Quem já investe no mercado brasileiro de ações conhece a importância de uma carteira diversificada para minimizar riscos e aumentar o potencial de rendimentos.

Neste cenário, uma alternativa para o investidor é explorar mercados fora do Brasil, como o dos Estados Unidos. O mercado americano é considerado o mais resiliente do mundo e contém uma lista com ampla variedade de empresas — incluindo muitas das maiores companhias globais.

Neste post, vamos explicar como e por que investir em ações americanas. Acompanhe para saber mais.

Como comprar ações americanas?

Existem três formas principais de acesso ao mercado norte-americano:

  • BDRs (Brazilian Depositary Receipts);
  • ETFs (Exchange Traded Funds); e
  • Corretoras dos EUA.

Cada opção tem vantagens e desvantagens em relação a riscos, rentabilidade e aportes. Portanto é essencial conhecer cada uma e avaliar qual a mais adequada ao seu perfil de investidor. Veja, a seguir, mais detalhes sobre como investir em ações americanas.

BDRs

O BDR, também chamado de Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM), é um valor mobiliário emitido no Brasil que representa outro emitido por uma empresa estrangeira. Essencialmente, os BDRs de empresas dos EUA são ativos negociados na Bolsa brasileira lastreados em ações americanas e geridos por uma instituição depositária.

Em outubro de 2020, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) alterou as regras para BDRs no mercado brasileiro. Antes, esses ativos só podiam ser adquiridos por investidores qualificados, ou seja, com mais de R$ 1 milhão para aplicar. No entanto, desde de 22 de outubro, eles se tornaram disponíveis para qualquer investidor brasileiro.

Saiba Mais: BDRs: Entenda como funcionam e como investir

Vantagens

  • São negociados em reais e diretamente na Bolsa brasileira. Dessa forma, não é necessário converter os valores em dólares nem enviar recursos para os EUA;
  • O investidor pode comprar ou vender como faz com qualquer ativo brasileiro na Bolsa, sem precisar abrir conta em corretoras fora do país;
  • Assim como as ações brasileiras, diversificam a carteira de investimentos;
  • Os encargos e as tarifas são os mesmos cobrados para papéis de empresas nacionais;
  • Ampla disponibilidade na Bolsa. Atualmente, a B3 lista mais de 550 BDRs americanos, contra cerca de 430 ações brasileiras.

Desvantagens

  • O BDR não é literalmente uma ação da empresa, e sim uma cota de um ativo lastreado em ações americanas, ou seja, o investidor não se torna acionista da empresa, pois o papel é gerido pela instituição depositária;
  • Existe um spread sobre os dividendos, logo, a instituição que originou o BDR (como o banco ou a corretora dos EUA) cobra uma taxa sobre os dividendos da empresa;
  • Embora seja negociado de forma similar às ações brasileiras, a liquidez desses papéis é considerada mais baixa.

ETFs

Um Exchange Traded Fund, ou ETF, é um ativo vinculado a um índice de uma Bolsa de Valores. Em outras palavras, o ETF é um título indexado que acompanha as altas e baixas de um grupo predefinido de empresas listadas em um mercado específico.

A B3, por exemplo, oferece ETFs chamados iShares atrelados a índices brasileiros, como o Ibovespa e o IBrX 100. Além disso, existem ETFs no Brasil que rastreiam o S&P 500, índice de ações americanas que relaciona as 500 maiores empresas listadas nas Bolsas NYSE e Nasdaq.

Saiba Mais: O que é ETF (Exchange Traded Fund)?

Vantagens

  • São comprados e vendidos em reais e negociados na Bolsa brasileira;
  • Oferecem uma ampla diversificação da carteira sem a necessidade de monitorar diretamente dezenas ou centenas de empresas;
  • Estão protegidos contra risco cambial, uma vez que as ações americanas são cotadas em dólar;
  • Como o S&P 500 representa as companhias de maior valor dos EUA, a valorização dos ETFs acompanha o crescimento da economia americana;
  • Permitem aportes iniciais baixos, isto é, o investidor não precisa dispor de altíssima renda para investir.

Desvantagens

  • Por acompanharem o mercado americano, um período de baixa econômica nos EUA afeta diretamente o rendimento dos ETFs;
  • Não gozam da isenção de Imposto de Renda como outros ativos da Bolsa de Valores;
  • Existem poucas opções disponíveis para corretoras brasileiras, sendo a maioria exclusiva para clientes de corretoras nos EUA;
  • Não oferecem dividendos. Os lucros são reinvestidos nas empresas que compõem o índice.

Corretoras americanas

Uma terceira alternativa para quem deseja comprar ações americanas é abrir uma conta em uma corretora que opera nos EUA. Nesse caso, o investidor aplica dinheiro diretamente nas empresas das Bolsas americanas de maneira semelhante às aplicações no mercado brasileiro.

Vantagens

  • Garantem acesso a uma imensa variedade de ações cotadas nos EUA;
  • Oferecem ativos com rendimento e negociação em dólar;
  • Os dividendos são pagos ao investidor sem a cobrança de taxa da instituição mediadora;
  • O investidor torna-se acionista direto da companhia.

Desvantagens

  • Exigem aportes consideravelmente mais altos do que nas modalidades anteriores;
  • Os governos cobram tarifas sobre o envio de recursos a corretoras estrangeiras;
  • Nem todas as corretoras aceitam clientes ou contas bancárias estrangeiras. O investidor talvez precise solicitar uma permissão do governo americano ou abrir uma conta em banco americano.

Por que investir em ações americanas?

Como já mencionamos, as Bolsas dos Estados Unidos incluem algumas das maiores multinacionais do planeta. Dependendo da modalidade escolhida, o investidor brasileiro pode aplicar seu dinheiro em empresas como Apple, Microsoft, Facebook, Google, Netflix, além de gigantes industriais como 3M, ExxonMobil, Boeing e General Motors.

Saiba Mais: Como escolher os melhores BDRs para a sua carteira?

Ainda que profundamente impactada pela pandemia da Covid-19, a economia americana ainda é considerada a maior e mais sólida do mundo. O dólar é a principal moeda comercial no mercado internacional e oferece proteção contra as crises e instabilidades frequentes em países emergentes, como o Brasil.

Vale destacar que o mercado de ações nos EUA é um dos mais desenvolvidos e antigos do planeta, existe desde o fim do século XVIII, e a cultura de investimentos é bastante fomentada no país. Além de diversificar a carteira, conhecer alguns instrumentos financeiros americanos ajuda a compreender o sistema financeiro como um todo.

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