Conhecer os investimentos em renda variável é essencial para escolher o que fará parte da sua carteira. Afinal, embora tenham algumas semelhanças, eles funcionam de maneira diferente e atendem a objetivos variados. 

Em comum, os investimentos dessa classe têm o fato de que não é possível conhecer como ocorrerá (ou se haverá) a rentabilidade. É diferente da renda fixa, onde há regras que são definidas antecipadamente — o que traz previsibilidade. 

Para que você conheça quais são as alternativas disponíveis, nós, da Genial Investimentos, preparamos um guia com os tipos de investimentos em renda variável. Confira! 

Ações 

As ações são o investimento mais conhecido de renda variável. Na prática, elas representam a menor parte do capital social de uma empresa. Os ativos são emitidos por empresas que abrem seu capital para atrair recursos. 

O dinheiro obtido com isso pode servir para desenvolver projetos que viabilizem o seu crescimento, por exemplo. A abertura de capital é possível durante uma oferta pública inicial ou IPO — quando a venda das ações se dá no mercado primário (ou seja, diretamente da empresa para o investidor). 

Um investidor que adquire o papel vira acionista e sócio dessa companhia e pode participar de seus resultados. O ganho dele pode se dar pela valorização do preço da ação ao longo do tempo ou pela distribuição de proventos (lucro da companhia).  

As ações são negociadas na bolsa de valores ou no mercado de balcão e seus preços variam constantemente de acordo com a oferta e demanda. Se há muitos investidores querendo comprar determinada ação, seu preço tende a subir. Mas se muitos quiserem vender, o preço tende a cair. 

Assim, caso você compre ações de uma empresa a determinado preço e consiga vendê-las a um preço maior, terá lucro com ganho de capital na bolsa de valores.  A bolsa é um mercado de negociação que oferece confiabilidade e transparência aos investidores. 

Estratégias 

Ao investir em ações, é possível adotar estratégias distintas. Você pode escolher investir em small caps, por exemplo. Elas são empresas menores, com menos consolidação no mercado e, por isso, podem apresentar maior potencial de valorização.  

Por outro lado, há investidores que preferem focar em ações blue chips. Elas são de empresas maiores, mas com menos espaço de aumento da cotação. Há, ainda, as companhias de média capitalização na bolsa. 

Além de considerar o tamanho das empresas, também é possível pensar em outras estratégias. É o caso dos investimentos ESG — que focam em empresas sustentáveis. Existem, também, investidores que buscam as melhores pagadoras de dividendos, para ter uma renda passiva. 

Retorno 

Como você viu, uma das formas de receber rentabilidade ao investir em ações é a partir da venda por um preço médio maior que o de compra. Com isso, é possível ter ganho de capital. 

Outra forma de obter rendimento é por meio da distribuição de resultados ou proventos. Ela acontece quando o negócio divide parte dos lucros de modo proporcional à quantidade de ações que cada investidor tem.  

Para quem busca investir no longo prazo e ter uma renda passiva, os proventos são interessantes. Mas é preciso ficar atento, pois a distribuição nem sempre é estável. Afinal, ela depende do desempenho financeiro das empresas. 

Na renda fixa, o investimento é mais previsível. Os emissores dos títulos oferecem uma lógica de remuneração determinada. Assim, o investidor tem previsibilidade do quanto receberá. Na renda variável, isso não acontece. E, por isso, há mais volatilidade e risco. 

Liquidez 

As ações são investimentos com liquidez alta, pois podem ser negociadas na bolsa durante o pregão. As operações são liquidadas em dois dias úteis. Contudo, é preciso encontrar outros investidores dispostos a negociar com você. 

Assim, a liquidez também depende de cada ação, pois algumas empresas podem ser mais negociadas do que outras. De qualquer forma, se você pretende investir focado em objetivos e em manejo de risco, é importante considerar o investimento em ações para o longo prazo. 

Fundos Imobiliários 

Os fundos de investimento imobiliários (FIIs) são veículos financeiros que funcionam de maneira coletiva. Os investidores adquirem cotas de participação nos resultados e contam com um gestor profissional para ser responsável por alocar os recursos disponíveis. 

Os FIIs são fundos de renda variável e possuem suas cotas negociadas na bolsa de valores. O investimento em fundos imobiliários surgiu como uma alternativa para tornar o investimento em imóveis mais acessível ao grande público. 

Na prática, comprar cotas de um FII é se expor a ganhos com imóveis físicos ou títulos do setor imobiliário. Assim, você investe no mercado financeiro, geralmente de forma diversificada, sem imobilizar o valor de um imóvel ou ter que administrá-lo, por exemplo. 

Existem alguns tipos de FIIs no mercado, confira: 

  • Fundos de papel: Investem prioritariamente em títulos de renda fixa ligados ao mercado imobiliário, como certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e letra de crédito imobiliário; 
  • Fundos de tijolo: Alocam a maior parte do portfólio em imóveis físicos — podendo investir em construção, compra e venda, aluguel etc.; 
  • Fundos de fundos: Priorizam a aquisição de cotas de outros fundos de investimento imobiliário. 

Retorno 

Uma das formas de obter retorno com FIIs é por meio da venda das cotas por um preço médio que seja maior que o de compra. Além disso, os fundos imobiliários também podem distribuir dividendos. 

Em especial, os dividendos podem ser maiores e mais frequentes nos fundos que se baseiam na locação de imóveis. Nesse caso, boa parte dos ganhos mensais com aluguel é dividida proporcionalmente entre os investidores, de acordo com o número de cotas de cada um. 

Liquidez 

Assim como ações, a liquidez dos FIIs é alta, pois as cotas podem ser compradas e vendidas no pregão. Entretanto, isso depende das características de cada fundo. FIIs já consolidados no mercado podem ter maior taxa de negociação e maior liquidez.  

ETF 

Um ETF (cuja sigla significa exchange traded fund) é um investimento de renda variável e também é conhecido como fundo de índice. Ele funciona como uma cesta de ativos que replica a carteira teórica de um índice de mercado. 

O indicador usado pode ser de renda fixa ou variável. No entanto, como as cotas do ETF são negociadas em bolsa, o investimento nesse fundo é considerado de renda variável. Logo, apresenta volatilidade — ainda que o portfólio esteja referenciado em títulos de renda fixa. 

Retorno 

Assim como acontece com outros fundos de investimento em renda variável, o retorno depende da venda de cotas por um preço acima da média da compra. Diferentemente dos FIIs, ETFs não contemplam a distribuição de dividendos. 

Outros fundos de investimentos 

Além dos ETFs e dos FIIs, há outros fundos de investimentos em renda variável. A diferença é que eles não possuem cotas negociadas na bolsa. Em vez disso, ficam disponíveis no mercado balcão. Existem diversos tipos de fundos que pode ser acessados. 

É o caso do fundo de ações, que investe a maior parte dos recursos em ações e títulos equivalentes, como direito de subscrição. Já o fundo de câmbio prioriza o investimento em ativos e derivativos ligados às moedas. 

Enquanto isso, os fundos multimercado seguem uma estratégia que pode ser híbrida — incluindo ativos de renda variável e de renda fixa. Vale a pena conhecer esses e outros fundos para avaliar as oportunidades de maneira específica. 

BDR 

BDR, sigla para brazilian depositary receipt ou certificado de depósito de valores mobiliários, é um dos mais recentes investimentos em renda variável disponíveis na B3. Com essa alternativa, você tem a chance de investir no mercado externo, sem precisar tirar seus recursos do Brasil. 

Tudo funciona com uma instituição depositária. Ela fica responsável por adquirir os ativos no mercado internacional, que podem ser ações, títulos ou ETFs. Então, há a criação de um certificado com lastro nesses ativos — que são mantidos na conta da instituição. 

O BDR prevê um investimento indireto, já que você não se torna o dono efetivo dos papéis. Porém, não requer conversão de câmbio ou submissão às regras de outro país. Com isso, pode ser uma alternativa para diversificar a carteira, variando a exposição de mercado. 

Derivativos 

Ao pensar na renda variável, é importante considerar que os ativos não são as únicas possibilidades que existem. Também há os derivativos — que se origina (ou deriva) de um ativo-objeto. Os derivativos podem derivar, por exemplo, de commodities, ações, taxas de juros, câmbio etc.  

Em geral, eles são usados para fazer a proteção (hedge) de carteira ou para especular. A seguir, você verá algumas alternativas disponíveis nesse sentido! 

Contratos futuros 

mercado futuro prevê a negociação de contratos relacionados a um determinado ativo. Assim, é possível se posicionar na posição comprada ou vendida — a depender da sua percepção de mercado — na busca por lucros no curto prazo ou proteção. 

Para entender melhor, vamos considerar o mercado futuro de petróleo. Na prática, funciona assim: o preço atual do petróleo funciona como o ativo de referência para o mercado futuro de petróleo. 

Portanto, o investidor se posiciona a partir da sua projeção para o futuro da commodity, considerando o preço atual. Isso é feito por meio de um contrato na bolsa. Se estiver comprado, por exemplo, o investidor ganha com a variação positiva e perde com a variação negativa desse derivativo. 

Essa mesma ideia pode ser aplicada com o dólar, isto é, o mercado futuro da variação cambial do dólar deriva do dólar no mercado à vista. Há muitas possibilidades que podem compor o mercado futuro, com contratos de dólar, índice, commodities, etc. 

Ouro  

No caso do mercado futuro, um ativo-objeto que merece destaque é o ouro, por funcionar de maneira distinta de outros investimentos em renda variável. A ideia de investir em ouro é usada, geralmente, para proteção em períodos inflacionários, quando há uma perda do valor do dinheiro. 

O ouro não sofre essa pressão por ser um bem precioso e escasso, diferentemente do dólar ou de qualquer papel-moeda. Afinal, o Banco Central do país consegue emitir mais notas e, com isso, impulsionar a inflação. 

Por essas características, o ouro pode se tornar uma segurança dentro do mercado de renda variável e, assim, ser usado para fazer proteção da carteira contra quedas e crises econômicas. Há, também, oportunidades de lucro no curto prazo com a especulação. 

Opções 

As opções são oportunidades em estratégias de investimentos ou especulação em renda variável. Elas são derivativos que preveem a negociação de um ativo-objeto por um preço de exercício (strike) em uma data de vencimento.  

Opções de ações, por exemplo, permitem negociar esses papéis a um preço determinado no futuro. Como o nome indica, há a opção e o direito de decidir, mas não a obrigação de exercer. Se na data combinada a operação não estiver vantajosa, basta deixar o derivativo expirar. 

Em relação às responsabilidades de cada parte, o tomador é quem compra a opção e o lançador é quem a vende. O tomador tem o direito de exercer ou não as condições, mas o lançador é obrigado a cumprir o contrato caso haja a escolha pelo exercício. 

Elas são especialmente usadas em operações estruturadas, que permitem explorar condições do mercado para gerar proteção ou aumentar o potencial de lucros em curto prazo. Existem dois tipos de opções: call e put

As opções de call são de compra, e dão o direito de comprar um ativo pelo preço estabelecido no momento do vencimento. Já as opções de put são de venda e permitem que você ofereça os ativos a um preço combinado. 

Câmbio/Moeda 

Entre as alternativas de renda variável, vale considerar o investimento em câmbio. Nesse caso, o objetivo é obter ganhos ou se proteger de flutuações positivas e negativas de uma moeda de interesse. 

Assim como vimos no investimento em ações, os riscos são maiores por causa da volatilidade que uma moeda desempenha. Na verdade, as moedas podem até mesmo oscilar mais do que ações negociadas na bolsa de valores. 

Apesar da alta volatilidade, é possível utilizar o câmbio para se proteger de variações que impactem as suas finanças ou investimentos. Algumas possibilidades são fundos cambiais e contratos futuros. 

Agora você já sabe quais são os tipos de investimentos em renda variável e como eles funcionam. Antes de aportar os recursos, entretanto, é fundamental identificar seu perfil de investidor para que as escolhas sejam consistentes com a sua tolerância ao risco e com seus objetivos! 

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