A bolsa de valores traz diversas oportunidades para os investidores, como a compra de ações. Por meio delas, você pode participar dos resultados de determinadas empresas. Porém, antes de investir, é preciso saber como fazer uma análise de ações para escolher os ativos mais adequados. 

Essa prática permite avaliar as características mais relevantes das companhias para definir se um investimento é interessante para o seu portfólio. A partir disso, você conseguirá tomar decisões embasadas e com maiores chances de acertos.  

Para ajudar nessa tarefa, nós, da Genial Investimentos, separamos 6 dicas importantes para selecionar os ativos da sua carteira! 

1. Conheça o seu perfil de investidor 

Para começar a analisar ações é preciso, em primeiro lugar, entender qual é o seu perfil de investidor. Ele indica qual é o nível de tolerância ao risco que você apresenta, ajudando a guiar as suas decisões. 

Mesmo que o mercado de ações exija, por si só, uma disposição um pouco maior para correr riscos por causa da volatilidade, é interessante fazer essa avaliação.

De acordo com o apetite ao risco, há três perfis diferentes: 

Perfil ConservadorPerfil ModeradoPerfil Arrojado
representa quem prioriza a segurança e tem uma tolerância menor para suportar oscilações e perdastem uma capacidade intermediária de tolerar riscos, sendo capaz de equilibrar risco e retorno, especialmente em longo prazo;Apresenta o maior nível de tolerância ao risco e é capaz de suportar situações de alta volatilidade visando maior potencial de retorno.
Saiba Mais: Perfil de Investidor: Você sabe o seu tipo de investidor?

Identificar qual é a sua classificação é importante porque ajuda a tomar decisões de investimento a respeito das ações que serão escolhidas. Se você tem um apetite menor ao risco, por exemplo, a tendência é buscar ações de empresas consolidadas e que apresentam menos flutuações. 

Por outro lado, quem tem um perfil arrojado costuma ter condições de montar uma carteira de ações focada em alternativas com grande potencial de valorização, mas que também oscilam intensamente. Os moderados, por sua vez, normalmente adotam uma estratégia intermediária. 

2. Defina seus objetivos financeiros 

Assim como acontece com o perfil de investidor, é preciso considerar os objetivos ao investir em ações. Nesse caso, vale destacar que o aproveitamento do mercado acionário costuma estar ligado ao médio e longo prazo

O motivo para isso está ligado à diluição de riscos que acontece em períodos estendidos de exposição aos ativos. Também existe uma necessidade maior de tempo para a consolidação do negócio referente à ação e a obtenção de resultados pelo investidor. 

Porém, além desse foco maior em médio e longo prazo, é possível contemplar outros interesses e objetivos durante a análise de ações. Se a sua intenção é gerar renda passiva ou conquistar a independência financeira, por exemplo, é comum buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos

Já se o objetivo é investir com propósito, pode ser interessante focar em empresas sustentáveis. Além disso, se a ideia é aumentar o patrimônio com intensidade, pode fazer sentido recorrer às ações de empresas não consolidadas e com maior potencial de expansão. 

Portanto, é essencial compreender o que você espera alcançar e como as ações devem ajudar nessa conquista. Assim, é possível analisar os papéis de forma focando em características específicas, para que eles realmente sejam adequados à sua carteira. 

3. Avalie os fundamentos das empresas 

Depois de entender como o perfil e os objetivos influenciam o investimento na bolsa de valores, é hora de aprender como estudar as ações. Essa prática exige conhecê-las de forma individual, para que a tomada de decisão seja estratégica. 

Nesse momento, vale a pena fazer uma análise fundamentalista de ações. Ela consiste na avaliação dos pilares do negócio emissor dos papéis, de modo a compreender o nível de saúde financeira e de gestão da companhia. 

Desse modo, é possível ter uma compreensão quantitativa e qualitativa do ativo e do que esperar em termos de resultados. Assim, há a chance de tomar uma decisão mais informada, considerando o que pode ser obtido no médio e no longo prazo. 

Para que isso aconteça, são utilizados os indicadores fundamentalistas. Eles consistem em métricas de resultados-chave e fornecem dados para compreender as ações e seu potencial de desempenho. Com o apoio deles, você pode definir se o investimento vale ou não a pena para o seu portfólio.  

Um ponto importante é que existem diversos indicadores que podem ser utilizados. A seguir, você conhecerá os principais! 

P/L 

Começamos com um dos indicadores mais importantes: o preço sobre lucro. O famoso P/L divide o preço de negociação da ação pelo lucro por ação no período de análise. Assim, é possível entender quanto o mercado está disposto a pagar pelo lucro gerado. 

Em geral, um valor menor indica que a ação está descontada, já que pode significar que o preço é menor que o lucro que a empresa é capaz de gerar. Isso pode apontar para uma oportunidade de investimento, caso haja espaço para valorização e aumento dos preços das ações. 

Porém, é importante investigar para saber se a ação está descontada ou se a baixa disposição do mercado é justificada por outro motivo. 

P/VPA 

Outro indicador relevante é o P/VPA. Ele é calculado pela relação entre preço da ação e valor patrimonial por ativo em determinado período. Com isso, permite saber como o mercado se comporta em relação ao patrimônio de cada negócio. 

Ele é importante porque permite saber quanto os investidores estão dispostos a pagar para participarem dos resultados gerados pelo patrimônio em questão. Normalmente, o preço é maior para cenários mais interessantes, mas um preço reduzido pode apontar uma oportunidade. 

Novamente, é preciso fazer uma análise completa para entender se o fato de a ação estar descontada é uma questão pontual ou se reflete uma característica que exige mais atenção. 

EV/EBITDA 

Na hora de analisar os números das ações, é necessário conhecer os seus componentes relevantes. Um deles é o EBITDA, que representa os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização. 

Outro componente importante é o enterprise value (EV) ou valor da firma. Ele é dado pelo preço das ações multiplicado pelo número de papéis menos a dívida bruta. 

Na análise fundamentalista, você pode dividir o EV pelo EBITDA. Assim, é possível entender qual é a relação entre o valor da empresa e sua capacidade de gerar lucros. Geralmente, valores menores são desejáveis, desde que ocorram por conta de um EBITDA maior. 

Dividend yield 

Como você viu, ações de empresas que pagam bons dividendos podem ser interessantes para atingir os objetivos de certos investidores. Para ser capaz de escolher com base nessa questão, não basta observar o montante distribuído. Em vez disso, vale utilizar indicadores como o dividend yield. 

Ele é dado pela relação entre o total de dividendos distribuídos por ação nos últimos 12 meses pelo preço da ação. Logo, é possível entender qual é o retorno, na forma de proventos, em relação ao que é investido para adquirir o papel. 

Em geral, se o foco são os dividendos é comum buscar um resultado mais elevado. Porém, é preciso ter atenção com a análise. Afinal, uma ação muito barata (como uma penny stock) pode aparentar um desempenho melhor apenas por conta desse componente. 

Dívida bruta/Patrimônio líquido 

Como um dos objetivos da análise fundamentalista é conhecer o nível de saúde financeira da empresa, também é essencial saber qual é a situação em relação ao endividamento. Por isso, é possível utilizar o múltiplo dado pela relação entre dívida bruta e patrimônio líquido. 

Por meio desse cálculo, pode-se avaliar qual é o nível de comprometimento do patrimônio do negócio pelas dívidas. Valores maiores apontam para uma situação especialmente complicada, pois pode ser um sinal de que a dívida superou o tamanho do patrimônio. 

ROE 

Você também pode utilizar o return on equity ou retorno sobre patrimônio líquido. Ele é dado pela relação entre lucro líquido e patrimônio líquido e, portanto, indica a capacidade da empresa em gerar lucros com base em seu patrimônio. 

Normalmente, um ROE maior se mostra desejável. Porém, é preciso ter cuidado para que ele não seja fruto apenas de um patrimônio reduzido, por exemplo. Assim como acontece com outros indicadores, faz mais sentido fazer uma análise integrada. 

Portanto, uma boa análise fundamentalista deve considerar cenários mais amplos, com a avaliação de diversos indicadores que façam sentido para o seu objetivo. Dessa maneira, no momento de escolher onde investir, os resultados podem servir de parâmetros de comparação.  

Inclusive, vale utilizar os indicadores para comparar empresas semelhantes, como as que fazem parte do mesmo setor, para encontrar quais oferecem as melhores oportunidades. 

4. Estude os setores econômicos 

Ao fazer o investimento em ações, também é importante realizar uma análise a respeito dos setores nos quais as empresas estão inseridas. Nesse caso, a intenção é ter um panorama econômico para entender o histórico de performance, a situação atual e as perspectivas quanto ao segmento. 

Imagine uma situação em que um investidor está com dúvidas quanto ao investimento em uma companhia de varejo de bens de consumo não-essenciais. 

Além de analisar a situação da empresa, é preciso compreender como anda o setor, pois a gestão não é o único componente do sucesso e da robustez do negócio. 

Logo, será fundamental saber como anda o histórico do segmento e quais são as expectativas para ele, considerando as características do público de interesse. A partir disso, é possível definir se a tendência é de crescimento e fortalecimento da área ou se há riscos nesse sentido. 

O entendimento sobre os setores também ajuda a ponderar outras características relevantes. Em determinados segmentos, as empresas não reinvestem tanto os lucros, o que pode levar ao pagamento ampliado de dividendos. 

Portanto, a análise de ações também passa, obrigatoriamente, pela compreensão sobre a área de mercado em que elas estão inseridas. 

5. Pense na quantidade de ações para comprar 

Outro ponto importante sobre a análise de ações está relacionado às características específicas do seu investimento. Na prática, também é preciso avaliar os papéis de acordo com a sua estratégia e com as suas possibilidades. Isso inclui, por exemplo, considerar a quantidade de ações a comprar. 

Ao fazer o investimento em ações, o ideal é priorizar a diversificação para estar exposto a riscos distintos. Isso pode ajudar a proteger seu patrimônio e até favorecer a conquista de melhores resultados. 

Por outro lado, é preciso ter cuidado para não cometer o erro de pulverizar o seu dinheiro. Ela acontece quando você distribui os recursos em muitas alternativas diferentes, mas falha em diversificar o risco, focando em ativos semelhantes. 

Então, ao ponderar a compra na bolsa de valores, é preciso entender se a decisão contribui para a diversificação. Ao escolher dezenas de empresas, mas todas do mesmo setor, por exemplo, a sua carteira corre o risco de estar diante da pulverização. 

6. Conte com uma boa corretora de valores 

Por fim, é fundamental saber que, no mercado brasileiro, o investimento em ações na bolsa de valores é feito por meio de uma corretora de valores. Afinal, a instituição fica responsável por garantir o acesso ao ambiente de negociação por meio do home broker. 

Outro ponto importante é que a corretora pode ter impactos no processo de análise de ações e no potencial de resultados. Isso ocorre por conta do suporte que a instituição pode oferecer por meio de assessorias. 

Com o apoio de profissionais certificados e conhecedores do mercado, você poderá aprofundar as suas análises, tirar dúvidas e entender melhor o potencial de resultados. Logo, suas conclusões sobre as ações na bolsa de valores tendem a ser mais alinhadas. 

Além disso, a corretora de valores pode disponibilizar carteiras recomendadas. Esses são portfólios montados por analistas, que utilizam seus conhecimentos para identificar oportunidades e equilibrar uma carteira composta por esses ativos. 

Uma das vantagens é o fato de a análise de ações ser feita por esses profissionais, o que pode ajudá-lo a economizar tempo. Ainda, as carteiras recomendadas são acompanhadas por um relatório que justifica as decisões. Logo, você pode estudá-lo e aprender como otimizar as suas análises. 

Como você aprendeu neste conteúdo, a análise de ações é fundamental para fazer boas escolhas ao investir na bolsa de valores. Então aplique essas 6 dicas e avalie os ativos com atenção para definir se um papel deve ou não fazer parte da sua carteira. Assim, você terá chances de fazer escolhas mais acertadas.  

E já que a seleção da corretora de valores tem um papel tão importante, aproveite a oportunidade para abrir a sua conta conosco e venha ser Genial!

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