Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República no último domingo, 28 de outubro. Ele atingiu 55% dos votos válidos – ou 57,7 milhões de votos. O seu adversário, Fernando Haddad (PT), alcançou 45% – ou 47 milhões de votos. Os votos válidos somaram quase 105 milhões – pouco inferior ao patamar de 107 milhões do 1º turno. Os resultados vieram em linha com os resultados das últimas pesquisas. A abstenção atingiu 21% dos votos. Os votos brancos e nulos somaram quase 10%.

O Nordeste manteve-se fiel ao PT e deu mais de 11 milhões de votos de vantagem a Fernando Haddad. Da mesma forma, as regiões Sul e Centro-Oeste votaram em peso em Bolsonaro, que obteve mais de oito milhões de votos de vantagem nessas regiões. No Norte, a disputa entre os dois candidatos foi bastante apertada. Na região Sudeste, Bolsonaro obteve mais de 13 milhões de votos de vantagem sobre o candidato do PT, que lhe garantiram a vitória. Em SP, Bolsonaro obteve 68% dos votos – Aécio, em 2014, obteve 64%. Em MG, Bolsonaro conquistou 58%. No RJ, ele alcançou 68%. Ambos os Estados deram vantagem a Dilma em 2014.

Após uma campanha errática, o PT pode se considerar satisfeito pela diferença menor em relação ao rival – as pesquisas chegaram a apontar mais de 20 pontos de diferença entre eles – e também pelo fato de Bolsonaro não ter conseguido superar os recordes de votação de Lula em 2002 (61,3% dos votos) e 2006 (58,3 milhões de votos).

Entre os governadores eleitos, é importante destacar os resultados nos três principais Estados do País: João Doria (PSDB) em SP; Romeu Zema (NOVO) em MG; e Wilson Witzel (PSC) no RJ. Todos declararam voto e fizeram campanha por Bolsonaro. No que toca ao PSDB, Doria deverá tentar obter o comando do partido e tem condições para isso, uma vez que os principais caciques da legenda saíram derrotados. O Nordeste terá todos os seus governadores alinhados à esquerda. Na região, o PT conquistou quatro Estados (BA, CE, PI e RN) e o PSB, dois (PE e PB). O estreante PSL conseguiu eleger três governadores em todo o País: em SC, RO e RR.

O discurso de vitória de Bolsonaro acenou em direção à pacificação. O presidente eleito defendeu o respeito à Constituição e ao Estado Democrático de Direito. Ele também prometeu defender a democracia e as liberdades individuais e fez forte defesa da descentralização. Bolsonaro, no entanto, não citou o nome de Haddad em seu discurso.

Haddad, da mesma forma, reconheceu o resultado das urnas e se posicionou como oposição ao presidente eleito. No entanto, o petista também não mencionou Bolsonaro. Os tradicionais telefonemas entre candidatos vitorioso e derrotado não aconteceram.

Nos próximos dias, Bolsonaro deverá apresentar os novos nomes de sua equipe. Por enquanto, já foram anunciados os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e General Augusto Heleno (Defesa). Onyx chefiará a equipe de transição.

O presidente Michel Temer cumprimentou Bolsonaro pela vitória e afirmou que a transição começará amanhã sob o comando do atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Nos próximos dias, Paulo Guedes deverá anunciar alguns nomes de sua equipe e, ao lado de Onyx, detalhar as medidas prioritárias da agenda econômica do novo presidente.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Resultados nos Estados – Fonte G1

Resultados nos Municípios – Fonte G1

GOVERNOS ESTADUAIS

 

Ribamar Rambourg
Coordenador de Análise Política da Genial Investimentos

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Ribamar Rambourg

Ribamar Rambourg

Ribamar Rambourg é coordenador de análise política na Genial Investimentos, responsável pela avaliação do cenário político-eleitoral brasileiro. Ribamar é economista graduado pela FEA-USP e mestrando em Ciência Política na FFLCH-USP. Em sua dissertação de mestrado, analisa o tema “Coalizão de governo e crise de governabilidade no período Dilma Rousseff

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