Alcançar a independência financeira pode trazer diversos benefícios, o que faz com que esse seja um objetivo comum entre as pessoas. Entretanto, a jornada pode não ser fácil, já que muitos brasileiros ainda não entendem como se organizar financeiramente e poupar dinheiro.

Considerando que ambas as atividades são fundamentais para investir, a independência financeira fica mais próxima quando você é capaz de dar os passos certos nessa direção. Por isso, se você deseja ser financeiramente independente, é preciso saber como conquistar esse objetivo.

Separamos as dicas mais importantes que mostram como você deve investir para chegar à sua independência financeira e conquistar sua tão sonhada liberdade!

O que é independência financeira?

A independência financeira representa o momento no qual o indivíduo não depende da renda obtida com o seu trabalho para manter o seu estilo de vida. Dessa maneira, ele pode decidir se quer ou não trabalhar, já que recebe valores de outras fontes que não exigem uma atuação ativa.

Além disso, quando se fala em independência financeira, é comum confundir esse termo com a ideia de liberdade financeira. Embora os dois conceitos sejam importantes, a liberdade é um passo anterior à independência.

Assim, o sentido de ser livre financeiramente pode ser diferente para cada pessoa. Afinal, cada um tem desejos e objetivos próprios.

Por exemplo, um adolescente pode considerar que liberdade financeira é poder comprar o que quiser sem depender da família. No caso de um jovem, um desejo comum é ser livre para sair da casa dos pais.

Liberdade significa, então, poder usufruir de maior autonomia com o seu dinheiro. Para isso, é preciso ter organização financeira e montar um patrimônio. Já a independência representa o momento em que você já não depende da remuneração recebida pelo trabalho para se sustentar.

Por que buscar independência financeira?

Ao compreender o que é a independência financeira, é possível que você se pergunte por que buscar esse patamar se a sua intenção não é parar de trabalhar, por exemplo. Para entender essa questão, é preciso refletir sobre alguns pontos.

A seguir, você confere quais são eles!

1. Poder de escolha sobre o trabalho

Ser independente financeiramente não precisa ser sinônimo de encerrar suas atividades remuneradas. Há pessoas que alcançam esse patamar e continuam ativos no mercado de trabalho. Porém, essa passa a ser uma questão de escolha e não de necessidade.

Ou seja, o que essa condição financeira pode trazer para você é o direito de escolher o que é melhor para si. Assim, mesmo quem já é independente financeiramente pode seguir trabalhando porque gosta da atividade que exerce, por exemplo.

Nesse sentido, não é por acaso que grandes investidores e bilionários continuam com uma vida laboral. É o que faz, por exemplo, Warren Buffett — um dos maiores investidores de todos os tempos.

Após conquistar a independência financeira, o trabalho deixa de ser uma obrigação e pode se tornar um prazer.

2. Mais tranquilidade financeira

Outro motivo que pode levá-lo a buscar independência financeira é a garantia de tranquilidade obtida. Afinal, pode ser mais fácil atravessar crises de maneira mais equilibrada. É possível, por exemplo, lidar melhor com problemas de saúde e outros imprevistos.

Quando há crises maiores, que atingem o país ou o mundo, a independência financeira costuma proporcionar uma estrutura que permite enfrentar a situação sem grandes percalços. Na prática, o patrimônio conquistado oferecerá mais segurança se ele for sólido.

3. Maior qualidade de vida na aposentadoria

Para diversos investidores, o objetivo da independência financeira também está ligado à qualidade de vida na aposentadoria. Depender da Previdência Social pode significar diminuir o padrão de vida e vivenciar limitações financeiras.

Por outro lado, ao ter a sua independência financeira, você já não depende diretamente da quantia paga pela Previdência Social na aposentadoria. Desse modo, é possível manter o estilo de vida que você preferir, tendo mais conforto no dia a dia.

4. Maior flexibilidade no dia a dia

Por fim, é importante ter em mente que os benefícios da independência financeira não ficam reservados apenas para a aposentadoria ou fases difíceis. Ao conquistá-la, você pode viajar, aproveitar a vida e ter experiências, já que não é preciso se prender a um horário de trabalho.

No geral, isso pode trazer mais satisfação com o cotidiano e até favorecer a realização de sonhos diversos.

Qual a relação entre independência financeira e renda passiva?

Ao saber mais sobre independência financeira, é possível que você se depare com a relação entre esse patamar e a renda passiva. Mas como acontece a ligação entre esses dois conceitos?

Como você viu, a pessoa é independente financeiramente quando o seu patrimônio gera renda suficiente para que ela não precise do trabalho direto para custear o padrão de vida escolhido. Desse modo, a renda passiva é aquela que vem independente dos seus esforços diretos.

Entre os exemplos de obtenção de renda passiva, estão o recebimento de aluguéis de imóveis, dividendos, juros de aplicações, venda de ações e negociação de outros ativos. Nesse caso, embora seja necessário manejar os investimentos, você não precisa exercer uma atividade laboral para isso.

Tendo uma boa estratégia de investimentos e sabendo escolher as alternativas para a sua carteira, é possível fazer o seu dinheiro trabalhar para você.

Quais são as formas de conquistar a renda passiva?

Você aprendeu que obter renda passiva é fundamental para conquistar a sua independência financeira. Então é interessante se aprofundar no assunto — principalmente, em relação aos investimentos que permitem obter esses valores.

Existem diversas alternativas que podem oferecer rendimento frequente. Entre elas estão:

Nesses casos, há possibilidade de receber uma quantia periodicamente. Se o seu patrimônio investido for suficiente, o montante poderá custear o seu estilo de vida.

Ademais, existem alternativas interessantes para acumular patrimônio a longo prazo para ser usufruído posteriormente. Esse é o caso do investimento em ações e fundos com objetivo de valorização. Ou ainda dos títulos de longo prazo, com vencimento após 5 anos de aplicação.

Outra opção para considerar rumo à independência financeira é a Previdência Privada, que apresenta duas fases. A primeira é um período de acúmulo de patrimônio, na qual o investidor realiza aportes frequentes.

Já a segunda é a etapa de usufruto, em que o investidor pode escolher entre duas formas principais de recebimento. Em uma delas, você recebe todo o dinheiro acumulado somado aos juros de uma vez só. Na outra, o pagamento é realizado mensalmente como renda vitalícia ou por um período específico.

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Como conquistar a independência financeira?

Já ficou claro para você o que é independência financeira e o quanto ela pode ser vantajosa, certo? Agora, é o momento de descobrir como conquistar a sua e poder fazer escolhas com mais autonomia em sua vida.

Confira alguns passos fundamentais para alcançar esse patamar no futuro!

1. Faça um planejamento financeiro

Empenhar-se pela independência financeira é como uma longa viagem, o que exige planejamento. Assim, é preciso traçar um plano, definir metas intermediárias e ter disciplina. Nesse sentido, a organização das finanças tem um papel fundamental.

Por mais distante que a independência pareça na sua vida hoje, tudo começa com esse primeiro esforço. Ao manter suas finanças organizadas, você passará inicialmente a usufruir de maior equilíbrio. Depois, chegará à liberdade e então poderá conquistar a independência financeira.

Para fazer o seu planejamento financeiro, coloque por escrito as suas despesas e receitas, elaborando o seu orçamento financeiro. A partir daí, avalie se todos os seus ganhos são suficientes para cobrir os seus gastos e investir.

Caso o saldo seja positivo, você está no caminho certo para a independência financeira. Porém, se a diferença for negativa ou nula, é o momento de rever onde é possível cortar gastos e obter renda extra.

Desse modo, há como fazer com que os custos caibam no seu orçamento e ainda separar um montante todo mês para investir.

2. Pague suas dívidas

Muitas pessoas pensam que as dívidas são apenas os débitos já vencidos e que estão em atraso. No entanto, elas representam qualquer obrigação financeira — mesmo que você esteja em dia com o pagamento. Entre os exemplos, estão a parcela da compra do carro, financiamento de imóvel e parcelamento no cartão de crédito.

Embora haja débitos que podem ser necessários, como aqueles obtidos em prol da conquista de um bem, existem aqueles dispensáveis. Um exemplo de dívida que pode ser evitada são aquelas contraídas a partir de compras feitas por impulso.

Esses gastos também podem estar ligados à tentativa de manter um padrão de vida mais luxuoso do que a renda permite. Se você tem dificuldades nesse sentido, é preciso mudar seu ponto de vista quanto antes.

As dívidas podem prejudicar bastante o orçamento, impedindo que um dia você alcance a independência financeira. O motivo é que, além da despesa, elas costumam estar associadas a altos juros que consomem o poder do seu dinheiro.

É preciso ter em mente que as dívidas são o oposto da independência, pois em vez de aproveitar o seu dinheiro livremente, você está preso a cobranças e taxas de juros. Então procure comprar menos e pagar suas pendências. Com esse cuidado, aumentam as chances de investir dinheiro todo mês.

3. Forme uma reserva de emergência

Antes de começar a guardar dinheiro pensando especificamente na independência financeira, é fundamental formar uma reserva de emergência. Esse montante serve para pagar imprevistos que podem comprometer o seu orçamento, como uma urgência médica, o conserto do carro ou a perda do emprego.

O ideal é que a reserva some o equivalente a 6 meses do seu custo de vida. Assim, será possível sustentar sua família por, no mínimo, um semestre em caso de imprevistos. Também vale reservar uma quantia maior se você ficar mais confortável, como poupar o equivalente a 12 meses.

O importante é acumular uma quantia que seja suficiente para dar suporte para sua família diante de imprevistos. Ainda, ao utilizar o montante, é necessário repor o dinheiro gasto assim que possível.

4. Saiba como investir a sua reserva de emergência

Ao montar a reserva de emergência, também é essencial saber como investi-la. Ou seja, em vez de acumular o montante em sua conta corrente, você deve investir o valor para o seu dinheiro ter rendimentos. Com isso, é possível alcançar mais facilmente a quantia ideal para a sua reserva.

Mas como escolher a alternativa para investir essa quantia? Na prática, a reserva de emergência exige características específicas do investimento no qual ela será aplicada. Uma delas é a segurança, já que não é interessante arriscar perder esse dinheiro, não é mesmo?

O outro fator está relacionado à alta liquidez, que é a possibilidade de converter o capital investido em dinheiro com facilidade e rapidez. Isso é necessário porque não é possível prever quando você precisará do capital para cobrir as urgências, não é verdade?

Os investimentos que costumam se alinhar com a reserva de emergência são os títulos de renda fixa com liquidez diária — que podem ser resgatados a qualquer momento. Contudo, as alternativas não devem sofrer marcação a mercado, para que não haja risco de perder dinheiro no resgate antecipado.

Em relação à segurança, é interessante reforçar que os títulos do Tesouro Direto contam com a garantia do Governo Federal. Além disso, algumas das aplicações emitidas por bancos têm a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Nesse contexto, destacam-se o Tesouro Selic e o certificado de depósito bancário (CDB) com liquidez diária como alternativas para manter a reserva de emergência. Também há os fundos DI, que são veículos coletivos de renda fixa que investem em títulos pós-fixados de baixo risco.

5. Invista seu dinheiro

Além de saber como aplicar a sua reserva de emergência, vale entender como investir o restante do seu dinheiro. Afinal, aproveitar as oportunidades do mercado financeiro é essencial para acumular patrimônio e para obter uma renda passiva.

Veja um passo a passo para elaborar uma estratégia de investimentos que seja compatível com as suas necessidades e características!

6. Perfil de investidor

O perfil de investidor é uma classificação que identifica o seu nível de tolerância aos riscos ao investir. Dessa maneira, conhecer o seu evita que você exponha o seu patrimônio a investimentos mais arriscados do que você está disposto a suportar.

Por exemplo, se você é uma pessoa que prefere ter maior segurança, investir a maior parte do dinheiro em ações pode não ser uma boa estratégia. Isso porque esses ativos integram a renda variável e, consequentemente, são expostos a riscos mais elevados.

Se há uma desvalorização das ações, você pode ficar abalado emocionalmente, tomando atitudes que podem levar a um maior prejuízo financeiro. Já se você prefere se arriscar mais para aumentar o potencial de rentabilidade, essas oscilações de preço podem não afetar tanto suas decisões.

Para descobrir o seu perfil de investidor, é necessário realizar um teste chamado teste de suitability. Nele, você deverá responder perguntas relacionadas às expectativas em relação aos investimentos, comportamento, personalidade e nível de conhecimento sobre o mercado financeiro, por exemplo.

O resultado será um dos três perfis seguintes:

a) Perfil conservador

Representa o investidor que prefere a segurança a maiores rentabilidades. Por isso, pessoas desse perfil podem preferir investir em títulos de renda fixa. Porém, elas também podem ceder um percentual menor da carteira para alternativas com rendimentos mais interessantes, a depender dos seus objetivos financeiros. Saiba Mais: Perfil de Investidor Conservador: Busca segurança e não tolera riscos

b) Perfil moderado

Assim como o perfil conservador, o investidor moderado não deseja arriscar demais o seu patrimônio. Aqui, é comum que uma parte da carteira seja composta por alternativas que ofereçam menores riscos.

Entretanto, esse investidor pode reservar um percentual do seu portfólio para negociar alternativas mais arriscadas e que podem gerar maior rentabilidade — como aquelas de renda variável. Saiba Mais: Perfil de Investidor Moderado: Conheça 3 características

c) Perfil arrojado

Por fim, o perfil arrojado contempla o investidor disposto a correr mais riscos para rentabilizar mais os recursos. Por esse motivo, ele pode investir mais na renda variável, pois é essa classe de investimentos que tende a oferecer as oportunidades com maior potencial de rentabilidade.

No entanto, vale reforçar que o risco corrido pelo investidor arrojado deve ser calculado e que parte do seu dinheiro segue para alternativas mais seguras.

Saiba Mais:

  1. O que são investimentos conservadores, moderados e arrojados?
  2. O que torna um investimento conservador, moderado ou arrojado

7. Objetivos financeiros

Ao investir, também é fundamental definir os seus objetivos financeiros. A prática é relevante porque cada meta exige características específicas das alternativas — assim como você viu na reserva de emergência.

Então definir os objetivos ajudará a saber quais características procurar nos investimentos disponíveis. Caso contrário, além do risco de perder dinheiro, você pode ter os seus planos frustrados pela aplicação equivocada.

Por exemplo, suponha que você deseja obter renda passiva frequente em poucos meses. Nesse caso, um título prefixado com vencimento para cinco anos pode não ser o mais adequado. Afinal, você pode perder dinheiro ao realizar o resgate antecipado.

Entretanto, um título com pagamento de juros semestrais pode ser interessante, já que você pode ter os rendimentos a cada seis meses.

Agora considere o contrário, imaginando que você deseja ter retorno daqui a cinco anos. O título com pagamentos semestrais pode não se encaixar nesse objetivo, pois há uma diminuição no potencial de ação dos juros compostos. Por outro lado, um título prefixado com vencimento para cinco anos pode ser interessante.

Assim, os objetivos são definidos não somente pelas suas características, mas também pelo seu horizonte de tempo. Desse modo, eles podem ser de:

curto prazomédio prazolongo prazo
São realizáveis em até 1 ano, como pagar impostos anuais ou fazer uma viagem.Podem ser concretizados entre 1 e 5 anos, como a troca do carro ou uma reforma em casa.São realizados em mais 5 de anos, como a aposentadoria, compra de um imóvel e a independência financeira.

Como o objetivo é ser financeiramente independente, faz sentido priorizar o investimento com foco no longo prazo, ajudando na construção do patrimônio desejado.

8. Conta em uma corretora

Após saber quais investimentos se alinham a cada objetivo financeiro, inclusive o da independência, é o momento de investir. Para tanto, você precisa ter uma conta em uma corretora de valores, como a Genial Investimentos.

Por meio dela, você terá acesso a diversas alternativas de investimentos, tanto de renda fixa quanto de renda variável. Além disso, será possível investir no ambiente da bolsa de valores com o home broker disponibilizado pela corretora.

Vale a pena reforçar a importância de escolher uma instituição de confiança e fácil de lidar. Afinal, é o seu patrimônio que será afetado por essa decisão, certo?

Ainda, é interessante buscar as instituições com menores custos para investir, pois isso otimiza o potencial de rendimentos. A Genial, por exemplo, zerou a taxa de corretagem para diversas operações, como investimentos em ações e fundos imobiliários, além de ser uma das corretoras mais confiáveis do mercado.

Qual é a importância de continuar investindo?

Após entender mais sobre a independência financeira e como conquistá-la, é possível que você pense que, a partir do momento que é independente financeiramente, pode parar de investir. Contudo, essa ideia está equivocada.

Mesmo que você já receba uma renda passiva suficiente para pagar o seu padrão de vida, é importante ter em mente que os investimentos devem continuar a ocorrer. Isso é necessário porque não há como prever os cenários futuros.

Suponha que haja uma crise econômica que desvalorize o dinheiro. Então, aquele montante que era o bastante para cobrir os seus gastos, poderá deixar de ser suficiente. Como resultado, você terá que gastar mais para se manter.

Se você não continuar com os seus investimentos, o montante calculado para ter a sua independência financeira poderá não contemplar essas mudanças. Consequentemente, é possível que você tenha que retornar ao trabalho, por exemplo.

Ademais, pode acontecer de você ter o desejo de subir o padrão de vida em determinado momento. Ao continuar a realizar os investimentos, é possível aumentar o patrimônio, a fim de obter um valor maior de renda passiva.

Por fim, outro motivo para continuar investindo é a proteção e o bem-estar da sua família. Isso porque, ao deixar um bom patrimônio para seus filhos, por exemplo, você oferece melhores oportunidades para eles. Logo, é importante permanecer presente no mercado financeiro.

Como você viu, a independência financeira pode parecer impossível para muitas pessoas. Porém, você também descobriu que algumas práticas do dia a dia podem transformar esse sonho em realidade. Ao começar a se planejar e usar nossas dicas, você poderá se aproximar desse objetivo!

Quer dar os primeiros passos para concretizar os seus planos financeiros? Abra uma conta na Genial Investimentos e conte com a nossa ajuda para investir!

Gabriel Fujimoto

Especialista em Investimentos na Genial Investimentos. Acompanha o mercado financeiro desde 2019 participando de diversas palestras e cursos com profissionais que atuam no mercado.

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