Ao estudar sobre finanças pessoais, é comum se deparar com o termo “custo de vida“. Embora a expressão seja popular, muitas pessoas não sabem o que ela significa na prática. Esse é o seu caso? Então saiba que entender o conceito é fundamental para realizar o seu planejamento financeiro.

Afinal, saber o seu custo de vida — e como mantê-lo dentro das suas possibilidades de pagamento — é o primeiro passo para ter mais saúde financeira. Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, resolvemos ajudar você nessa questão.

Para isso, basta continuar a leitura. Neste post, você entenderá o que é o custo de vida e como descobrir o seu.

Vamos lá?

O que significa custo de vida?

O custo de vida se refere ao montante gasto mensalmente para manter a sua rotina. Entre eles, estão alimentação, moradia, saúde, cuidados pessoais, vestuário, saúde e transporte. Além disso, o conceito inclui os itens que trazem conforto e bem-estar, como lazer, procedimentos estéticos e experiências de vida.

Dessa maneira, independentemente da classe social de um indivíduo, ele possui um custo de vida — porém, o valor muda em cada situação. O que determinará o nível de gastos é o seu padrão de vida e os preços praticados na região onde mora.

Afinal, cada cidade apresenta uma média de preços diferente da outra, o que influencia diretamente nos gastos mensais. Então duas famílias que moram em locais distintos, por exemplo, podem ter o mesmo padrão de vida, mas custos muito diferentes.

Como encontrar o custo de vida?

Como você viu, o custo de vida é o somatório dos gastos realizados todos os meses. Portanto, para chegar à conclusão do quanto é necessário desembolsar para viver o seu estilo de vida, é necessário somar todas as despesas que você teve ao longo do mês.

Para isso, você precisa anotar os gastos diariamente, até mesmo os mínimos — pelo menos, no primeiro mês. Isso porque eles podem variar muito, já que é normal que as pessoas não contabilizem os pequenos desembolsos, como a compra de um café ou uma água na rua.

Caso você não queira aderir ao bloco de papel e caneta, pode realizar essas anotações em aplicativos e planilhas financeiras que podem ser encontradas na internet. Ademais, para facilitar e organizar esse processo, é essencial categorizar os gastos.

A seguir, veja como fazer isso!

Fixos

Os gastos fixos são aqueles no qual o valor é igual todos os meses ou sofrem pequenas variações, muitas vezes, já previstas. Nessa categoria, você pode incluir:

  • aluguel;
  • parcelamento de carro ou imóvel;
  • mensalidade escolar;
  • condomínio;
  • plano de internet fixa;
  • plano de streamings de vídeo e de áudio;
  • plano de saúde;
  • academia;
  • seguro de vida;
  • seguro residencial;
  • seguro do automóvel;
  • investimentos.

Semivariáveis

Já os gastos semivariáveis são aqueles que ocorrem todos os meses, mas que podem ter o seu valor alterado conforme o nível de consumo. Assim, você pode anotar nessa classe:

  • água;
  • energia elétrica;
  • alimentação;
  • cuidados pessoais, como corte de cabelo;
  • combustível.

Variáveis

Por fim, existem os gastos variáveis, que são aqueles que podem ou não acontecer todos os meses. Isso acontece porque nem todas as pessoas compram roupas ou sapatos mensalmente, por exemplo. Dessa maneira, você pode anotar nessa categoria:

  • delivery de refeições;
  • restaurantes;
  • cursos;
  • livros;
  • vestuário;
  • passeios;
  • viagens;
  • consultas médicas e odontológicas fora do plano

Vale lembrar que esses são apenas exemplos para que você entenda o conceito de cada um desses grupos de gastos e possa classificá-los. Porém, é importante listar as suas despesas conforme as necessidades da sua família, combinado?

Como calcular seu custo de vida?

Após anotar todos os seus gastos mensais, é o momento de entender como calcular o seu custo de vida. Como foi possível entender, basta somar todas as despesas do mês para obter o resultado. Por exemplo, suponha que os gastos de um indivíduo sejam:

  • aluguel: R$ 1.200,00;
  • alimentação: R$ 1.000,00
  • plano de saúde: R$ 580,00;
  • contas básicas (água e energia): R$ 350,00
  • internet: R$ 120,00;
  • academia: R$ 100,00;
  • serviço de streaming: R$ 45,00;
  • transporte: R$ 150,00.

Logo, somando todos os gastos, o custo de vida da pessoa do exemplo gira em torno de R$ 3.545,00. Contudo, esse montante não contempla as despesas variáveis. Ou seja, aquelas que podem ser dispensáveis em determinados meses ou que não são necessárias para sobreviver.

Dessa maneira, o custo de vida do indivíduo pode ser ainda maior, especialmente se ele tem hábitos de consumo com valores mais elevados.

Qual é a importância de manter o custo de vida controlado?

Agora que você já sabe como calcular o seu custo de vida, é preciso entender a importância de mantê-lo controlado. Dessa maneira, você consegue ter mais consciência sobre as suas despesas e estilo de vida.

Na prática, você viu que o custo de vida ajuda a entender qual é o valor necessário para manter o seu padrão de consumo. Consequentemente, é possível analisar se os seus ganhos cobrem as suas despesas, mantendo uma rotina financeira saudável.

Porém, caso o seu custo de vida esteja acima da sua possibilidade de pagamento, é necessário encontrar formas de fazer as suas despesas se encaixarem nas receitas. Isso é possível tanto pela redução dos gastos como pela geração de renda extra.

Mas por que manter esse equilíbrio? Quando o custo de vida está acima da sua capacidade de pagamento, você acumula dívidas que podem se tornar cada vez mais difíceis de pagar. Afinal, os juros de débitos vencidos são bastante elevados, especialmente os rotativos do cartão de crédito e do cheque especial.

Nesse contexto, vale reforçar que o não pagamento de dívidas pode resultar na negativação do seu nome. Isso significa um menor poder de crédito no mercado, fazendo com que você tenha dificuldades para conseguir empréstimos, fazer crediários e ter cartões de crédito, por exemplo.

Além disso, o pagamento de juros e multa frequente reduz o seu dinheiro disponível para fazer investimentos, por exemplo, e aumenta o endividamento. Por essa razão, é tão relevante controlar o custo de vida.

Quais são os benefícios de calcular o custo de vida frequentemente?

Você aprendeu que manter o custo de vida controlado ajuda a ter uma vida financeira mais saudável. Porém, é necessário entender como essa ferramenta é capaz de contribuir para a sua tranquilidade financeira.

A seguir, confira os principais benefícios de calcular o seu custo de vida:

  • ter consciência de como o seu dinheiro é gasto;
  • fazer um planejamento financeiro mais acertado;
  • melhorar a organização financeira;
  • verificar onde é possível reduzir custos;
  • entender qual a quantia disponível para investir;
  • estabelecer as prioridades;
  • adotar hábitos financeiros mais saudáveis.

Como fazer esse controle de maneira eficiente?

Ao saber os benefícios de calcular o seu custo de vida, é possível que você tenha mais interesse em fazer esse controle. Dessa maneira, você pode caminhar para uma vida financeira mais saudável.

Confira as principais dicas para controlar o seu custo de vida!

Anote seus gastos

Você viu que o primeiro passo para calcular o seu custo de vida é anotar os seus gastos, certo? Por mais que não seja necessário registrar todas as despesas em detalhes, é essencial manter as anotações dos seus principais custos, especialmente se você ainda não tem muito controle sobre eles.

Por essa razão, deixe um programa para anotação de despesas no seu celular ou um bloco de papel sempre à mão para escrever quais categorias o seu dinheiro vai diariamente. Desse modo, sempre que você tiver dúvidas sobre o destino dos seus ganhos, vale consultar os registros.

Entenda os seus ganhos

Além de registrar os seus gastos, é fundamental entender as suas receitas. Isso porque muitas pessoas montam o orçamento contando com os rendimentos brutos, que correspondem ao montante sem os devidos descontos.

Nesse caso, as chances de se endividar são maiores, já que a tendência é o indivíduo contar com um valor maior para pagar as obrigações quando, na verdade, dispõe de um montante menor. Por isso, é preciso ter essa consciência.

Além disso, autônomos e freelancers costumam receber os recursos parceladamente, o que dificulta entender qual é o ganho mensal. Por essa razão, essas pessoas devem anotar as receitas para ter a real noção do quanto elas ganham mensalmente.

Analise a sua capacidade de pagamento

Após somar os custos e os ganhos, é o momento de fazer uma análise da sua saúde financeira. Se ao subtrair os gastos das receitas o resultado for positivo, significa que seu custo de vida cabe na sua capacidade de pagamento.

Porém, se o resultado dessa conta for negativo, é sinal de que você gasta mais do que ganha e pode se endividar. Nesse caso, é imprescindível detectar as despesas que podem ser reduzidas ou zeradas para que o seu custo de vida se encaixe em suas capacidades financeiras.

Faça renda extra

Além de reduzir os seus gastos, você pode fazer renda extra para arcar com o seu custo de vida ou até conseguir pagar as dívidas parceladas, como cartão de crédito e financiamentos. Essa estratégia ajuda a estabelecer uma boa saúde financeira, sem deixar o padrão de vida reduzir demais.

Controlei meu custo de vida, qual é o próximo passo?

Considerando que você já tenha controlado o seu custo de vida e até sobra dinheiro, qual é o próximo passo? Com a saúde financeira em dia, é hora de fazer o seu dinheiro trabalhar para você, ou seja, é o momento de investir!

Os investimentos são uma das principais formas de multiplicar capital e acumular patrimônio. Isso porque eles podem apresentar mecanismos capazes de acelerar o acúmulo de capital, como os juros compostos.

Por essa razão, em vez de somente poupar dinheiro para o futuro, é interessante investir esse capital. Na prática, é comum que as pessoas leigas pensem que investimentos são para indivíduos muito ricos.

No entanto, essa concepção é equivocada, já que qualquer indivíduo pode investir, pois existem alternativas com aportes mínimos bastante baixos. Logo, mesmo começando com quantias menores, é possível multiplicar o patrimônio.

Quer entender como isso funciona? A seguir, confira o passo a passo!

Identifique o seu perfil de investidor

O perfil de investidor é resultado de um teste que mensura o nível de tolerância aos riscos de quem investe. Ao identificá-lo, é possível compreender quais alternativas mais se alinham às suas características e expectativas com o mercado financeiro.

O perfil pode ser:

  • conservador: prefere a segurança, mesmo que isso signifique rentabilidades menores;
  • moderado: ainda busca segurança, mas consegue expor uma parte do capital alternativas mais arriscadas;
  • arrojado: prioriza alternativas com potencial maior de rendimento, correndo riscos calculados.

Defina seus objetivos financeiros

Os objetivos financeiros são as metas que você pretende alcançar com o dinheiro investido. Assim, eles podem ser: viajar, atingir a independência financeira, trocar o carro etc. Mas por que é tão importante defini-los antes de investir?

Dependendo das características do objetivo, como horizonte de tempo, é possível alinhar as condições do investimento para que você possa aproveitar o máximo de rentabilidade. Dessa forma, também há como minimizar os riscos.

Abra uma conta em uma corretora de valores

Uma corretora de valores, como a Genial, é uma instituição financeira responsável por intermediar as transações no mercado financeiro. Ao abrir uma conta, você passa a ter acesso ao home broker, que é o ambiente de negociação da bolsa de valores, e à plataforma de investimentos, que apresenta outras alternativas para investir.

Conheça os investimentos disponíveis

No mercado financeiro, existem diversas alternativas disponíveis divididas em duas principais classes de investimentos. Uma delas é a renda fixa, em que estão os títulos nos quais é possível entender a lógica de remuneração no momento do aporte — como os títulos do Tesouro Direto.

Já a outra é a renda variável, na qual não é possível prever os rendimentos e, nem mesmo, saber se haverá ganho ou prejuízo. Nessa classe estão alguns fundos de investimentos e as ações.

Por conta das características de cada alternativa, é fundamental estudar mais sobre os investimentos disponíveis para, então, fazer escolhas mais acertadas para o seu perfil e objetivos.

Neste post, você descobriu o que é o custo de vida e como calcular o seu. Além disso, foi possível conferir dicas importantes de saúde financeira e de construção de patrimônio. Então siga essas orientações para buscar mais tranquilidade em suas finanças!

Quer se aprofundar nos temas de finanças e investimentos? Continue acompanhando o blog e confira conteúdos exclusivos!

Antonio Pandim Neto

Especialista de investimentos aqui na Genial há mais de dois anos. Premiado como Melhor Assessor Genial Pleno 2022 e Assessor Destaque 2021. Possui as certificações CEA, CPA 20, PQO e Green Belt.

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