As mudanças gradativas e a sequência de patamares baixos da taxa básica de juros da economia, a Selic, levaram muitos brasileiros a revisar o destino dos seus investimentos, em busca de mais rentabilidade, impulsionando o crescimento de outras classes de ativos no país.

Apenas para ilustrar, do segundo semestre de 2016 até agosto de 2020, a meta da Selic definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central saiu de 14,25% para 2% ao ano.  

Neste cenário, quem não tem estômago para lidar com o sobe e desce da Bolsa de Valores partiu em busca de opções mais atrativas na própria renda fixa, encontrando à disposição ativos como o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).  

Mas como saber quando esses investimentos valem a pena para a sua carteira? Esse post irá falar sobre as principais características e vantagens desses produtos, ajudando você a identificar se os CRIs e CRAs são os ativos ideais para os seus objetivos e perfil de investidor.  

CRI e CRA: como funcionam? 

Ambos os certificados de recebíveis (CRI e CRA) têm um funcionamento semelhante e representam uma promessa de pagamento futuro, sendo a principal diferença entre eles o lastro (garantia) apresentado nas operações.  

Os CRIs são instrumentos de financiamento do mercado imobiliário brasileiro, enquanto os CRAs financiam a cadeia produtiva do agronegócio. Quem adquire um CRI ou um CRA empresta seus recursos para o financiamento de atividades nesses dois setores econômicos e, em troca, é remunerado, com juros, sobre o valor investido. Esses juros podem ser pagos no momento do vencimento do certificado ou de forma periódica, conforme as condições previstas no termo de securitização do título.  

A emissão desses certificados de recebíveis é feita por securitizadoras, empresas que empacotam empréstimos e os transformam em títulos de renda fixa. Veja, abaixo, um exemplo que ilustra o papel da securitizadora na emissão do CRI. 

  1. Uma construtora ou incorporadora lança um empreendimento imobiliário. 
  2. Essa construtora ou incorporadora contrata uma securitizadora para transformar as parcelas do financiamento dos compradores dos imóveis em títulos de crédito (CRI). 
  3. Esses títulos são oferecidos a investidores, que poderão aplicar recursos e receber o dinheiro de volta acrescido de juros conforme as condições do título. 
  4. A construtora ou incorporadora recebe, antecipadamente, os valores devidos, os compradores parcelam o pagamento dos imóveis e os investidores financiam a operação através dos CRIs.  

Para os CRAs, basta substituir a figura da construtora e de quem toma o empréstimo pelos negócios entre cooperativas de produtores rurais e terceiros, por exemplo. O conceito é o mesmo: captar recursos de investidores no mercado para financiar as atividades relacionadas à cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.  

Qual a rentabilidade dos CRIs e CRAs? 

A rentabilidade dos CRIs e CRAs irá depender das condições contratadas em cada caso. Como são títulos de renda fixa, o investidor sabe, no momento da aplicação, qual será a remuneração recebida ou qual indicador econômico será referência para a rentabilidade. 

A remuneração desses papéis pode ser atrelada a algum indexador IPCA ou CDI, mais uma taxa prefixada (neste caso, é chamada de remuneração híbrida); ou representada em percentual do CDI.  

Em geral, os juros são pagos de forma mensal, trimestral ou semestral. Embora pouco comum, há também a opção de receber os juros no vencimento do contrato, quando também é retornado o valor inicial investido.  

Os CRIs e CRAs são empregados, na maioria dos casos, em aplicações de longo prazo. Isso significa que esses produtos não são recomendados para a sua reserva de emergência.  

Riscos dos CRIs e CRAs? 

Um dos principais riscos dos certificados de recebíveis é o  de calote pelo tomador de crédito, já que essas aplicações não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Por outro lado, as operações podem ter como garantia os bens que são objetos da operação, tais como imóveis, maquinários e produtos agrícolas, além de outras garantias que podem ser incluídas em cada operação.  

Como as garantias podem variar para cada CRI e CRA, é importante conferir com atenção os termos da operação antes de realizar o investimento. Outra referência para o investidor são os ratings que acompanham a oferta desses ativos. Os ratings classificam o risco de crédito dos investimentos, oferecendo ao investidor informações sobre os riscos tomados em cada aplicação. 

Os CRIs e CRAs, como citamos, são investimentos de longo prazo, sendo muito comum encontrar esses ativos com vencimento para cinco anos. Assim, caso o investidor precise vender um CRI ou CRA antes do vencimento, deverá negociar o título no mercado secundário, recebendo pelo ativo um valor segundo as condições de mercado no momento da venda.  

Vantagens dos CRIs e CRAs 

Como sempre acontece nos investimentos, os riscos vêm acompanhados de oportunidades de rentabilidade. É por isso que os CRIs e CRAs são escolhidos por muitos investidores em busca de ganhos mais atrativos em relação a outros ativos de renda fixa. É possível, e comum, encontrar certificados de recebíveis com rentabilidade bruta de até 7% ao ano, uma taxa atrativa considerando os patamares da Selic.  

Outro ponto a favor dos certificados de recebíveis é a isenção da cobrança de Imposto de Renda e  IOF para pessoas físicas. A isenção desses tributos tem por objetivo fomentar a captação de recursos através desses instrumentos, com reflexo na oferta de crédito para o agronegócio e o mercado imobiliário. 

Como investir em CRIs e CRAs? 

Os CRIs e CRAs emitidos pelas securitizadoras são ofertados ao mercado pelas corretoras de valores, como a Genial Investimentos. O investimento nesses certificados de recebíveis é simples, rápido e realizado de forma 100% online na plataforma da corretora. 

Antes de investir nesses ativos, no entanto, é recomendada a leitura atenta das condições do título: prazos, forma de cálculo da rentabilidade, riscos da operação e garantias oferecidas – informações disponíveis no termo de securitização do título. Com base nessas informações, você poderá comparar CRIs e CRAs, escolhendo produtos alinhados ao seu perfil de riscos capazes de garantir rentabilidade para o seu patrimônio com segurança e tranquilidade, sem precisar recorrer à renda variável. 

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Publicado por Genial Investimentos

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