Ao acompanhar as notícias e informações sobre a economia e o comércio internacional, você certamente percebeu que há destaque para os Estados Unidos. Afinal, além da relevância política do país, o dólar se posiciona como a moeda mais forte do mundo.

O aumento na importância do dólar aconteceu em paralelo à consolidação dos Estados Unidos como principal economia global. Nesse sentido, entender o contexto que levou ao crescimento da moeda e a relevância dela também pode contribuir para suas movimentações do mercado financeiro.

Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, vamos ajudar você a entender o assunto. Descubra como o dólar norte-americano se tornou a moeda mais forte do mundo e quais são as vantagens de considerá-lo para sua estratégia de investimentos.

Acompanhe a leitura!

O que é o dólar?

Quando falamos em dólar, é natural fazer uma associação direta com a moeda dos Estados Unidos. Entretanto, além do mercado norte-americano, a palavra é usada como nome para a moeda corrente em muitos outros países, como Austrália e Canadá.

O termo derivou da palavra alemã “thaler”. A história conta que, no início dos anos 1500, uma moeda cunhada na localidade Joachimsthal, no território que representa a Alemanha hoje, era chamada popularmente de thaler.

O nome ganhou projeção e suas variações começaram a ser utilizadas em outras localidades da época. Na versão inglesa da palavra, foi adotado o termo “dollar”.

Porém, apesar do uso em outras nações atualmente, o dólar dos Estados Unidos é a principal moeda que leva esse nome. A introdução no país aconteceu a partir do dólar espanhol (também conhecido como peso ou real). À época, a paridade era de 1 para 1.

Qual a história do dólar dos Estados Unidos?

Agora que você entendeu mais sobre o termo dólar, vale conhecer a história da moeda no mercado norte-americano. Nesse sentido, vale lembrar que o país conquistou sua independência da coroa britânica no final dos anos 1700.

Para financiar a guerra que levou à sua emancipação, o país precisava de recursos para custear o processo. Entretanto, nos primeiros anos após a independência, os Estados Unidos não contavam como uma constituição ou qualquer tipo de controle geral sobre a emissão e circulação da moeda.

Desse modo, qualquer pessoa em uma das 13 colônias poderia abrir seu próprio banco e emitir dólares. Além disso, a falta de unificação permitia que outras moedas fossem usadas — como aquelas que circulavam em colônias espanholas.

Foi em 1792, com a lei da cunhagem, que o dólar se tornou a moeda oficial dos Estados Unidos. A legislação também determinava todas as regras para emissão e circulação dele. Já em 1840, houve a criação do sistema de tesouro independente.

No entanto, as medidas não conseguiram gerar uma unificação da moeda nos Estados Unidos. Por isso, durante os anos subsequentes, o sistema financeiro do país era visto com desconfiança por outras nações — e a libra esterlina britânica ocupava o posto de principal moeda internacional.

Como ele se tornou a moeda mais forte do mundo?

Como você acompanhou, o dólar norte-americano sofreu diversas instabilidades durante seus primeiros 100 anos de circulação. Isso acontecia, especialmente, pela falta de estrutura do sistema financeiro dos Estados Unidos.

Com os diversos atos políticos para fortalecê-lo, as oportunidades para o país começaram a surgir a partir do século XX. Logo no início, a Primeira Guerra Mundial enfraqueceu muitos países europeus e os norte-americanos assumiram papéis de maior relevância no comércio internacional.

Porém, foi apenas com a Europa severamente impactada pela Segunda Guerra Mundial que os Estados Unidos consolidaram sua moeda como a mais forte do mundo. Por meio do Acordo de Bretton Woods, o câmbio do dólar foi vinculado ao ouro e a moeda serviu de referência para o comércio global.

Mesmo com o fim do padrão-ouro, nos anos 1970, o dólar dos EUA se manteve na posição de mais forte do mundo. Inclusive, a solidez que o dólar apresenta faz com que ele seja visto como uma das principais reservas de valor entre os países.

Contudo, lembre-se que relevância nesse contexto não tem o mesmo significado de cotação do câmbio. Existem moedas que podem ter um preço superior à cotação do dólar.

Quais outros países usam o dólar?

Chegando até aqui, foi possível notar que o termo “dólar” não é exclusivo da moeda norte-americana. No mercado monetário global, por exemplo, também há dólares australianos, canadenses etc.

Cada um deles atua em conformidade com a legislação e a política do país da moeda. Ou seja, apesar do nome similar, não há, necessariamente, um vínculo direto entre o dólar dos EUA e o de outros países em termos de cotação.

Entretanto, como você viu, o dólar dos Estados Unidos é a moeda mais forte do mundo e atua como uma reserva de valor. Além disso, a relevância tem como base a influência que seu país assume para a economia global.

Esses aspectos contribuíram para outras nações adotarem o dólar estadunidense como moeda corrente. Equador, Panamá, El Salvador e Zimbábue são países que usaram da prática — geralmente com objetivo de controlar a inflação interna.

Ademais, o dólar é vastamente aceito em transações globais ao redor do mundo. Inclusive, ele é uma das moedas mais fáceis de trocar em casas de câmbio em outros países.

Qual a relação do dólar com as demais moedas do mundo?

Como o dólar é a moeda mais forte do mundo, a posição garante que ele seja usado em diversas transações do comércio internacional. Você também já viu que ele é utilizado como reserva de valor por muitos países — como o Brasil.

No entanto, o dólar dificilmente ocupa o posto de moeda mais cara do mundo. Por exemplo, a cotação dele é habitualmente inferior à libra esterlina britânica. O euro da União Europeia, historicamente, também vale mais que a moeda norte-americana no comércio internacional.

Porém, durante o primeiro semestre de 2022 houve um momento raro de paridade na cotação entre o dólar e o euro — isto é, 1 euro valia 1 dólar. Isso aconteceu porque a Europa enfrentou momentos de incertezas com o aquecimento das tensões internas e o conflito de Rússia e Ucrânia.

Diante dessa guerra, muitos investidores com ativos e derivativos cotados em euro migraram para a dolarização. Dessa maneira, o euro vivenciou períodos de queda.

O mesmo processo acontece em diversos contextos globalmente. Ou seja, quando um país entra em crise, é natural que o dólar se valorize perante sua moeda nacional. Afinal, investidores nacionais procuram formas de usar a moeda dos EUA para se proteger.

Qual a relação do dólar com os investimentos?

Além de sua relação com outras moedas, o dólar também se destaca pelo seu vínculo com o mercado de investimentos global. Diversos ativos e derivativos em bolsas de valores ao redor do mundo, como a B3 no Brasil, são referenciados pela moeda norte-americana.

Ainda, o dólar costuma ter correlação negativa com elas. Para entender melhor, considere o exemplo da B3. Na bolsa brasileira, o principal indicador de desempenho é o Ibovespa (IBOV) — que é considerado um termômetro para todo o mercado nacional.

Nesse sentido, quando o IBOV enfrenta períodos de baixa causados por instabilidades internas, é comum que o dólar aumente sua cotação em relação ao real. Afinal, como vimos, muitos investidores brasileiros procuram por formas de dolarizar a carteira.

Desse modo, ativos e derivativos ligados à moeda norte-americana se destacam por servir em estratégias com foco em hedge. Logo, a eventual má performance da parcela brasileira do portfólio tende a não afetar todo o patrimônio do investidor que tem parte da carteira dolarizada.

Vale a pena investir em dólar?

Sabendo como o dólar se relaciona com outras moedas, como o real, é importante compreender se vale a pena dolarizar seu patrimônio no mercado financeiro. Para tanto, considere as vantagens que a moeda pode trazer.

Primeiramente, como você já sabe, o dólar contribui para a proteção dos seus recursos. Afinal, caso o mercado brasileiro enfrente momentos de crise ou instabilidade, a moeda dos EUA pode ajudar a controlar perdas — justamente pelo seu aspecto de reserva de valor.

Além disso, ele atua para ampliar o potencial de retorno da carteira. Embora não seja regra, quedas no mercado brasileiro costumam ser acompanhadas pela valorização do dólar. Portanto, você pode se beneficiar do aumento na margem de ganhos.

Ademais, investir em dólar significa atrelar parte do seu patrimônio à maior potência econômica mundial. Logo, você se beneficia da posição de destaque dos EUA no comércio internacional e na solidez do país para se recuperar de crises.

Quais as alternativas para dolarizar a carteira?

Entendeu como o dólar se tornou a moeda mais forte do mundo e o papel que ele assume no comércio internacional? Agora é relevante conhecer as alternativas viáveis para dolarizar a carteira e equilibrar os riscos do seu portfólio.

Confira!

Investimento direto

Investir diretamente nos Estados Unidos é uma das principais maneiras de dolarizar seu patrimônio. A partir dessa estratégia, você fará operações com a própria moeda e terá acesso às alternativas disponíveis no mercado americano.

No país, há diversas oportunidades de investimento que podem se alinhar com diferentes perfis e objetivos financeiros. Há, por exemplo, títulos de renda fixa (bonds), ações das maiores empresas do mundo e fundos de investimentos.

Contudo, o investimento direto também traz burocracias. Isso acontece porque você precisa abrir contas em corretoras do país e lidar com transferências internacionais — que podem aumentar os custos das operações.

Fundos cambiais

A partir do mercado brasileiro também é possível dolarizar sua carteira. Os fundos de investimentos internacionais são exemplos de alternativas para acessar o mercado externo de maneira mais prática.

Eles são veículos coletivos que contam com a presença de gestores profissionais. Dessa maneira, eles movimentam o patrimônio do fundo de acordo com a estratégia previamente apresentada aos cotistas.

Dentro do grupo de fundos de investimento, os fundos cambiais merecem atenção especial. Eles são a modalidade que efetua diversas operações com ativos e derivados atrelados à cotação de moedas como o dólar.

Ou seja, os fundos cambiais permitem que investidores exponham parte dos seus recursos diretamente à oscilação da moeda norte-americana. Assim, eles podem servir em estratégias com foco em hedge cambial.

Ativos dolarizados do mercado brasileiro

Também diretamente da bolsa brasileira, você tem a oportunidade de dolarizar a carteira com ativos ligados à moeda norte-americana. Embora eles estejam no mercado financeiro nacional e sejam negociados em real, o vínculo é com o dólar.

Os exchange traded funds (ETFs), ou fundos de índice, são exemplos de alternativa que podem ter essas características. Eles são um tipo de fundo de investimento que acompanha a performance de um indicador — que pode estar ligado ao mercado norte-americano, como o S&P 500.

Também existem os brazilian depositary receipts (BDRs). Os certificados de depósitos em valores mobiliários são alternativas negociadas na B3 com lastro em investimentos internacionais.

Nesse sentido, os BDRs podem ser lastreados em ações de empresas norte-americanas, cotas de ETFs do país e até bonds. Portanto, eles trazem praticidade para a sua diversificação internacional.

Derivativos financeiros

Você também pode considerar os derivativos financeiros para dolarizar o patrimônio. Alternativas como os contratos futuros de dólar, negociados no mercado futuro da bolsa, estão entre as principais oportunidades.

A vantagem deles está em permitir que você se posicione esperando a valorização ou desvalorização da moeda. Além dos contratos futuros de dólar, também existem aqueles ligados a índices como o S&P 500.

Os derivativos são popularmente usados por quem procura alternativas para praticar hedge financeiro. Ademais, eles costumam servir para especular na bolsa. Portanto, tenha em mente que esses contratos não são propriamente um investimento.

Como investir em dólar?

Depois de conhecer as principais alternativas para investir em dólar, você pode ter interesse em dolarizar a carteira. Para fazer isso com mais eficiência, selecione os investimentos que têm mais alinhamento com seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros.

Após cumprir essa etapa, abra sua conta de investimentos em corretoras de valores com ampla gama de alternativas para suas operações — como a Genial. A partir da nossa plataforma, você tem acesso a diversas opções e pode dolarizar a carteira de maneira mais prática.

Como você entendeu, o dólar ocupa a posição de moeda mais forte do mundo desde a segunda metade do século XX. Dessa maneira, atrelar parte do seu capital a ele pode ser positivo para seu planejamento financeiro no longo prazo!

Quer saber mais sobre as oportunidades da bolsa de valores? Entenda como funciona o hedge cambial no mercado futuro!

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