O universo das criptomoedas, liderado por ativos como bitcoin (BTC) e ether (ETH), vivenciou um período de crescimento acelerado ao longo dos últimos anos. O cenário do mercado levou ao surgimento da stablecoin brasileira BRZ — que ganhou destaque no segmento.

Por ser classificado como moeda estável, o BRZ apresenta diferenças significativas em relação a outros tokens populares no mercado ativos digitais. Por isso, saber como ele funciona permite que você avalie as oportunidades para sua estratégia de operação com criptoativos.

Quer saber mais sobre a stablecoin brasileira? Nós, da Genial Investimentos, vamos ajudar. Neste artigo você entenderá o que são as moedas estáveis, quais as características do BRZ e se vale a pena investir nele.

Acompanhe a leitura!

O que é uma stablecoin?

Para conhecer o BRZ e sua lógica de funcionamento, antes é interessante lembrar as características do mercado de criptomoedas. Afinal, mesmo sendo uma moeda digital, as stablecoins operam de maneira diferente.

Nesse sentido, as criptomoedas são ativos digitais que podem ser usados em transações financeiras, assim como o dólar e o real. No entanto, elas existem apenas no ambiente digital e se caracterizam pela sua descentralização.

Ou seja, não há órgãos reguladores que controlam a emissão e a circulação dos ativos. A maioria das moedas digitais do mercado funciona a partir de protocolos blockchain — sistemas descentralizados que garantem segurança, agilidade e transparência para as transações entre os usuários.

Além da descentralização, as criptomoedas como bitcoin e ether se caracterizam pela falta de lastro. Desse modo, a cotação delas é inteiramente definida pela lei da oferta e da demanda, ficando mais suscetíveis às oscilações de preço.

Já as stablecoins surgiram com intuito de apresentar alternativas para essa volatilidade. Em tradução livre, o conceito significa “moeda estável”. O nome é dado porque elas funcionam a partir de um lastro financeiro.

Geralmente, elas são lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar. Logo, uma stablecoin com lastro na moeda norte-americana terá a mesma cotação do câmbio dos Estados Unidos.

O que é o BRZ?

Agora que você sabe o que são as stablecoins, será mais fácil conhecer o BRZ. A sigla é usada para definir o brazilian digital token, que é a primeira moeda estável do mercado nacional de criptoativos. A stablecoin foi criada em 2019, sendo a primeira iniciativa com essa proposta do mercado nacional.

O lastro do BRZ é com o próprio real brasileiro. Isso significa que, se um usuário é dono de 10 mil tokens BRZ, ele poderá trocar suas moedas por 10 mil reais — visto que a paridade entre ambas é de 1 para 1.

Nesse sentido, ela pode servir como porta de entrada para investidores brasileiros que procuram acessar diretamente o mercado de criptoativos. Além disso, ela possibilita que empresas que atuam com moedas digitais criem soluções voltadas para o público nacional.

Quem são os responsáveis por essa stablecoin?

Chegando até aqui, você já entendeu que o brazilian digital token é a stablecoin pioneira lastreada em real. Em vista disso, é importante ressaltar que o Governo Federal ou o Banco Central (Bacen) não são os responsáveis pelo projeto.

A criadora do BRZ é a empresa suíço-brasileira Transfero Swiss Ag. A companhia tem expertise na criação de soluções em blockchain para facilitar o acesso de investidores e usuários ao mercado de criptoativos.

Logo, o vínculo do BRZ é com uma entidade privada e não com o poder público brasileiro. Contudo, o Bacen tem o projeto de lançar sua própria Central Bank Digital Currency (CBDC) no futuro. Ela seria uma moeda digital criada e emitida por meio de protocolos blockchain.

Como ela funciona?

Assim como as criptomoedas mais populares do mercado, o BRZ também opera por meio de protocolos blockchain. O ativo está compatível com as redes algorand, avalanche, binance smart chain, ethereum, polygon, RSK Network, solana e stellar.

Para garantir seu lastro com o real brasileiro, a Transfero precisa comprovar que tem as reservas com a moeda brasileira para realizar a paridade com o token. Essas reservas são auditadas regularmente por agentes terceirizados.

Além disso, com objetivo de trazer mais segurança para os usuários, as transações com BRZ tem verificação da Parsiq. Essa é uma plataforma que trabalha com monitoramento e inteligência de dados.

Quais as vantagens e desvantagens de investir em BRZ?

Antes de decidir usar ou não o BRZ, é interessante ponderar sobre as oportunidades e os riscos que ele pode trazer.

Confira!

Vantagens

O BRZ se destaca por ser uma stablecoin lastreada em real. Desse modo, ele oferece aos brasileiros a oportunidade de acessar o mercado global de criptoativos de maneira mais prática — usando plataformas nacionais e internacionais.

Além disso, como se trata de uma moeda estável, o BRZ permite que os usuários não enfrentem a volatilidade característica de ativos como bitcoin. Ademais, ele pode ser usado para transações em qualquer momento nas plataformas especializadas.

A ação de empresas independentes auditando as reservas da Transfero e verificando as transações também confere mais camadas de segurança para os donos do ativo. Desse modo, eles têm a convicção de que estão se expondo a um projeto sério.

Desvantagens

Entretanto, também existem desvantagens ao operar com o BRZ. Primeiramente, ativos digitais como as stablecoins não contam com a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no mercado brasileiro.

Desse modo, investidores que optam por se expor diretamente ao mercado não têm a segurança institucional do órgão. Logo, é possível estar mais suscetível a golpes financeiros praticados por outros usuários.

Além disso, por ser uma stablecoin, o BRZ não é um ativo que sirva para investidores que buscam maiores perspectivas de retorno. Isso acontece porque a cotação dele é mais estável e o objetivo é servir como facilitador de transações envolvendo outras criptomoedas.

Quais as diferenças entre o BRZ e outras stablecoins?

Até aqui, você já entendeu as principais características do BRZ e compreendeu as oportunidades e os riscos dele. Portanto, para aprofundar sua compreensão, é válido saber as diferenças entre ele e outras stablecoins do mercado.

Como você acompanhou, as moedas estáveis se caracterizam por terem um lastro. Ele pode ser em moedas fiduciárias, como é o caso do BRZ, outras criptomoedas, commodities ou algoritmos para controle de preço.

Nesse sentido, a principal diferença entre o brazilian digital token e os demais está em ter seu lastro no real brasileiro. Logo, ele se apresenta como uma oportunidade para usuários nacionais acessarem o mercado de criptoativos mais facilmente.

Dentre as outras stablecoins, as maiores em termos de capitalização de mercado são tether (USDT) e USD coin (USDC). Ambas usam o dólar norte-americano como lastro.

Vale a pena investir em BRZ?

Agora que você entendeu mais sobre o funcionamento do BRZ, é preciso saber se vale a pena investir nele. Para tanto, o seu perfil de investidor será um elemento essencial durante o processo decisório.

Então, como o token está presente no mercado de criptoativos, ele pode ser uma alternativa mais adequada para investidores arrojados — com mais alta tolerância ao risco. Afinal, apesar de ter lastro, o segmento ainda não tem regulação da CVM no Brasil.

Outro ponto de atenção são os seus objetivos financeiros. Nesse sentido, podemos lembrar que o potencial de valorização não é uma característica do BRZ. Isso acontece porque ele atua como porta de entrada para viabilizar a negociação de outros ativos digitais.

Logo, ao considerar esses aspectos, você entenderá o potencial que o BRZ traz para sua estratégia no mercado financeiro. Assim, será possível decidir se ele vale ou não a pena para você.

Como investir em stablecoins como o BRZ?

Apesar da falta de regulação, o investimento direto não é a única alternativa para se expor às stablecoins e demais criptomoedas do mercado.

Conheça outras oportunidades para investir!

ETFs

Os exchange traded funds (ETFs), ou fundos de índice, são um tipo de fundo de investimento com cotas negociadas na bolsa de valores. Eles se destacam por replicar a performance de indicadores do mercado financeiro.

Desse modo, existem diversos ETFs do mercado que usam índices de criptomoedas como benchmark para seu desempenho. Então eles podem servir para sua estratégia de exposição a esse mercado.

Fundos de criptomoeda

Também existem fundos de investimento de criptomoeda com stablecoins no portfólio. Por meio deles, você pode se expor ao mercado de criptomoedas de maneira mais prática e contar com a presença de um gestor profissional.

No mercado brasileiro, a Hashdex é uma das referências na gestão de fundos de investimento e ETFs expostos ao mercado de criptoativos. Por isso, você pode considerar os veículos dessa gestora para seu planejamento de exposição a esse mercado.

Contudo, é importante lembrar que essas alternativas estão na renda variável. Portanto, mesmo com a segurança institucional da CVM, ter mais alta tolerância ao risco é relevante para investir nessas modalidades.

Como você entendeu, a stablecoin brasileira pode ser uma oportunidade para acessar o mercado de criptoativos de maneira mais prática. Porém, como ainda há riscos envolvidos, pode ser mais vantajoso considerar as alternativas reguladas.

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