O mercado de renda variável oferece outras alternativas que vão além da compra e venda de ações. Existe um mercado no qual você pode lucrar e se proteger de perdas ao mesmo tempo. É o Mercado de Opções.

Se você nunca ouviu falar sobre o tema, continue a leitura. Vamos te explicar neste artigo como funciona e como operar no mercado de Opções. Vamos lá?

Entenda o mercado de Opções

Opções são um tipo de contrato de derivativos, que são produtos cujo valor deriva de acordo com outro ativo (o ativo-objeto). Os contratos asseguram o direito de comprar ou vender ativos, que podem ser ações, câmbio ou commodities a um determinado preço em uma data futura preestabelecida.

Quem compra uma opção torna-se o titular desse produto e sempre terá o direito de exercer essa compra. Por outro lado, o vendedor tem a obrigação de atender a essa compra.

Para entender melhor, vamos usar como comparação um seguro de automóveis. Quando o seu carro precisa de conserto, você pode acionar a seguradora, ou seja, você tem o direito de receber um valor para cobrir esse gasto. Mas, para isso, você precisa pagar a franquia, que no caso do Mercado de Opções, é chamado de prêmio. 

Esse prêmio não corresponde ao valor dos ativos que você está comprando, mas é um pagamento para ter a possibilidade de fazer a operação que você deseja no prazo estipulado. Resumindo: trata-se de um valor pago ao titular para ter o direito de comprar ou vender um ativo pelo preço de exercício no futuro.

Esse mercado é interessante para se proteger pois, pensando nessa mesma lógica do seguro de um automóvel, imagine que o valor do seu carro é de R$ 90.000. Você paga uma apólice de R$ 2.000, mas seu veículo é roubado. A seguradora é obrigada a te dar o valor integral do automóvel, os R$ 90.000, certo? Resultado: patrimônio preservado.

Agora, troque o carro por ações. Se você possui 1.000 papéis de uma empresa que custam R$ 34 cada, seu patrimônio é de R$ 34 mil. Mas pode ser que o preço do papel caia para R$ 30. Se você tiver um contrato de opção, pode vender as ações pelo valor que adquiriu e evitar o prejuízo de R$ 4 mil.

Pensando por outro lado, dessa vez com foco em obter lucro. O preço dessas mesmas ações subiu para R$ 40 cada e você tinha a opção de comprar por R$ 34, porque acreditava que esses títulos iriam se valorizar. Você exerce o seu direito de aquisição e revende todas a preço de mercado, de modo a ganhar R$ 6 por papel. Um bom negócio, certo? 

Contudo, é importante lembrar que Opções são um produto de renda variável. Ou seja, não há limites para os ganhos, mas também existe possibilidade perdas, principalmente para o vendedor, também chamado de lançador. Isto porque o comprador perde, no máximo, o prêmio pago para estabelecer o contrato, já para o lançador não há esse teto em relação à perda. 

Um dos riscos é a oscilação dos preços dos ativos, já que muitos são conhecidos pela sua instabilidade, como petróleo ou ouro. Vale lembrar que qualquer interferência de um governo na produção de petróleo, por exemplo, pode fazer com que esse ativo se valorize ou se desvalorize com a mesma intensidade em um curto espaço de tempo. E existe também a questão da liquidez. Se não houver demanda, você pode ser obrigado a vender com deságio, isto é, abaixo do preço negociado no mercado e ter seu retorno financeiro comprometido.

O Mercado Futuro

Ainda dentro da modalidade de derivativos, outro ambiente bastante lucrativo é o Mercado Futuro. A lógica é parecida com a do mercado de opções, na qual as partes se comprometem a comprar ou vender um determinado ativo em uma data futura. No mercado futuro é possível ganhar dinheiro com ativos como as commodities ou até mesmo com indicadores, como IBovespa ou taxa Selic.

Os ganhos do investidor estão relacionados à oscilação dos preços dos ativos. Por exemplo, em uma negociação de câmbio, você pode estabelecer em contrato o valor (ou cotação) que acredita que a moeda terá no futuro. Esse acordo, feito por meio de contrato, é um compromisso de compra e venda ajustado diariamente.

Para investir no mercado futuro, é necessário fazer o mesmo processo da compra de ações, bastando acessar o Home Broker e enviar a ordem para a sua plataforma de investimentos.

Como investir em opções

A negociação de um contrato de Opções é feita na Bolsa de Valores. Os vencimentos são mensais, sempre na terceira segunda-feira de cada mês. Para negociar, é preciso informar o código das Opções, que varia de acordo com o mês de vencimento de cada contrato. Este código é composto por cinco letras e três ou dois números. Eles indicam o ativo-objeto do qual o valor da opção deriva, se é uma compra (call) ou venda (put), o mês de seu vencimento e o preço de exercício da opção negociada.

Diferenças entre investir em Opções x ações

Uma das principais diferenças é que, ao investir em ações da forma “tradicional”, você compra ou vende um papel diretamente. No mercado de Opções, você compra o direito de fazer a operação. 

Para entender melhor, imagine que sua casa está venda por R$ 300 mil. A primeira oferta é de uma pessoa que precisa vender um outro imóvel antes de fechar o negócio. Para não perder a oportunidade, você negocia que ele pague R$ 5 mil de sinal para que você espere ele fazer a venda. Caso não dê certo, no máximo, você fica com esses R$ 5 mil.

Suponhamos que o preço da casa se desvalorize para R$ 280 mil. Mas como você já garantiu a venda por R$ 300 mil, o acordo que te possibilitaria lucrar R$ 20 mil (nesse caso, se o comprador quiser continuar na negociação).

Ou seja, por meio do mercado de Opções, você pode fazer escolhas que podem não apenas gerar lucro, mas te proteger das oscilações do preço de um ativo. No caso de ações, ao operar,  ou você lucra ou você perde.

Agora que você já sabe o que são Opções, que tal saber mais sobre o mercado futuro? Leia nosso artigo para saber  o que são contratos futuros. Ficou alguma dúvida? A Genial pode te ajudar. Abra já a sua conta, é grátis!

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Publicado por Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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