Se você está em busca de informações sobre como escolher uma corretora de valores, possivelmente já se deparou com dúvidas a respeito da segurança oferecida por essas instituições.

Empresas podem falir e isso representa um risco para o investidor. Sendo assim, é preciso saber o que fazer diante dessa eventualidade e, se possível, agir de maneira preventiva.

Então fica a pergunta: “o que acontece se a corretora na qual eu invisto o meu dinheiro quebrar? A resposta você confere na sequência.

O que acontece se a corretora “quebrar”?

A primeira informação que precisa ficar clara a respeito de como escolher uma corretora de valores é que quando você investe por meio de uma, esse investimento fica registrado em uma Central de Custódia.

O papel dessas instituições é coletar os dados do investidor e registrar seus investimentos. Isso significa que cabe a elas garantir a validade dos seus ativos.

A dica aqui é se informar, logo na abertura de conta na corretora de seu interesse, qual é a central de custódia que se responsabilizará pelo investimento. As mais conhecidas são a Câmara de Custódia e Liquidação(Cetip), Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), – que não deve ser confundido com a Taxa Selic, considerada a taxa de juros básica e referencial da economia brasileira.

Se a corretora quebrar, ela terá que arcar com os custos envolvidos no processo de falência comuns a qualquer empresa, o que envolve seus bens e capitais, não os de seus clientes.

Riscos pessoais em caso de quebra da corretora

Em consequência do que vimos no tópico anterior, ainda que a sua corretora decrete falência, seu dinheiro segue protegido pela central responsável.

A questão é que, por lei, você precisa ter um agente de custódia para acessar esses investimentos. Para tanto, basta abrir uma conta em outra corretora autorizada e fazer a transferência para ela, usando sua plataforma.

Quando o processo estiver concluído, você poderá conferir a evolução do montante de acordo com aquilo que foi estipulado no ato da compra do(s) ativo(s). Dessa forma, se você investiu no Tesouro 2023, por exemplo, e vem fazendo aportes mensais nos últimos dois anos, verá que o montante segue aumentando da maneira como foi acordado, independentemente do que aconteceu com sua antiga corretora.

Como investir com segurança

É preciso ter atenção aos riscos comuns a todo tipo de investimento, isso ajuda em diferentes ações, como escolher uma corretora de valores adequada para seus interesses e encontrar bons ativos. No que diz respeito às corretoras, o ideal é pesquisar a respeito de seu histórico no mercado e satisfação dos clientes que já possui. Isso, tanto quanto a variedade de soluções existentes, tende a ser um diferencial em relação a outras corretoras e a bancos.

Vale lembrar que existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil do prejuízo individual, mas como a corretora é somente um elo entre o investidor e a instituição emissora do título, caso ela não tenha como honrar seus compromissos, somente o seu patrimônio entrará no processo de falência.

Assim, para que o FGC tenha efeito é preciso que a instituição que emite o título venha a falir. Isso não desobriga as corretoras de auxiliar você na busca por soluções seguras, pois são elas que oferecem os títulos em sua plataforma.

Como escolher uma corretora de valores

Para investir é necessário contar com um agente de custódia, que pode ser um banco ou uma corretora. Entre os principais motivos para optar pela corretora estão a simplicidade no processo, a possibilidade de gerar resultados muito melhores, o acesso a atendimento personalizado e as taxas reduzidas.

Ainda assim, nem sempre é fácil encontrar a melhor solução entre tantas presentes no mercado. Hoje, já existem mais de 80 corretoras autorizadas no site da B3. A primeira dica é conferir se a instituição na qual você pretende investir aparece nessa lista. Caso contrário, elimine essa opção, pois isso significa que ela não está autorizada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a operar no mercado, o que aumenta o seu risco enquanto investidor.

Entre as instituições autorizadas, existem diferenças em relação a tarifas, como a taxa de administração. Vale lembrar que quanto menor é custo, maior tende a ser a rentabilidade do investidor.

Essas são dicas básicas sobre como escolher uma corretora de valores. Fique atento a elas para investir com segurança.

Riscos presentes nos investimentos

Uma dica simples a respeito de como escolher uma corretora de valores é avaliar a forma como ela orienta você em relação aos riscos presentes no mercado financeiro.

No mundo dos investimentos, um dos riscos mais conhecidos é o chamado risco de crédito, que na prática diz respeito ao risco de o tomador do empréstimo não honrar seus compromissos. Esse risco está associado a quem emite o título negociado. Além dele, existe também o risco de mercado, pois os ativos dependem da conjuntura política e econômica e podem oscilar em função dessas alterações.

Outro risco é o de gestão, geralmente associado aos investimentos que contam com a figura de um administrador, ou seja, nesse caso, os riscos surgem em função da sua capacidade de gerar resultados. Por fim, existe o risco de liquidez, referente ao tempo de resgate do dinheiro investido. Você corre esse risco se optar por movimentar seu dinheiro em papéis que só podem ser resgatados na data de vencimento. Dessa forma, se você precisar do montante antes do prazo, não poderá retirá-lo ou então terá um valor muito abaixo do esperado.

Quais investimentos têm portabilidade?

Em caso de necessidade, como a declaração de falência, você tem como escolher uma corretora de valores diferente e fazer a transferência da custódia dos seus títulos sem custos. É o que chamamos de portabilidade. Esse processo permite que você escolha entre as opções presentes na Bovespa e defina quem será seu novo agente de custódia.

Na prática, a corretora não é dona dos seus ativos, pois eles representam uma operação de empréstimo entre você e a instituição emissora, sendo assim, a portabilidade é válida para qualquer tipo de investimento.

Enfim, diante de um processo de desbancarização como o que vivemos, é natural que as corretoras de valores passem a ter protagonismo no mercado financeiro. É por isso que estar bem informado a respeito do que elas representam e de como funcionam pode ajudar você a investir melhor e, evidentemente, ganhar mais dinheiro.

Agora que sabe melhor como escolher uma corretora de valores, confira também mitos e verdades sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ficou interessado? Então, invista com a Genial Investimentos. Abra sua conta agora!

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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