O setor de varejo e comércio é bastante representativo no mercado brasileiro e também é responsável por criar oportunidades para investidores. Nesse setor, a Americanas (AMER3) é uma das principais companhias nacionais de capital aberto.
A empresa está entre as mais populares do país e costuma ter atuação significativa tanto com vendas físicas quanto com e-commerce. Mas, antes de decidir investir em ações da Americanas, existem elementos relevantes para considerar sobre as oportunidades e os riscos.
Quer entender se vale a pena investir em AMER3? Com este artigo elaborado pela nossa equipe, da Genial Investimentos, você pode compreender as características da Americanas e como avaliar o investimento nessas ações.
Quando a Americanas abriu seu capital?
Em relação à estrutura societária, a Americanas é uma empresa de capital aberto. O processo de abertura aconteceu na década de 1940 e, desde então, a organização opera como sociedade anônima com ações negociadas na B3.
Na bolsa brasileira, a empresa contava com ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) em circulação. Os tickers eram LAME3 e LAME4, respectivamente. Além disso, a B2W também estava listada na bolsa de valores com o ticker BTOW3.
Ou seja, as ações LAME3 e LAME4 serviam para investidores com interesse em investir na performance das lojas físicas do grupo. Já os papéis BTOW3 serviam para se expor ao desempenho da frente digital do conglomerado de varejo.
No entanto, manter as duas frentes gerava desafios para o grupo — especialmente pelos custos envolvidos. Para contornar a complexidade da estrutura, a companhia optou por uma reestruturação, unificando as bases acionárias.
Assim, desde 2022, os únicos papéis em circulação da Americanas são negociados com o ticker AMER3. Também houve novas emissões de ações no mercado primário, ampliando o capital social da empresa disponível aos investidores.
A simplificação da estrutura societária também integra o planejamento de internacionalização da marca. Isso porque a companhia discute a possibilidade de também abrir seu capital nos Estados Unidos.
Acionistas Americanas
Até aqui, você já entendeu que a Americanas é uma empresa quase secular que fez abertura de capital há décadas. Logo, a companhia é constituída como sociedade anônima e uma parcela considerável do seu capital social está sob posse de acionistas minoritários.
Entretanto, durante muitos anos o grupo esteve sob controle dos sócios Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Os três são grandes empresários e investidores brasileiros responsáveis pela Ambev (ABEV3), dentre outros negócios.
Eles assumiram o controle da empresa por meio do Banco Garantia, ainda nos anos 1980, momento em que a companhia estava em baixa. Os sócios foram responsáveis por mudar os rumos da Americanas e viabilizar seu crescimento nos anos seguintes.
Com a reformulação do quadro societário, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles deixaram o controle da empresa. Eles diminuíram sua participação na organização, controlando cerca de 29% das ações e se tornaram “acionistas de referência”.
A mudança teve o objetivo de ampliar a percepção de governança da empresa pelo mercado. Entretanto, mesmo assim, o trio de sócios continua controlando a maioria das ações, enquanto o restante está disponível para negociação na B3.
Como foi o desempenho da Americanas durante a pandemia de covid-19?
A pandemia de covid-19 impactou todo o comércio internacional e afetou a economia de todos os países, em maior ou menor grau. Entretanto, os reflexos não foram homogêneos em todos os setores da economia.
Nesse cenário, o principal desafio imposto para o varejo foi lidar com o fechamento das lojas por determinação dos Governos para conter a disseminação do vírus. Dessa maneira, o investimento em canais digitais aumentou consideravelmente, ampliando as vendas nos e-commerces.
Desse modo, as ações da B2W (frente digital das Lojas Americanas à época) registraram valorização nesse período. O mesmo aconteceu com outras empresas brasileiras ligadas ao varejo e também com companhias internacionais com atuação no mercado de tecnologia.
No entanto, após os resultados positivos no primeiro momento, as ações da B2W entraram em um período de queda. O cenário foi um dos principais catalisadores para a empresa optar pela reformulação das suas ações.
Então, como você viu, houve a integração das frentes física e digital em apenas um papel — o AMER3 —, além da mudança no seu controle.
Como acompanhar o resultado do último balanço da varejista?
Como empresa de capital aberto, a Americanas tem diversos deveres junto a seus acionistas. Segundo as determinações do mercado, ela precisa divulgar seus balanços de maneira regular, detalhando os números do período de referência.
A apresentação dos dados serve para assegurar transparência quanto às informações financeiras. Dessa forma, os acionistas saberão quais foram os resultados do período porque, como sócios, eles precisam ter acesso a esses dados, certo?
Ademais, a divulgação do balanço pode contribuir para atração de novos investidores. Isso acontece porque é natural que eles busquem avaliar os fundamentos das empresas antes de tomar sua decisão de investimento.
No caso da Americanas, o balanço fica disponível na área de relação com investidores (RI) da empresa. O espaço compila todos os documentos relevantes para acionistas e interessados no investimento, como central de resultados e relatórios anuais.
Também há uma aba focada na governança corporativa da empresa. Por meio dela, é possível saber a composição acionária, a estrutura do conselho de administração e diretoria e também acessar a ata das reuniões.
Quais são os principais concorrentes da Americanas?
Chegando até aqui, você já entendeu as principais características das ações da Americanas. Para complementar seu conhecimento sobre ela, é oportuno saber quem são as principais concorrentes no mercado de varejo.
Confira!
Via
A Via (VIIA3), antiga Via Varejo, é um dos principais conglomerados concorrentes da Americanas no Brasil. A fundação da empresa aconteceu em 2010, após a fusão entre as Casas Bahia e o Ponto — anteriormente conhecido como Pontofrio.
Durante seus primeiros anos de fundação, a Via era controlada pelo Grupo Pão de Açúcar. Ela também conta com outras empresas relevantes no conglomerado, como o Extra e a empresa de móveis Bartira.
Além das lojas com sedes físicas, a Via tem uma atuação forte no e-commerce brasileiro. As empresas pertencentes ao grupo fazem dele um dos principais conglomerados varejistas do país.
Magazine Luiza
O Magazine Luiza (MGLU3) também é uma empresa com longa história na economia brasileira. Inicialmente ele era apenas uma loja de presentes no estado de São Paulo, mas, a partir dos anos de 1990, houve uma expansão significativa em sua operação.
Além de explorar mais oportunidades do varejo, a Magalu, apelido pelo qual a empresa é popularmente conhecida, foi uma das primeiras varejistas brasileiras a ter loja virtual. No início dos anos 2000, ela também já realizava vendas online em seu site.
Além do Magazine Luiza, outras empresas fazem parte do conglomerado, como Netshoes, Zattini e Kabum. Em conjunto com Americanas e Via, elas são 3 das maiores organizações varejistas do Brasil.
Amazon
Além das empresas do mercado nacional, existem companhias estrangeiras que competem com a Americanas. Esse é o caso da norte-americana Amazon (AMZO34), uma das maiores empresas do mundo e com expertise em e-commerce.
A empresa foi fundada por Jeff Bezos ainda nos anos 1990 e rapidamente assumiu um espaço relevante no mercado. Além dos EUA, a empresa atua em diversos outros países, como o Brasil, e é uma das maiores responsáveis pela expansão dos comércios digitais de modo global.
Apesar de ser uma companhia estrangeira, é possível investir na Amazon diretamente pela B3, a bolsa brasileira. O investimento acontece por meio de BDR. A sigla designa os brazilian depositary receipts, que são certificados de depósito de valores mobiliários lastreados em investimentos internacionais.
Mercado Livre
Por fim, outro concorrente da Americanas no varejo é o Mercado Livre (MELI34). Apesar de o Brasil ser o maior mercado da empresa, a varejista é natural da Argentina e suas ações estão listadas nos Estados Unidos.
Assim como a Amazon, a companhia se destaca pela sua expertise em comércio digital, sendo uma das responsáveis por popularizar marketplaces na América Latina. Ainda, ela atua no mercado de finanças com o Mercado Pago.
Nesse sentido, seu histórico o transforma em uma varejista e em uma companhia com veia tecnológica. O investimento no Mercado Livre também acontece por meio do BDR da companhia.
Como saber se devo ter AMER3 na minha carteira?
Compreendeu as principais informações sobre a Americanas e identificou seus principais concorrentes? O próximo passo consiste em saber se você deve ter as ações AMER3 na sua carteira de investimentos.
Veja como chegar à conclusão!
Avalie seu perfil de investidor
Para começar a avaliar é fundamental considerar o seu perfil de investidor. O investimento em ações é feito na bolsa de valores e faz parte da renda variável. Portanto, ele está mais alinhado com investidores que têm uma tolerância ao risco mais alta.
Isso acontece porque não existem garantias de retorno positivo com as operações. Além disso, como você viu, as ações expostas ao setor de varejo, como a Americanas, costumam estar mais vulneráveis a oscilações da economia — podendo afetar a performance do seu investimento.
Identifique seus objetivos financeiros
Também é necessário alinhar o investimento com os seus objetivos financeiros. Geralmente, o investimento em ações costuma ser mais adequado para investidores com foco no longo prazo.
Em vista disso, vale a pena pensar que selecionar horizontes mais amplos costuma ajudar a equilibrar os riscos do investimento. Afinal, historicamente, os impactos da volatilidade são mais significativos em intervalos curtos.
Analise os fundamentos da empresa
Após saber se o investimento é adequado para seu perfil e seus objetivos, é preciso avaliar os fundamentos da empresa. O processo de avaliação dos números é conhecido como análise fundamentalista e é valioso para investidores com foco no longo prazo.
Afinal, ele permite avaliar bem a companhia antes de comprar suas ações, possibilitando projetar ganhos. Nesse processo de análise, você deverá utilizar os indicadores fundamentalistas.
Para essa análise, é preciso conferir os balanços divulgados na área de relacionamento com investidores da Americanas. Os indicadores podem já estar calculados nos relatórios ou é possível usar as informações para calcular os valores.
Existem diversos indicadores que valem a pena considerar durante a sua análise. Entre eles, estão:
- lucro por ação (LPA);
- dividend yield (DY);
- preço sobre lucro (P/L);
- preço sobre valor patrimonial por ação (P/VPA);
- e muitos outros.
Ao conhecer esses e outros números da empresa, é possível visualizar a saúde financeira dela e identificar as oportunidades e os riscos do investimento. Dessa maneira, você poderá fazer movimentações mais inteligentes e menos arriscadas — mesmo na renda variável.
Conheça as perspectivas do mercado
Além de explorar os fundamentos da empresa, é pertinente avaliar as perspectivas do mercado no qual ela atua. No caso da Americanas, o setor que você deve avaliar é o varejo.
Isso acontece porque a performance da empresa depende do mercado. Ou seja, mesmo que ela tenha bons números e potencial de crescimento, se o varejo estiver em um período de baixa, a organização pode ter que lidar com desafios.
Portanto, dedique-se a conhecer o mercado. Dados sobre o histórico do varejo, as oportunidades que as empresas podem explorar e os obstáculos previstos são informações relevantes para uma decisão de investimento inteligente.
Ainda, saber mais sobre os concorrentes é valioso para a sua estratégia. Afinal, boas estratégias de outras companhias podem gerar ganho no mercado por parte delas e, consequentemente, afetar a performance da Americanas.
Recorra à análise de profissionais
Para otimizar o seu processo de estudos, é interessante contar com análises de profissionais do mercado financeiro. Com a Genial, por exemplo, você tem acesso ao Genial Analisa.
A ferramenta disponibiliza diversas avaliações de cenário feitas pelo time de analistas da Genial. As informações podem ser relevantes para fundamentar suas próximas decisões no mercado financeiro.
Além disso, é possível acompanhar as carteiras recomendadas. Esses são portfólios balanceados e atualizados regularmente, conforme o momento do mercado. Com isso, as carteiras recomendadas podem ser referências para a montagem do seu próprio portfólio.
Finalmente, não se esqueça da importância de diversificar seus investimentos. Procure incluir diferentes setores econômicos na carteira, como aqueles d
O que é o setor de varejo?
Antes de saber mais sobre a Americanas e suas ações, é interessante aproveitar a oportunidade para aprender sobre o setor de varejo. Ele é relevante para a economia brasileira, principalmente, por seu relacionamento com consumidores finais.
Desse modo, o setor de varejo se caracteriza pela comercialização de bens, produtos e mercadorias, essenciais ou não. Logo, as empresas do segmento são responsáveis por movimentar quantias significativas para o mercado nacional e gerar empregos.
Ao longo dos últimos anos, as varejistas expandiram a sua operação junto à popularização da tecnologia. Nesse sentido, muitas empresas deram início à exploração dos e-commerces ou comércios digitais, aproveitando os benefícios desse modelo.
O principal diferencial das compras virtuais é a comodidade para os clientes, que não precisam sair das suas casas para adquirir itens. Por conta disso, o e-commerce teve um crescimento expressivo. Apenas no primeiro trimestre de 2022 foram quase R$ 40 bilhões de faturamento.
De modo geral, o varejo — físico ou virtual — se destaca pela alta diversidade entre suas empresas. Mercados, lojas de vestuário, comércios de produtos eletrônicos, farmácias e outras organizações podem estar inseridas no setor de varejo.
Porém, o setor também demanda das empresas alta atenção com seu planejamento e capacidade de se antecipar a cenários de risco. Isso acontece porque o consumo cíclico é uma característica presente no mercado, podendo afetar o faturamento em determinados períodos do ano.
Qual o cenário do varejo brasileiro?
Agora que você sabe o que é o setor de varejo, vale a pena identificar como é o cenário dele no Brasil. Esse mercado é composto por diversas empresas que comercializam produtos variados com consumidores finais.
Contudo, é oportuno ressaltar que as varejistas não são, necessariamente, as produtoras dos itens que negociam. O mais comum é que elas façam a aquisição das mercadorias em atacado para venderem aos clientes em pequenas quantidades.
Outro aspecto para considerar é que, na bolsa brasileira (B3) não existe uma classificação setorial específica para as empresas de varejo. Geralmente, as companhias estão presentes na área de consumo cíclico (para bens não essenciais) e não cíclico (para itens essenciais).
Em relação ao desempenho, como você viu, o setor varejista nacional aproveita as oportunidades geradas pelo e-commerce. Porém, ele também costuma oscilar significativamente acompanhando o momento econômico do país.
Para entender melhor, imagine que o país vive um momento de instabilidade financeira — com curva de juros em alta. Cenários assim diminuem o poder de compra da população e, consequentemente, podem impactar nas vendas das varejistas.
Outras questões de mercado podem gerar efeitos parecidos, como aconteceu a partir de 2020, com a crise sanitária e econômica causada pelo coronavírus. Muitas empresas tiveram de manter as portas fechadas por diversas semanas e aquelas que não tinham a estrutura para o e-commerce sentiram os impactos de forma ainda mais intensa.
Dessa maneira, o principal desafio do varejo brasileiro é aplicar soluções em meio a crises. Ademais, um dos maiores objetivos para o futuro é integrar os canais físicos e digitais com maior eficiência.
Qual a história da Americanas?
Como você acompanhou, o varejo é um dos setores mais importantes para a economia brasileira. A partir desse entendimento, agora é o momento de conhecer a história de uma das principais empresas desse mercado: a Americanas.
Confira!
Surgimento
A Americanas é uma empresa de história quase centenária no mercado brasileiro. Ela foi fundada por um grupo de empresários norte-americanos e austríacos, com objetivo de explorar as oportunidades comerciais na América do Sul.
Inicialmente, a ideia partiu dos empreendedores norte-americanos. Eles saíram em viagem dos Estados Unidos para a Argentina com intuito de abrir um comércio varejista em Buenos Aires, capital do país.
O plano dos empresários era abrir uma loja que negociasse itens baratos e servisse para gerar um fluxo constante de consumidores. Contudo, antes de chegarem à Argentina, eles foram convidados para conhecer o Rio de Janeiro.
No país, os norte-americanos notaram a falta de um empreendimento nos moldes que eles pretendiam explorar em Buenos Aires. Assim, em vez de continuarem a viagem, eles optaram por abrir a primeira sede das Lojas Americanas no Brasil.
O sucesso do empreendimento levou a abertura de novas sedes no Rio de Janeiro e em outras localidades do país. Em 2022, a empresa é uma das maiores referências no varejo brasileiro.
Expansão
Ao longo da sua história, a Americanas passou por diversas mudanças em sua operação. Ocorreram diversas fusões, aquisições, reorganizações societárias e outros processos de adaptação e modernização.
A principal operação desse tipo aconteceu quando a empresa comprou o Submarino, outro relevante varejista do mercado nacional. O processo levou ao surgimento da B2W, que era responsável por administrar o seu funcionamento online.
Além do Submarino, o Shoptime é outra empresa de varejo que passou a compor o grupo. Com as três frentes, o conglomerado se fortaleceu como um dos mais relevantes e fortes no segmento nacional.
Por outro lado, as aquisições demandaram que a organização planejasse novas ações para se manter competitiva em seu mercado. Nesse sentido, a partir de 2020, a empresa entrou em um novo processo de reformulação.
Entre as mudanças, houve a junção do operacional entre as Lojas Americanas e a B2W. Com a novidade, a empresa deixou de se chamar Lojas Americanas e se tornou Americanas S.A — atuando como uma holding para o grupo.
Novos negócios
Além das suas empresas no varejo brasileiro, a Americanas mantém o foco em novos negócios. Isso se traduz nos investimentos que a empresa fez ao longo dos anos em ofertar novos serviços ao público.
Existe, por exemplo, uma frente B2B. Ou seja, além das vendas para os consumidores finais, a área chamada de Americanas Empresas atua para facilitar negociações entre empresas de diversos portes e segmentos.
Outro dos carros-chefes entre os novos negócios da empresa é o Ame Digital. Ele surgiu como um mecanismo facilitador de pagamentos para compras feitas nas empresas do grupo. Atualmente, a solução oferece diversos outros serviços para os clientes, incluindo um cartão de crédito.
As novas iniciativas indicam o trabalho que a Americanas desenvolve para manter sua relevância em um dos meios mais competitivos da economia brasileira.
Ademais, elas mostram que todo o varejo nacional ainda tem uma margem para desenvolvimento — gerando possíveis oportunidades para investidores.
escorrelacionados. Assim, há como equilibrar os riscos e ampliar suas perspectivas de ganho.
Como você aprendeu, as ações da Americanas (AMER3) se apresentam como uma alternativa para quem quer investir no varejo brasileiro. Com as informações deste artigo, você pode complementar sua análise para definir se esse investimento é adequado para sua carteira.
Quer aproveitar as oportunidades da bolsa de valores e do mercado financeiro para seu capital? Abra sua conta na Genial e comece a investir!