Quem faz operações de especulação na bolsa de valores e utiliza análises técnicas precisa conhecer a teoria de Dow. Você já ouviu falar do tema? Ela é um conceito muito importante para analisar gráficos e tendências de preços e pode ser utilizada para pautar suas decisões. 

Mesmo tendo sido criada há mais de 120 anos, ela ainda é muito relevante para o cenário de especulação. Assim, é fundamental que os traders conheçam essa teoria, seus fundamentos e como utilizá-la da maneira correta. 

É isso que você aprenderá neste texto. A seguir, entenda como ela surgiu, sua importância e como aplicá-la nas suas operações.  

Acompanhe! 

O que é a teoria de Dow? 

Teoria de Dow é um conceito utilizado para fazer análises técnicas e avaliar tendências em preços de ativos e derivativos no mercado financeiro. Ela se baseia em 6 fundamentos que devem ser aplicados no processo de análise e comparação. 

A análise técnica é uma forma de observar um preço para entender suas variações e movimentos. Ela é focada na lei de oferta e demanda do mercado, refletida nas cotações. Dessa maneira, utilizam-se dados históricos, volume de negociações e padrões gráficos para essa avaliação. 

Esse tipo de análise é utilizado, principalmente, na especulação e operações de curto prazo. O objetivo é encontrar oportunidades nas tendências de alta ou baixa nos preços, verificadas por meio das teorias aplicadas. É nesse momento que o conceito de Dow é utilizado. 

Como a teoria surgiu? 

A teoria de Dow foi criada em 1887 por Charles Henry Dow. É do seu sobrenome que deriva a denominação da teoria. Ele também criou o índice Dow Jones, conhecido por quem acompanha a bolsa de valores norte-americana. 

Charles Dow foi um estudioso do mercado financeiro e fez diversos estudos sobre as variações do mercado e seus padrões. Assim, ele é um grande contribuidor das bases da análise técnica, tão difundida atualmente entre os especuladores. 

Dow publicou a sua teoria em diversos artigos no periódico “The Wall Street Journal”. No entanto, ela foi compilada e reconhecida a partir de William Hamilton e S.A. Nelson.  

Esse último escreveu o livro “ABC da especulação na bolsa” e foi nele que utilizou, pela primeira vez, o termo “teoria de Dow”. Já Hamilton é autor de “O barômetro do mercado de Ação”, importante publicação que explica todos os fundamentos da teoria. 

Qual a importância da teoria de Dow? 

Quem pretende especular na bolsa, ou já está atuando nessa área, precisa conhecer a teoria de Dow. Ela é fundamental para que o operador compreenda realmente os gráficos e suas movimentações frequentes. 

Afinal, identificar padrões e avaliar tendências para traçar perspectivas é a melhor forma de potencializar os ganhos com a especulação. Lembre-se que quem atua nessa área com eficiência não faz apostas ou tem palpites vagos. Cada escolha é pautada em estudos. 

Nesse sentido, a teoria de Dow pode ser usada para tentar prever as futuras oscilações dos preços, com base em dados passados. Ela deve ser utilizada em conjunto a outras técnicas e avaliações para se ter uma análise mais robusta. 

Como utilizá-la em suas operações? 

Agora é hora de saber como utilizar a teoria de Dow em suas operações. Para isso, é fundamental conhecer os seus 6 fundamentos. São eles que vão guiar o operador na tentativa de entender tendências e padrões.  

Confira a seguir: 

Índices de preços já consideram os descontos 

O primeiro fundamento da teoria de Dow diz que os índices (como o Ibovespa) já refletem fatores que influenciam as cotações. Ou seja, tudo que deve ser descontado dos preços já está englobado no índice. 

Dessa maneira, mesmo ocorrências imprevisíveis já estão incluídas nos índices. Dow defendeu que o mercado é dinâmico e os efeitos das informações são instantâneos, não sendo preciso fazer análises paralelas a do preço. 

O mercado tem 3 tendências 

O segundo fundamento contempla as três tendências do mercado segundo Dow: a primária, a secundária e a terciária. Uma analogia muito utilizada ao explicá-las são os movimentos do oceano. 

Uma tendência primária se equipara às marés. Elas são movimentos fortes e contínuos, que tendem a durar mais tempo. Já a secundária são ondas. Estas se formam conforme a maré, mas se estendem por menos tempo. 

Por fim, a terciária é ainda mais curta e com menos reflexos, como marolas. Elas duram pouco tempo e são movimentos relacionados à secundária. 

As tendências primárias têm 3 fases 

Conforme a teoria, as tendências ainda podem ser subdivididas. Assim, o terceiro fundamento diz que a tendência primária de alta tem 3 fases. 

A primeira é a fase de acumulação. Nela, os primeiros operadores que perceberam a alta começam a comprar o ativo, que está se recuperando. A segunda é a participação pública. Aqui, o público em geral percebe a tendência e começa a fazer aportes maiores apostando na valorização. 

Por último, a terceira fase é a da distribuição. Com ela a alta ganha conhecimento público, por meio de divulgações. Assim, há ainda mais participação de compradores querendo lucrar. É nessa hora que os operadores que entraram na fase de acumulação vendem suas posições com lucro. 

Os índices e médias se confirmam 

Segundo Dow, os índices deveriam confirmar as tendências. Assim, quando há essa correlação, a análise é mais sólida e confiável. O principal motivo é que índices diferentes costumam focar em setores distintos. Dessa maneira, se eles se confirmarem, há mais confiabilidade. 

O volume deve confirmar a tendência 

A teoria de Dow considera o volume como um fator secundário. Contudo, ele serve para confirmar uma tendência prevista. Quando há uma tendência primária, por exemplo, o volume de negociações fica correlacionado. 

Ou seja, quando há alta, o volume se expande. De outra maneira, nas tendências de baixa, o volume também cai. Isso confirma as previsões da análise. 

Uma tendência ocorrerá até haver sinais de reversão 

Por fim, o sexto fundamento ensina que a tendência ocorre até que haja sinais de reversão. Ou seja, há uma tendência à inércia e o movimento continuará até que incida uma força contrária. Apesar de ser um fundamento mais complexo, ele é essencial na análise. 

Agora você sabe como funciona a teoria de Dow e como ela pode ajudar nas especulações. Lembre-se de utilizá-la em conjunto com outras técnicas para ter mais solidez nos resultados. Assim, suas decisões serão pautadas em padrões e conceitos estudados, e não em palpites. 

Depois de entender essa teoria, que tal aprender o que é o day trade? Confira o nosso conteúdo sobre o assunto e conheça essa prática! 

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