Ter uma base de conhecimentos na hora de investir é imprescindível para tomar decisões mais conscientes e consistentes, certo? Para traçar uma boa estratégia, você pode contar com ensinamentos de grandes nomes, como Benjamin Graham.
Ele deixou como legado uma filosofia sobre o mercado financeiro que permanece relevante mesmo com as mudanças e modernizações nesse ambiente. Entender esses princípios ajuda a ampliar a sua visão sobre os ativos e aprimorar a análise de alternativas e a composição de uma carteira bem estruturada.
Pensando nisso, nós, da Genial, separamos 5 ensinamentos de Benjamin Graham que podem ajudar na sua compreensão sobre os investimentos e impulsionar os seus resultados. Confira!
Quem foi Benjamin Graham?
Benjamin Graham nasceu em maio de 1894, em Londres, na Inglaterra. Ele foi um investidor, educador e economista, autor do famoso livro “O investidor inteligente”, considerado um clássico para investidores do mundo todo.
A obra foi escrita em 1949, porém, até hoje é relevante para quem quer investir. Outro livro consagrado foi “Security Analysis”, que não chegou a ser traduzido para o português. Ele aborda a análise de risco e o conceito de value investing — investimento em valor —, central em sua teoria.
Benjamin Graham foi radicado nos Estados Unidos, onde estudou na Universidade de Columbia, posteriormente tornando-se professor da instituição.
Ele também é considerado o precursor da estratégia buy and hold — em tradução livre, comprar e guardar —, que consiste em comprar os ativos e mantê-los na carteira por um longo prazo. Sua abordagem é focada em uma visão duradoura e não apenas em lidar com variações do mercado.
As suas contribuições são consideradas a base de uma filosofia de investimentos sólida, responsável e fundamentada em análise. Por conta disso, a visão de Graham inspirou outros nomes, como Warren Buffett, que foi seu aluno.
Como resultado, mesmo tendo desenvolvido suas ideias em um contexto de mercado diferente, muitos de seus princípios continuam válidos e inspiram investidores. Então entender os seus ensinamentos ajuda a absorver princípios norteadores para as estratégias de investimento.
Leia mais: Warren Buffett: veja toda trajetória do maior investidor do mundo
Quais são os 5 ensinamentos de Benjamin Graham para o investidor?
Você viu que a filosofia de investimento de Benjamin Graham é relevante até hoje. Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, destacamos 5 ensinamentos para ficar de olho na hora de pensar na sua própria estratégia.
Vamos lá?
1. Focar no valor intrínseco dos ativos
Um dos conceitos centrais para Benjamin Graham é o de valor intrínseco. No contexto dos investimentos, ele está ligado à ideia de que o preço de mercado nem sempre reflete o valor real de uma empresa.
Isso significa que o que se vê na cotação da bolsa pode ser somente o resultado de expectativas, emoções ou movimentos momentâneos. Não se trata necessariamente do retrato fiel da companhia em questão.
O valor intrínseco, portanto, é uma estimativa do preço justo de um papel, calculado a partir da análise da capacidade da empresa de gerar lucros e crescer no longo prazo.
Esse processo exige olhar para os fundamentos, por exemplo:
- fluxo de caixa;
- nível de endividamento;
- despesas;
- patrimônio;
- posição da companhia no setor em que atua.
Logo, trata-se de entender quanto determinado negócio realmente vale — e não somente quanto o mercado está disposto a pagar por ele no momento. Essa é uma das premissas centrais da análise fundamentalista, que determina se o preço da ação condiz com o seu valor real.
Há diferentes formas de chegar a esse número, como a análise de fluxo de caixa descontado (FCD), o histórico de múltiplos e o modelo de Gordon. O essencial, porém, é compreender que o investidor que domina essa análise consegue enxergar além das oscilações do mercado.
Com essa percepção, torna-se possível identificar oportunidades com base em fundamentos sólidos. Esse é o contrário da especulação, que foca em resultados no curto prazo, aproveitando as oscilações nas cotações dos ativos.
Fique por dentro das avaliações de especialistas: acompanhe a Genial Analisa!
2. Investir com margem de segurança
O value investing de Benjamin Graham é baseado na ideia de buscar ativos com bons fundamentos para a carteira, construindo uma relação duradoura. A ideia é procurar ações cotadas por um preço menor do que o valor intrínseco — que você acabou de conhecer —, sempre estudando os indicadores da companhia.
Nesse sentido, a ideia é que, com o tempo, as distorções do mercado sejam corrigidas e a alternativa chegue ao seu valor justo, quando o investidor poderá ter lucro. Essa diferença entre o preço que você paga pelo ativo e o seu valor intrínseco é o que Graham chamou de margem de segurança.
Quanto maior for essa margem, maior tende a ser a proteção em relação a oscilações adversas do mercado — e potencialmente o espaço para valorização no longo prazo.
No entanto, tenha atenção na hora de fazer o cálculo para escolher bons ativos. Afinal, a estratégia não se concretiza sem encontrar o valor intrínseco corretamente, não é mesmo?
Assim, você precisa ter uma boa metodologia de cálculo e considerar que o potencial da alternativa seja grande o suficiente para prevalecer mesmo diante de condições adversas. O mercado é imprevisível e você precisa estar preparado para diferentes cenários.
3. Evitar decisões emocionais
Um investidor de sucesso, na perspectiva de Graham, também deve manter a racionalidade, mesmo quando o mercado parece agir irracionalmente. Ele usou o personagem “Sr. Mercado” para deixar as suas características mais claras aos leitores.
Esse personagem é volátil, imprevisível e, muitas vezes, dominado por emoções — ora euforia, ora pânico. Por essa razão, quem investe com base em sentimentos tende a seguir a manada e a se afastar da própria estratégia.
Graham defendia que o verdadeiro investidor precisa cultivar paciência e objetividade. Isso significa resistir à tentação de reagir a cada oscilação e manter o foco no desempenho real das empresas, não nas flutuações momentâneas das cotações.
No curto prazo, o mercado pode se comportar como uma “máquina de votação”, influenciada pelas opiniões e humores do dia. Contudo, no longo prazo, ele funciona mais como uma “balança”, refletindo o valor verdadeiro dos ativos, como você aprendeu.
Para agir com essa serenidade, é importante diversificar os investimentos, respeitar seu perfil de investidor e ter um planejamento consistente. Consequentemente, mesmo em momentos de instabilidade, você mantém a confiança de estar posicionado em negócios sólidos e com bons fundamentos.
No fim das contas, a mensagem de Graham é clara: investir não é tentar prever o futuro, mas se preparar para ele. Quando o pânico domina o mercado, quem tem disciplina e visão de longo prazo vê oportunidades onde outros enxergam ameaça.
4. Ter um pensamento de longo prazo
Você já deve ter percebido que para Benjamin Graham é indispensável focar no longo prazo, não é mesmo? Entretanto, vale reforçar esse ensinamento do grande investidor. Em sua visão, o sucesso é construído com tempo e consistência.
Enquanto o curto prazo é dominado pela especulação, o longo prazo é o território no qual a racionalidade e os resultados concretos se impõem. Adotar essa mentalidade também envolve planejamento.
Portanto, é necessário diversificar a carteira, equilibrar renda fixa e variável e definir horizontes de investimento coerentes com seus objetivos. Assim, é possível manter a serenidade e seguir fiel à estratégia.
Graham acreditava que a verdadeira recompensa vem para quem permanece firme enquanto o mercado oscila. O investidor paciente, que encontra bons ativos e se mantém comprometido com sua análise, tende a construir uma trajetória de investimento mais consistente e alinhada aos seus objetivos financeiros.
5. Começar devagar e não arriscar todo o patrimônio
Outra lição essencial de Benjamin Graham é que investir não deve ser um salto às cegas. Muitos investidores iniciantes se empolgam com o potencial de lucro e acabam comprando ativos sem entender o negócio, movidos por recomendações ou pelo comportamento da maioria.
Para Graham, esse é justamente o tipo de erro que mais compromete o patrimônio. Ele defendia que o primeiro passo de quem deseja investir é aprender. Isso envolve estudar o mercado, compreender os relatórios financeiros das empresas e conhecer os riscos de cada operação.
Comprar uma ação, afinal, é tornar-se sócio de um negócio, e ninguém deveria entrar em uma sociedade sem entender como ela funciona, concorda? Nesse contexto, começar com cautela é uma forma de proteção.
Quanto mais você domina o que está comprando, menor tende a ser a chance de agir por impulso ou de tomar decisões guiadas pelo medo e pela euforia. Além disso, erros iniciais, quando acontecem com pouco capital, custam menos e oferecem aprendizados valiosos para o futuro.
Para Graham, um investidor disciplinado entende que as oscilações fazem parte do processo e busca manter o foco no aprendizado e na melhoria contínua de suas estratégias.
Neste artigo, você conheceu 5 ensinamentos de Benjamin Graham que podem contribuir para a sua estratégia de investimento. Como visto, a sua abordagem é focada em fundamentos consistentes e na construção gradual do patrimônio.
Você gosta de conteúdos como este? Então assine a nossa newsletter e receba novidades gratuitas em seu e-mail!
