de IR varia, sendo de 15% em operações comuns e de 20% no day trade. Para operações comuns, existe uma isenção tributária se o volume financeiro de vendas no mês não ultrapassar R$ 20.000,00.  

Quais são as vantagens de investir em ações? 

Agora que você já sabe o que são ações, chegou a hora de conhecer quais são os benefícios de investir em ações e como diversificar a sua carteira. 

Confira quais são as principais vantagens! 

Bom potencial de rentabilidade 

O mercado de ações geralmente oferece um maior potencial de rentabilidade em comparação com investimentos em renda fixa. No longo prazo, as ações podem gerar bons retornos, embora esse potencial de ganhos seja acompanhado por um risco maior.  

Liquidez 

Muitas ações apresentam alta liquidez, o que significa que podem ser compradas ou vendidas a qualquer momento durante o horário de funcionamento do mercado. Essa flexibilidade proporciona aos investidores a capacidade de transformar seus ativos em dinheiro de forma rápida, desde que haja interessados.  

Esse processo é vantajoso para quem deseja acessar o capital em menos tempo — seja para aproveitar oportunidades de investimento ou atender às necessidades financeiras. Contudo, é preciso lembrar que a venda dependerá da cotação do momento, então há riscos de ter prejuízos.  

Possibilidade de receber dividendos 

Uma das principais vantagens de investir em ações é a oportunidade de receber dividendos, que são parcelas dos lucros distribuídos pelas empresas aos acionistas. Eles representam uma fonte de renda passiva para os investidores, proporcionando um fluxo de caixa regular.  

Esse dinheiro pode ser utilizado para pagar despesas, ser reinvestido para aumentar a posição acionária ou usado para diversificar a carteira de investimentos.  

Apesar desses benefícios, as ações apresentam algumas desvantagens. Uma delas são os custos envolvidos, especialmente diante de uma grande quantidade de operações. A negociação na bolsa está sujeita aos emolumentos e, dependendo da instituição, à taxa de corretagem, por exemplo. 

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O que são fundos imobiliários? 

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) são veículos de investimento compostos por grupos de investidores para alocar recursos em diversas oportunidades do mercado imobiliario. Isso pode incluir investimentos em propriedades físicas, como escritórios, galpões logísticos e shoppings, ou em títulos de dívida relacionados ao segmento. 

A principal fonte de retorno para os investidores em FIIs provém do pagamento de aluguel, juros, correção monetária, venda de imóveis e outras atividades desse mercado. Ademais, as cotas de FIIs podem ser negociadas na bolsa de valores. 

Por seu funcionamento, o FII é uma alternativa para quem deseja investir indiretamente no mercado imobiliário, sem adquirir propriedades físicas. Em relação ao funcionamento, esses veículos compartilham algumas características comuns a outros tipos de fundos de investimento.  

Eles são veículos financeiros coletivos e a participação depende da aquisição de cotas. Além disso, a gestão do portfólio pode ser conduzida por um gestor profissional. No entanto, a estratégia pode variar entre os fundos. 

Existem três tipos principais de FIIs:  

  • fundos de tijolo: investem diretamente em imóveis físicos; 
  • fundos de papel: adquirem títulos de dívida imobiliária, como CRIs, LCIs e LIGs. 
  • fundos de fundos: compram cotas de outros FIIs. 

O custo principal associado a um FII é a taxa de gestão, que remunera o gestor e sua equipe. Em alguns casos, pode haver uma taxa de performance quando o fundo supera um benchmark predefinido.  

Ainda, os FIIs devem distribuir, no mínimo, 95% de seu resultado caixa semestral. Essa distribuição deve ser feita aos cotistas na forma de dividendos.  

Quais são as vantagens de investir em fundos imobiliários? 

O próximo ponto que você precisa conferir é quais são os pontos positivos do investimento em FIIs. Assim, é mais fácil analisar se eles são oportunos para você. 

Veja a seguir! 

Renda passiva 

Por lei, os FIIs devem distribuir boa parte de seu resultado aos cotistas. Essa regra gera uma fonte de renda passiva para os investidores, uma vez que os rendimentos podem se originar nos lucros do fundo — como dos aluguéis dos imóveis na carteira de um FII de tijolo, ou dos rendimentos dos juros de um FII de papel. 

Benefícios fiscais 

Os FIIs apresentam benefícios como a isenção de IR sobre os dividendos distribuídos para pessoas físicas desde que determinadas condições sejam atendidas. O investidor não pode deter mais de 10% das cotas, o fundo deve contar com pelo menos 100 cotistas (conforme o novo projeto de lei 4.173/2023). 

Liquidez 

Investir diretamente em imóveis físicos pode ser complexo, burocrático e envolver longos prazos de venda. Já os FIIs podem oferecer maior liquidez, permitindo que os investidores comprem e vendam cotas com facilidade na bolsa de valores. 

Essa flexibilidade permite ajustar a carteira de investimentos conforme as necessidades e objetivos. É diferente do que acontece ao vender um imóvel, já que o processo costuma ser complexo e demorado. 

Em relação às desvantagens, existem riscos relacionados ao próprio mercado, como o desaquecimento do setor imobiliário, assim como riscos de liquidez e de crédito. O fato de os FIIs serem ativos de renda variável, assim como as ações, faz com que não seja possível garantir o resultado que será obtido ao fim do investimento. 

Qual desses ativos oferece maior retorno? 

Ao chegar até aqui, você deve estar curioso para saber qual desses ativos oferece maior retorno, certo? Essa questão costuma ser complexa e depende de diversos fatores, como o horizonte de investimento, o perfil do investidor e as condições do mercado. 

Confira alguns pontos que devem ser considerados! 

Geração de renda passiva 

Como você acompanhou, os FIIs são obrigados a distribuir a maior parte dos resultados na forma de dividendos. Então eles podem contribuir mais com os investidores que desejam viver de renda. Já no caso das ações, nem sempre a empresa opta por fazer a distribuição dos lucros, podendo reinvesti-los. 

Exposição a setores 

Se o seu objetivo for se expor ao mercado de imóveis, especificamente, os FIIs tendem a ser mais adequados. Já as ações contemplam segmentos variados da economia.  

Porém, também é possível ter exposição a certos setores por meio de FIIs, como ao escolher fundos com imóveis de empresas de varejo. Do mesmo modo, empresas de construção civil, por exemplo, podem trazer exposição ao mercado imobiliário.  

Construção do patrimônio 

Pensando no longo prazo, ambas as alternativas podem ajudar na construção do patrimônio. Com a realização de aportes frequentes e até do reinvestimento de dividendos é possível favorecer a consolidação de um montante financeiro mais significativo na sua carteira. 

Ao mesmo tempo, vale considerar que a comparação entre o desempenho dos fundos imobiliários e ações varia conforme o mercado e suas condições. Por esse motivo, não existe uma regra definitiva sobre qual opção oferece retornos superiores.  

Vale mais a pena investir em ações ou fundos imobiliários? 

Agora que você conferiu as principais informações sobre ações ou fundos imobiliários, chegou a hora de entender qual é a melhor alternativa para investir. A escolha de qualquer investimento precisa ter como base a avaliação do seu perfil de investidor e objetivos financeiros. 

Se você busca rendimentos mais frequentes e estáveis, os FIIs podem ser uma opção. Porém, é possível encontrar ações que pagam bons dividendos com regularidade, contribuindo para a obtenção de retorno passivo. 

Além disso, a diversificação da carteira é fundamental para reduzir os riscos nos investimentos. Portanto, você pode investir em ambos os ativos, aproveitando os seus benefícios e equilibrando a rentabilidade, caso faça sentido para a sua estratégia.  

Neste artigo, você conheceu as diferenças entre ações ou fundos imobiliários e os fatores que influenciam em suas rentabilidades. Na hora de escolher em qual investir, lembre-se de aprofundar o seu conhecimento no assunto para tomar decisões mais acertadas. 

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Larissa Novak

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