A ether faz parte da lista de criptomoedas com maior valor de mercado e vem chamando a atenção dos investidores. A plataforma a qual ela faz parte, a ethereum, também demanda muito interesse no mercado de criptoativos.

Isso porque ela oferece funcionalidades que permitem uma série de operações e recursos, de forma descentralizada e com segurança. Assim, a ethereum pode revolucionar os direitos de propriedade digital.

Neste post, você entenderá os elementos do ethereum, suas vantagens, riscos e como investir em criptomoedas de forma segura!

O que é e como funciona a ethereum?

A ethereum é uma plataforma que viabiliza a programação de contratos inteligentes, de aplicativos descentralizados (Apps) e de transações de criptomoedas e outros tokens. Portanto, não se trata de uma moeda digital.

Essa estrutura é baseada na tecnologia blockchain — a mesma da criptomoeda bitcoin. Assim, o blockchain armazena registros de transações em um livro-razão, como uma espécie de planilha pública com segurança garantida por criptografia.

As operações feitas por meio dessa tecnologia são verificadas e validadas pelos mineradores, que são usuários espalhados pelo mundo todo. Essas pessoas utilizam seus computadores para fazer um processo que executa códigos de natureza criptográfica conhecido como mineração.

Nesse sentido, a ethereum foi criada para formar uma grandiosa rede de computadores mundial e oferecer maior controle ao usuário sobre os próprios dados. Para isso, ela é descentralizada — ou seja, não é controlada diretamente por nenhuma pessoa ou instituição.

Logo, as operações podem ser feitas sem o intermédio de terceiros e sem sofrer nenhum tipo de censura ou de fraude. Em relação à sua segurança, essa é uma das redes mais seguras. Isso porque as operações, contratos e aplicativos criados registrados não podem ser adulterados.

Como a ethereum foi criada?

A história da ethereum começa em 2013, quando foi conceituada pelo programador Vitalik Buterin. A ideia surgiu quando Vitalik, que já conhecia o projeto de Satoshi Nakamoto (bitcoin), propôs incluir camadas adicionais de informações no blockchain.

Isso porque ele acreditava que a tecnologia poderia ser utilizada para outras soluções, não somente como meio de pagamento. Assim, Buterin abandonou o curso de ciência da computação na Universidade de Waterloo (Canadá) após receber uma bolsa de 100 mil dólares para seguir exclusivamente com o projeto da ethereum.

Em 2014, as primeiras implementações foram liberadas para avaliação de alguns usuários. Após diversos updates, a ethereum foi lançada em julho de 2015. Todo projeto foi custeado por meio de financiamento coletivo. Ao todo, foram mais de 18 milhões de dólares investidos.

Ademais, desde a sua criação, a plataforma ganhou grande adesão por parte de pessoas que desejam desenvolver soluções utilizando a tecnologia. Entre elas estão pesquisadores, programadores e investidores.

O que é ether?

Você conferiu que a ethereum não é uma moeda, mas sim uma plataforma. Na verdade, a criptomoeda utilizada nas operações dessa estrutura é a ether. Por conta da semelhança no nome, é comum que aconteça uma confusão entre os termos que, muitas vezes, são usados como sinônimos.

Então, ao falarem em ethereum, muitos se referem também à moeda. Ao contrário do bitcoin, a ether não foi criada para ser uma moeda digital. A sua funcionalidade, a princípio, era ser um ativo para recompensar os desenvolvedores que usam a plataforma ethereum e os mineradores. Além disso, a ether é utilizada pelos usuários para pagar as taxas ao utilizar as funcionalidades da rede da ethereum.

Logo a ether teve um aumento na capitalização. Isso fez com que mais pessoas utilizassem o ativo como forma de trocas e de pagamentos por transferências. Esse movimento fez com que a moeda ficasse entre as criptomoedas com maior valor de negociação e de mercado.

Por ser utilizada no pagamento de taxas ao utilizar a rede da ethereum, o surgimento e popularização de novos protocolos fez com que mais usuários precisassem comprar ether para pagar as taxas. A maior demanda segue contribuindo para a valorização da cripto.

Qual é a diferença entre ethereum e ethereum classic?

Ao procurar sobre ethereum na internet, é possível encontrar o termo semelhante “ethereum classic”. No entanto, o segundo termo se refere ao resultado da divisão da rede, que aconteceu em 2016.

Isso porque, naquele ano, um hacker encontrou uma falha no código do projeto e conseguiu roubar 50 milhões de dólares em ether. Esse acontecimento causou uma divisão na comunidade, criando a nova ethereum e nomeando a rede original como a ethereum classic.

Desse modo, a ethereum classic também é uma plataforma descentralizada e realiza as mesmas funções no blockchain. Além disso, continua utilizando o ether e outros criptoativos para transações. Entretanto, há diferenças em seu sistema em relação ao ethereum.

Quais as diferenças e semelhanças da ethereum em relação ao bitcoin?

Quando se fala em criptoativos, os termos ethereum e bitcoin podem aparecer lado a lado. Entretanto, existem muitas diferenças entre eles. O bitcoin foi criado para ser uma moeda digital descentralizada.

Ou seja, um meio de pagamento que não sofre controle de nenhuma instituição, como acontece com o dinheiro convencional, que é controlado pelos governos. Já a ethereum, como você viu, é uma plataforma e foi conceituada para entregar mais do que pagamentos digitais.

Entretanto, o bitcoin é uma criptomoeda mais consolidada no mercado, ficando em primeiro lugar entre as moedas digitais. Ademais, existem diferenças em relação à quantia máxima de fundos para cada criptoativo.

Enquanto o bitcoin tem um hard cap de 21 milhões, a ether não apresenta um limite. Por outro lado, existe um ponto em comum entre ethereum e bitcoin: ambos utilizam o blockchain. Sendo assim, se tratam de projetos diferentes, mas que usam a mesma tecnologia.

Quais são as vantagens de comprar ether?

Agora que você já sabe o que é e como funciona o ethereum e o ether, é o momento de entender quais são as vantagens de comprar a criptomoeda. Como você viu, ela é a segunda maior moeda digital da atualidade.

Dessa maneira, essa consideração pode ajudar a consolidar esse criptoativo como um investimento vantajoso. Outra vantagem é que as informações das transações feitas com ether, assim como outras criptomoedas, não podem ser roubadas e são anonimas.

Por exemplo, ao fazer uma compra com o seu cartão de crédito online em uma rede não segura, você corre o risco de ter os seus dados roubados e utilizados por terceiros. Já com as criptomoedas, isso não é possível, pois tudo fica registrado em um livro-razão digital, o blockchain.

Mais um benefício das criptomoedas é serem descentralizadas. Isso significa que nenhuma instituição bancária ou Governo podem controlá-las ou interferir na cotação delas. Desse modo, representa mais liberdade em relação ao câmbio.

Outro ponto importante a destacar é que as criptomoedas estão sujeitas à variação do câmbio. Esse fator pode ser vantajoso para pessoas que encontram oportunidades para investir ou especular.

Em termos de valorização, na medida em que mais aplicativos descentralizados e funcionalidades forem sendo incorporadas à rede da ethereum mais taxas precisarão ser pagas. Para pegar as taxas os usuário precisarão de ether e a maior demanda pela cripto tende a valorizá-la.

Como comprar ether?

Após entender mais sobre ethereum e ether, pode ser que a criptomoeda tenha chamado a sua atenção como investidor. Nesse sentido, a exposição à moeda digital pode ser um investimento para quem tolera mais riscos em troca da possibilidade de um alto rendimento.

Assim, a alternativa tende a ser mais alinhada para investidores com perfil arrojado. No entanto, quem tem perfil moderado ou conservador também pode aproveitar a alternativa — basta ter atenção ao volume de capital que será exposto às criptos.

Caso se interesse pela alternativa, a aquisição direta é feita por meio de corretoras de criptoativos, chamadas exchanges, com o código ETH. O valor da moeda depende da cotação do dia. Contudo, é importante saber que em diversos países, como o Brasil, os criptoativos não são regulamentados.

Isso significa que há mais riscos envolvidos na aquisição direta, já que não há fiscalização ou suporte de órgãos regulamentadores diante de eventuais problemas nas operações. Por outro lado, existem alternativas para exposição indireta que contam com regulamentação no Brasil e podem trazer mais segurança.

Quais são os riscos de comprar criptomoedas diretamente?

Como você viu, as criptomoedas são ativos com alta volatilidade. Isso porque a oferta e a demanda podem mudar repentinamente. Desse modo, o valor da moeda pode subir consideravelmente ou sofrer grandes quedas em períodos curtos.

Portanto, assim como o investidor está exposto a uma boa rentabilidade em momentos de alta, também está sujeito a grandes perdas no mercado. Isso pode acontecer, por exemplo, ao precisar vender o ativo por um valor menor do que comprou.

Ademais, como as criptomoedas não são regulamentadas no Brasil e em outros países, expõem o seu investimento a maiores riscos. Supondo que você faça uma negociação usando criptoativos e, por qualquer razão, se sinta lesado, não terá um órgão que possa intervir.

No entanto, há como se expor às criptomoedas de uma maneira segura e aproveitar as oportunidades do ativo por meio dos fundos de criptomoedas.

Quais são as alternativas para investir em ethereum sem sair do Brasil?

Se você se interessou pela possibilidade de investir em criptomoedas de maneira regulamentada no Brasil, precisa conhecer os fundos de investimentos. A seguir, saiba quais são as possibilidades e como elas funcionam!

Fundos de criptomoedas

Antes de saber o que são fundos de criptomoedas, é importante entender o conceito de fundos de investimento. Esse veículo financeiro funciona como um condomínio de investimentos, os interessados em participar compram cotas com objetivo de obter ganhos a partir das alocações.

Quem cria esses fundos são as gestoras de investimentos. Nesse caso, os cotistas não têm influência sobre as escolhas dos aportes, pois essa atividade fica a cargo do gestor profissional. Assim, existem fundos de criptomoedas que podem trazer exposição aos criptoativos.

Na prática, eles podem destinar diferentes parcelas do patrimônio ao ethereum e outras moedas digitais.

ETFs

Outra possibilidade é o investimento em ETFs (exchange traded funds), ou fundos de índice. Tratam-se de fundos que replicam a carteira teórica de um índice de mercado com a intenção de obter os mesmos resultados. Nesse caso, ele pode espelhar um índice relacionado às criptomoedas.

Essas modalidades de investimento se tornam mais seguras diante de fraudes e golpes porque são reguladas no Brasil pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Desse modo, as gestoras devem cumprir obrigações legais junto ao órgão para exercerem suas atividades de forma regular.

Fundos de investimentos e ETFs da Hashdex

A Hashdex é uma gestora de investimentos que disponibiliza fundos com exposição aos criptoativos. Com sede no Rio de Janeiro e fundada em 2018, ela foi uma das pioneiras na intermediação entre o mercado financeiro tradicional e as criptomoedas.

Para tanto, a gestora apresenta diferentes estratégias e níveis de exposição a diversas moedas digitais. Além disso, seus fundos são disponibilizados nas principais plataformas de investimentos, o que facilita o acesso de investidores às cotas de participação.

Já os ETFs são negociados na bolsa de valores brasileira (B3) e replicam o índices de criptomoedas. O HASH11, o primeiro e maior ETF de criptomoedas do Brasil, replica o Nasdaq Crypto Index (NCI). Esse índice foi desenvolvido pela própria Hashdex em parceria com a Nasdaq para representar os principais ativos do mercado de criptomoedas.

Para investir em ethereum através de ETF o investidor conta com o ETHE11. O ETHE11 replica o desempenho do Nasdaq Ethereum Reference Price. O ETF também é da gestora Hashdex.

Assim como o Ibovespa reúne as ações mais negociadas da B3, o NCI engloba criptoativos a partir de uma seleção rigorosa para compor a sua carteira teórica. A seguir, conheça os fundos geridos pela Hashdex no mercado brasileiro:

Como investir em fundos de criptomoedas?

Após entender que há alternativas mais seguras para investir em criptoativos, você deve saber como fazer isso. Primeiramente, é necessário identificar o seu perfil de investidor e estabelecer o seu objetivo ao investir seus recursos.

A partir desses dados, você poderá analisar se faz sentido ou não investir em alternativas com maiores riscos, como essas. Vale lembrar que a diversificação da carteira é uma estratégia importante para proteger o seu patrimônio.

Caso você esteja disposto a investir em fundos de criptomoedas, deverá abrir uma conta em uma corretora de valores, como a Genial. Assim, terá acesso a uma plataforma de investimentos e ao home broker — ambiente de negociação da bolsa de valores.

Depois, basta transferir os valores dos investimentos para a conta da corretora e fazer as alocações desejadas. No caso dos fundos de investimento, isso é feito por meio da plataforma. Já o aporte em ETFs é realizado no ambiente da B3.

Para tanto, digite o ticker (código) do ETF desejado, insira o número de cotas que deseja adquirir, o preço e envie a ordem de compra. Em todos os casos, após o prazo de liquidação, as cotas do fundo ou do ETF farão parte da sua carteira.

Ao longo deste conteúdo, você pôde entender mais sobre a ethereum e como investir em criptoativos com mais segurança. Se esse investimento é de seu interesse, não se esqueça de analisar as lâminas dos fundos para entender se são compatíveis com o seu perfil e estratégia.

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